Category: Cases de Marketing

  • A estratégia do Mercado Livre para se tornar um gigante dos marketplaces

    Entenda a estratégia do Mercado Livre para atingir o sucesso entre os marketplaces

    Você já parou para pensar como a estratégia do Mercado Livre foi aplicada para tornar a empresa em uma potência global? Em meio à revolução digital, essa plataforma não apenas se adaptou, mas liderou o caminho. Vamos explorar a estratégia por trás desse sucesso extraordinário.

    A história do Mercado Livre

    O Mercado Livre, uma das principais potências do comércio eletrônico na América Latina, construiu uma trajetória marcante que remonta ao seu início em 1999, na Argentina. Fundada por Marcos Galperin, a plataforma foi concebida como um marketplace online, destinado a facilitar a compra e venda de produtos entre usuários.

    Desde seus primeiros dias, o Mercado Livre buscou conquistar a confiança dos consumidores, estabelecendo uma presença abrangente em vários países latino-americanos. Sua visão era criar uma comunidade virtual onde compradores e vendedores pudessem interagir de maneira eficiente e segura.

    Ao longo dos anos, a empresa enfrentou desafios significativos, mas sua abordagem inovadora e adaptabilidade permitiram que superasse obstáculos. Antes mesmo da pandemia, o Mercado Livre já havia se consolidado como uma plataforma popular, oferecendo uma ampla variedade de produtos e serviços.

    Uma das chaves do sucesso foi a capacidade da empresa de antecipar e se adaptar às mudanças no comportamento do consumidor. Investindo em inovações, o Mercado Livre não apenas replicou a experiência de compra física para o ambiente digital, mas introduziu recursos que tornaram sua plataforma única e atrativa como parte da sua estratégia de sucesso.

    A popularidade do Mercado Livre na América Latina cresceu substancialmente, impulsionada por uma presença abrangente, uma abordagem centrada no cliente e a oferta de uma variedade diversificada de produtos. Seu compromisso em proporcionar uma experiência de compra online transparente e eficiente solidificou sua posição como uma potência no cenário do e-commerce latino-americano.

    A pandemia e o impacto no e-commerce

    Com a chegada da pandemia, as restrições de movimento, lockdowns e preocupações com a segurança levaram a uma mudança drástica nos padrões de consumo. Dessa maneira, o comércio eletrônico emergiu como uma solução segura e conveniente para as necessidades de compra, impulsionando um verdadeiro “boom do e-commerce”.

    O Mercado Livre, como uma das principais plataformas de comércio eletrônico da América Latina, experimentou um aumento notável na demanda durante esse período. Assim, os consumidores buscavam maneiras seguras de adquirir produtos essenciais e não essenciais sem sair de casa.

    Vantagens do Mercado Livre durante a pandemia

    Variedade de produtos: O Mercado Livre oferece uma ampla variedade de produtos, desde itens básicos até eletrônicos e produtos de luxo. Isso permitiu que os consumidores encontrassem praticamente tudo o que precisavam na plataforma.

    Conveniência e segurança: Com a opção de fazer compras online, os consumidores puderam evitar aglomerações em lojas físicas, minimizando o risco de exposição ao vírus. Além disso, o Mercado Livre implementou medidas para garantir a segurança nas transações.

    Facilidade de uso e experiência do usuário: A plataforma do Mercado Livre é conhecida por sua interface amigável e recursos que facilitam a navegação e a compra. Isso foi crucial, pois muitas pessoas que não eram compradores online regulares começaram a explorar o e-commerce durante a pandemia.

    Mercado envios: A estratégia do Mercado Livre de adotar um serviço de logística, o Mercado Envios, desempenhou um papel fundamental ao oferecer opções de entrega confiáveis e rastreáveis. Sendo assim, isso contribuiu para a confiança dos consumidores ao realizar compras online.

    Desafios e oportunidades do Mercado Livre

    Embora o e-commerce, incluindo o Mercado Livre, tenha experimentado um crescimento substancial durante a pandemia, também enfrentou desafios. Assim, aumento na concorrência, pressão sobre a logística devido ao aumento da demanda e mudanças nas preferências dos consumidores foram alguns dos desafios enfrentados.

    Contudo, o Mercado Livre viu essa fase como uma oportunidade para inovar e fortalecer sua posição como líder do setor. Dessa forma, a plataforma investiu em tecnologia, logística e na expansão de sua base de vendedores, consolidando sua presença como uma escolha confiável para compradores e vendedores.

    Em resumo, a pandemia acelerou a transformação digital e destacou a importância do comércio eletrônico. O Mercado Livre, com sua abordagem ágil e adaptável, emergiu como um protagonista nesse cenário, aproveitando as oportunidades e superando os desafios para continuar oferecendo uma experiência de compra online excepcional.

    A estratégia do Mercado Livre para entrar no digital

    A transição do ambiente físico para o digital demandou mais do que simples replicação. Nesse sentido, o Mercado Livre adotou estratégias e introduziu recursos inovadores para conquistar usuários e proporcionar uma experiência de compra única:

    Perguntas e respostas

    Replicando a interação presente em lojas físicas, o Mercado Livre introduziu um espaço dedicado a perguntas e respostas. Isso permitiu que os compradores esclarecessem dúvidas diretamente com os vendedores, simulando a experiência de interagir com um vendedor em uma loja tradicional.

    Chat com o vendedor

    Após a conclusão da compra, o Mercado Livre ofereceu um canal de comunicação direta entre compradores e vendedores como parte da sua estratégia. Essa funcionalidade não apenas facilitou a troca de informações sobre a compra e entrega, mas também criou um ambiente virtual semelhante ao atendimento pós-venda em uma loja física.

    Atualizações sobre a compra

    A transparência em todas as etapas do processo de compra foi fundamental. Dessa forma, o Mercado Livre garantiu que os compradores recebessem atualizações regulares sobre o status da compra, proporcionando uma sensação de acompanhamento semelhante ao encontrado em compras presenciais.

    Formas de pagamento diversificadas

    Reproduzindo a flexibilidade encontrada em lojas físicas, o Mercado Livre ofereceu diversas opções de pagamento. Essa variedade proporcionou aos compradores a liberdade de escolher a forma de pagamento que melhor atendesse às suas necessidades e preferências.

    Porcentagem de lucros para vendedores

    Introduzindo uma estrutura de custos transparente, o Mercado Livre estabeleceu uma porcentagem de lucros para os vendedores. Essa abordagem simulou o ambiente de negociação presente em lojas físicas, onde as despesas são discutidas e acordadas de maneira clara.

    O sucesso da estratégia de transição do Mercado Livre

    O Mercado Livre foi muito bem-sucedido em atrair clientes antes da pandemia porque soube levar a experiência de comprar em lojas físicas para o mundo online. Eles não apenas tinham muitos produtos para escolher, mas também adicionaram recursos especiais que tornaram a compra online única. 

    Isso fez com que as pessoas gostassem de usar o Mercado Livre. Assim, transformando-o numa das maiores plataformas de compras online na América Latina.

    O Mercado Livre como potência pré-Pandemia

    Antes dos desafios impostos pela pandemia, o Mercado Livre já se destacava como uma força impulsionadora do comércio eletrônico na América Latina. Alguns fatores que contribuíram para isso foram:

    Popularidade na América Latina: O Mercado Livre já desfrutava de uma considerável popularidade entre os consumidores latino-americanos. Assim, sua presença significava que pessoas de diversos países tinham fácil acesso à plataforma, contribuindo para a diversidade de produtos e transações.

    Adaptação às mudanças de comportamento do consumidor: A empresa demonstrou agilidade ao antecipar e responder prontamente às mudanças nesses padrões. Dessa maneira, seus investimentos em inovações refletiram uma compreensão profunda das expectativas do usuário, garantindo que a experiência de compra online esteja alinhada com as demandas do mercado em evolução.

    A estratégia do Mercado Livre aplicada à sua empresa

    Ao incorporar elementos que criam uma experiência de compra única e fortalecer a comunicação transparente com os clientes, sua empresa pode enfrentar os desafios do ambiente digital. Além disso, também podem prosperar, conquistando usuários e consolidando-se como uma referência em seu setor.

    Contudo, assim como o Mercado Livre, para aplicar estratégias com eficiência no marketing digital, é preciso de um time dedicado a isso. Sabendo dos custos de manter um time interno, na maioria dos casos, a melhor opção é optar por um time terceirizado.

    Agências de marketing executam esse trabalho, mas com uma estratégia que pode, por muitas vezes, não ser efetiva. Sabendo disso, Dener Lippert fundou a V4 Company, que se destacou em um cenário de agências tradicionais, se tornando a maior assessoria de marketing do Brasil.

    Para conhecer mais sobre a V4 Company, assista ao vídeo:

  • Conheça a estratégia da AmBev para virar líder no mercado de cervejas

    Conheça a estratégia da AmBev para se tornar uma líder no mercado de cervejas

    O mercado de bebidas é um território em constante efervescência, e a estratégia da AmBev a tornou uma protagonista desse cenário, construindo não apenas um império de cervejas, mas um ecossistema diversificado e inovador. 

    Neste artigo, exploraremos a jornada épica da AmBev, desde suas raízes até suas estratégias de vanguarda para alcançar a ambidestria organizacional.

    O início da história da AmBev

    O início da história da AmBev remonta ao ano de 1971, quando o empresário brasileiro Jorge Paulo Lemann fundou a corretora de valores Garantia, junto com seus sócios Marcel Telles e Carlos Alberto Sicupira. Inicialmente, a atuação da Garantia estava no mercado financeiro, mas a visão empreendedora de Lemann o levou a enxergar oportunidades além desse setor.

    A trajetória da AmBev teve seu ponto de virada em 1989, quando a corretora Garantia, sob a liderança de Lemann, adquiriu o controle acionário da cervejaria Brahma. A Brahma, fundada em 1888, já era uma das principais cervejarias do Brasil. Essa aquisição marcou o início da transformação da Garantia em um conglomerado de bebidas.

    O passo mais significativo ocorreu em 1999, quando a Brahma se fundiu com a Antárctica, outra grande cervejaria brasileira, dando origem à Companhia de Bebidas das Américas, ou simplesmente, AmBev. A fusão foi um marco na consolidação da AmBev como líder do mercado de cervejas na América Latina.

    A estratégia de fusões e aquisições da AmBev

    A estratégia de fusões e aquisições da AmBev remonta ao século 19, quando as empresas começaram a buscar expansão e rentabilidade. Desde então, a AmBev protagonizou diversas transações que moldaram seu império cervejeiro.

    Em 2004, a AmBev se fundiu com a belga Interbrew, criando a InBev, uma das maiores cervejarias do mundo na época. Essa fusão foi crucial para expandir a presença da AmBev em mercados internacionais.

    A saga de aquisições continuou em 2008, quando a InBev adquiriu a gigante norte-americana Anheuser-Busch, criando a Anheuser-Busch InBev (AB InBev), consolidando ainda mais sua posição global no mercado de cervejas.

    Essa estratégia agressiva de fusões e aquisições foi uma peça-chave para a ascensão meteórica da AmBev. Jorge Paulo Lemann e seus sócios se destacaram não apenas por identificar oportunidades de mercado, mas também por implementar eficientes estratégias de gestão e integração para criar uma gigante da indústria de bebidas.

    A jornada da AmBev desde a corretora Garantia até se tornar uma das maiores cervejarias do mundo é um exemplo notável de empreendedorismo, visão estratégica e capacidade de adaptação aos desafios do mercado. Essa história de sucesso serve de inspiração para empresas que buscam crescimento e liderança em seus setores.

    Além da cerveja, a entrada no segmento de refrigerantes e chás

    A diversificação sempre esteve no DNA da AmBev. Desde 1918, com o lançamento de sete itens de refrigerantes pela Brahma, até a aquisição dos direitos da Pepsi em 1999, a empresa conquistou espaço no mercado de refrigerantes.

    Em 2022, a AmBev deu um passo inovador com o pré-lançamento do Impossible Soda, um refrigerante 100% natural. A sustentabilidade também está em foco, com planos de eliminar embalagens plásticas até 2025.

    A incursão da AmBev no mercado de chás gelados começou nos anos 2000, com o sucesso do Lipton Ice Tea. A parceria com a Unilever trouxe inovação ao portfólio da AmBev, consolidando sua presença no mercado não alcoólico.

    O chá, segundo a ONU, é a segunda bebida mais consumida no mundo. Em 2022, a AmBev reforça seu compromisso com a sustentabilidade ao lançar o Impossible Soda e investir em alternativas 100% vegetais e recicláveis.

    AmBev e Zé Delivery: a virada de chave para a companhia

    A virada de chave para a AmBev, especialmente no cenário desafiador de 2016, foi impulsionada por uma abordagem inovadora e uma busca pela reinvenção. Nesse contexto, o Zé Delivery, lançado em 2016, desempenhou um papel crucial. 

    Ele foi além de ser um aplicativo de entrega de bebidas. Se tornou uma peça-chave na estratégia de recuperação e conquista do mercado.

    O Zé Delivery não é apenas um meio de proporcionar conveniência aos consumidores, mas também uma fonte valiosa de dados que contribuem para as estratégias da empresa. Durante a Copa do Catar, o aplicativo alcançou um feito notável ao registrar 55 mil pedidos por hora, indicando não apenas a aceitação do serviço, mas também a sua importância em eventos de grande escala.

    Ao analisar esses dados, a AmBev pode entender melhor as preferências dos consumidores e ajustar seu portfólio de produtos. Além disso, também entende como otimizar operações logísticas e aprimorar suas estratégias de marketing. 

    A coleta e análise de dados desse tipo são fundamentais para empresas que buscam permanecer relevantes e competitivas em um ambiente de negócios dinâmico.Mas o Zé Delivery não é a única incursão da AmBev no mundo digital.

    BEES: a estratégia da AmBev de se conectar mais facilmente ao B2B

    A introdução do BEES (Business Ecosystem Engagement System) em 2021 representa mais um marco na estratégia inovadora da AmBev. Estratégia que era focada em fortalecer as conexões com seus parceiros comerciais no cenário B2B. 

    O BEES é uma plataforma projetada para revolucionar a forma como a AmBev interage e colabora com distribuidores, bares e restaurantes. Assim, isso proporciona uma integração mais eficiente ao longo de toda a cadeia de valor.

    Essa iniciativa alinha-se com a busca constante da AmBev por inovação e eficiência operacional. Ao utilizar o BEES, a empresa pode obter insights valiosos em tempo real, permitindo a otimização de operações em diversos aspectos, desde a gestão de estoques até a logística de distribuição. 

    Essa abordagem baseada em dados contribui não apenas para a eficiência interna da AmBev, mas também para a melhoria da experiência do cliente, promovendo a satisfação dos parceiros comerciais.

    AmBev e a estratégia de recrutamento de pessoas no metaverso

    A incursão da AmBev no metaverso em 2023 marca uma abordagem revolucionária no recrutamento de talentos. A empresa, reconhecendo a crescente importância da realidade virtual expansiva, não apenas adotou, mas também incorporou ambientes virtuais para entrevistas e integração de novos funcionários.

    Essa iniciativa reflete não apenas a postura vanguardista da AmBev, mas também sinaliza uma mudança nos padrões convencionais de recrutamento. Ao aproveitar o potencial do metaverso, a AmBev proporciona aos candidatos e colaboradores uma experiência única.

    Por isso, ao adotar o metaverso como parte integrante de sua estratégia de recrutamento, a AmBev atrai a atenção dos candidatos modernos. Mas além disso, cria um diferencial competitivo ao posicionar-se como uma organização que abraça as últimas tendências tecnológicas.

    A AmBev em números

    A AmBev, segundo uma pesquisa, é destacada como a líder no cenário cervejeiro brasileiro, com uma participação de mercado expressiva de 59,4%. Suas principais marcas, como Skol, Brahma e Antarctica, ocupam as primeiras posições em cervejas mais bebidas do país, consolidando a empresa como líder incontestável. 

    Gráfico com as 5 marcas de cerveja que mais são vendidas no Brasil.
    As 5 marcas de cerveja que mais são vendidas no Brasil.

    Além disso, globalmente, a Skol destaca-se como a 5ª cerveja mais consumida, com 2,1% de participação de mercado, o que evidencia o alcance internacional da AmBev.

    Além disso, o Brasil representa 7% do consumo mundial de cerveja, posicionando-se em terceiro lugar no ranking, ficando atrás apenas dos Estados Unidos e China. 

    Com uma avaliação de R$227,6 bilhões, a grandiosidade da AmBev não se limita apenas ao domínio nacional, mas também desempenha um papel crucial na economia brasileira. Isso reflete em estratégias eficazes e marcas bem-sucedidas.

    A estratégia da AmBev além das cervejas

    A AmBev não é apenas uma líder de mercado em cervejas. É uma potência diversificada, inovadora e resiliente. Desde suas origens até as estratégias mais recentes, a AmBev continua a moldar o cenário global de bebidas. 

    À medida que avançamos para o futuro, fica claro que, para se destacar no mercado, é preciso ser expert não apenas na sua área, mas também em marketing digital. É por isso que um time especializado nessa área se faz necessário.

    Com o surgimento de agências de marketing digital que prometem gerar grandes resultados em pouco tempo, esse mercado ficou cada vez mais incerto de investir. Você provavelmente já se deparou com alguma agência assim, então sabe que pode ser um investimento arriscado.

    Com isso em mente, Dener Lippert fundou a V4 Company, a maior assessoria de marketing do Brasil. Para contextualizar, uma assessoria de marketing foca na parte estratégica do processo, não apenas na operacional como nas agências. Mas o que isso quer dizer?

    É simples. Enquanto agências tradicionais fazem a parte de criação de criativos, a assessoria foca no cenário global, que envolve não apenas as imagens e vídeos da campanha, mas o processo como um todo. Assim, o resultado se torna muito mais palpável.

    Para conhecer mais sobre a V4 Company, assista:

  • A estratégia da Volkswagen para virar líder no mercado automobilístico

    A estratégia da Volkswagen para se tornar uma empresa líder no mercado automobilístico

    A estratégia da Volkswagen para sair de uma imagem social comprometedora para uma das mais populares marcas do mundo é uma prova de que o marketing, se bem aplicado, é essencial para qualquer empresa. 

    Neste artigo, iremos nos aprofundar no case da Volkswagen, entendendo todos os passos que a fizeram se tornar uma das maiores empresas automobilísticas.

    Como a Volkswagen começou?

    Originária da Alemanha, a Volkswagen é uma empresa que comercializa carros confiáveis em todo o mundo. Através disso, conquistou uma significativa fatia de mercado no setor automotivo, ficando atrás apenas da Toyota, com aproximadamente 8% do mercado global.

    Os primeiros dias da Volkswagen foram desafiadores. Iniciada em 1934, a empresa enfrentou limitações de recursos para concretizar sua visão de construir a maior fábrica de automóveis do mundo

    O problema de imagem da Volkswagen

    Complicando ainda mais a situação, a Volkswagen surgiu como um projeto político associado aos nazistas. Isso resultou na realocação de seus recursos durante a Segunda Guerra Mundial, direcionando-os para a produção de veículos militares em detrimento de automóveis.

    Após o término da guerra, a Volkswagen enfrentou o desafio não apenas de reunir recursos para reiniciar a produção de automóveis, mas também de reconstruir completamente a imagem de sua marca, manchada pela associação com os nazistas.

    O polêmico lançamento do Volkswagen Fusca

    Durante a guerra, Adolf Hitler encomendou a produção do “carro do povo”, agora conhecido como Fusca, destacando-se por sua acessibilidade e confiabilidade. A Volkswagen recebeu a ordem de criar uma versão militar do Fusca, além de desenvolver veículos anfíbios, fogões de bunker e armamentos aéreos.

    Nesse período, a Volkswagen empregou trabalho forçado estrangeiro, incluindo prisioneiros de guerra, submetidos a condições extremas e muitas vezes tarefas fisicamente exigentes, resultando na morte de vários deles. Enquanto os trabalhadores civis eram bem remunerados, os prisioneiros de guerra mal recebiam pagamento.

    Além do trabalho penoso, prisioneiras eram separadas de seus bebês, levando ao desaparecimento de muitas crianças. Em 1944, a força de trabalho da Volkswagen consistia principalmente em prisioneiros de guerra, indicando uma estratégia de negócios centrada na utilização desses detidos para superar a escassez de mão-de-obra.

    Os crimes da Volkswagen se estenderam além do uso de prisioneiros de guerra. A segurança da empresa patrulhava áreas vizinhas, aplicando punições, e suas fábricas abrigavam campos de concentração nazistas.

    O número de prisioneiros diminuiu drasticamente após a libertação em 1945, muitos sucumbindo a doenças e fome. Enquanto isso, outros foram libertados pelas tropas americanas em abril daquele ano.

    A estratégia de rebranding da Volkswagen

    A empresa enfrentou diversas acusações durante a Segunda Guerra Mundial. Após o término do conflito e a mudança na administração ao longo dos anos, a nova liderança assumiu a enorme responsabilidade de reconstruir a reputação da empresa.

    Uma abordagem possível seria afastar a Volkswagen de seu passado sombrio. Embora essa opção fosse tentadora, a empresa optou por seguir o caminho mais socialmente responsável: reconheceu, aceitou e recordou suas raízes sangrentas, celebrando os sacrifícios das pessoas que sofreram sob sua tirania.

    Em 1999, a Volkswagen inaugurou um museu chamado “O Lugar da Memória“, transformando a fábrica em um espaço que expõe os locais onde ocorreram os crimes durante a guerra. A entrada para este museu permanece gratuita até hoje.

    O museu compreende seis salas: as quatro primeiras mapeiam as ações da Volkswagen durante a guerra, enquanto as duas últimas são dedicadas à memória dos prisioneiros. A quinta sala, chamada “Remembrance“, é uma estação de escuta com entrevistas de aproximadamente 200 prisioneiros de guerra que estiveram na fábrica da Volkswagen.

    Mudando o futuro da Volkswagen

    Antes desse movimento, a Volkswagen tomou diversas iniciativas para reconhecer a dor dos prisioneiros de guerra. Em 1986, o Conselho de Administração encomendou uma pesquisa para mapear a história do trabalho forçado na empresa. 

    Já em 1991, a empresa destinou 12 milhões de marcos alemães para atividades sociais e internacionais relacionadas à guerra. Em 1995, criou um fundo para prestar ajuda humanitária às pessoas pessoalmente afetadas pelos seus crimes.

    A Volkswagen convidou especificamente as pessoas afetadas a visitar a fábrica e compartilhar suas experiências. Assim, dando-lhes voz para expressar mensagens de respeito, tolerância, humanidade e paz na sociedade.

    A principal lição aprendida é que a responsabilidade social pode transformar a imagem de uma marca permanentemente. A nova liderança teve a opção de ignorar a história, mas reconhecê-la e usá-la para conscientizar sobre a gravidade dos crimes de guerra provou ser a escolha certa. 

    Essa abordagem os distanciou da filosofia dos nazistas, construiu uma imagem de marca socialmente responsável e proporcionou à empresa uma exposição positiva desde 1999. Assim, mantendo suas antigas fábricas abertas a estudantes de história e outros visitantes interessados.

    A estratégia de expansão da Volkswagen

    A Volkswagen expandiu seu portfólio através de aquisições locais e internacionais, alcançando a sétima posição na lista Fortune Global 500 em 2020. Isso ocorreu principalmente devido à sua expansão global.

    A trajetória de sucesso da Volkswagen começou após a Segunda Guerra Mundial. A empresa, inicialmente subestimada pela Ford, provou seu valor com um rápido aumento na participação de mercado e receitas. 

    O retorno às mãos alemãs em 1948 marcou o início da produção do Volkswagen Type 60. Isso impulsionou as vendas nas décadas seguintes com modelos atualizados compartilhando características como refrigeração a ar e motor traseiro.

    As aquisições da Volkswagen

    Em 1965, a Volkswagen adquiriu a Auto Union GmbH, marcando a entrada no mercado de luxo com a marca Audi. Além disso, em 1969, adquiriu a NSU Motorenwerke AG e fortaleceu ainda mais sua posição no mercado.

    A busca por expansão internacional começou em 1982, quando a Volkswagen colaborou com a SEAT, fabricante espanhola de automóveis. A empresa, originalmente chamada “Volkswagenwerk“, mudou seu título para “Volkswagen” para refletir sua expansão global. 

    Diversas marcas que foram adquiridas pela Volkswagen.
    Marcas adquiridas pela Volkswagen.

    Assim, em 1986, adquiriu 75% da SEAT, tornando-se sua primeira subsidiária não alemã. A estratégia semelhante foi aplicada à Škoda automobilová da Tchecoslováquia, iniciando com uma parceria em 1991 e culminando na aquisição total em 1995.

    Já a aquisição da Rolls-Royce Motors enfrentou desafios, com a BMW AG entrando na disputa. A Volkswagen garantiu o direito de usar o nome e logotipo até 2002, enquanto a BMW ficou com os direitos sobre a marca.

    O sucesso continuou com a aquisição da Lamborghini e Bugatti em 1998, marcando um ano histórico para a empresa. A Volkswagen demonstrou uma capacidade notável de diversificar seu portfólio, consolidando seu lugar como uma das principais fabricantes de automóveis no cenário global.

    Nos últimos vinte anos, a Volkswagen realizou significativas aquisições. Em 2009, adquiriu uma empresa automobilística alemã dirigida por Karmann. Uma vitória expressiva ocorreu em 2012, quando a Volkswagen conquistou 100% das ações da Porsche.

    Outras aquisições incluíram a Scania e a MAN SE, integradas à divisão Truck & Bus da Volkswagen em 2015. Em 2016, a empresa adicionou a RIO, uma marca de marketing digital, ao grupo, renomeando-o como “TRATON”. A parceria com a Hino Motors, estabelecida com o grupo TRATON, visou introduzir produtos de mobilidade elétrica no mercado.

    A estratégia da Volkswagen de entrar no mundo elétrico

    A Volkswagen está avançando rumo ao futuro elétrico, deixando para trás seu passado sombrio e trilhando um caminho de sucesso nos últimos anos. Com a aquisição de empresas líderes na indústria e a transição para carros elétricos, a empresa testemunhou um notável crescimento em suas receitas.

    Anteriormente, a Volkswagen lançou a “Estratégia 2025“, centrada na eletrificação, planejando oferecer veículos elétricos, incluindo modelos a bateria e células de combustível. O acordo com a Hino Motors representou um passo nessa direção, complementado pelo investimento de US$48 bilhões em fornecimento de baterias em 2018.

    Além das aquisições, a Volkswagen demonstrou sensibilidade às demandas dos clientes. Após um escândalo em 2015, a empresa recuperou sua reputação ao introduzir carros elétricos, evidenciando seu compromisso com a sustentabilidade. Essa abordagem, alinhada com as expectativas dos consumidores e o foco na inovação, tem impulsionado a Volkswagen em direção a um futuro mais eletrificado e sustentável.

    O que foi o escândalo de 2015 da Volkswagen?

    O escândalo foi relacionado à manipulação de emissões em veículos a diesel. Nesse sentido, a empresa foi acusada de instalar um software nos motores diesel de seus carros que detectava quando os veículos estavam sendo submetidos a testes de emissões. 

    Durante esses testes, o software ajustava o desempenho do motor para atender aos padrões de emissões permitidos. No entanto, em condições normais de condução, o software permitia que os veículos emitissem níveis mais altos de poluentes, como óxidos de nitrogênio (NOx), do que os permitidos pelas regulamentações ambientais.

    A revelação do escândalo ocorreu em setembro de 2015, quando as autoridades dos Estados Unidos divulgaram que a VW tinha instalado o dispositivo de manipulação de emissões em aproximadamente 11 milhões de veículos em todo o mundo. A fraude resultou em impactos significativos para a reputação da Volkswagen, levando a uma série de processos legais, multas e a necessidade de recall de milhões de veículos para correções.

    O escândalo teve repercussões globais, destacando questões éticas e ambientais na indústria automotiva e levando a um aumento de critério na regulação sobre as emissões de veículos. Além disso, a Volkswagen implementou várias mudanças internas e esforços para reparar sua imagem, incluindo um foco renovado em veículos elétricos e iniciativas de sustentabilidade.

    A estratégia digital da Volkswagen

    Em 2021, a Volkswagen anunciou sua estratégia de transformação digital, destacando sua evolução para um “grupo tecnológico”, especialmente com o crescente foco na produção de carros elétricos.

    Dentro da abordagem denominada ACCELERATE, parte da estratégia de transformação digital da Volkswagen, a empresa buscava implementar novos modelos de negócio para aumentar a eficiência nas fábricas e escritórios. Uma iniciativa notável nesse processo foi a introdução da “Nuvem Industrial“.

    A Nuvem Industrial emerge como uma solução eficaz, consolidando dados de todas as fábricas e facilitando a análise da produtividade. Sendo assim, a Volkswagen espera que isso resulte em “novos níveis de produtividade”, integrando a cadeia de abastecimento global em mais de 30.000 locais

    A meta é tornar a gestão mais ágil, transparente e segura, permitindo controle em tempo real. A nuvem facilita a identificação rápida de falhas, defeitos e atrasos na eficiência, ao mesmo tempo em que reforça a segurança contra ameaças externas.

    O uso da inteligência artificial nas estratégias da Volkswagen

    A Nuvem Industrial foi desenvolvida em colaboração com a Amazon Web Services, reconhecida por sua experiência em tecnologia da informação. Paralelamente, a Volkswagen incorporou a Inteligência Artificial (IA) em seus escritórios como parte de sua estratégia de sustentabilidade

    Já nas fábricas, a IA detecta atrasos nas cadeias de abastecimento, informando a gestão central sobre possíveis violações de políticas. Desde 2020, esse sistema monitorou aproximadamente 4.000 cadeias de abastecimento. 

    A IA também é empregada para identificar problemas como a formação de espuma no óleo (indesejável para os motores) e o envelhecimento da bateria. A Porsche, uma das subsidiárias da Volkswagen, está explorando o uso de IA na produção de chassis e eletrônicos por meio do programa Porsche Engineering Reinforcement Learning (PERL).

    O uso de computadores quânticos na Volkswagen

    A Volkswagen se tornou pioneira ao adotar computadores quânticos para aprimorar o controle inteligente de tráfego. Estes computadores, baseados nas leis da física quântica, destacam-se por sua velocidade e capacidade de realizar simulações complexas, tornando a decisão da Volkswagen de empregá-los uma inovação significativa.

    Em 2019, a empresa iniciou um projeto-piloto utilizando nove ônibus MAN como amostra. Assim, através de um sistema de computação quântica, a Volkswagen testou a capacidade de calcular em tempo real a rota mais rápida para cada ônibus. O sistema considera o número de passageiros e oferece rotas otimizadas, permitindo que os ônibus evitem congestionamentos antes mesmo de surgirem.

    Essa abordagem inovadora para um controle de tráfego mais inteligente reflete o espírito inovador da Volkswagen. Além de reduzir os tempos de deslocamento, a implementação desse sistema promete um transporte mais sustentável, automaticamente contribuindo para a redução de emissões nas estradas.

    Além disso, em 2021, a Volkswagen decidiu levar o projeto dos laboratórios para a prática na fábrica, embora os resultados ainda não tenham sido divulgados. Nesse sentido, a empresa também está explorando o uso de computadores quânticos para o desenvolvimento de “baterias sob medida”. Para essa pesquisa, a Volkswagen estabeleceu parcerias com gigantes da tecnologia como Google e D-Wave.

    A principal estratégia para impactar os clientes da Volkswagen

    A evolução digital na Volkswagen não se limitou apenas às suas instalações industriais; estendeu-se a várias outras áreas, beneficiando diretamente os clientes da empresa. Dessa forma, alinhada com as tendências atuais, a Volkswagen incorporou serviços inovadores, como compartilhamento de carros, caronas e micromobilidade através do aplicativo VW Move, conectando clientes em toda Berlim.

    A introdução dessas aplicações não apenas impulsiona a mobilidade urbana, permitindo que pessoas sem veículo próprio se desloquem pela cidade, mas também reflete um compromisso ecológico. Além disso, à medida que o tráfego diminui nas ruas, a imagem da Volkswagen como uma marca socialmente responsável se fortalece.

    Um marco notável é o compromisso da empresa de introduzir veículos autônomos no próximo ano, com a ambição de se tornar líder mundial nesse segmento até 2025. Embora os carros autônomos ainda não sejam comuns, a Volkswagen está determinada a liderar essa revolução tecnológica.

    O futuro da Volkswagen

    Na estratégia empresarial para o futuro, a Volkswagen apresentou a “Nova Estratégia Automóvel” em 2021, destacando a transição para veículos elétricos até 2024. Além disso, a construção de seis fábricas de baterias até 2030 na Europa faz parte dessa visão.

    Essa mudança para veículos elétricos não apenas impulsiona a participação de mercado da Volkswagen, mas também repara a imagem da empresa, prejudicada pelo escândalo das emissões em 2015. Dessa maneira, ao abandonar práticas ambientalmente prejudiciais, a empresa busca construir uma reputação mais sustentável.

    Uma vantagem chave para a Volkswagen é sua disposição em investir em tecnologias avançadas, como o projeto de computadores quânticos. Embora ainda em fase de teste, esse projeto destaca o compromisso da empresa com soluções ambientalmente amigáveis em meio às preocupações com as mudanças climáticas

    A parceria estratégica com líderes tecnológicos, como o Google, evidencia a abordagem de pesquisa e desenvolvimento da Volkswagen, proporcionando resultados promissores. Assim, se esses esforços se concretizarem, a Volkswagen pode se posicionar como uma empresa altamente desejada no mercado de ações, liderando o caminho para o futuro.

    O que podemos aprender com a Volkswagen?

    Reconstruir a imagem de uma marca após enfrentar desafios como um escândalo ou uma história problemática pode ser assustador. No caso da Volkswagen, que teve associações controversas durante a Segunda Guerra Mundial, a recuperação ocorreu por meio de estratégias de marketing eficazes e, acima de tudo, honestidade.

    A Volkswagen optou por enfrentar sua história sombria de frente, dando voz às vítimas dos horrores do passado. Essa abordagem não apenas beneficiou a empresa, mas também respeitou aqueles afetados pelos eventos da época.

    Além disso, a expansão também desempenhou um papel crucial na estratégia da Volkswagen, que não se contentou com negócios comuns. Assim, ao adquirir marcas renomadas como Audi, Lamborghini e Porsche, a empresa atraiu a atenção global

    Ao expandir, é essencial considerar a contribuição da marca para o negócio. Assim, reconhecendo que o nome do produto muitas vezes impacta mais os clientes do que a própria marca.

    Além disso, ao colaborar com gigantes como o Google e o D-Wave na área de computação quântica, a Volkswagen demonstrou inteligência em suas decisões, aproveitando a expertise dessas empresas para concretizar suas inovações.

    O Grupo Volkswagen iniciou sua jornada com desafios, mas navegou com sucesso, conquistando a maior participação de mercado na Europa em 2016. Por meio de aquisições que expandiram seu portfólio, a empresa continua a oferecer produtos de alta qualidade, ao mesmo tempo em que se esforça para criar soluções inovadoras em linha com sua política de sustentabilidade.

    A estratégia da Volkswagen aplicada à sua empresa

    Chegando a US$279 milhões de receita em 2022, o Grupo Volkswagen vale 60,91 bilhões de euros hoje. Isso tudo foi conquistado através de uma história com altos e baixos, mas o fato é que, sem um time especializado em todas as áreas da empresa, isso não seria possível.

    Nesse sentido, quando falamos de implementar o marketing digital nas empresas, muitos empresários podem imaginar um “bicho de sete cabeças”. A realidade é que é muito mais simples do que se parece

    Dessa forma, com um time especializado em marketing digital, seja interno ou externo, a mensuração de dados se torna muito mais eficaz. Assim, é possível identificar gaps que podem estar gerando resultados negativos. Como um time interno pode gerar muito custo a curto e longo prazo, um time externo se faz mais eficiente nessa troca.

    As agências de marketing, por sua vez, prometem entregar resultados positivos. Mas como sabemos, por muitas vezes, na prática isso acaba não acontecendo. 

    O fato é que as agências trabalham apenas com a parte operacional. Para simplificar, imagine um carro de corrida extremamente preparado, mas sem uma equipe por trás para ditar a melhor forma de correr.

    Portanto, identificando esse problema, Dener Lippert fundou a V4 Company, a maior assessoria de marketing do Brasil. Assim, através de um método exclusivo, é possível trabalhar de forma estratégica em cima de 4 pilares extremamente importantes para todo negócio: aquisição, engajamento, monetização e retenção.
    Para conhecer mais sobre a V4 Company, assista: 

  • A estratégia da Danone para se tornar uma líder do mercado de alimentos

    A estratégia da Danone para se tornar uma gigante do mercado de alimentos

    A Estratégia da Danone desempenhou um papel pioneiro na fabricação, comercialização e venda de iogurte na Europa e, posteriormente, nos Estados Unidos. Somente após a introdução do iogurte da Danone nos Estados Unidos, o consumo de produtos lácteos disparou significativamente

    Vamos explorar a trajetória da Danone, que está repleta de estratégias variadas, diversificação, conquistas notáveis e também momentos de desafio.

    Como a Danone começou? 

    A Danone estabeleceu sua marca por meio do iogurte. Inicialmente, a empresa espanhola começou a produzir iogurte em pequena escala. Embora o iogurte fosse um alimento comum, ele não estava amplamente disponível no mercado em formato embalado.

    Para suprir essa lacuna no mercado, a Danone inovou de maneira sem precedentes e, durante esse processo, tornou-se a pioneira na comercialização de iogurtes embalados.

    A primeira estratégia da Danone

    A história da Danone teve início em 1919, em Barcelona, Espanha. Um médico chamado Isaac Carasso começou a fabricar iogurte com a marca Danone, que recebeu o nome do apelido de seu filho, Daniel Carasso.

    Carasso viu os benefícios do iogurte para a saúde e sentiu uma oportunidade de negócio, considerando a propagação de doenças no início do século XX.  Aí surgiu o modelo de negócios da Danone. 

    A lacuna no mercado poderia ser preenchida com o iogurte da Danone, com demanda crescente à medida que as pessoas iam às lojas em busca de suas diversas propriedades saudáveis.

    Consequentemente, Carasso começou a produzir iogurte em pequena escala e a colocá-lo nas prateleiras das farmácias nos primeiros dias. Em poucas semanas, as vendas dispararam e Carasso buscou a expansão. 

    À medida que a Danone se tornou uma marca entre o público, eles transferiram o estoque das farmácias para as lojas convencionais. Enquanto a Danone visava apenas clientes preocupados com a saúde nas farmácias, as lojas deram acesso a uma base de clientes muito mais ampla.

    Os dez anos seguintes envolveram principalmente o reposicionamento da Danone como uma empresa de produtos lácteos, em vez de apenas uma fabricante de alimentos saudáveis (iogurtes), à medida que se deslocava para as lojas e, mais tarde, para os seus pontos de venda.

    O Instituto Pasteur de Paris incentivou o consumo de iogurte pelos seus benefícios para a saúde, por isso a Danone colaborou com eles para melhorar os seus produtos.  Um século mais tarde, a Danone estabeleceria os seus próprios institutos de pesquisa em nutrição em todo o mundo.

    Como a Danone começou a expandir pela Europa

    O processo de expansão global da Danone teve início na França. A empresa começou a sua expansão internacional apenas alguns anos após a sua fundação, em 1929, quando inaugurou a sua primeira filial no país.

    Isaac Carasso, o fundador, estabeleceu a Société Parisienne du Yoghourt Danone e também abriu a primeira loja da empresa em Paris. Além disso, o iogurte Danone foi promovido como a sobremesa perfeita para uma digestão saudável.

    A Danone inovou ao buscar a missão de combinar bem-estar e diversão. Assim, os iogurtes eram originalmente embalados em pequenos potes de porcelana, inicialmente disponíveis em farmácias antes de serem vendidos em barracas de queijos. Os franceses rapidamente aderiram à novidade, ansiosos por experimentar essa deliciosa novidade. 

    A Danone iniciou sua expansão internacional na década seguinte, com uma filial estabelecida na França em 1929. Isso marcou o início da Danone como uma marca amplamente reconhecida na Europa.

    A estratégia da Danone para entrar nos Estados Unidos 

    A estratégia da Danone para entrar no mercado dos Estados Unidos foi um desafio. Em 1942, Daniel Carasso e um empresário espanhol adquiriram uma pequena fábrica em Nova York e começaram a produzir iogurte. 

    Além disso, para tornar o nome mais amigável aos americanos, a marca foi renomeada de Danone para ‘Dannon’. Isso foi considerado importante para atrair os consumidores locais e tornar a marca mais familiar nos EUA.

    Inicialmente, a estratégia de marketing da Dannon, focada em promover um iogurte “saudável e divertido”, não teve sucesso nos EUA, uma vez que a preocupação com a saúde era limitada na época. Foi somente quando a Dannon lançou uma versão do seu iogurte com camadas de morango que os consumidores americanos começaram a comprá-lo. 

    Como a nova estratégia de marketing da Danone para ganhar o mercado americano

    A empresa passou de uma abordagem baseada em “Os médicos sugerem” e “saudável” para destacar a sua qualidade “saborosa e deliciosa”. Assim, esse ajuste na formulação do iogurte Dannon marcou o início do seu reconhecimento nos Estados Unidos e desempenhou um papel fundamental na estratégia global da Danone.

    Uma das principais lições aprendidas foi a importância de avaliar as suposições antes de expandir para novos mercados. O iogurte que havia conquistado a Europa não encontrou sucesso imediato nos Estados Unidos devido às diferenças no público-alvo e nas preferências. 

    Isso levou a uma mudança na estratégia de marketing da Danone, incluindo a mudança de nome da empresa nos EUA e a introdução de sabores mais atraentes. Logo, apesar das dificuldades iniciais, a Dannon começou a crescer nos Estados Unidos, introduzindo novos sabores e expandindo sua produção nacionalmente. 

    O ressurgimento da Danone nos Estados Unidos 

    A empresa construiu novas instalações de produção em diferentes estados, tornando-se o primeiro fornecedor nacional de alimentos perecíveis na época. No entanto, na metade da década de 1950, a família Carasso optou por vender a filial americana da Dannon para concentrar-se nas operações na Europa. 

    A Beatrice Foods comprou a filial americana por cerca de US$3 milhões. A Danone recompraria a subsidiária americana no final da década de 1980.

    O que fez a Danone crescer nos Estados Unidos? 

    O crescimento da Dannon nos EUA foi impulsionado pela introdução de uma ampla variedade de sabores de iogurte em um mercado com pouca concorrência na época. E isso levou ao aumento das vendas em todo o país.

    A segunda vantagem estratégica que a Danone adotou foi a disposição de fazer grandes apostas em busca de resultados extraordinários. Na indústria, a inovação é crucial para conquistar uma vantagem competitiva

    Para a Danone, essa inovação não se limitava a criar um iogurte pronto para consumo ou fazer pequenas melhorias diárias. Sendo assim, o foco foi em introduzir adições inovadoras.

    A empresa estava ciente de que ao introduzir algo único e bem recebido pelo público, os concorrentes teriam dificuldade em conquistar uma fatia significativa do mercado. Assim, ao agir como pioneira e inovadora, a Danone colheu os benefícios, embora assumisse um risco igualmente significativo.

    Isso foi exatamente o que a Dannon fez nos Estados Unidos. Não apenas se tornou a única marca a fornecer iogurte em todo o país, mas também ofereceu iogurtes com sabores de alta qualidade, algo incomum na época

    Embora tenha sido uma adição relativamente pequena, a camada de sabor era algo novo para os consumidores. E isso contribuiu para a consolidação da Dannon como uma marca reconhecida em todo o país.

    Com essa estratégia, qualquer novo entrante no mercado enfrentaria dificuldades para abalar as sólidas bases de consumidores estabelecidas pela Danone. Além disso, após uma série de fusões e aquisições, o Grupo Danone embarcou em uma nova fase de expansão e diversificação. 

    Diversificação: a nova estratégia da Danone 

    A BSN adquiriu a famosa marca de água Evian. Posteriormente, a estratégia da Danone incluiu a entrada na indústria de biscoitos por meio de importantes aquisições. 

    A BSN era uma empresa gigante no setor de fabricação de garrafas na Europa. E suas aquisições críticas incluíram a marca de bebidas Kronenbourg e a marca de água Evian. 

    Essas aquisições adicionaram consideravelmente valor à Danone, ampliando seu portfólio de produtos e consolidando sua posição no mercado. A BSN solidificou sua posição na indústria do vidro ao fundar a Flachglass, sua primeira empresa de fabricação de vidro, em 1970. 

    Dois anos depois, adquiriu uma participação majoritária na fabricante belga de vidro Glaverbel. Essas aquisições deram à BSN mais de metade do mercado europeu de vidro, somando-se a suas iniciativas anteriores de desenvolvimento na Europa Ocidental.

    A França se tornou o segundo país industrializado de crescimento mais rápido, logo após o Japão, tornando as empresas francesas mais competitivas. Aproveitando a economia em expansão, a BSN expandiu rapidamente seus negócios. 

    Como a BSN ajudou a Danone? 

    Em 1973, a empresa fundiu-se com a Gervais Danone, a maior empresa alimentar da França e líder de mercado em iogurtes, queijos naturais e sobremesas. E assim, passou a ser conhecida como BSN-Gervais Danone.

    Já em 1978, a BSN adquiriu uma participação na Alken, uma grande cervejaria belga, como parte de sua estratégia para manter uma posição forte na indústria de cerveja europeia. Um ano depois, adquiriu o controle acionário da Anglo-Belge belga, bem como um terço das ações das cervejarias Mahou na Espanha e Wührer na Itália. 

    O conglomerado estava no caminho para se tornar a principal empresa de bebidas não carbonatadas da Europa. Em seguida, a empresa adquiriu quatro empresas alimentares francesas por meio de uma permuta de participações com a Générale Occidentale. 

    Essa ação foi apoiada pelo governo francês. O governo estava interessado em revitalizar o setor alimentar e criou um acordo de incentivo único para projetos no processamento e exportação de alimentos. 

    Como a Danone conquistou os mercados asiáticos 

    Por meio de uma parceria com a fabricante japonesa Ajinomoto, a empresa entrou no setor de laticínios no Japão em 1980. Isso permitiu que a Danone se expandisse para os mercados asiáticos e abrisse novas oportunidades de negócios

    A empresa experimentou um aumento significativo nas receitas desde 1981 e fez um grande investimento de mais de 2,4 bilhões de francos naquele ano. Em 1983, a BSN-Gervais Danone voltou a se chamar BSN. 

    A empresa introduziu linhas de produção automatizadas para aumentar a eficiência, o que levou à demissão de 1.000 funcionários. Embora os sindicatos tenham protestado contra essa decisão, o governo francês a apoiou e elogiou a BSN por seu papel na modernização da indústria francesa. 

    Em 1984, a BSN adquiriu completamente os produtores de champagne Lanson Pere et Fils e Pommery et Greno, além de lançar uma variedade de novos produtos de iogurte e uma nova garrafa revestida de plástico.

    Ao longo da segunda metade da década de 1980, a BSN continuou expandindo. Em 1985, adquiriu uma participação minoritária na Verreries Champenoises, depois de vender seu negócio de frascos de vidro para essa empresa. 

    Além disso, a BSN comprou a fabricante de medicamentos Bottu, especializada em analgésicos e adoçantes artificiais. No final da década de 1980, iniciou uma série de desinvestimentos como parte de uma estratégia de reorientação.

    No final da década de 1980, a BSN se tornou líder de mercado em bebidas e vidros, consolidando a vantagem competitiva da Danone. E isso foi o primeiro passo para uma expansão na linha de produtos. 

    A estratégia da Danone para expandir sua linha de produtos 

    A Danone decidiu expandir sua linha de produtos. O lançamento do iogurte com camadas de morango foi apenas o começo. Seguindo sua estratégia de inovação, a empresa continuou a diversificar sua variedade de iogurtes e produtos relacionados.

    Embora a participação de mercado da Dannon tenha diminuído para cerca de 21% em 1985, o mercado de iogurte nos EUA havia crescido para mais de um bilhão de dólares naquele momento. Concorrendo com outras 125 marcas, a Dannon lançou novos e mais ricos produtos de iogurte para se manter competitiva. 

    A marca começou a lançar novos produtos, como o iogurte misturado de estilo francês conhecido como Dannon Ultra Smooth, iogurte matinal de estilo francês com passas e o exótico Danone Supreme. Eles ajudaram a Dannon a alcançar uma participação de mercado de 27% em 1986 – mais de um quarto da indústria.

    Para garantir espaço adequado nas prateleiras dos supermercados, a empresa começou a investir em publicidade na rede de televisão e em estratégias de trade marketing, além da publicidade ao consumidor. Quando a Dannon comemorou seu aniversário de prata em 1992, ela entregava dois milhões de xícaras por dia em uma ampla variedade de sabores e variantes.

    A fim de diversificar ainda mais seus negócios, a Danone percebeu que depender exclusivamente do iogurte como principal fonte de receita era arriscado. Qualquer problema na cadeia de abastecimento ou desafio global poderia afetar gravemente a empresa. 

    Como a Danone expandiu suas operações comprando empresas 

    Portanto, em 1987, a Danone adquiriu a empresa global de biscoitos General Biscuit. Isso abriu novas oportunidades e mercados para a empresa, já que a General Biscuit era proprietária da mundialmente famosa marca LU Biscuits. 

    Dois anos depois, a Danone também adquiriu a Peek Freans e a Jacob’s, principais marcas internacionais de biscoitos da empresa europeia Nabisco. Com essas aquisições, a Danone solidificou sua posição como gigante alimentar global e líder na Europa. 

    Embora o iogurte ainda fosse uma fonte importante de receita, os biscoitos e as bebidas também se tornaram uma parte significativa de seu portfólio. Assim, transformando a Danone em um conglomerado diversificado na indústria de alimentos.

    Essas ações estratégicas de diversificação permitiram à Danone reduzir o risco associado à dependência de um único tipo de produto e expandir suas operações em setores adjacentes.

    As principais aquisições da Danone ao redor do mundo 

    O final dos anos 1900 foi um período de aquisições agressivas por parte da BSN (que posteriormente se tornaria o Grupo Danone) em diversos setores. No entanto, o grupo também começou a vender várias empresas para se concentrar novamente em suas três principais áreas de negócios. 

    Muitos dos negócios relacionados à biscoitos também foram vendidos posteriormente.

    Alguns dos principais destaques das aquisições da Danone em todo o mundo incluem:

    Aquisições de empresas de biscoito

     A BSN começou a adquirir empresas de biscoitos em diferentes continentes. A expansão dos mercados na América do Sul, Ásia e África do Sul foi uma característica marcante do início da década de 1990. 

    Joint venture na Ásia 

    Em 1990, a BSN e um parceiro indiano formaram uma joint venture na Ásia chamada Britannia Brands para adquirir as operações da RJR Nabisco na Ásia-Pacífico. 

    Essa iniciativa incluiu a aquisição do maior fabricante de biscoitos da Índia, bem como empresas que produziam e comercializavam biscoitos, salgadinhos, nozes e outros produtos em Cingapura, Hong Kong e Malásia. Dessa forma, a Britannia se tornaria um dos maiores produtores e exportadores de biscoitos da Índia.

    Além disso, a empresa também buscou expandir seus negócios na China, criando diversas joint ventures para produzir biscoitos, laticínios, molhos com toque asiático e outros produtos na China.

    Investimento no Brasil

    Em 1994, a empresa investiu 49% do seu faturamento na Campineira de Alimentos, a segunda maior fabricante de biscoitos do Brasil. Essas aquisições e expansões em mercados globais diversificaram ainda mais o portfólio da Danone. 

    Dessa forma, as operações foram expandidas para incluir uma variedade de produtos alimentícios além do iogurte. Sendo assim, a empresa estava se adaptando às mudanças no mercado e buscando oportunidades em diferentes regiões do mundo.

    O ano de 1992 marcou um episódio de destaque para o BSN. Isso foi devido ao seu envolvimento em um conflito de aquisição relacionado à empresa francesa de água mineral Source Perrier. 

    Nesse sentido, o BSN fez uma oferta pela empresa proprietária da Perrier para mostrar apoio à Nestlé. Isso porque a BSN planejava adquirir a marca de água mineral Volvic da Nestlé, que era associada à famosa empresa Perrier.

    No entanto, a decisão de vender a marca Volvic foi tomada pela Nestlé, que concordou em vendê-la por cerca de US$500 milhões. Além disso, com a adição da Volvic, o BSN (ou Grupo Danone) se tornou o líder mundial em água mineral não gaseificada.

    A BSN se torna Danone e a expansão continua 

    Em 1994, a empresa passou a se chamar Grupo Danone. O nome BSN foi abandonado pela corporação porque não refletia mais sua identidade atual. 

    Menos de 15% de suas receitas eram geradas pela atividade original de recipientes de vidro da BSN, sendo a marca BSN relativamente desconhecida fora da França. Portanto, a empresa optou pelo nome Groupe Danone, uma vez que a marca Danone era bem conhecida globalmente e contribuía significativamente para as receitas. 

    Além disso, os produtos Danone eram fabricados em 30 países e exportados para todo o mundo. Nesse sentido, a mudança de nome também foi acompanhada por uma mudança na logomarca, que passou a mostrar um menino olhando para uma estrela, que simboliza Daniel Carasso, cujo apelido inspirou o nome “Danone”.

    A empresa começou a usar o nome Danone não apenas para produtos lácteos. Assim, a estratégia também foi utilizada para expandir sua presença em outras categorias de produtos além dos laticínios.

    Em 1995, as receitas da Danone atingiram a marca de 17 bilhões de dólares, quase o dobro do que eram seis anos atrás. Essa expansão significativa foi amplamente impulsionada pelas estratégias globais ambiciosas de aquisição, totalizando 5 bilhões de dólares, lideradas por Riboud durante a última década do século XX.

    A Danone muda seu foco para outras áreas como parte da sua estratégia

    Em 1996, Riboud escolheu seu filho Franck como seu sucessor. Dessa forma, poucos meses depois, a Danone e a Coca-Cola estabeleceram uma joint venture na qual concordaram em comercializar e vender sucos refrigerados sob as marcas Minute Maid e Danone na Europa.

    A Danone passou por uma série de transformações ao longo dos anos, adaptando-se às mudanças no mercado e focando em áreas-chave de negócios. Portanto, aqui estão alguns dos principais pontos dessas transformações:

    Venda de negócios não prioritários

    Na década de 1990, a Danone iniciou uma estratégia de venda de negócios que não estavam alinhados com suas áreas principais, como confeitaria e mercearia. Assim, isso permitiu à empresa concentrar seus recursos e esforços em áreas de maior importância.

    Foco nas áreas principais

    A Danone concentrou-se em suas principais áreas de negócios, que incluíam laticínios, bebidas e biscoitos, bem como água e cerveja. Essas áreas representavam mais de 75% das vendas da empresa.

    Aquisições estratégicas 

    A Danone realizou aquisições estratégicas para expandir sua presença em mercados globais e fortalecer suas ofertas. A aquisição da Numico em 2007, por exemplo, consolidou sua posição no mercado de alimentos para bebês.

    Sustentabilidade e saúde

    A Danone abraçou a sustentabilidade e a saúde como parte de sua estratégia. Sendo assim, ela investiu em produtos relacionados à saúde e ao bem-estar, como alimentos para bebês e produtos nutricionais.

    Diversificação geográfica

    A Danone expandiu sua presença global, entrando em mercados como Rússia, Índia, África e outros mercados emergentes. Assim, ajudou a diversificar suas fontes de receita e reduzir sua dependência de mercados específicos.

    Pesquisa e Desenvolvimento 

    A empresa investiu em pesquisa e desenvolvimento, criando centros de inovação e institutos de pesquisa em saúde e nutrição. Dessa maneira, isso permitiu o desenvolvimento de produtos inovadores e alinhados com as necessidades dos consumidores.

    Em resumo, a Danone passou por várias fases de transformação ao longo de sua história. Assim, adaptando-se às mudanças no mercado e buscando oportunidades de crescimento em áreas alinhadas com sua visão de negócios. 

    Nesse sentido, a empresa continuou a evoluir e diversificar seu portfólio para atender às demandas dos consumidores globais. E ainda atender às preocupações com saúde e sustentabilidade.

    A transformação digital da Danone

    A Danone tem adotado uma abordagem estratégica para a transformação digital e aprimoramento de suas operações. Então, aqui estão alguns pontos-chave relacionados à sua jornada de transformação digital:

    Portal integrado para catálogos 

    A Danone implementou um portal integrado que funciona como um repositório de catálogos, permitindo que a empresa gerencie operações eficientemente em várias regiões geográficas. A criação desse portal como estratégia da Danone ajudou a otimizar gastos, controlar orçamentos em tempo real e facilitou a colaboração entre partes interessadas em todo o mundo.

    Canal de vendas digital B2B 

    A empresa também lançou a “Loja La Serenísima”, um canal de vendas digital direcionado a varejistas Danone. Dessa forma, essa iniciativa visa melhorar a eficiência das transações comerciais entre a Danone e seus parceiros comerciais.

    Estratégia D2C (Direct-to-Consumer)

    A Danone reconheceu a importância da transformação digital nos canais B2C, especialmente após o aumento do comércio eletrônico durante a pandemia. Em 2021, lançou um website direto ao consumidor para a marca So Delicious. Dessa maneira, isso permitiu que a Danone obtivesse feedback em tempo real e acelerasse o desenvolvimento e o lançamento de novos produtos.

    Feedback e inovação 

    A adoção de tecnologia digital permitiu à Danone obter feedback dos consumidores de forma mais rápida e eficaz. A empresa lançou novos produtos exclusivamente online, como o Honest To Goodness, para obter insights que orientam a inovação futura.

    Compromisso com a sustentabilidade 

    A Danone tem uma visão de se tornar uma empresa totalmente certificada como B Corp até 2025. Dessa forma, destacando seu compromisso com a responsabilidade social e ambiental.

    As mudanças na liderança da Danone

    A empresa passou por mudanças na liderança, com Antoine Bernard de Saint-Affrique assumindo o cargo de CEO em maio de 2021. Dessa forma, sua administração lançou o plano “Renovar Danone”, que visa restaurar a competitividade em categorias principais, expansão seletiva, inovação e otimização do portfólio de produtos.

    A Danone reconhece a importância da tecnologia e da transformação digital para impulsionar sua eficiência operacional. Nesse sentido, além de atender às necessidades dos consumidores e avançar em direção a seus objetivos de sustentabilidade. 

    Essa abordagem demonstra o compromisso da empresa em se manter relevante em um mundo em constante evolução. Dessa forma, a Danone é uma empresa multinacional de alimentos com uma história rica e uma presença global. Além disso, sua capacidade de adaptação, inovação e compromisso com a sustentabilidade contribuíram para seu sucesso ao longo dos anos. 

    O crescimento histórico da Danone 

    A Danone experimentou um crescimento notável ao longo de sua história. Passando de uma empresa focada em produtos lácteos para se tornar uma empresa diversificada com uma presença global em alimentos, laticínios, água e alimentos para bebês.

    Gráfico com as vendas, tanto em bilhões de reais quanto a quantidade em toneladas, da Danone no Brasil de 2019 até 2022.
    Vendas da Danone no Brasil. 

    A capacidade da Danone de se adaptar às mudanças do mercado, investir em inovação, manter um compromisso com a sustentabilidade e atender às necessidades futuras contribuíram para seu sucesso duradouro. E isso a tornou uma das principais empresas de alimentos do mundo.

    O que as estratégias da Danone podem nos ensinar?

    A jornada da Danone oferece valiosas lições de negócios e estratégias que contribuíram para o seu sucesso duradouro. Então, aqui estão algumas das principais lições que podem ser extraídas da história da Danone:

    Atender à demanda do consumidor 

    A Danone priorizou a compreensão das necessidades e desejos dos consumidores ao longo de sua história. Assim, em vez de se apegar rigidamente a um único produto ou categoria, a empresa se adaptou e inovou para atender à demanda em constante mudança. 

    Isso incluiu a introdução de novos sabores e produtos com base nas preferências locais. Além de prestar atenção ao feedback dos clientes. 

    Resolver problemas dos clientes

    A inovação nem sempre requer ideias revolucionárias. Dessa forma, a Danone demonstrou que resolver problemas específicos dos clientes, como melhorar a cadeia de abastecimento ou se tornar digital durante a pandemia, pode levar ao sucesso.

    Gerenciamento de riscos com previsão 

    A empresa reconheceu a importância de diversificar seus negócios, mas o fez de forma estratégica, analisando cuidadosamente as oportunidades de crescimento e simplificando os caminhos de negócios. Isso ajudou a evitar uma dispersão excessiva de recursos.

    Foco nas competências essenciais

    Mesmo ao diversificar, a Danone nunca esqueceu suas competências essenciais, como laticínios, alimentos para bebês e água. A empresa manteve o foco em suas categorias principais, mesmo enquanto explorava novas oportunidades.

    Aproveitar novas possibilidades de crescimento

     A inovação sempre foi uma prioridade para a Danone. A empresa investiu em P&D, tecnologia e digitalização para impulsionar o crescimento. Isso permitiu que ela se mantivesse relevante em um mercado em constante evolução.

    Sustentabilidade e responsabilidade social 

    A Danone também demonstrou um compromisso com a sustentabilidade e a responsabilidade social, alinhando-se com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas. Isso não apenas beneficia o planeta, mas também atrai consumidores que valorizam empresas socialmente responsáveis.

    Estratégia como a da Danone na sua empresa 

    Em resumo, a história da Danone destaca a importância de se adaptar às mudanças, inovar constantemente e colocar os interesses dos clientes em primeiro lugar. Essas são lições valiosas para qualquer empresa que deseje prosperar em um mercado competitivo e em constante evolução.

    Contudo, para crescer, é preciso entender primeiro qual é o momento da sua empresa. Sendo assim, Dener Lippert criou a V4 Company, que hoje é a maior assessoria de marketing do Brasil. 

    Nesse sentido, diferentes das agências de marketing tradicionais, que investem em fórmulas prontas, a V4 Company investe no modelo de assessoria modular. Dessa forma, através desse modelo, a sua empresa terá campanhas de marketing feitas sob medida para o seu momento e as suas necessidades

    Ou seja, você receberá uma consultoria de marketing que pode contar com os seguintes módulos: 

    • Gestão e Atendimento: Estratégia de growth e gerenciamento de projeto eficiente;
    • Gestão de Mídia: Gerenciamento das campanhas de marketing nas principais plataformas de mídia;
    • Criativos: Anúncios impactantes com copywriting e design alinhados;
    • Ambientes: Desenvolvimento de ambientes necessários para realizar as suas conversões;
    • Dashboards: Business Intelligence para acompanhamento das principais métricas do negócio;
    • CRM: Criação de táticas para administrar a relação com o cliente visando ampliar interações, manter clientes, e impulsionar vendas adicionais e complementares;
    • Inside Sales as a Service: Desenvolvimento e criação de times de vendas para os clientes.

    Além disso, cada time é dividido pelo nível dos especialistas, que podem ser Júnior, Pleno ou Sênior

    Para conhecer mais sobre a V4 Company, assista ao vídeo abaixo:

  • Estratégia da Meta para se tornar referência em tecnologia no mundo

    Estratégia da Meta para se tornar uma das gigantes da tecnologia mundial

    Você já se perguntou como a estratégia da Meta, anteriormente conhecida como Facebook, transformou a empresa de uma simples plataforma de mídia social em uma das gigantes da tecnologia mundial? Vamos explorar a incrível jornada da empresa, desde sua fundação até a revolucionária visão do metaverso.

    O início do Facebook

    Em 2004, Mark Zuckerberg lançou o Facebook para proporcionar aos estudantes universitários uma maneira de se conectar com amigos na internet. Ninguém poderia prever que essa simples plataforma de mídia social se tornaria o conglomerado tecnológico mais influente do mundo. Desde o início a plataforma foi muito bem-sucedida, mas por quê?

    Thefacebook exclusivo para estudantes universitários

    O Facebook foi um sucesso instantâneo porque Zuckerberg compreendeu a necessidade humana de autoexpressão e comunicação. A plataforma foi lançada inicialmente como Thefacebook e só estava aberta para estudantes de Harvard na época.

    Os usuários podiam criar um perfil básico com seu nome, foto de perfil e data de nascimento. Eles também podiam compartilhar seus hobbies na página de perfil e se conectar com amigos.

    O sucesso do Thefacebook pode ser medido pelo fato de que quase 50% dos estudantes de Harvard se inscreveram dentro de um mês do lançamento. Sendo assim, a plataforma foi aberta para todas as universidades nos EUA e Canadá.

    A expansão do Thefacebook

    Na mesma época, em junho, o Thefacebook garantiu um investimento de US$500,000 de Peter Thiel, co-fundador do PayPal. No ano seguinte, a empresa obteve US$12.7 milhões da Accel e US$1 milhão de um capitalista de risco.

    A entrada de novos fundos permitiu que a empresa avançasse. Assim, em 2005, a empresa comprou o domínio thefacebook.com por U$200,000 e oficialmente se chamou de Facebook.

    A marca também expandiu sua base de usuários abrindo a plataforma para funcionários da Microsoft e Apple, além de estudantes no Reino Unido, Irlanda, Austrália e Nova Zelândia. Até 2006, a plataforma estava aberta para qualquer pessoa com um endereço de e-mail válido com 13 anos ou mais. Um ano depois, o Facebook contava com 50 milhões de usuários em todo o mundo.

    A estratégia de lançamentos da Meta de 2004 a 2008

    O Facebook teve uma estratégia de marketing digital sólida desde o início. Em 2004, a empresa lançou os “Facebook Flyers” para ajudar pequenos negócios a anunciarem seus serviços para clientes que moravam por perto.

    A empresa também experimentou o conceito de “Grupos Patrocinados”. Empresas como a Apple patrocinavam um grupo, pagando ao Facebook uma taxa fixa, além de cobranças mensais por cada membro do grupo. Além disso, gravadoras começaram a aderir à ideia e se associaram ao Facebook para divulgar sua música diretamente para a grande base de usuários estudantes da plataforma.

    Em 2007, a empresa lançou as “Páginas do Facebook” para ajudar celebridades e marcas a configurarem seus perfis para obterem maior visibilidade. Essa funcionalidade ajudou potenciais consumidores a conhecerem mais sobre as marcas por meio do Facebook, sendo populares até hoje.

    Logo depois, foi lançado o famoso “Facebook Marketplace”. A função permite que usuários individuais postem anúncios para vender produtos, itens usados e serviços.

    Mas, o que aprendemos com isso?

    O Facebook foi revolucionário porque ajudou os usuários a se comunicarem de maneiras nunca antes possíveis. No início, a plataforma oferecia recursos simples, como adicionar amigos, junto com serviços de publicidade básicos para pequenos negócios. Mas o Facebook nunca parou de aprimorar seu serviço, adicionando novos recursos a todo tempo.

    Além disso, a plataforma mudou a forma como as marcas comercializam seus produtos. Não havia volta depois que as marcas perceberam que o Facebook poderia ajudá-las a personalizar seus anúncios com base nos interesses do usuário, permitindo que personalizassem seus anúncios para milhões de clientes.

    Até hoje o Facebook é uma das maiores redes sociais do mundo, sendo a mais utilizada. Por isso, segue sendo um dos caminhos mais utilizados por empresas que planejam investir em campanhas de marketing.

    Gráfio com o ranking mundial de usuários ativos em plataformas social media.
    Número de usuários ativos em cada rede social no mundo inteiro. Valores em milhões.

    Aproveitar seu potencial publicitário ajudou o Facebook a estabelecer uma fonte independente de receita. Isso tornou a plataforma menos dependente de fundos de investimento e capaz de gerar lucros significativos por conta própria.

    A estratégia da Meta para aprimorar a experiência do usuário no Facebook

    Até o final de 2008, o Facebook já tinha conquistado 100 milhões de usuários em todo o mundo. Assim, foi uma conquista sem precedentes para uma empresa que havia começado apenas quatro anos antes.

    Contudo, o Facebook estava determinado a continuar progredindo, e a empresa desenvolveu uma estratégia corporativa abrangente para obter uma vantagem competitiva sobre as plataformas concorrentes a longo prazo.

    Como o Facebook melhorou a experiência do usuário?

    O Facebook lançou recursos que melhoraram a experiência do usuário. A empresa também fez pequenas, mas eficazes mudanças na forma como os usuários podiam se comunicar, adicionando recursos como marcação de fotos e a opção de curtir comentários.

    Como resultado, o Facebook ganhou 500 milhões de usuários em 2010, e a empresa foi avaliada em U$41 bilhões, tornando-se a terceira empresa de tecnologia mais valiosa, após o Google e a Amazon.

    O Facebook também aprimorou a experiência do usuário lançando novas plataformas, como o Desenvolvedor de Aplicativos do Facebook. Dessa forma, desenvolvedores aspirantes usaram a nova plataforma para criar jogos e aplicativos exclusivos para uso no Facebook. Por exemplo, o lançamento do jogo Farmville em 2009 foi um sucesso instantâneo entre os usuários.

    A empresa conseguiu criar outra fonte de receita incentivando desenvolvedores de software de terceiros a lançarem seus aplicativos na plataforma do Facebook. Em 2011, o Facebook obteve 12% de sua receita total por meio de produtos digitais vendidos por meio de um desenvolvedor de jogos online de terceiros chamado Zynga Inc.

    A estratégia da Meta para entrar em novos mercados

    A estratégia corporativa do Facebook tinha o objetivo de aumentar a participação de mercado. Por isso, a empresa começou a adquirir outras plataformas de mídia social para obter uma vantagem competitiva sobre outras.

    Em 2011, o Facebook adquiriu o Beluga, um serviço de mensagens em grupo. Essa aquisição deu ao Facebook acesso à tecnologia necessária para desenvolver o famoso Facebook Messenger. Logo depois, o Facebook lançou o Messenger como um aplicativo independente para mensagens privadas.

    No ano seguinte, o Facebook comprou o Instagram por US$1 bilhão. O Instagram é uma plataforma móvel de compartilhamento de fotos e vídeos que consolidou a posição do Facebook no mercado de mídias sociais por muitos anos.

    O aplicativo do Facebook foi lançado em 2010. Dois anos depois, ficou claro que a empresa precisava se estabelecer como uma empresa móvel para manter o crescimento da base de usuários. Como a maioria dos usuários estava acessando o Facebook por meio de dispositivos móveis, a aquisição do Instagram não poderia ter sido mais oportuna.

    Assim, o Instagram ajudou o Facebook a obter a tecnologia e a experiência necessárias para fazer a transição para o ambiente móvel. Especificamente, o Instagram trouxe a capacidade de compartilhar facilmente fotos tiradas por smartphones, o que atraiu o crescente número de usuários móveis.

    E qual foi a estratégia de crescimento do Facebook?

    Em 2012, o Facebook decidiu impulsionar o crescimento por meio de uma oferta pública inicial (IPO). A empresa foi avaliada em US$104 bilhões. A US$38 por ação, o Facebook conseguiu arrecadar aproximadamente US$161 milhões.

    O IPO do Facebook foi um sucesso porque a empresa consistentemente superou as expectativas dos investidores. No segundo trimestre financeiro de 2013, o Facebook impressionou os investidores ao ganhar US$2 bilhões a mais do que os analistas previam.

    A estratégia do Facebook de 2009 a 2014 focava em melhorar a experiência do usuário. Por exemplo, a empresa frequentemente adicionava novos recursos. Essas mudanças incrementais melhoraram significativamente a experiência do usuário.

    Isso mostra o comprometimento do Facebook em prestar atenção aos pequenos detalhes e ajustá-los para aprimorar seu serviço. Essa é a razão pela qual o Facebook conseguiu atrair mais de 500 milhões de novos usuários em 2010.

    A melhoria na variedade de serviços oferecidos pelo Facebook ajudou a empresa a gerar receita além dos ganhos obtidos com publicidade. Por exemplo, em 2011, 11-12% da receita do Facebook veio da venda de produtos digitais.

    A estratégia da meta em crescimento do Facebook por meio de aquisições

    A estratégia corporativa do Facebook estava voltada para o crescimento de longo prazo. Fazer aquisições estratégicas era parte fundamental do plano para que a empresa pudesse se manter à frente de outros gigantes da tecnologia.

    A aquisição do Instagram pelo Facebook foi uma escolha certeira. Zuckerberg e sua equipe previram corretamente que essa aquisição aceleraria a presença do Facebook no setor móvel. Até 2014, mais de 1 bilhão de usuários haviam acessado o Facebook por meio de dispositivos móveis.

    Em 2014, o Facebook adquiriu o WhatsApp por incríveis US$19 bilhões. Essa ação fazia parte da estratégia internacional do Facebook, pois o WhatsApp proporciona acesso a milhões de usuários em países em desenvolvimento.

    Logo da meta com ícones de redes sociais atrás.
    Logo da Meta

    O Facebook já sabia que a maioria dos usuários preferia aplicativos móveis em vez de desktops, então adquirir um aplicativo móvel como o WhatsApp daria ao Facebook acesso a potencialmente milhões de novos usuários no futuro. Essa previsão se confirmou, já que mais de um milhão de pessoas aderiram ao WhatsApp diariamente.

    O Facebook também trabalhou consistentemente na melhoria da experiência do usuário. Em 2016, lançou a versão desktop do WhatsApp. A função de chamadas de vídeo foi adicionada alguns meses depois. 

    Por fim, o Facebook introduziu a criptografia de ponta a ponta no WhatsApp. O objetivo era proporcionar uma camada extra de privacidade a todas as conversas.

    A empresa também aprimorou a experiência do usuário em suas outras plataformas. Em 2015, as videochamadas foram adicionadas ao Messenger. No mesmo ano, o Instagram lançou a função de Busca e Exploração para ajudar os usuários a encontrar páginas e contas relevantes. Em 2016, o Instagram Stories foi adicionado para facilitar o compartilhamento de vídeos curtos.

    A estratégia de inovação da Meta

    Em 2014, o Facebook também adquiriu a Oculus VR Inc. por US$20 bilhões. A Oculus era a principal empresa de tecnologia de realidade virtual imersiva. O Facebook tinha certeza de que essa aquisição lhe daria uma vantagem competitiva sobre outros gigantes da tecnologia nos anos seguintes.

    Isso ajudaria o Facebook a construir uma plataforma que mudaria a forma como as pessoas trabalham, jogam e se comunicam. A aquisição da Oculus foi um passo inicial na visão do Facebook para a próxima iteração da internet – o Meta.

    Mas as revoluções não acontecem de um dia para o outro. Em 2014, o Facebook e a Oculus decidiram começar pelo mundo dos jogos, revolucionando a forma como os jogadores interagem com as interfaces de jogos online.

    Um ano depois, o Facebook lançou o Oculus Rift, um fone de ouvido de realidade virtual que imergia os usuários em ambientes 3D realistas. Além disso, os fones vinham com fones de ouvido removíveis e um controle de jogos sem fio. Dessa forma, os fones foram um sucesso instantâneo, com cerca de 145.000 unidades vendidas em apenas três meses após o lançamento.

    Sua popularidade não foi surpresa. Os fones tinham especificações impecáveis, como uma resolução de tela de 1200×1080 que produzia imagens extremamente nítidas e realistas. Além disso, os fones incluíam áudio 3D, que completava a sensação de imersão para os jogadores.

    A principal lição que aprendemos com isso

    O Facebook tinha dois objetivos principais por trás de suas aquisições em 2014. Primeiro, a empresa buscava acesso a usuários fora dos EUA. Portanto, a aquisição do WhatsApp fazia parte da estratégia internacional do Facebook para conquistar usuários nos países em desenvolvimento.

    Em segundo lugar, o Facebook estava planejando o futuro. A empresa queria criar uma nova experiência de mídia social para os usuários. O Facebook imaginava uma plataforma que prometia total imersão, por isso adquiriu a empresa de tecnologia de realidade virtual – Oculus.

    A estratégia digital da Meta está pronta para revolucionar a interação humana

    Desde seu início em 2004, o Facebook percorreu um longo caminho. Em 2017, o Facebook alcançou marcos notáveis em todas as plataformas. Quase um bilhão de pessoas usavam o WhatsApp diariamente, enquanto um bilhão estava ativo no Instagram por mês, com 2 bilhões registrados no Facebook.

    Ao longo dos anos, o Facebook evoluiu de uma simples plataforma de mídia social. Agora, a empresa planeja construir a internet do futuro, aproveitando o poder da realidade virtual.

    Em 2018, o Facebook apresentou o Oculus Quest. O novo headset era um dispositivo de realidade virtual (RV) all-in-one que permitia aos usuários explorar ambientes virtuais como fariam no mundo físico. Isso foi possível graças aos controladores táteis que permitiam interações naturais com avatares e objetos virtuais.

    Uma versão aprimorada, chamada Oculus Quest 2, foi lançada em 2020. Mais avançado, leve e acessível, superou as vendas do modelo original em 0,5 milhão de unidades.

    Imagem do Óculos de inteligência artificial Quest 2 da Meta.
    Óculos de inteligência artificial Quest 2 da Meta.

    A inovação do Facebook em RV não parou por aí. Em 2021, foi introduzido o Horizon Workroom, um espaço virtual exclusivo para trabalho. Colegas podem realizar reuniões de diretoria ou colaborar individualmente em um espaço virtual.

    Meses depois, surgiram os Ray-Ban Stories. Os óculos permitem streaming contínuo de vídeo e áudio por 3 horas com carga completa, capturando 30 vídeos e 500 fotos em uma sessão.

    O Facebook transformou sua visão de experiências virtuais realistas em realidade com os headsets Quest e os inteligentes Ray-Bans. Por isso, a empresa se renomeou oficialmente como Meta em 2021. Dessa forma, o novo nome reflete a visão da empresa. Meta não é apenas uma rede social, é uma empresa de metaverso usando a realidade virtual para revolucionar a interação humana.

    Qual a estratégia da Meta para transformar a comunicação digital?

    O metaverso é uma experiência imersiva onde as fronteiras entre o físico e o virtual se misturam. É uma experiência de internet totalmente diferente. Assim, os usuários não olham mais para uma tela; estarão nessas experiências graças à tecnologia de realidade virtual.

    A Meta, através de uma estratégia, planeja mudar a comunicação digital em três áreas-chave:

    Educação: A Meta investiu US$150 milhões para mudar a forma como as pessoas aprendem, construindo um espaço completo de educação em RV com visitas a museus, acesso a bibliotecas e ferramentas de pesquisa avançadas para educação STEM.

    Trabalho: O Horizon Workroom da Meta ajuda colegas a colaborarem em espaços virtuais, representados por avatares para simular a experiência autêntica de trabalhar em um escritório.

    Lazer: A Meta está mudando como as pessoas socializam, construindo um ecossistema de RV com várias experiências imersivas, permitindo que usuários se juntem a grupos com interesses comuns, como grupos de fitness e equipes esportivas.

    Como parte da estratégia de inovação, o Facebook investiu bilhões de dólares em realidade virtual. Em 2016, investiu US$500 milhões, seguidos por US$10 bilhões em 2020. Este ano, a Meta já destinou US$3 bilhões para várias iniciativas de realidade virtual.

    Além disso, a Meta, como parte da sua estratégia, investe seus lucros em RV, acreditando que o futuro das mídias sociais será virtual. Busca uma vantagem tecnológica e experiência especializada em Realidade Virtual.

    Além disso. o investimento da Meta no futuro do Metaverso é ousado, e se bem-sucedido, pode significar sua dominação em aspectos fundamentais da sociedade. Nesse sentido, sinais positivos iniciais incluem 59% dos trabalhadores remotos nos EUA que não desejam retornar aos escritórios físicos.

    As principais lições sobre a estratégia da Meta

    Aquisições certas valem ouro

    A jornada da Meta mostra que cada aquisição é cuidadosamente planejada com um objetivo específico. Por exemplo, ao adquirir a Beluga, a Meta ganhou a expertise técnica para criar o Messenger, seu aplicativo de mensagens instantâneas.

    Da mesma forma, em 2014, adquiriu a Oculus para ter acesso à tecnologia e expertise necessárias para criar seus headsets de realidade virtual. Além disso, essa aquisição ajudou a diversificar além dos serviços de redes sociais.

    A empresa também fez aquisições em áreas emergentes. Dessa maneira, com o mobile em ascensão, o Facebook adquiriu o Instagram e o WhatsApp para ter acesso à crescente base de usuários em plataformas móveis.

    Atenção aos detalhes

    Ao longo dos anos, a Meta aprimorou consistentemente a experiência do usuário em todas as suas plataformas de maneiras pequenas, mas significativas. Assim, introduziu regularmente novos recursos, como o “Pessoas que Você Talvez Conheça” ou as “Reações” no Facebook. 

    Além disso, adicionou recursos como chamadas de vídeo ao WhatsApp e Instagram.

    Esses são apenas alguns exemplos do compromisso da empresa com uma melhor experiência do usuário, e os resultados são evidentes. Em 2008, o Facebook tinha 100 milhões de usuários. Em 2018, esse número chegou a 2 bilhões.

    Lucros impulsionando a inovação

    A jornada do Facebook mostra que sua estratégia central sempre foi gerar lucro, usado para sua estratégia de inovação. Por exemplo, o Facebook usou a receita da publicidade para aprimorar os recursos em sua plataforma de mídia social. 

    Também usou a receita publicitária para expandir seus serviços, criando novas plataformas, como o Facebook Developer. Agora, a Meta planeja usar a receita gerada por seus Aplicativos Familiares (Facebook, Instagram e WhatsApp) para financiar seus investimentos em realidade virtual.

    Inovação constante

    A empresa sempre usou a inovação para criar produtos nunca antes oferecidos. Sendo assim, quando o Facebook foi lançado, ninguém imaginava que as redes sociais conectariam pessoas de todo o mundo

    Além disso, marcas jamais imaginaram que seria possível acessar os interesses dos usuários para personalizar seus anúncios. Mas o Facebook tornou tudo isso possível.

    Hoje, a Meta está tornando os serviços virtuais uma realidade de maneiras nunca antes possíveis. Nesse sentido, a capacidade de conceber uma nova classe de produtos e serviços é o que diferencia a Meta.

    A estratégia da Meta aplicada a sua empresa

    A Meta, através de uma combinação de visão estratégica, inovação constante e adaptação ao mercado, evoluiu de uma plataforma de mídia social para uma empresa focada no metaverso. Dessa forma, sua jornada continua, prometendo mudar fundamentalmente a forma como interagimos digitalmente.

    Para evoluir no meio digital é importante estar atualizado sobre o mercado, mas também focar nos processos internos. A inovação nem sempre consiste em criar algo nunca criado antes, mas adaptá-lo. 

    Assim, para que isso seja aplicado ao seu negócio, é preciso um time especializado, seja interno ou terceirizado. Agências e assessorias de marketing surgem com o propósito de ajudar as empresas a melhorarem suas imagens e gerarem resultados palpáveis no mundo digital.

    Foi pensando nisso que Dener Lippert fundou a V4 Company, a maior assessoria de marketing digital do Brasil. Assim, através de um método exclusivo, a empresa trabalha em cima de 4 pilares essenciais de cada negócio: aquisição, engajamento, monetização e retenção

    Para saber mais sobre a V4 Company, assista ao vídeo:

  • Estratégia da Toyota para ser referência no mundo do serviço automotivo

    Estratégia da Toyota para se tornar uma gigante no mercado automotivo

    Conheça a estratégia da Toyota para se tornar uma das maiores potências da indústria automobilística. Nessa indústria, cada empresa enfrenta uma forte competição devido à rápida expansão da industrialização, globalização e requisitos ambientais rigorosos. 

    No entanto, o sucesso nesse setor não é garantido pela grandeza de uma empresa. Assim, o que realmente importa é a capacidade das empresas de inovar e criar valor.

    A história da Toyota começou modestamente, mas destacou-se na produção eficiente de veículos com baixo consumo de combustível, competindo com gigantes como Ford e GM. Contudo, sua ascensão não foi instantânea; a empresa persistentemente aprimorou modelos e elevou padrões de fabricação ao longo do tempo.

    Em 2020, a Toyota se tornou o maior fabricante de automóveis do mundo, superando seu principal concorrente, o Grupo Volkswagen, com a venda de aproximadamente 9,5 milhões de unidades. Atualmente, a Toyota mantém uma forte presença em mais de 170 países em todo o mundo.

    A Toyota atua no design, produção, montagem e comercialização de veículos de passeio, minivans, veículos comerciais e acessórios relacionados, com foco principal no Japão, América, Europa e Ásia. 

    A trajetória impressionante da Toyota oferece valiosas lições para aqueles que buscam sucesso na indústria automobilística. 

    O começo da Toyota 

    A história da Toyota, a gigante fabricante de automóveis japonesa, começou em 1933, quando iniciou suas operações. Tudo começou com Kiichiro Toyoda, filho de Sakichi Toyoda, que fundou a Toyoda Automatic Loom Works

    Kiichiro se inspirou nos carros americanos após estudar nos Estados Unidos e pediu apoio financeiro de sua família para iniciar um programa de desenvolvimento automotivo. Inicialmente, a empresa operava como uma divisão da Toyoda Automatic Loom Works, fornecendo teares automatizados para a indústria têxtil japonesa. 

    Em 1937, ela se tornou uma corporação separada. Em 1982, a atual Toyota Motor Corporation surgiu da fusão da Toyota Motor Corporation e da Toyota Motor Sales, sendo regulamentada pelo Código Comercial do Japão e pela Lei das Sociedades.

    Curiosamente, a empresa originalmente se chamava “Toyoda”, mas em 1936, para se adaptar aos mercados internacionais, realizou um concurso para escolher um novo nome. “Toyota”, associado ao número da sorte 8, foi a escolha vencedora

    Os primeiros carros da Toyota 

    Quanto aos primeiros carros da Toyota, a produção de automóveis de passageiros começou, mas foi interrompida durante a Segunda Guerra Mundial, quando a empresa se concentrou na fabricação de caminhões. Em 1947, a produção de carros de passageiros foi retomada com o Modelo SA. 

    Nos anos 1950, as fábricas da Toyota estavam operando a todo vapor. Já em 1957, a Toyota Motor Sales, USA, Inc. foi estabelecida, e o sedã Toyopet foi lançado nos EUA no ano seguinte. 

    No entanto, devido ao alto preço e à potência insuficiente, o Toyopet não teve sucesso. Em 1965, foi redesenhado e relançado como Toyota Corona, marcando o início do sucesso nos Estados Unidos. Dessa forma, a empresa cresceu rapidamente nas décadas de 1960 e 70, expandindo-se para mercados estrangeiros.

    No século XXI, a Toyota experimentou um notável crescimento, mas a crise econômica global de 2008 a afetou significativamente. Até 2020, a Toyota operava por meio de 528 subsidiárias e 201 empresas associadas, das quais 72 eram controladas por participação acionária.

    Hoje, a Toyota vende carros em cerca de 200 países e regiões, com seus principais mercados sendo Japão, Ásia, América do Norte e Europa. A empresa engloba várias marcas, incluindo Toyota, Lexus, Daihatsu e Hino, com foco principal na indústria automobilística, mas também atuando em setores financeiros e outros.

    A participação de mercado da Toyota 

    No que diz respeito à participação de mercado, a Toyota passou por mudanças significativas na última década. Em 2000, detinha uma fatia de mercado de 10,2%, classificando-se em terceiro lugar. Em 2017, melhorou para 10,8%, tornando-se a líder do mercado. Já em março de 2021, a Toyota liderava o setor com uma participação de mercado de 12,6%.

    Gráfico sobre a participação de mercado de cada uma das grandes fabricantes de carros no cenário mundial
    Participação de mercado de cada uma das grandes fabricantes de carros no cenário mundial. 

    Aqui está uma análise da participação de mercado da Toyota em 2019-2020 em diferentes continentes:

    • América do Norte: A participação de mercado da Toyota aumentou significativamente no 4º trimestre de 2020 em comparação com o trimestre anterior. Em 2019, houve uma queda;
    • Europa: A Toyota viu um aumento na participação de mercado no 4º trimestre de 2020 em relação ao trimestre anterior, embora tenha diminuído em 2019;
    • América Latina: A participação de mercado da Toyota cresceu no 4º trimestre de 2020 em comparação com o trimestre anterior, mas diminuiu no ano fiscal de 2019;
    • Região Ásia-Pacífico: Houve um aumento na participação de mercado da Toyota no 4º trimestre de 2020 em relação ao trimestre anterior, mas uma queda em 2019.

    Por que a Toyota faz tanto sucesso? 

    Em 2021, a Toyota ocupava o primeiro lugar no mercado de fabricação de veículos em todo o mundo, com uma participação de mercado de 12,6%. O Grupo Volkswagen ficou em segundo lugar com 11,4%, seguido pela Renault Nissan Alliance em terceiro lugar com mais de 10%. Assim, Stellantis ficou em quarto lugar com mais de 9,8%.

    • Instalações de produção avançadas: A Toyota possui instalações de produção de última geração em todo o mundo, permitindo-lhe fabricar veículos para mercados locais e internacionais. Além disso, a produção JIT (Just-in-Time) e a manufatura enxuta são fundamentais para o seu sucesso na indústria automobilística global;
    • Práticas inovadoras: Para atender à crescente demanda global, a Toyota implementou o Plano de Veículo Multifuncional Internacional Inovador (IMV) em mais de 142 países. Dessa forma, isso ajuda a otimizar suas técnicas de produção e distribuição de veículos em escala internacional;
    • Pesquisa e desenvolvimento abrangentes: Os valores da Toyota, como qualidade, robustez, confiabilidade, respeito ao meio ambiente e conveniência, orientam suas práticas de Pesquisa e Desenvolvimento. Nesse sentido, um exemplo notável é o veículo híbrido gasolina-elétrico, que alcançou vendas globais de dois milhões em 2010, destacando-se pelo uso de tecnologia inovadora. 

    A expansão internacional da Toyota

    A expansão global da Toyota começou em 1959. A empresa assinou seu primeiro contrato de distribuição na Dinamarca em 1963 e entrou no mercado australiano no mesmo ano. Dessa maneira, o mercado australiano se tornou seu principal mercado de exportação entre 1963 e 1965.

    Entrada no mercado americano

    A Toyota iniciou sua jornada nos Estados Unidos com a fundação da Toyota Motor Sales, USA, Inc. em 1957, lançando o Toyopet. No entanto, o Toyopet não foi bem recebido devido à baixa potência e preços altos. 

    A virada aconteceu com o lançamento bem-sucedido do Land Cruiser em 1958, um veículo utilitário 4×4. O sucesso continuou com o lançamento do Corona em 1965, projetado especialmente para o mercado americano, com um motor potente e transmissão automática. Além disso, impulsionou as vendas da Toyota para mais de 20.000 unidades.

    A Toyota se tornou a terceira marca importada mais vendida nos EUA em 1967 e, em 1975, superou a Volkswagen, estabelecendo-se como a marca importada número um. Assim, a empresa inaugurou seu novo complexo de sede nacional de vendas em 1982.

    Gráfico da produção de carros da Toyota por região em milhões de carros.
    Produção de carros da Toyota divido por região. Número em milhões de carros. 

    Evolução da Toyota nos EUA

    A Toyota se tornou uma fabricante americana em 1986, produzindo o Corolla FX16 inteiramente nos EUA. Em 1986, a Toyota alcançou um marco significativo, sendo o primeiro fabricante de automóveis importados a vender mais de um milhão de veículos nos EUA em um único ano, com vendas de 1.025.305 carros e caminhões.

    Durante os anos 1990, a Toyota experimentou um grande crescimento no mercado americano, com o sucesso do Camry, um veículo de passageiros, em 1997. Em 2011, a Toyota tinha 14 fábricas na América do Norte, localizadas em vários estados dos EUA, incluindo Califórnia, Texas, Kentucky, Mississippi, entre outros.

    Entrada na indústria automobilística Europeia

    A Toyota iniciou sua presença na indústria automobilística europeia na década de 1960, importando seus primeiros veículos. No entanto, a entrada nos mercados automobilísticos do Reino Unido, Alemanha, França e Itália foi desafiadora devido aos rígidos sistemas de vendas nesses países, que favoreciam os fabricantes locais.

    Crescimento inicial na Europa

    Nos anos 1960, a Toyota tinha apenas 13 unidades na Europa, mas em 1970, esse número cresceu para 59.000 unidades. Dessa maneira, a estratégia de marketing da Toyota consistia em ter um distribuidor em cada país europeu. 

    Em 1970, a Toyota estabeleceu seu escritório em Bruxelas, Bélgica, que se tornou o centro de operações europeias da empresa. A Europa tornou-se o segundo maior mercado internacional da Toyota em 1972

    Até 1980, a Toyota importou mais de 300 mil unidades para a Europa. No entanto, na década de 1980, o crescimento das exportações da Toyota para a Europa desacelerou devido a obstáculos governamentais que protegiam a indústria automobilística nacional.

    Em 1992, a Toyota começou a produzir carros na Europa, inaugurando uma fábrica no Reino Unido. A empresa optou por fornecedores europeus para adquirir peças automotivas. Em 1994, a Toyota Motor Manufacturing Turkey foi estabelecida como sua segunda fábrica europeia.

    Centralização das operações na Europa como parte da estratégia da toyota

    Em 1998, a Toyota Motor Europe Manufacturing foi inaugurada na Bélgica para gerenciar e organizar as operações europeias. Assim, a Toyota desenvolveu o “Le Rendez-Vous Toyota” em Paris em 1998 como um showroom de apoio às operações de marketing. 

    Em 2000, o Toyota Europe Design Development foi iniciado na França para apoiar a pesquisa e o desenvolvimento de ideias de design para o mercado europeu. Dessa forma, a Toyota adotou diferentes abordagens de entrada na Europa. 

    Inicialmente estabelecendo instalações na Dinamarca e, posteriormente, expandindo para o Reino Unido como seu centro de reunião, devido ao seu tamanho e às políticas governamentais variadas. Isso resume a jornada da Toyota na indústria automobilística europeia, desde sua entrada até sua transformação em um importante produtor na região.

    Além disso, a cadeia de fornecimento da Toyota compreende três seções principais: fabricantes de equipamentos originais (OEMs), fornecedores de primeiro nível e fornecedores de segundo nível. 

    Nesse sentido, os OEMs concentram-se em peças e serviços de alto valor e terceirizam parte de sua produção. Os fornecedores de primeiro nível podem fabricar uma ampla gama de peças, enquanto os fornecedores de segundo nível trabalham indiretamente com OEMs.

    Sistema Just-in-Time

    A Toyota adotou o sistema Just-in-Time em sua produção, tornando-a eficiente e ágil em resposta à demanda variável. Isso reduziu significativamente o trabalho em processo e o tempo de espera entre os procedimentos, uma vez que as matérias-primas são entregues imediatamente quando necessárias, eliminando a necessidade de estoque excessivo.

    Programação Heijunka

    A programação Heijunka, que significa nivelar/suavizar a produção, é fundamental na cadeia de suprimentos da Toyota. Dessa forma, ela divide as ordens de produção em intervalos de programação e define uma sequência repetitiva de fabricação com base no nivelamento da demanda. Isso permite que a Toyota atenda à demanda sem manter estoque excessivo.

    Sistema Kanban

    A Toyota utiliza o sistema Kanban, um registro visual, para gerenciar o fluxo de matéria-prima na linha de montagem. Existem dois tipos de cartões Kanban: o de ordem de produção, que indica a fabricação de peças específicas, e o de retirada, que conecta procedimentos. Isso ajuda a manter o fluxo eficiente de materiais.

    A Estratégia da Toyota para manter o controle de qualidade:

    A Toyota é conhecida por seu rigoroso controle de qualidade. Assim, se um pequeno defeito for identificado, os funcionários podem parar a linha de produção até que o problema seja resolvido. Dessa forma, isso garante a qualidade dos produtos Toyota e a confiabilidade da marca em todo o mundo.

    Além disso, a Toyota continua aprimorando suas operações para reduzir custos e tempo de produção. Assim, exemplos incluem a simplificação da montagem de peças e a redução de fixadores de carroceria. 

    Isso permite à Toyota montar carros de forma mais rápida e eficiente do que muitos de seus concorrentes. Dessa maneira, essas estratégias contribuem para a eficiência da cadeia de suprimentos da Toyota e sua capacidade de atender à demanda de forma ágil e econômica.

    Como a Toyota se tornou uma referência mundial em produção

    A Toyota é conhecida por sua cultura de inovação em manufatura, que abrange não apenas tecnologia, mas também a busca por maneiras de melhorar a vida das pessoas e proteger o meio ambiente. Aqui estão algumas das principais áreas em que a Toyota se destacou em inovação:

    Mudança para veículos menores e com baixo consumo de combustível

    Na década de 1990, a Toyota começou a se concentrar em questões como aquecimento global, recursos energéticos e poluição do ar. Isso levou ao desenvolvimento do Prius, o primeiro veículo híbrido de produção em massa do mundo

    O Prius combinou eficiência de combustível com um amplo interior, estabelecendo um novo padrão para carros ecológicos e eficientes em combustível. Além disso, a Toyota lançou o Mirai, um carro movido a hidrogênio que emite apenas água como subproduto. Essa tecnologia oferece vantagens em termos de alcance e tempo de reabastecimento em comparação com veículos elétricos.

    Processo de fabricação baseado em menos desperdício

    A Toyota adotou o Toyota Production System (TPS), que inclui os conceitos de Jidoka e Just-in-Time (JIT). Jidoka é um sistema para identificar e corrigir rapidamente problemas de produção, enquanto JIT envolve a coordenação de cada procedimento de produção para produzir apenas o que é necessário.

    Isso permitiu que a Toyota, através dessa estratégia, reduzisse vários tipos de desperdício, incluindo superprodução, estoque excessivo, transporte desnecessário, processos inadequados, excesso de movimentos e defeitos de fabricação. O TPS ajudou a melhorar a eficiência da produção e a reduzir o impacto ambiental.

    A Toyota é um exemplo de como a inovação em manufatura não se limita apenas à tecnologia, mas também inclui práticas de produção e processos que beneficiam a empresa, o meio ambiente e os consumidores. Essa cultura de inovação tem sido uma das razões por trás do sucesso contínuo da Toyota na indústria automobilística.

    Criando produtos para todos os segmentos da sociedade

    Os clientes querem valor e é exatamente isso que a Toyota lhes dá. Tanto em termos de preço quanto de uso, os carros Toyota são feitos de qualidade, confiáveis, duráveis e eficientes em termos de combustível. Não é à toa que você ainda pode ver nas estradas modelos Toyota comprados há 20 anos, deixando seus proprietários felizes.

    Os automóveis fabricados pela Toyota podem ser categorizados em:

    • Veículos Híbridos
    • Automóveis com motor convencional
    • Veículos com células de combustível

    A linha de produtos da Toyota inclui carros subcompactos, veículos utilitários esportivos, miniveículos, carros especiais, carros compactos, recreativos, picapes, médio porte, mini vans e ônibus. Hoje, a empresa é a maior fabricante de automóveis do mundo e líder global em veículos elétricos híbridos

    Para quem deseja luxo, o Lexus é uma excelente opção. Ao mesmo tempo, o Scion, outra marca da Toyota, é fantástico para quem quer algo mais esportivo.

    Gráfico de valores das empresas mais valiosas do Japão em 2018. Em bilhões de dólares.
    Valores das empresas mais valiosas do Japão em 2018. Valores em milhões de dólares.

    Os principais carros da Toyota 

    Os sedãs Toyota, incluindo o Corolla, oferecem conforto e funcionalidades ideais para motoristas e famílias. Com capacidade para 4 a 5 passageiros, os modelos mais recentes do Corolla proporcionam amplo espaço para as pernas, destacando-se pela eficiência no consumo de combustível.

    Camry, um nome familiar nos EUA, é um veículo com motor de 4 cilindros, silencioso e de condução suave. Além disso, O carro é mais espaçoso que o Corolla e oferece melhor variedade em termos de recursos. Avalon é outro carro de 5 passageiros com baixo consumo de combustível e um caminhão grande.

    Para famílias que se deslocam com eficiência, SUVs Toyota como 4Runner e Land Cruiser. O 4Runner é um SUV convencional de tamanho médio com carroceria que acomoda 5 pessoas em um interior bem equipado, enquanto o Land Cruiser pode acomodar 8 pessoas e vem com um grande V8 e capacidade para rebocar até 8.500 libras.

    Para pessoas preocupadas com o orçamento, compactos Toyota como Yaris, Matric e Yaris iA são escolhas fantásticas. Eles são práticos, têm excelente consumo de combustível e são econômicos. Enquanto o Yaris e o Yaris iA são menores, o Toyota Matrix é um hatchback de 5 lugares (semelhante ao Corolla) e é mais espaçoso que os outros dois.

    Para consumidores ambientalmente conscientes, o Prius e o Highlander Hybrid são escolhas excelentes. Porém, eles custam mais que os convencionais, principalmente o Mirai, que é um carro movido a hidrogênio. Para pessoas com orçamento limitado, o Corolla Hybrid ou alguns modelos do Camry Hybrid podem resolver o problema.

    O poder das parcerias da Toyota como parte da estratégia

    A Toyota tem uma abordagem abrangente em sua estratégia de negócios, que envolve software, hardware e parcerias para criar valor inimitável. Aqui estão os principais elementos dessa estratégia:

    Software

    A Toyota valoriza a filosofia de “Genchi Genbutsu”, que significa “ir e ver por si mesmo”. Isso envolve entender as operações em sua essência, colocando o cliente como prioridade e aplicando habilidades imaginativas para trazer melhorias sociais. É uma abordagem centrada no cliente que busca a compreensão profunda das operações para melhorá-las.

    Hardware

    A Toyota possui uma estrutura flexível que se adapta ao software. Nesse sentido, isso envolve o desenvolvimento de uma plataforma que permite a circulação de pessoas. Ou seja, a empresa busca criar um ambiente físico que suporte a implementação das melhorias identificadas por meio do software.

    Parcerias

    A Toyota valoriza parcerias estratégicas para impulsionar a mobilidade, a força e a felicidade das comunidades, clientes e parceiros. Essas parcerias seguem o princípio “Customer First”, visando relações comerciais justas e iniciativas sustentáveis para elevar a qualidade e garantir alto nível de satisfação aos clientes.

    Além disso, a Toyota tem uma missão de “Abrir a vidraça e ver um grande mundo”, que reflete sua visão de mobilidade para todos. A Toyota estabeleceu várias parcerias ao longo dos anos com outras empresas, visando a colaboração em pesquisa e desenvolvimento. 

    Algumas dessas parcerias incluem:

    • Acordo com a Mazda para licenciar tecnologias híbridas e produção de veículos compactos na fábrica da Mazda no México;
    • União com a Panasonic para explorar a viabilidade de um negócio compartilhado de baterias prismáticas automotivas;
    • Parceria com a Suzuki para trabalhar em tecnologias potenciais e compra de ações mútuas;
    • Parceria com empresas chinesas Geely e Baidu para expansão na área de veículos autônomos e desenvolvimento de uma plataforma tecnológica de código aberto;
    • Associação com Yazaki e Toyota Tsusho Corporation, para melhorias na triagem de resíduos em processos de desmontagem;

    A estratégia de publicidade da Toyota se ajusta às necessidades de marketing em diversas regiões e culturas. A empresa utiliza estratégias demográficas e geográficas para compreender diferentes grupos de clientes e criar perfis específicos.

    A Toyota também utiliza diversas formas de publicidade, como, jornais, TV, rádio, internet e patrocínios esportivos e culturais. A empresa prioriza o interesse do cliente e utiliza slogans que destacam essa prioridade.

    A estratégia da Toyota para diferentes países 

    A estratégia de diferenciação da Toyota, que se estende desde a produção até a publicidade, é um aspecto fundamental do sucesso da empresa em mercados globais. Sendo assim, essa abordagem permite que a Toyota atenda às necessidades específicas dos consumidores em diferentes regiões, levando em consideração fatores como condições climáticas, preferências culturais e demanda local. 

    Então, aqui estão alguns exemplos de como a Toyota adapta sua estratégia de marketing em diferentes países:

    Reino Unido e Arábia Saudita 

    A Toyota reconheceu que as condições climáticas e as preferências dos consumidores variam entre esses dois países. Portanto, ela ofereceu modelos específicos para atender às necessidades de cada mercado. Dessa forma, demonstra a capacidade da Toyota de personalizar sua oferta de produtos como parte da sua estratégia, além de se adequar às demandas locais;

    Slogans diferentes como estratégia da Toyota

    A Toyota utiliza slogans diferentes em diferentes países para transmitir mensagens que ressoam com os consumidores locais. Isso mostra o compromisso da empresa em se conectar com os clientes em um nível cultural e emocional. Assim, os slogans escolhidos, como “Oh, que sentimento!” na Austrália e “Comece o seu impossível” no Japão, refletem a adaptação da mensagem da marca para atender aos valores e aspirações dos consumidores locais.

    Patrocínios e promoções 

    A Toyota investe em patrocínios esportivos e eventos públicos para promover seus produtos. Dessa forma, isso inclui patrocínio de competições de corridas esportivas no Japão, o que ajuda a destacar seus carros esportivos e criar entusiasmo entre os fãs. Assim, essas estratégias visam aumentar a conscientização e a preferência pelos produtos da Toyota.

    No geral, a Toyota demonstra uma compreensão profunda das necessidades e preferências dos consumidores em diferentes mercados. Dessa maneira, sua capacidade de adaptar sua estratégia de marketing e produtos tornou-a uma das principais marcas automotivas globais, capaz de competir de forma eficaz em todo o mundo. 

    Portanto, a estratégia de diferenciação da Toyota é uma parte essencial desse sucesso. Assim, permitindo que a empresa crie valor único para seus clientes em diversos mercados.

    Lições de sucesso da Toyota 

    A história de sucesso da Toyota é realmente notável e oferece várias lições valiosas para outras empresas e indústrias. Aqui estão algumas das principais conclusões que podem ser extraídas da jornada da Toyota e a sua estratégia para atingir o sucesso:

    • Progresso Gradual e Sustentado: A Toyota alcançou sucesso com melhorias contínuas em produtos e processos, ressaltando a importância da consistência e busca constante pela melhoria.
    • Ênfase na Eficiência e Qualidade: A Toyota é conhecida por seu compromisso com a eficiência, confiabilidade e qualidade. Dessa maneira, esses princípios tornaram-se parte fundamental da cultura da empresa e ajudaram a construir a reputação da marca ao longo dos anos.
    • Inovação Constante: A Toyota inova continuamente, não apenas em tecnologia de produtos, mas também em processos de fabricação e gestão, evidenciando a importância da adaptação às mudanças tecnológicas.
    • Gestão Sábia: Os princípios de gestão da Toyota, como o Toyota Production System (TPS), são globalmente reconhecidos, destacando a minimização de desperdícios, busca por melhorias e respeito pelas pessoas.
    • Resiliência e Expansão Global: A Toyota enfrentou desafios, incluindo a concorrência de grandes fabricantes americanos, mas expandiu globalmente. Sua abordagem de produção, centrada na redução de riscos, facilitou a adaptação a diferentes mercados e condições econômicas.
    • Liderança em Responsabilidade Ambiental: A Toyota destacou-se na busca por veículos eficientes em combustível e ecologicamente corretos, como o Prius e o Mirai, refletindo a crescente importância da sustentabilidade nas indústrias automotivas.

    Implantando estratégias como a da Toyota no seu negócio

    Como vimos ao longo do artigo, a Toyota chegou onde está hoje através da sua capacidade de inovação e de seguir as estratégias traçadas. Além disso, é preciso estar em constante crescimento. Sem isso, o futuro do seu negócio pode estar comprometido. 

    Pensando nisso, Dener Lippert criou a V4 Company, que hoje ocupa o posto de maior assessoria de marketing do Brasil. Assim, através do inovador modelo de assessoria modular. Assim, ao contrário das agências de marketing tradicionais, o através de uma consultoria de marketing feita sob medida para a sua empresa. 

    Portanto, a V4 Company pensa na parte estratégica do seu negócio, para além do operacional. E dessa forma, é possível escalar o seu negócio dentro do marketing digital, de maneira sustentável e constante, com processos bem estabelecidos.

    Para conhecer mais sobre a V4 Company, assista ao vídeo abaixo: 

  • Estratégia da MasterCard para dominar o mercado de serviços financeiros

    Estratégia da Mastercard para se tornar uma gigante em serviços financeiros

    Você já se perguntou sobre qual foi a estratégia da Mastercard para se tornar uma das maiores empresas do mercado financeiro mundial? Nesse artigo, iremos entender como a marca fundada em 1966 se tornou presença garantida na carteira de bilhões de pessoas ao redor do mundo. 

    Conforme o mundo busca se afastar cada vez mais do dinheiro físico, as transações através do Mastercard só requerem uma coisa: um cartão de plástico. E a estratégia da MasterCard focou em 4 frentes: o consumidor, seu banco, o vendedor e o seu banco. 

    Dessa maneira, a empresa conseguiu alcançar lucros enormes ao aumentar a conectividade dos bancos e agilizar seus processos. Hoje, a marca que imaginou um mundo em dinheiro físico, é uma das gigantes do mercado. 

    Mas essa jornada foi tudo menos simples. Então, vamos conhecer qual foi a estratégia da MasterCard para alcançar o sucesso que se tornou hoje.

    O começo da Mastercard 

    Sem dúvidas, a Mastercard é uma das maiores empresas do setor financeiro e soluções de pagamento no mundo. Porém, eles não chegaram a esse posto da noite para o dia. Dessa forma, é preciso entender a dinâmica do mercado antes da Mastercard existir e quais foram as circunstâncias que cercaram o seu lançamento. 

    Os primeiros cartões de crédito

    O crédito não é algo novo para a humanidade. Na verdade, existem indícios de que ele existia em algumas das civilizações mais antigas da história. Alguns registros mostram que em 3500 AC, as pessoas buscavam empréstimos durante o verão para investir nas suas fazendas. 

    Avançando alguns milênios, no meio do século XX, o sistema de crédito estava pronto para passar por uma das maiores revoluções da sua história. Em 1950, a Diner’s Club lançou o seu primeiro cartão, que era aceito por um seleto grupo de restaurantes e lanchonetes. 

    A principal diferença entre esse cartão e o que seria o cartão de crédito é que o cliente não precisava pagar juros quando tivesse que pagar o valor total. Assim, devido ao sucesso alcançado pela Diner’s Club, outras empresas decidiram se aventurar nesse novo mercado. 

    A mais proeminente dessas empresas era a BankAmerica, que entrou no mercado de cartões em 1958 de maneira espetacular. Sendo assim, para popularizar o seu cartão, conhecido como BankAmericard, eles disponibilizam milhares deles para os residentes de Fresno, na Califórnia. 

    Apesar da estratégia ter aumentado o uso dos cartões, ela acabou se tornando um fracasso quando muitos dos usuários não pagaram os valores que haviam utilizado. Porém, a BankAmerica persistiu com o seu produto e respondeu de maneira forte. 

    O mais interessante sobre tudo isso é que, apesar do BankAmericard ter sido um sucesso, o BankAmerica manteve os resultados em segredo. Essa estratégia foi adotada para desencorajar qualquer empresa que quisesse se aventurar no novo mercado. 

    Logo, entre 1958 e 1966, houveram apenas alguns competidores e o banco americano se manteve na liderança de maneira tranquila. Porém, isso estava prestes a mudar. 

    O Interbank Card Association e a criação do MasterCard (ICA)

    Em 1966, o BankAmerica havia se tornado tão lucrativo que não podia mais esconder o seu sucesso. Logo, assim que outros bancos viram o potencial dessa nova indústria, decidiram criar seus próprios cartões de crédito. 

    Porém, esses bancos não podiam simplesmente entrar no mercado. Existiam vários obstáculos criados pelas instituições reguladoras. Por exemplo, em 15 estados americanos, o conceito de franquia bancária era proibido. Ou seja, os bancos nesses estados podiam ter apenas uma única unidade. 

    Buscando encontrar uma forma de superar essas restrições e surfar na onda dos cartões de crédito, esses pequenos bancos criaram associações regionais. Dessa forma, isso permitiu que esses bancos pudessem cultivar um network com mais lojistas e consumidores. E esses consumidores podiam utilizar os cartões de maneira conveniente por todo o país. 

    A Interbank Card Association foi o resultado de uma aliança desse tipo. Assim, os bancos United California Bank, Wells Fargo, Crocker National Bank e Bank of California uniram as suas forças para criar essa associação. Anos depois, o Interbank Card viria a se tornar o famoso MasterCard. 

    A Interbank se torna internacional

    Apesar do sucesso inicial do BankAmericard, os membros da Interbank Association estavam determinados a alcançar a liderança. Dessa forma, em 1967, dezessete banqueiros da associação se reuniram na cidade de Buffalo para criar a Interbank Card Association. E dessa forma, garantir que o cartão da associação seria mais amplamente aceito. 

    Sendo assim, o novo cartão da associação possuía um pequeno “i” no canto inferior direito, enquanto os bancos mantinham o seu próprio design no resto do cartão. Porém, assim ficou evidente que esse logo não seria o suficiente para construir o alcance nacional e internacional que os bancos estavam esperando. 

    Por isso, em 1968, a Interbank decidiu se alinhar ao Banco Nacional do México e no mesmo ano, uniram suas forças com bancos da Europa e Japão. Essas novas alianças expuseram que a Interbank precisava de uma identidade que fosse universal para que pudessem alcançar o sucesso desejado. 

    Dessa forma, em 1969, a associação fez uma mudança fundamental no design do seu cartão. Nesse momento, o “i” deu lugar a dois círculos, um vermelho e outro amarelo. Além disso, a outra grande mudança foi a adoção do novo nome, Master Charge: The Interbank Card.  

    Primeiro cartão Master Change do ano de 1969.
    O primeiro cartão Master Change com a identidade que viria a se tornar famosa no mundo todo. 

    Como o Master Change se tornou o MasterCard 

    O Interbank estava expandindo suas operações no Reino Unido, Africa e Austrália na década de 70. Ao mesmo tempo, a empresa também estava focada em melhorar os aspectos tecnológicos para garantir transações mais tranquilas e seguras. 

    Uma das primeiras transformações foi a criação do Interbank National Authorization System (INAS) em 1973. Esse foi o primeiro sistema de autorização, que transformou para sempre como as transações com cartões de crédito funcionam. 

    Até então, as transações eram aprovadas via telefone, o que hoje em dia pode parecer absurdo. Para melhorar ainda mais esse processo, no ano seguinte, a Interbank passou a adicionar fitas magnéticas na traseira dos cartões. Isso permitia que as transações fossem localizáveis e isso diminuísse as transações fraudulentas. 

    Em 1975, foi introduzido um novo sistema inovador, o Interbank Network For Electronic Transfer (INET). Assim como o INAS antes, o propósito do INET era digitalizar a comunicação entre os cartões e os bancos. 

    O nascimento do MasterCard 

    Os avanços tecnológicos feitos pelo Interbank Master Change foram de fato lendários. Porém, o seu maior rival, o BankAmerica, que agora se chamava Visa, ainda estava muito à frente. Isso porque, apesar da maioria dos bancos aceitar as duas bandeiras, o BankAmericard havia construído uma identidade internacional muito mais forte antes de se tornar o Visa. 

    Tentando replicar o sucesso do Visa, a Interbank renomeou o seu cartão novamente, o chamando de MasterCard. A ideia por trás era refletir os aspectos globais do cartão. 

    Contudo, dentro dos Estados Unidos, a marca teve sérias dificuldades em convencer os bancos de que a nova identidade faria alguma diferença. Apesar disso, as operações internacionais do Interbank cresceram com a nova identidade. 

    Primeira e mais famosa identidade do MasterCard.
    A primeira identidade do MasterCard, presente até hoje nos bilhões de cartões pelo mundo. 

    As mudanças na estratégia da MasterCard 

    Em 1980, a Interbank sentiu que precisava efetuar algumas mudanças para se aproximar ao sucesso da Visa e se posicionar como força global. Logo, para avançar nessa área, eles selecionaram Russel E. Hogg, um executivo com experiência na Macmillan Inc. e American Express Company. 

    A mudança mais impactante orquestrada por Hogg foi o aumento do foco nas transações internacionais. O aumento de operações internacionais sempre foi pauta dentro da empresa, porém, Hogg aumentou a intensidade. 

    Ele acreditava que o mercado estadunidense tinha chegado a um estado de saturação. Logo, não havia motivo para investir no mercado interno. Dessa forma, ele decidiu eliminar os departamentos especializados nisso e ainda rebaixou os principais executivos responsáveis pelos investimentos no mercado doméstico. 

    A estratégia da MasterCard para expansão internacional

    Com a liderança de Hogg, a MasterCard chegou a um novo nível de crescimento e nos próximos anos, a empresa explorou novas opções. A empresa começou a explorar novas formas de atrair mais clientes fora dos Estados Unidos. 

    Logo em 1981, pela primeira vez, a empresa explorou uma estratégia de segmentação, oferecendo cheques para viajantes e o MasterCard dourado. Dois anos depois, a empresa introduziu o cartão de emergência. 

    Além disso, ao identificar oportunidades no mercado asiático, a MasterCard passou a oferecer o BusinessCard para clientes internacionais. A essa altura, a empresa já contava com mais de 120 milhões de usuários ao redor do mundo. Porém, a marca estava determinada a aumentar esse número, especialmente na Ásia. 

    Por consequência, em 1986, a MasterCard abriu seu primeiro escritório em Hong Kong, o primeiro na região. No ano seguinte, o MasterCard se tornou o primeiro cartão de crédito da China. Dessa maneira, com a chegada do ano de 1988, a marca já tinha mais de 20 milhões de usuários na região e esse número não parava de crescer. 

    Enquanto isso, Hogg fez outra movimentação para dominar o mercado europeu, ao comprar a maior empresa de caixas eletrônicos do mundo, a Cirrus. Além disso, a empresa comprou 15% das ações da EuroCard, para conseguir expandir suas operações para dentro do mercado soviético. 

    Infelizmente, esse foi o último movimento de Hugg como presidente. As suas políticas agressivas desagradaram alguns membros do conselho que pediram que ele fosse substituído. 

    Investindo em caixas eletrônicos e na Copa do Mundo 

    Alex W. Hart foi o substituto de Hogg como presidente da empresa. Seu objetivo era aumentar a estabilidade das operações internacionais da MasterCard. Ele criou comitês regionais de diretores para cada respectivo continente. 

    Além disso, ele iniciou um sistema de processamento para cartões que permitiu que o MasterCard fosse criado de maneira mais barata e conveniente através de microcomputadores. Em 1990, Hart também capitalizou na compra da Cirrus ao estabelecer os caixas eletrônicos da MasterCard, criando assim uma nova frente. 

    Nessa época, os caixas eram encontrados em mais de 50 mil espalhadas pelo mundo. Não satisfeitos com isso, para aumentar o reconhecimento global, em 1990, a MasterCard foi o patrocinador oficial da Copa do Mundo. Isso se provou um sucesso e a empresa continuou patrocinando eventos de futebol ao redor do mundo pelos próximos anos. 

    Débito: a nova estratégia da MasterCard

    Boa parte das estratégias da MasterCard foram baseadas naquilo que a Visa estava fazendo. Por exemplo, a Visa lançou o seu serviço de débito, que possuía um sistema de pontuação por compras. Como resposta, a Mastercard lançou o Maestro, que funcionava com a mesma tecnologia e funcionalidade do serviço da Visa. 

    Infelizmente, a Interlink estava muito afrente para ser confrontada. Em 1993, já haviam mais de 16 milhões usuários do Visa Interlink, enquanto a Maestro não havia chegado ao seu primeiro milhão. Isso também foi decisivo para que o mandato de Hart como presidente chegasse ao fim. 

    Nos próximos anos, durante o final dos anos 90, a MasterCard viu um período de maior sucesso. Os seus serviços estavam sendo oferecidos em 220 países e já havia escritórios da marca em pelo menos 30 países. O negócio já alcançou na casa dos bilhões de dólares em receita com mais de 350 milhões de usuários do MasterCard. 

    Isso ensinou uma importante lição: explore diferentes formas de aumentar a notoriedade da sua marca. Desde o foco no mercado asiático até patrocinar a Copa do Mundo, a MasterCard encontrou formas de se manter competindo com a Visa, seu principal competidor. 

    A MasterCard nos anos 2000 

    Com pagamentos sem dinheiro e a ascensão da digitalização, a MasterCard entrou nos anos 2000 visando tomar conta do mercado. Até 2000, a maioria das aquisições da MasterCard era mais discreta e em menor escala. Mas isso estaria para mudar. 

    A aquisição da Europay 

    A MasterCard fez um M&A com a EuroPay International para se tornar a MasterCard International em 2002. Nessa época, a EuroPay era uma das maiores companhias de cartões de crédito da Europa, o que significou que a união das duas empresas daria a MasterCard domínio sobre o mercado europeu. 

    Essa movimentação também permitiu que a MasterCard pudesse cortar custos e acelerar os seus processos dentro da Europa. Dessa forma, se tornando a grande líder do mercado de pagamentos via crédito na região. 

    A abertura do capital da MasterCard 

    No ano de 2006, a empresa sofreu uma grande mudança ao entrar no mercado de ações através da abertura do seu capital. A abertura inicial foi no valor de 95 milhões de dólares, com cada ação custando 39 dólares. 

    Isso resultou em um novo rebranding da marca, se tornando agora a MasterCard Worldwide. Isso também fez com que o logo mudasse, adicionando um terceiro círculo entre os dois que já existiam. Portanto, para solidificar a sua nova marca, a empresa também criou um novo slogan: O coração do comércio

    A estratégia da MasterCard na década digital 

    Em 2009, visando combater a crise financeira que assombrava os EUA, a MasterCard precisava de um novo CEO para guiar a empresa. O escolhido foi Ajay Banga, vindo diretamente do CitiGroup

    A nova estratégia da MasterCard nesse momento delicado não era apenas derrotar a Visa ou a American Express, mas derrotar também o dinheiro físico. Os pagamentos em dinheiro ainda representavam 80% dos pagamentos no varejo mundial. Por isso, era essencial entender o porquê disso e onde o dinheiro estava sendo utilizado para criar uma estratégia vencedora. 

    Estava evidente que o mundo havia entrado na era digital no ano de 2010 e estava abraçando as novas tecnologias mais rápido do que tinha abraçado qualquer outra tecnologia durante a história da humanidade. Logo, a MasterCard precisava vencer dentro desse novo ambiente. 

    Para isso, eles precisavam dar aos consumidores o que eles queriam: um jeito fácil, interativo, divertido e seguro de realizar pagamentos, seja lá como queiram. Isso inclui crédito, cartão pré-pago, débito ou qualquer outra forma. 

    Valores que circularam por meio de cartões de débito da MasterCard ao redor do mundo.
    Valores que circularam por meio de cartões de débito da MasterCard ao redor do mundo.

    Para isso, a MasterCard mergulhou no mundo da tecnologia e se dedicou a construir soluções para seus clientes. Além disso, a empresa investiu em cibersegurança e data analytics para aumentar o valor dos seus pagamentos. 

    Em 2010, a empresa adicionou serviços de e-commerce ao seu portfólio através da aquisição do DataCash. E em 2014, a MasterCard já havia se estabelecido no mercado de pagamentos via mobile através das suas parcerias com a Apple na Apple Wallet

    Para conhecer mais sobre as estratégias da Apple, leia nosso artigo sobre aqui: a estratégia da Apple

    O sucesso da MasterCard na década de 2010

    O que fez a MasterCard ser tão bem sucedida na última década não foi apenas como a empresa transformou a sua estratégia, estrutura ou produtos. Nesse sentido, a grande mudança de patamar da MasterCard foi como ela se transformou de dentro para fora, investindo na cultura da empresa e talentos

    Ao apoiar seus funcionários com programas para que eles tenham ações da empresa, além de pensões acima da média do mercado, a empresa capitalizou e soube reter ainda mais os seus talentos. Além disso, a decisão da MasterCard de apoiar pequenos negócios com 250 milhões de dólares durante a pandemia ajudou a empresa a conquistar a confiança de clientes ao redor do mundo. 

    Ajay, ao longo da última década, transformou a MasterCard. A empresa deixou de ser apenas um serviço financeiro e se tornou uma gigante do mercado de tecnologias para pagamentos e uma gigante do mercado financeiro. No processo, a empresa rendeu um retorno de, 1581% para os seus investidores, triplicando a receita da companhia

    Números de cartões de crédito da MasterCard ao redor do mundo.
    Número de cartões de crédito da MasterCard ao redor do mundo. 

    Além disso, o valor de mercado da empresa passou de 26 bilhões de dólares para 300 bilhões, transformando a MasterCard na vigésima primeira empresa mais valiosa do mundo. Assim, ela ocupava o número 256 quando Ajay assumiu. 

    Como a MasterCard funciona? 

    A MasterCard opera por meio de um sistema de network que permite aos seus clientes formas de pagamento mais eficientes, tanto nos mercados domésticos quanto internacionais. A base do negócio da MasterCard liga compradores e vendedores ao redor do mundo para que transações aconteçam. 

    Uma típica transação com o MasterCard costuma envolver quatro participantes: 

    • O dono de uma conta: uma pessoa ou entidade que possui um cartão da MasterCard ou utiliza algum outro serviço de pagamento da marca;
    • O vendedor: a pessoa ou entidade de quem o portador do cartão fez a compra;
    • Emissor: instituição financeira do dono da conta;
    • Adquirente: a instituição financeira do vendedor; 

    E a transação acontece da seguinte forma: O dono da conta faz uma compra utilizando um dos produtos da MasterCard. A transação é autorizada pelo emissor, que então paga um determinado valor ao adquirente e coloca a transação na conta do comprador. Depois disso, o adquirente paga o valor para o vendedor. 

    Apesar de parecer um pouco confuso, é uma transação que ocorre de maneira simples, rápida e eficiente. Além disso, tudo isso ocorre em tempo real. 

    A estratégia da MasterCard para fazer negócios

    A MasterCard utiliza uma série de estratégias para crescer, diversificar e construir seus negócios. 

    Áreas de atuação da MasterCard

    Crescimento contínuo 

    O crescimento está no coração da MasterCard. Além de focar em aumentar as suas operações ao redor do mundo, a empresa busca expandir a sua carteira de clientes, produtos e soluções. 

    O principal objetivo da companhia é continuar a evoluir para gerar aos clientes as melhores e mais efetivas formas de pagamento em qualquer lugar do mundo. Isso inclui aumentar o acesso das pessoas a formas de pagamento eletrônicas e uma ótima experiência do cliente. 

    estratégia da MasterCard

    A MasterCard continua diversificando os seus negócios enquanto adquire mais clientes, aumenta o seu número de vendedores e expande para outras frentes. Além disso, a marca continua indo para outros mercados ao redor do mundo, até mesmo mercados em que pagamentos eletrônicos ainda não são um formato popular de pagamento. 

    Ou seja, a MasterCard é responsável por continuar espalhando a inclusão bancária pelo mundo. E ao fazer isso, leva a liberdade financeira para pessoas ao redor do planeta. 

    Como a estratégia da MasterCard faz a empresa crescer 

    A MasterCard é uma empresa que está sempre trabalhando para crescer mais. Como dito por Dener Lippert, CEO da V4 Company, se você não está crescendo, você está falindo. Contudo, esse crescimento só é possível por meio de uma estratégia sólida. 

    Essa estratégia da MasterCard inclui aumentar os negócios-base da empresa enquanto encanta seus clientes com serviços eficientes e uma ótima experiência. Além disso, diversifica a carteira de clientes dentro de diferentes indústrias e localizações, enquanto constrói soluções novas e diferenciadas para seus clientes. 

    Estratégia da MasterCard como um exemplo para o seu negócio 

    O sucesso da MasterCard se deve a uma série de estratégias que funcionaram devido aos esforços de quem faz as coisas acontecerem dentro da empresa. Além disso, a empresa também nunca teve medo de correr riscos e buscar novos horizontes. 

    Dentro do marketing digital, também é preciso ter coragem e estar disposto a correr riscos. E é nesse quesito que muitas agências de marketing pecam, ao focar em soluções prontas que não levam o momento da empresa em consideração. 

    Dessa forma, a V4 Company, maior assessoria de marketing do Brasil, prefere adotar o modelo de assessoria ou consultoria de marketing. Esses modelos são divididos em diferentes frentes, fazendo uma espécie de marketing sob medida, que atende todas as necessidades da sua empresa sem chegar com soluções genéricas. 
    Então, para conhecer mais sobre o que a V4 Company faz e como já ajudamos mais de 5.000 empresas a crescer, assista ao vídeo: O que a V4 Company faz?

  • Estratégia da Bic para conquistar o mundo com uma caneta

    A estratégia da BIC para dominar o mundo com uma caneta

    Conheça a estratégia da BIC a transformou na maior marca de isqueiros, canetas e aparelhos de barbear do mundo. Dessa maneira, com produtos simples e eficazes, a marca francesa é presença garantida nas casas e escritórios de milhões de pessoas ao redor do mundo. 

    Nesse artigo, você irá conhecer como a pequena empresa de Clichy se tornou a potência que é hoje. 

    O começo da BIC

    A BIC nasceu de um sonho simples: democratizar a escrita e dar ao povo, acesso à liberdade de expressão. Esse sonho começou no ano de 1945. 

    Marcel Baron Bich era um gerente de produção em uma fábrica de tintas. Ele pediu demissão e se uniu a Edouard Buffard para criar uma pequena indústria em 1945. Nessa época, Bich produzia partes manufaturadas de canetas e lápis mecânicos. 

    Além disso, após adquirir uma fábrica de verdade chamada PPA, o próximo passo de Bich era se tornar um fornecedor confiável de tubos plásticos utilizados em canetas. Isso tudo para outras pequenas empresas de manufaturas. 

    Em 1949, Bich começou a aperfeiçoar os modelos de canetas. O grande problemas das canetas da época era a sua tendência a entupir e vazar. Porém, o empreendedor francês combinou as técnicas de relojoaria suíça com o design das canetas utilizadas até então. Dessa forma, ele foi o responsável pela introdução da ponta de aço inoxidável nas canetas

    Sendo assim, em 1950, Marcel Bich lançou a sua primeira caneta autoral, a BIC Cristal. Foi também o primeiro produto da marca BIC, que se tornaria a gigante que conhecemos hoje. 

    E a inovação introduzida por Bich se provou um sucesso. A caneta, que tinha um design bastante simples, era vendida a 19 centavos. Isso fez dela uma opção acessível e confiável. Essas são características que caracterizam a marca até hoje. 

    Inovação: a principal estratégia da BIC

    A equipe de design da Société PPA, conhecida como Décolletage Plastique, aperfeiçoou a tecnologia das canetas ballpoint. Isso foi possível graças à introdução da tecnologia suíça que estava em alta na época. 

    Essa tecnologia permitia que o metal fosse cortado em até 0.01 milímetros. Dessa forma, era possível criar uma esfera de aço inoxidável de 1 milímetro. Isso permitia que a tinta corresse de forma mais suave pela ponta da caneta, permitindo que quem escrevesse fosse guiado pelo movimento da caneta. 

    Porém, um desafio se mantinha: a tinta das canetas ainda entupia e vazava. Para superar esse problema, a BIC criou uma tinta mais viscosa, que não entupia as canetas. O produto final foi lançado como Cristal. 

    A caneta não foi apenas um sucesso comercial na Europa, mas também se tornou um produto adorado por criadores e pioneiros da época. Dessa forma, para se ter uma noção do impacto da Cristal, ela foi introduzida na coleção permanente do Museu de Artes Modernas (MoMA), em Nova Iorque. 

    A estratégia da BIC para expansão global entre 1950-1960

    Após introduzirem a BIC Cristal no mercado belga em 1951, a empresa se transformou na Societe BIC em 1953. Dessa forma, Isso permitiu que a empresa pudesse expandir para outros centros europeus como Holanda e Suíça. 

    Em 1955, as vendas anuais das canetas BIC estavam ultrapassando os $5 milhões de dólares. No ano seguinte, em 1956, a BIC lançou a sua caneta retrátil M10 e entrou no mercado sul-americano.

    Aqui está uma breve linha do tempo da expansão da BIC durante a década de 1950-1960: 

    • Em 1957, a BIC entrou na Irlanda, Austrália, Nova Zelândia e África do Sul;
    • No ano de 1958, a BIC entrou no mercado norte-americano;
    • Em 1959, a BIC introduziu seus produtos na Escandinávia;
    • Em meados de 1960, a BIC entrou na África e no oriente médio por meio de distribuidores locais; 
    • Com a chegada de 1965, a BIC se tornou uma ótima opção para os consumidores japoneses ao entrar no Japão; 

    A estratégia de branding da BIC 

    Em 1950, quando Marcel Bich introduziu a lendária BIC Cristal, o logo da empresa era bem diferente do que conhecemos hoje. Ele era composto de três letras, “BIC“, em um paralelogramo vermelho com as pontas arredondadas. 

    O logo que conhecemos hoje tem um menino vestido de laranja com uma ponta de caneta como cabeça. Esse logo também é marcado pelo nome da marca, escrito em laranja e preto. 

    Logo da BIC
    Logo da BIC

    A cabeça do personagem no logo foi feita para destacar a principal qualidade que separa a BIC dos seus competidores. O artista francês Raymond Savignac criou o logo em 1961. A inspiração foram alunos de uma escola, que são uma das principais fontes de renda da marca. 

    Além de ter criado o logo icônico da empresa, Savignac permaneceu mais duas décadas na empresa, sendo responsável por mais de 15 posters da marca. Assim, essa dedicação do artista à empresa reflete a mentalidade responsável pelo sucesso inicial da BIC. 

    Além disso, o foco principal da empresa sempre foi em criar o produto perfeito. Dessa maneira, ao invés de expandir seu portfólio, a BIC criou a caneta ideal e com ela, conseguiu entrar em alguns dos principais mercados do mundo. 

    Diversificação: a estratégia da BIC para expandir seus negócios 

    Após conquistar boa parte do mercado de canetas, a BIC decidiu se aventurar rumo aos EUA e construir um portfólio mais amplo. Porém, apesar de já ser uma marca de destaque, a BIC não conseguia ingressar em terras ianques. 

    O mercado americano já estava saturado por canetas de baixíssima qualidade e preços menores ainda. Dito isso, o maior desafio era chamado PaperMate. A empresa de canetas, que havia sido comprada pela Gillette em 1955, já havia estabelecido seu domínio no mercado dos Estados Unidos. 

    Apesar disso, a BIC planejou uma movimentação estratégica em 1958 para entrar nos EUA. A empresa francesa comprou 60% da Waterman Pen Company, por um milhão de dólares. Essa compra transformou a marca de canetas americana na Waterman-BIC, que estabeleceu a sua sede no Connecticut. 

    Adentrando o mercado americano 

    Para entrar no já saturado mercado estadunidense, a Waterman-BIC lançou uma propaganda de TV para mostrar como as suas canetas se mantinham novas. Para isso, a empresa criou o slogan ‘A primeira vez, toda vez’.

    A propaganda mostrava como as canetas da Waterman-BIC funcionavam como se fosse a primeira vez, mesmo após passarem por situações bizarras, como fuzilamentos ou atacadas por furadeiras. Além disso, a marca deve a brilhante ideia de vender suas canetas em pequenos mercados e lojinhas de bairro, onde elas estariam mais acessíveis para estudantes. 

    Como a estratégia de diversificação da BIC a ajudou a derrotar seus concorrentes

    Com o sucesso da estratégia para o mercado americano, a Waterman-BIC havia se tornado a maior produtora de canetas do país. A sua produção chegava a 500 milhões de canetas por ano. 

    Em 1971, a Waterman-BIC mudou de nome, tornando-se tornando a BIC Pen Corporation. O nome se deu ao fato de Bich acreditar que a sua escolha refletia melhor o momento da empresa, que agora dominava 60% do mercado estadunidense. Então, em 1973, a BIC decidiu abraçar um novo desafio, ao mesmo tempo que aumentava o seu portfólio de produtos. 

    O isqueiro se torna o novo produto da BIC 

    A iniciativa da BIC de criar isqueiros de luxo estava encaminhada quando o seu maior competidor, a Gillette, comprou uma empresa francesa que fazia isqueiros. A S.T. Dupont estava trabalhando em uma versão barata e descartável de um isqueiro para lançar nos EUA quando os modelos da BIC estavam prontos para serem lançados. 

    A Gillette era uma competidora forte e tinha domínio de uma larga parcela do mercado estadunidense. Porém, a sua posição não era inquestionável. Além disso, para tomar essa posição, a BIC novamente utilizou propagandas criativas para promover seus isqueiros. 

    Dessa maneira, as novas campanhas vinham acompanhadas de uma redução no preço dos isqueiros da BIC, vendendo seus produtos abaixo de um dólar. Isso criou uma guerra de preços com a Gillette. 

    Em 1978, os isqueiros descartáveis haviam se tornado umas das maiores fontes de receita da BIC, ultrapassando o isqueiro Cricket da Gillette. Nesse sentido, a marca francesa saiu da batalha vencedora. Já a Gillette, derrotada, se retirou do mercado de isqueiros. 

    A vantagem da BIC sobre a Gillette 

    Apesar da vitória, a batalha entre BIC e Gillette havia acabado de começar. Logo depois do sucesso do barbeador descartável da BIC que havia sido introduzido no mercado europeu em 1975, a empresa decidiu levar seu novo produto para o mercado americano. 

    Os barbeadores descartáveis eram o carro chefe da Gillette, que dominava o mercado há mais de 70 anos, desde a sua fundação em 1903. Dessa maneira, para solidificar a sua posição como líder, a Gillette introduziu os barbeadores descartáveis nos EUA um ano antes da BIC. 

    Porém, o que a Gillette não previu foi que a demanda pelos barbeadores seria gigantesca. Dessa forma, como eles eram mais caros para fazer e eram vendidos por menos do que a maioria dos outros produtos da marca, a Gillette não soube aproveitar a oportunidade. 

    Quando a BIC finalmente introduziu seus barbeadores descartáveis, a resposta foi extremamente positiva. Os barbeadores eram utilizados principalmente por jovens e mulheres, uma vez que a BIC apostou nesse público em suas campanhas. 

    As propagandas da marca francesa comparavam os seus barbeadores aos da Gillette, afirmando que os resultados eram os mesmos. Contudo, os produtos da marca francesa custavam a metade do preço. 

    Uma nova identidade 

    Em 1982, a BIC já havia vendido isqueiros e barbeadores suficientes para tomar o posto de principal produtora do mundo. Isso fez com que a marca adotasse uma nova atitude, focando em todos os seus produtos ao invés do tradicional foco nas canetas. 

    Dessa forma, a marca mudou seu nome para BIC Corporation. A empresa havia crescido e expandido tanto que fez sentido tirar o nome “pen” (caneta, em inglês) do nome. Além disso, a marca francesa havia entendido de diversificar seu portfólio e havia demonstrado uma capacidade incrível de superar desafios. 

    Isso tudo enquanto batia de frente com gigantes do mercado. E os vencia enquanto crescia rumo ao topo. 

    Não deixando seus antigos produtos de lado 

    Ao lado da introdução de novos produtos, a BIC não estava ignorando o segmento que a levou até uma posição de sucesso. Em 1992, a empresa realizou outro movimento estratégico ao comprar a Wite-Out Products Inc. 

    A marca pensou nesse movimento para expandir sua linha de ‘escrita’, uma vez que até então vendia apenas canetas. Com o nome de BIC Wite-Out, a empresa lançou o primeiro corretivo do mercado americano e o produto foi um sucesso imediato. 

    Ainda em 1992, a BIC teve o seu ano mais lucrativo, batendo recordes de receita. Isso fez com que a marca começasse a vender ações na Bolsa de Valores de Nova Iorque

    O segredo do sucesso da BIC 

    A BIC entendeu como o marketing pode maximizar a experiência do consumidor com a marca ao associar um produto às suas melhores características. As campanhas criativas da marca serviram para levar seus produtos ao topo do mercado utilizando essa estratégia. 

    A empresa francesa também soube entender seu público e as suas necessidades. Ao vender seus produtos por um preço mais baixo e torná-lo acessível em pequenas lojas, a marca garantiu seu lugar no mercado, mesmo que nichado no começo. 

    Além disso, a BIC conseguiu superar a Gillette com seus barbeadores descartáveis porque entendeu o que o público precisava. Mas não parou por aí. A BIC foi a primeira marca a criar uma linha similar de produtos para homens e mulheres. Ou seja, a empresa foi a primeira a produzir barbeadores para mulheres. 

    O posicionamento estratégico da BIC

    A BIC implementou uma estratégia ampla e sensibilizada em relação ao mercado para os seus produtos de depilação e barbear. Através de muita pesquisa, a marca percebeu a crescente demanda por produtos sem gênero

    Dessa forma, a marca lançou, em 2020, a BIC lançou uma linha de produtos para cuidados pessoais, chamada “The US”. Assim, a linha consistia em barbeadores unissex, cremes para depilação e barbear e cremes hidratantes. 

    A decisão de expandir foi uma resposta ao sucesso da linha “Made for You” que a marca lançou em 2019, repleta de produtos unissex. Além disso, mantendo a promessa de entregar produtos acessíveis para cuidados pessoais, o time da BIC trabalhou em criar tecnologias mais avançadas para seus barbeadores. 

    Além disso, a marca trabalhou com novos ingredientes para os seus hidratantes com embalagens sem gênero que serviam para diferentes tipos de pele. Porém, a BIC não parou de produzir produtos com gêneros específicos. 

    A estratégia visual dos barbeadores da BIC

    Os barbeadores descartáveis da BIC ainda são separados por gênero para aqueles consumidores que entendem isso como parte da sua jornada de compra. Enquanto os barbeadores masculinos vêm em cores escuras e com design arrojado, os femininos têm cores mais claras e embalagens floridas

    Dessa forma, fica evidente como a BIC se transformou em uma empresa que sabe entender as necessidades dos clientes. Mas, ao mesmo tempo, a marca também soube manter aspectos tradicionais da marca. 

    Receita líquida da BIC entre 2018 e 2021. Valor em milhões de euros. 

    Um grande aprendizado que pode ser tirado da estratégia da BIC é o de vender a experiência que você oferece, não apenas o produto. A marca francesa oferece soluções para facilitar a vida dos seus clientes e o marketing da empresa expõe exatamente isso. 

    Por que a BIC tem feito tanto sucesso? 

    De uma pequena empresa de canetas na França para uma das maiores empresas do ramo de cuidados pessoais no mundo, a trajetória da BIC é digna de filme. Então, vamos entender alguns dos motivos desse sucesso. 

    A visão da BIC 

    A visão da empresa é “reimaginar os produtos essenciais, criando produtos que são parte de toda casa e coração”. Isso mostra o comprometimento da empresa em associar a sua marca ao cotidiano dos seus clientes, focando nas suas necessidades. Dessa forma, garantindo que seus produtos sejam de uso universal. 

    A missão da BIC 

    A BIC tem como missão produzir “produtos essenciais de alta qualidade, seguros e acessíveis que todos possam confiar”. Dessa maneira, indica que além de entender as necessidades dos seus consumidores, a empresa busca sanar essas necessidades com produtos que são acessíveis e confiáveis

    Entregue produtos de alto valor por preços acessíveis

    Muitas empresas criam estratégias para aumentar os lucros da marca, concentrando-se na criação de bons produtos que possam ser vendidos a preços mais altos. E apesar de que a inovação e a qualidade possa demandar preços premium, precisa haver um princípio que guia as decisões em relação aos preços. 

    O princípio que guia as decisões da BIC é o de o dinheiro do cliente precisa ser valorizado. Dessa forma, aprendendo com as lições da marca francesa, as empresas devem entender que uma política de preços coerente faz com que seus clientes conquistem o máximo de valor pelo preço que pagam. 

    Aplicando estratégias como as da BIC no seu negócio 

    A BIC teve uma longa e gloriosa trajetória rumo ao topo. Mas para isso, ela precisou focar nas estratégias que mais faziam sentido para o momento em que a empresa se encontrava. 

    Essa é uma parte na qual muitas marcas pecam: a estratégia. Inovar é sempre essencial e a BIC é uma grande prova disso. Contudo, é preciso focar para que a sua inovação se torne um sucesso e principalmente, chegue nas mãos dos seus desejados clientes. 

    Dessa forma, dentro do marketing digital, existem muitas agências de marketing que oferecem soluções milagrosas. Dito isso, é preciso que uma coisa fique bastante clara: não existe bala de prata dentro do marketing. Esse é um dos grandes ensinamentos de Dener Lippert, CEO e fundador da V4 Company. 

    Portanto, o modelo de assessoria de marketing surgiu como solução para um mercado dominado por agências. No caso da V4 Company, a metodologia de trabalho foca nos 4 pilares essenciais para o sucesso de qualquer empresa, sendo eles: aquisição, engajamento, monetização e retenção

    Para conhecer mais e entender o que a V4 Company faz, assista ao vídeo: O que a V4 Company faz?

  • Estratégia da Microsoft para se tornar a 3° maior empresa de tecnologia

    Estratégia da Microsoft para se tornar uma gigante inovadora da tecnologia

    A estratégia de marketing da Microsoft é uma das maiores do mercado. Através de uma série de ações tomadas pela empresa, ela saiu de uma pequena startup de software até uma marca que domina o mercado global de tecnologia

    Nesse artigo, vamos entender como foi essa mudança e quais foram as estratégias da tomadas pela empresa para chegar até essa posição. Além disso, vamos entender um pouco da história da empresa e seus fundadores.

    O início da Microsoft

    Em seu começo, a Microsoft era apenas um empreendimento comercial, que iniciou com dois amigos: Bill Gates e Paul Allen. Ambos estavam ansiosos para explorar a programação de computadores. Por possuírem grandes habilidades em matemática e programação, eles passavam grande parte do tempo escrevendo códigos de programação.

    Em 1975 foi o ano que surgiu a inspiração para iniciar a Microsoft. Isso aconteceu quando Paul sugeriu que, juntamente de Gates, programassem um interpretador BASIC para o Altair 8800 desenvolvido pela MITS. Basicamente, isso permitia que os usuários entrassem e executassem programas na linguagem BASIC.

    Após o desenvolvimento e demonstração bem-sucedidos do interpretador, os dois amigos se mudaram para Albuquerque. Em abril de 1975, fundaram a Micro-Soft – abreviação de software de microcomputador. 

    Somente 4 anos depois, em 1979, Bill Gates usou o termo Microsoft para se referir à empresa. Desde então, esse foi o nome que tornou a empresa conhecida.

    O primeiro sistema operacional da Microsoft

    Durante o ano de 1980, a empresa formou sua primeira parceria de grande importância. Em conjunto com a Internacional Business Machines (IBM), criaram um sistema operacional. 

    Por mais que a Microsoft já estivesse trabalhando no desenvolvimento da linguagem de programação BASIC para o IBM PC, ainda não havia produzido um sistema operacional. Tendo em vista que a Seattle Computer Products (SCP) havia produzido um sistema operacional, a empresa aproveitou a oportunidade, pois esse sistema poderia ser adaptado ao IBM PC.

    Então, em 1981, a Microsoft adquiriu os direitos do SCP e desenvolveu o sistema operacional para o IBM PC. Um fato curioso é que, por mais que o nome do sistema fosse IBM PC-DOS, ele foi totalmente produzido pela Microsoft.

    A estratégia de expansão da Microsoft

    Através de uma mudança que tornou o caminho da empresa dominante na era dos PCs, a Microsoft começou sua expansão. Essa mudança era a inclusão de uma cláusula no contrato com a IBM. Essa cláusula permitia à empresa vender o sistema operacional sob o nome de MS-DOS.

    Gates estudava Direito em Harvard, logo, sabia como funcionava o contrato. Era permitido a IBM usar e comercializar o software, porém, a Microsoft mantinha a propriedade da linguagem do sistema.

    Foi assim que, em 1983, uma série de grandes fabricantes de PCs começaram a usar MS-DOS como sistema operacional. No fim do ano, com o constante crescimento do mercado tecnológico, o sistema operacional vendeu cerca de 500 mil exemplares. Essas vendas aumentaram a receita anual da empresa para US$69 milhões.

    O lançamento do Pacote Office

    Bill Gates percebeu que o programa Word era difícil de usar, e assim se encontrou na necessidade de um programa que fosse mais fácil. Assim, lançou o Microsoft Word. A partir disso, foi fazendo melhorias e em 1986, lançou o Word 3.0.

    Esse programa se tornou o best-seller da empresa. Contudo, pensando em expandir, Gates já tinha em mente o desenvolvimento de uma versão do Word para o Macintosh da Apple.

    Foi assim que essa versão vendeu 20 mil cópias por mês. Enquanto isso, a Microsoft, empregando cerca de 2800 pessoas, tinha vendas anuais de US$590 milhões.

    Além disso, ele procurou oferecer um software de planilha avançada. Isso levou ao desenvolvimento do Excel para Macintosh. Assim, o Excel já começou dominando o mercado de planilhas.

    Em agosto de 1989, a empresa lançou o Microsoft Office, que consiste em um pacote de apps de produtividade para escritório, incluindo o Word e o Excel. O Office se tornou o pacote empresarial predominante desde seu início, sendo usado até hoje.

    A estratégia da Microsoft para o lançamento do Windows

    O Windows 3.0 foi lançado em 1990. Ou seja, essa era uma nova versão do sistema operacional. Com capacidade aprimorada e uma interface simplificada, a empresa vendeu mais de 100 mil cópias em apenas duas semanas.

    Portanto, havia algumas reclamações por conta do sistema exigir um hardware avançado para funcionar de forma estável. Mas mesmo assim, ele gerou mais receitas do que o OS/2. que a IBM havia pedido para a Microsoft desenvolver.

    Quando a Microsoft percebeu a relevância que o sistema do Windows gerou à empresa, resolveu mudar o foco. Assim, a relação com a IBM diminuiu e o Windows começou a ganhar relevância.

    Nessa mesma época, a Apple iniciou um processo contra a Microsoft. Segundo a empresa, a Microsoft estava copiando a aparência do Mac, isso interferia como uma violação de direitos autorais. Porém, o processo chegou ao fim, sendo favorável à Microsoft.

    A IBM e a Apple se sentiram ameaçadas com o crescimento repentino da Microsoft no setor de softwares e sistemas operacionais, e assim, formaram uma aliança. Mesmo assim, em 1993, o Windows se tornou o sistema operacional mais utilizado do mundo.

    A diferença competitiva de Microsoft como uma estratégia

    No início da década de 1990, a Microsoft resolveu mudar seu foco de fabricante para a venda diretamente ao cliente. Essa era uma parte da estratégia para ampliar os negócios e atrair outro tipo de público.

    Com foco em vários segmentos de mercado, a empresa lançou o Microsoft Encarta, em 1993. Basicamente era uma enciclopédia projetada para computadores. Foi um sucesso comercial, vendendo mais de 120 milhões de cópias em todo o mundo. No entanto, o crescimento da internet e da Wikipedia levou à descontinuação do Encarta em 2009.

    Em 1994, a empresa realizou uma campanha publicitária de US$100 milhões, mudando seu slogan para “onde você quer ir hoje?“. Esse slogan sugeria as muitas possibilidades oferecidas pela empresa. 

    Dentre os vários produtos de sucesso da Microsoft, o Windows 95 se destaca como seu primeiro grande sucesso. Essa foi a versão que incluiu o famoso botão iniciar. Para concretizar o sucesso da plataforma, nos primeiros quatro dias de seu lançamento, o Windows 95 vendeu mais de um milhão de cópias.

    O lançamento do Internet Explorer

    A Microsoft possuía uma estratégia bem definida de expansão, e para isso, tinha como objetivo associar a franquia principal com negócios do setor. Assim, abordou uma empresa chamada Spyglass para licenciar o Internet Explorer. O navegador foi fornecido de forma gratuita no Windows 95.

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    Participação de mercado do Internet Explorer em setembro de 2001

    O Internet Explorer rapidamente se tornou o navegador web mais popular do mundo. Em 2001, o navegador tinha uma participação de mercado de mais de 90%. O sucesso do Internet Explorer foi atribuído a uma série de fatores, incluindo sua integração com o Windows, sua facilidade de uso e seu suporte a uma ampla gama de tecnologias web.

    O Internet Explorer foi criticado por sua falta de segurança e sua lentidão. No entanto, o navegador continuou a ser popular por muitos anos. Em 2013, a Microsoft lançou o Internet Explorer 11, a última versão do navegador.

    O Internet Explorer foi descontinuado em 15 de junho de 2022. A Microsoft recomendou que os usuários migrassem para o Microsoft Edge, um novo navegador baseado no Chromium.

    A empresa também expandiu seus produtos para as redes de computadores e para a World Wide Web (WWW). Por conta dessa expansão, foi lançado o MSN, que conciliava todos os serviços online da empresa.

    A Estratégia da Microsoft na Inauguração do Windows XP

    2001 foi o ano em que a Microsoft lançou o lendário Windows XP. O novo sistema operacional incluía recursos inovadores e essenciais, mesclando entre produtos empresariais e domésticos.

    Desde o Windows 95, a interface era a mesma. Por isso, o XP teve uma repaginada, trazendo a famosa barra azul e o tão conhecido wallpaper das planícies verdes e nuvens brancas. O novo sistema operacional foi o primeiro a oferecer uma experiência do usuário disruptiva, pois se apresentava como solução tanto para pessoas físicas quanto jurídicas.

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    Nova interface do Windows XP

    A Microsoft investiu US$250 milhões na campanha publicitária do Windows XP – com direito até a show da Madonna e Sting no lançamento. A partir disso, foi considerado uma das maiores conquistas da empresa, sendo lembrado até hoje como o “queridinho” por muitos.

    A estratégia de produção de novos produtos da Microsoft

    No início dos anos 2000, a empresa focou em mercados que procurava expandir. Por isso, com o foco no mercado de jogos eletrônicos, lançou o Xbox. Até então esse mercado era dominado pela Sony e Nintendo. Por mais que o primeiro Xbox não tenha tido tanta visibilidade global, o Xbox 360 bateu de frente com seu principal rival, o PlayStation 3.

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    Vendas globais dos consoles da 7 geração, valores em porcentagem total de vendas

    Notando a evolução do mercado, principalmente quando o Nintendo Wii desenvolveu o controle por gestos, a Microsoft resolveu desenvolver o Kinect. Através dessa visão, o produto teve um grande sucesso. Tanto que o Kinect foi o produto eletrônico mais vendido na história em 2011, chegando a vender 133.333 unidades por dia.

    Em 2012, a empresa lançou o computador Surface, que foi o primeiro da história a ter seu hardware fabricado pela Microsoft. Em julho, a empresa lançou o Outlook, para competir diretamente com o Gmail, do Google.

    O foco em serviços de nuvem e inteligência artificial

    Em 2008, a Microsoft lançou o Azure, seu serviço de nuvem. O foco da empresa era ajudar outros negócios a migrar para a nuvem. Além disso, em 2014 a receita comercial da nuvem gerou uma taxa anual de execução de US$4.4 milhões. Isso tornou a Microsoft uma líder imbatível na área.

    Quanto mais as receitas aumentavam nos serviços de nuvem, a empresa resolveu focar na transformação digital. Agora, o objetivo era formar parcerias estratégicas com empresas que estavam se digitalizando. Assim, seria possível ajudá-las a desenvolver essa capacidade através do fornecimento de tecnologia inovadora.

    Então, no ano de 2018, a empresa identificou o sistema de nuvem como fundamental para a transformação digital. Assim, considerou a integração do aplicativo como serviço do Azure.

    Estando ciente da importância das inteligências artificiais como vantagem competitiva, a Microsoft Research começou a desenvolver tecnologias de IA e integrar com os Serviços Cognitivos do Azure. Dessa maneira, esses serviços permitem ao usuário criar aplicativos que veem, ouvem, falam, pesquisam, entendem e aceleram a tomada de decisões.

    Por que a Microsoft é bem sucedida?

    A Microsoft é bem-sucedida por algumas razões importantes. Primeiro, ela tem muitos recursos financeiros e pessoas muito inteligentes trabalhando para ela. Isso a ajuda a se manter forte em uma indústria que está sempre mudando.

    Mesmo com a chegada dos smartphones e do sistema Android, a Microsoft soube se adaptar. Ela fez seus produtos funcionarem nos aparelhos de outras empresas, o que fez as pessoas continuarem gostando da marca.

    Além disso, a empresa decidiu focar em serviços de nuvem, o que se mostrou uma escolha acertada. Eles usam tecnologias futurísticas como Inteligência Artificial, gestão de dados e computação quântica para liderar o caminho.

    A Microsoft também tem muitas ideias e tecnologias próprias, o que a torna única. Eles estão sempre atentos ao que os consumidores querem e não têm medo de correr riscos para tentar coisas novas. Isso tudo contribui para o grande sucesso da empresa.

    A missão do negócio é ajudar todas as pessoas e organizações do mundo a alcançar mais. Eles querem promover a inovação e criar comunidades de pessoas que impulsionam o crescimento e as oportunidades de uma forma que beneficie todo mundo.

    A estratégia de crescimento da Microsoft

    A estratégia de crescimento da Microsoft se concentra principalmente na sua plataforma de nuvem, chamada Azure, que eles planejam expandir no futuro. Além disso, eles incentivam seus parceiros a adotarem tecnologias de nuvem para acelerar a transformação digital.

    Dessa forma, a Microsoft está trabalhando em três aspectos importantes do Azure:

    • Criar novas experiências na nuvem;
    • Modernizar aplicativos e dados;
    • Migrar e modernizar infraestruturas e trabalhos críticos;
    • Eles também criaram o serviço Cloud for Sovereignty para governos e setor público que buscam acelerar sua transformação digital.

    A empresa espera um grande crescimento através da Microsoft Cloud devido à sua posição única no mercado e à demanda dos clientes por suas soluções. Assim, com sua expertise em nuvem e melhorias contínuas, a Microsoft está bem posicionada para crescer no futuro.

    Além disso, a visão da Microsoft para o futuro é focada em capacitar cada pessoa. Eles estão investindo em recursos para transformar o local de trabalho em um ambiente moderno, melhorando como as pessoas se comunicam, colaboram, aprendem, trabalham e se divertem.

    A Microsoft também planeja construir serviços baseados em nuvem que ofereçam novas experiências e oportunidades para pessoas e empresas. Assim, eles querem usar a IA para entender e atender às necessidades dos clientes.

    Além disso, a Microsoft está focada em expandir sua presença no mercado de PCs e em oferecer serviços integrados que abordem segurança, conformidade e gerenciamento. Eles também estão inovando na área de jogos para unir as pessoas em torno do amor pelos games.

    Com todas essas iniciativas, a Microsoft está bem preparada para liderar a transformação tecnológica e continuar sendo uma empresa líder com impacto global. Além disso, eles percorreram um longo caminho desde sua fundação e continuam a impulsionar a digitalização das organizações com suas inovações tecnológicas.

    Como se tornar uma empresa líder como a Microsoft?

    Para alcançar o topo de seu setor, antes de tudo, possuir um time especializado em marketing é essencial. Quando falamos de empresas como a Microsoft, muitos empresários pensam apenas no lado da inovação. Contudo, a inovação é apenas uma das vertentes de sucesso.

    Claro que inovar é ideal no mundo empresarial, mas é preciso seguir alguns passos para que a inovação dê certo. O principal é justamente organizar um time que possa lidar com toda a carga da empresa com maestria. Por conta disso, principalmente no marketing digital, surgem muitas agências de marketing prometendo gerar resultados instantâneos e deixam o empreendedor desconfiado, mas não é bem assim.

    A explicação é simples: as agências não funcionam. Enquanto elas focam apenas na parte operacional das campanhas, acabam deixando de lado o principal: a parte estratégica . Por isso, as assessorias de marketing surgem como uma solução para isso.

    Além de focar na parte operacional, a estratégica é muito importante. Foi pensando nisso que Dener Lippert fundou a V4 Company – a maior assessoria de marketing digital do Brasil –, que trabalha em cima de 4 pilares essenciais para todo negócio de sucesso, eles são: aquisição, engajamento, monetização e retenção.

    Para saber mais sobre a V4 Company, assista ao nosso vídeo:

  • Estratégia da Amazon para se tornar referência no comércio eletrônico

    Estratégia da Amazon para conquistar o comércio eletrônico e as indústrias de tecnologia em todo o mundo

    A estratégia da Amazon é uma das mais bem-sucedidas do mercado. Por conta disso, a Amazon se tornou uma das maiores empresas do mundo. Nesse artigo, vamos entender melhor sobre como a empresa saiu de uma garagem para o mundo.

    A história da Amazon

    A Amazon iniciou suas operações na garagem dos pais de Jeff Bezos em Washington como uma livraria online. No entanto, Bezos tinha outros planos. Embora analistas de negócios duvidassem do negócio dele, a empresa prosperou contra todas as probabilidades.

    A história da Amazon tem um grande destaque em investir em crescimento a longo prazo em vez de lucros a curto prazo. Essa foi a principal estratégia da empresa para se tornar o maior varejista de e-commerce nos Estados Unidos.

    O modelo de negócio inicial de Jeff Bezos

    Certo dia, Jeff Bezos leu um artigo de pesquisa que projetava um crescimento anual da Web de 2300%. Ele sabia que sua ideia de vender produtos online seria um sucesso.

    Então, em uma decisão arriscada, Bezos deixou sua carreira de alto nível como vice-presidente de uma conhecida empresa de Wall Street. A partir disso, se mudou para Washington em 1994 para tornar seu sonho de negócio de e-commerce uma realidade.

    Primeiro, esse novo empreendimento precisava de um nome. Após tentar diferentes nomes como Relentless e Cadabra (como em abracadabra), Bezos eventualmente decidiu usar Amazon. O nome era perfeito porque o Amazon é o maior rio do mundo e Bezos estava determinado a transformar seu negócio na maior loja online do mundo.

    Contudo, como todo e-commerce, ele precisava de um produto para vender. Então, fez algumas pesquisas, criando uma lista dos cinco itens mais lucrativos para vender online, incluindo hardware de computador, software, filmes, livros e música. Ele escolheu livros porque havia uma enorme demanda no mercado global por todos os tipos de literatura.

    As mudanças necessárias

    Além disso, havia uma grande coleção de títulos impressos que poderiam ser vendidos online a preços acessíveis. Portanto, os livros eram um produto vencedor porque tinham todos os pontos de venda necessários: demanda global, grande oferta e baixo custo por unidade.

    Por fim, o empresário precisava de um local para o seu novo negócio. Ele decidiu que Seattle era o melhor local devido ao seu grande mercado de trabalho de alta tecnologia e proximidade a um grande centro de distribuição de livros.

    Além disso, o estado de Washington não cobrava imposto sobre vendas, então ele poderia vender livros online a preços baixos. Tudo isso sem cobrar impostos adicionais de seus clientes.

    Com tudo organizado, Bezos agora voltou sua atenção para o desenvolvimento do elemento mais crucial de seu empreendimento online: o site da Amazon. Sendo assim, trabalhou em colaboração com desenvolvedores de software para construir o site e envolveu amigos e familiares para testar o site fazendo pedidos fictícios.

    A estratégia da Amazon na indústria dos livros

    Com capacidade para armazenar mais de um milhão de livros, a Amazon.com finalmente abriu para negócios em julho de 1995 e rapidamente se tornou o site online mais popular para livros. Assim, a equipe da Amazon dedicou atenção aos detalhes e criou um site fácil de usar que logo conquistou clientes nos EUA e no exterior.

    Dessa forma, os clientes só precisavam inserir o título do livro e o software da Amazon procuraria em todo o banco de dados e exibiria os títulos na tela do cliente, com a opção de pagamento por cartão de crédito. Os livros seriam entregues em poucos dias pelo correio. 

    Era uma ideia revolucionária. Nunca antes os clientes tiveram acesso a um site onde pudessem comprar praticamente qualquer livro, desde didáticos até romances.

    A Amazon era tão popular que em apenas um mês havia recebido pedidos de todos os 50 estados dos EUA e de 45 países ao redor do mundo. Além disso, a empresa tinha apenas 11 funcionários na época, que embalavam os livros manualmente e revezavam para enviá-los aos clientes.

    Quais foram os próximos passos?

    Até 1996, a empresa faturou líquido de US$511.000 em vendas. Era evidente que a Amazon precisava de um armazém maior para manter o impulso. Portanto, Bezos mudou a sede da Amazon para o centro de Seattle, que servia como área de envio e recebimento da empresa, bem como escritório de suporte ao cliente.

    O novo armazém tinha cerca de 2000 livros em estoque de cada vez, ao contrário de grandes concorrentes como Barnes and Nobles. Em vez disso, a Amazon trabalhava diretamente com atacadistas e editoras para fornecer livros em todo o mundo.

    O modelo de negócios era simples. Os clientes podiam fazer um pedido diretamente à Amazon para as editoras filiadas. A Amazon receberia os livros das editoras e os enviaria aos clientes.

    O site da Amazon

    A Amazon também se esforçou para tornar seu site o mais amigável possível. Como dito anteriormente, o site tinha um mecanismo de busca poderoso para exibir rapidamente os títulos disponíveis.

    Além disso, o catálogo era organizado por tópicos, com categorias separadas para títulos premiados e best-sellers. Isso facilitou muito a navegação para os clientes, que podiam descobrir com facilidade todos os títulos disponíveis em sua área de interesse.

    O site também recomendava livros com base nas preferências do usuário, compras anteriores e hábitos de leitura. Além disso, era possível fazer comentários e avaliações sobre os livros que os leitores haviam lido. Isso ajudava (e ainda ajuda) pessoas que pretendiam comprar os produtos.

    No final de 1996, as vendas da Amazon saltaram para US$15,7 milhões. Desde então, ela expandiu seu catálogo de livros para incluir mais de 2,5 milhões de títulos. Bezos também mudou a empresa para um armazém maior de 93.000 pés (28,35 km) quadrados no centro de Seattle para acompanhar a alta demanda dos consumidores.

    A estratégia de crescimento da Amazon

    Em 1997, a Amazon abriu seu capital com uma oferta pública inicial de três milhões de ações ordinárias. A oferta gerou US$54 milhões, e Bezos usou os recursos para impulsionar o crescimento nos próximos quatro anos.

    Dessa maneira, ele lançou uma nova instalação de distribuição em Delaware e expandiu o centro existente em Seattle em 70%. A nova instalação deu à Amazon mais acesso a editoras e clientes da Costa Leste. Além disso, a mudança também aliviou a carga sobre a instalação existente e reduziu os prazos de entrega ao melhorar as capacidades de estoque e envio da empresa.

    Com um sistema de distribuição aprimorado em funcionamento, a Amazon se propôs a atingir 95% de envio no mesmo dia para pedidos em estoque. A empresa fez isso entregando livros aos clientes mais rapidamente do que nunca.

    A estratégia de parcerias da Amazon

    Além disso, o programa de Associação da Amazon também impulsionou o crescimento da empresa. A Amazon fez parcerias com blogueiros que tinham seus próprios sites. Dessa forma, os blogueiros exibiam anúncios de seus livros favoritos em seus sites e os visitantes desses sites eram direcionados para a Amazon.com se quisessem comprar o título.

    Esses blogueiros recebiam uma comissão de 3-8%, então era uma situação vantajosa para todas as partes. O programa ganhou força em meados de 1997, quando a Amazon conseguiu a adesão da Yahoo Inc. e da America Online Inc. As duas empresas concordaram em permitir que a Amazon promovesse seus livros em seus sites, que recebiam a maioria dos visitantes da internet nos EUA.

    A iniciativa deu à Amazon maior visibilidade no espaço de e-commerce dos EUA. Mais blogueiros continuaram a aderir, e até 1998 o programa de Afiliados tinha mais de 60.000 indivíduos anunciando os livros da Amazon em seus sites. Segundo a Statista, em 2022, a Amazon dominou o setor, tendo 37.8% de market share no e-commerce nos EUA.

    A Amazon também se aventurou no mercado internacional em 1998, adquirindo livreiros na Alemanha e no Reino Unido. A Amazon adquiriu a empresa de livros online do Reino Unido, Bookpages, e a empresa alemã Telebook para obter acesso a clientes na Europa. As aquisições também deram aos clientes existentes da Amazon acesso a uma seleção de livros mais ampla.

    A Amazon se tornando a “loja de tudo”

    Bezos sempre planejou transformar a Amazon em uma ‘loja de tudo’, então ele não ia parar apenas nos livros. Em 1998, a Amazon adquiriu o Internet Movie Database (IMD) para ajudar a vender vídeos e filmes. 

    O IMD era um tesouro de informações sobre todos os tipos de filmes. Isso ajudou a Amazon a criar um site fácil de usar onde os usuários podiam encontrar todas as informações relevantes sobre o filme que desejavam comprar.

    Em 1998, a Amazon também lançou sua loja de música, que tinha mais de 125.000 títulos de música disponíveis. A interface do novo site de música foi desenvolvida com a ajuda de músicos profissionais. 

    O novo site tinha muitos dos mesmos recursos úteis do site original de livros da Amazon e os usuários podiam buscar música pelo título da música ou pelo artista. Assim, os usuários também podiam ouvir 225.000 trechos de som no novo site da Amazon antes de selecionar qual música comprar.

    Até 1999, a Amazon tinha mais de 3 milhões de contas de clientes e introduziu brinquedos e eletrônicos em seu catálogo de produtos. Também reformulou seu site para facilitar a busca de itens específicos pelos clientes.

    Portanto, cada loja foi colocada em uma guia separada para que os clientes pudessem navegar facilmente pelo site e encontrar o produto desejado. A iniciativa deu certo e as vendas chegaram a US$1,6 bilhão no final da temporada de férias em 1999.

    A estratégia de aquisição da Amazon

    O novo milênio trouxe novos desafios e oportunidades para o gigante do comércio eletrônico em crescimento de Bezos. Aqui, vamos descobrir como a Amazon sobreviveu à queda das empresas ponto com e transformou seu impressionante crescimento em lucros de milhões que encantaram os investidores.

    A principal estratégia da Amazon para aumentar a rentabilidade

    A Amazon iniciou o novo milênio assinando acordos lucrativos com os varejistas Target e America Online Inc. A empresa também expandiu sua seleção de produtos e incluiu itens da Borders Group, Toys “R” Us e Circuit City Stores Inc.

    Os preços acessíveis da Amazon e o catálogo de produtos em expansão ajudaram a empresa a atrair clientes. Por conta disso, as vendas subiram para US$3,1 bilhões em 2001. Pela primeira vez em sua história, a Amazon registrou um lucro líquido de US$5 milhões.

    Isso apenas demonstra que a obsessão da Amazon em atender e superar as demandas dos consumidores estava valendo a pena. Isso ajudou a empresa a sobreviver à crise econômica que levou à falência de outras empresas online.

    Uma “nova marca”

    Além disso, a Amazon se “rebrandeou” com um novo logotipo para celebrar sua crescente rentabilidade e sua transição oficial para uma ‘loja de tudo’. Foi o nascimento do icônico logo do sorriso que todos os pacotes da Amazon ostentam com orgulho até hoje.

    O novo logo tinha uma seta sob o nome da empresa indo de A a Z para destacar que a Amazon oferece praticamente todos os itens que os clientes poderiam querer.

    Em 2002, a Amazon começou a vender roupas online de marcas como The Gap e Land’s End. A empresa fez parceria com mais de 400 marcas de vestuário para apresentar uma ampla gama de roupas em seu site, para atrair consumidores com gostos diversos.

    A criação da AWS como uma forma de gerar lucro

    Em 2003, a empresa começou a desenvolver sua plataforma de hospedagem na web chamada Amazon Web Services (AWS). Essa foi uma tentativa de tornar a empresa ainda mais lucrativa.

    A AWS fez parcerias com grandes varejistas como Borders e Target para se tornar uma das maiores empresas de hospedagem na nuvem do mercado. Inicialmente, fornecia a varejistas e desenvolvedores de sites padrões de tráfego na Internet e estatísticas de popularidade de sites. 

    No entanto, em 2006, a AWS lançou seu serviço de armazenamento de dados chamado Simple Storage Service (S3) para entidades comerciais. Outras empresas podiam armazenar seus arquivos na ‘nuvem’ da Amazon sem precisar construir seu próprio sistema de armazenamento de dados.

    Apenas um ano após o lançamento, o serviço S3 continha mais de 10 bilhões de arquivos e esse número havia chegado a 905 bilhões em 2012. Atualmente, a AWS domina o setor de hospedagem em nuvem, tendo 34% de market share.

    Principais aquisições da Amazon

    Em 2003, a Amazon também adquiriu o varejista de música online CD Now para oferecer aos seus usuários uma seleção mais ampla de títulos musicais. Além disso, expandiu sua seleção de produtos incluindo equipamentos esportivos, itens de cuidados pessoais e até alimentos gourmet na nova linha.

    No mesmo ano, a Amazon faturou US$3,9 bilhões em vendas  e registrou um lucro anual de US$35,5 milhões.

    Já em 2004, a Amazon investiu US$75 milhões para adquirir o varejista online chinês Joyo e ganhar acesso ao mercado chinês. Em breve, a Amazon estava vendendo todo tipo de itens, como livros, música e vídeos para consumidores chineses por meio do site Joyo.

    Em 2005, a empresa introduziu o Amazon Prime nos EUA para que os clientes pudessem desfrutar de frete grátis em dois dias por uma pequena assinatura anual de US$79. Com o Prime, os clientes podiam receber seus pacotes mais rapidamente, e como resultado, as vendas dispararam, com mais de 100 milhões de itens vendidos até o final de 2005.

    E em 2007, lançaram seus primeiros leitores de e-books na forma dos revolucionários dispositivos Kindle. Posteriormente, os dispositivos despertaram um novo interesse dos consumidores por livros digitais e esgotaram em questão de horas.

    No ano seguinte, a Amazon adquiriu a Audible.com por US$300 milhões. Também adquiriu a AbeBooks.com e a BoxOfficeMojo.com em 2008. No ano seguinte, a empresa adquiriu a Zappos, uma loja online de roupas e calçados, por US$1,2 bilhão.

    Mas, por que a Amazon adquiriu tantas empresas?

    A resposta é simples. A estratégia da Amazon sempre foi centrada no que o cliente deseja. Então ela adquire empresas que podem ajudá-la a atender diversas demandas dos consumidores a longo prazo.

    Adquirir varejistas de música, lojas de roupas online e uma empresa de audiolivros ajudou a Amazon a entrar em diferentes mercados. Assim foi possível fazer a transição de uma varejista de terceiros para uma loja online que vendia diretamente todos os tipos de produtos para seus clientes.

    Como a Amazon alcançou um valor de mercado de US$1 trilhão

    Em 2010, a Amazon registrou um faturamento trimestral de US$13 bilhões em vendas líquidas. Nessa época, a empresa já havia percorrido um longo caminho desde suas origens humildes na garagem de Bezos. Mas a Amazon estava apenas começando.

    A empresa traçou um plano ambicioso para melhorar sua participação no mercado de varejo físico. Ou seja, introduziu novas tecnologias inovadoras e reduziu seus custos operacionais para melhorar a lucratividade a longo prazo.

    Estratégia da Amazon para reduzir custos operacionais

    Em 2012, a Amazon adquiriu uma empresa de robótica chamada Kiva Systems por US$775 milhões. Essa empresa fabricava robôs capazes de mover pacotes de até 700 libras de um lugar para outro.

    A Amazon aproveitou os novos robôs adquiridos em muitos de seus armazéns para automatizar as tarefas de atendimento de inventário. Os robôs automatizaram o armazenamento de mercadorias nos armazéns da Amazon. 

    Dessa forma, esse novo sistema ajudou a Amazon a reduzir seus custos operacionais em 20% e a obter uma vantagem sobre empresas concorrentes de e-commerce. Isso acabou tornando todo o processo de inventário mais eficiente e sem erros.

    Em 2015, a Kiva foi renomeada para Amazon Robotics. A empresa continua desenvolvendo novos robôs que são facilmente programáveis e podem funcionar como unidades de transporte portáteis. Os modelos mais recentes podem transportar pacotes com peso de quase 1300 quilogramas.

    Graças a esses robôs, a Amazon agora pode entregar pacotes aos clientes mais rapidamente do que nunca. E assim, os robôs tornam o armazenamento livre de acidentes e ajudam os armazéns da Amazon a lidar com o enorme volume de remessas que recebem todos os dias.

    Diversificação do portfólio de produtos da Amazon

    Em 2014, a Amazon adquiriu a Twitch Interactive, uma empresa de transmissão de jogos de vídeo. Essa aquisição ajudou a Amazon a melhorar seus produtos de jogos. A movimentação também permitiu à empresa acessar um novo grupo de clientes em busca de equipamentos de alta qualidade para jogos.

    Além disso em 2014, a Amazon lançou a Alexa, assistente virtual que funciona com software de síntese de voz. A mesma tecnologia é usada no alto-falante inteligente Amazon Echo e no Echo Dot.

    Hoje, milhões de casas, hotéis, escritórios e carros utilizam os dispositivos Alexa para executar uma variedade de tarefas que tornam a vida diária das pessoas mais fácil. Assim, os usuários podem automatizar suas casas usando a Alexa e usá-la para controlar remotamente as luzes e o termostato. 

    Além disso, o dispositivo pode ser usado para encomendar produtos na Amazon para entrega em casa. A Alexa também torna as viagens diárias mais agradáveis para centenas de pessoas que vão ao escritório. O dispositivo estima o tempo de viagem, fornece atualizações de notícias e reproduz a música favorita do usuário enquanto dirige.

    Em 2015, a Amazon renomeou sua plataforma de entretenimento para Amazon Video. Dessa maneira, a plataforma exibia programas originais da Amazon e também fornecia acesso a programas produzidos pela Nickelodeon, HBO e Cinemax.

    Aumento da participação de mercado no varejo físico da Amazon

    Em 2015, as primeiras livrarias físicas da Amazon abriram em Seattle, com pessoas formando filas ao redor do quarteirão esperando a chance de explorar as novas lojas. Era um hype fora do padrão, e isso já mostrava que a empresa era diferente.

    Dois anos depois, a Amazon entrou no setor de alimentos adquirindo todas as 471 lojas Whole Foods nos EUA. Nesse sentido, isso deu aos clientes da Amazon existentes descontos especiais se fizessem compras nas recém-adquiridas lojas Whole Foods.

    Mas a empresa estava apenas começando. Em 2018, a Amazon abriu as lojas Amazon Go, apelidadas de ‘futuro do varejo’ por observadores do NY Times e CNN. As novas lojas prometiam a experiência definitiva de loja de conveniência, sem filas ou caixas. Basta pegar seus itens e ir, dizia a Amazon aos seus clientes.

    A estratégia de inovação da Amazon

    Como a empresa foi capaz de criar uma experiência tão única para o cliente? A resposta, em poucas palavras, é inovação tecnológica. As lojas Amazon Go são completamente sem caixa e sem estações de autoatendimento.

    A experiência de compra é completamente simplificada. Os clientes só precisam baixar o aplicativo Amazon Go em seus smartphones e vincular o aplicativo às suas contas. Dessa maneira, as prateleiras são equipadas com sensores que monitoram quais itens são retirados.

    À medida que o cliente sai da loja com seus itens, a transação é cobrada na conta vinculada. Os recibos são gerados imediatamente no aplicativo para que os clientes possam ver quanto foram cobrados por cada item.

    As lojas Amazon Go ajudaram a consolidar a presença da Amazon no setor de varejo físico. A participação atual da empresa no varejo físico é de 2,4%. Por isso, ela planeja lançar mais lojas físicas, incluindo uma loja de roupas chamada Amazon Style.

    A estratégia da Amazon para lidar com a Covid-19?

    A pandemia interrompeu as cadeias de suprimentos em todo o mundo. Mesmo a Amazon, com sua rede logística de ponta a ponta, sentiu a interrupção em suas cadeias de suprimentos.

    A empresa também teve que correr para adaptar suas operações diárias para manter seus funcionários de armazéns e equipe de entrega seguros sem reduzir o ritmo de trabalho. Já que os clientes estavam contando com a empresa, essa era a solução viável.

    No entanto, a Amazon conseguiu sair da crise mais forte do que nunca. A empresa incentivou todos os trabalhadores de linha de frente em seus armazéns a se vacinarem, iniciando um esquema de bônus. Os trabalhadores que se vacinaram cedo foram recompensados com prêmios em dinheiro todas as semanas.

    Além disso, a empresa prestou muita atenção às necessidades urgentes dos consumidores e lançou rapidamente um kit de auto-teste para o coronavírus. Assim, as pessoas poderiam se testar com segurança em suas próprias casas.

    Em 2021, uma equipe de engenheiros da Amazon também criou uma nova máscara facial chamada Amazon PerfectFit Mask, que combina as vantagens de uma N95 com o conforto de uma máscara de pano. Assim, a equipe da Amazon a projetou para reduzir a inalação de gotículas de água que poderiam potencialmente transportar o coronavírus.

    A crise colocou em destaque a adaptabilidade e durabilidade do modelo de negócios da Amazon. Embora a pandemia possa ter surpreendido a gigante do e-commerce, a empresa voltou aos trilhos em apenas alguns meses e realizou entregas pontuais para milhões de clientes.

    Assim, o foco da Amazon na diversificação de produtos finalmente deu frutos em 2018, quando as ações atingiram o valor de mercado de US$1 trilhão. Sua busca por inovação e novos mercados para diversificar seus produtos é o segredo por trás de seu fenomenal valor de mercado.

    Estratégia de transformação digital da Amazon

    A Amazon está aproveitando o poder do digital para aprimorar suas técnicas de marketing, a fim de alcançar mais clientes e fornecer recomendações personalizadas.

    Essa transformação digital também está ajudando a empresa a tornar as entregas no mesmo dia uma realidade, proporcionando aos clientes a melhor experiência de compra possível.

    A estratégia de marketing agressivo da Amazon

    A chave para o sucesso da Amazon como o maior varejista de comércio eletrônico do mundo é sua estratégia de marketing agressivo. A empresa possui diversas ferramentas de marketing digital em seu arsenal que a ajudaram a se destacar desde o início da Amazon.

    A Amazon presta atenção em quatro principais fatores ao vender produtos online: produto, preço, lugar e promoção. Uma grande variedade de ofertas de produtos é o que mantém a Amazon à frente da concorrência. Os clientes adoram o fato de poderem comprar quase qualquer item em uma única visita à Amazon, em vez de ir a várias lojas online para comprar diferentes produtos.

    Além disso, a empresa presta atenção ao ponto de preço. Ela utiliza uma estratégia chamada precificação de valor para atribuir preços aos seus produtos de acordo com o valor atribuído pelos clientes. Assim, um produto vale o que os clientes estão dispostos a pagar por ele.

    O tráfego da Amazon como uma estratégia de marketing

    A empresa também utiliza diferentes tipos de estratégias promocionais para divulgar seus produtos. A Amazon utiliza otimização de SEO (Search Engine Optimization, área muito usada no marketing digital) para garantir que suas páginas da web tenham uma classificação mais alta nos mecanismos de busca, como o Google Chrome.

    A Amazon também utiliza uma técnica de publicidade “pague por clique” ao promover seus produtos em sites afiliados da Amazon. Além disso, os afiliados recebem uma pequena porcentagem em taxas de comissão cada vez que um visitante clica em um anúncio em seu blog e é redirecionado para o site da Amazon.

    Além disso, eles contam com o conteúdo gerado pelos usuários para promover seus produtos. Os clientes muitas vezes confiam em avaliações escritas por outros compradores em vez de anúncios regulares, e ninguém sabe disso melhor do que a Amazon. 

    Portanto, o conteúdo gerado pelos usuários, como classificações e avaliações, sempre foi um componente integral da estratégia de marketing da Amazon.

    O uso de ferramentas digitais, como otimização de SEO, testes de CRO e conjuntos de dados de varejo, são bons exemplos de como a transformação digital pode ajudar uma empresa a comercializar com sucesso seus produtos para clientes em todos os cantos do globo.

    Os planos futuros da Amazon

    A Amazon planeja transformar digitalmente suas operações, especialmente seu sistema logístico, para reduzir os tempos de entrega para os clientes. A empresa é conhecida por seu serviço de entrega Prime de dois dias, mas agora planeja reduzi-lo para um dia.

    A equipe da Amazon está desenvolvendo uma série de tecnologias, algumas das quais serão implantadas em 2022.

    A estratégia de transformação digital envolve:

    Serviços de entrega por drones

    Eles podem transportar pacotes com até 5 libras. Ademais, os drones são equipados com tecnologia de detecção e desvio, o que significa que podem voar até seu destino sem supervisão humana.

    Cerca de 85% dos pacotes da Amazon pesam menos de 5 libras, então a empresa planejava começar a entregar muitos de seus pacotes por drone a partir de 2022, e assim foi. Atualmente, a empresa entrega em duas cidades nos Estados Unidos: Lockeford na Califórnia e College Station no Texas.

    Amazon Scout

    Em segundo lugar, a empresa está trabalhando ativamente com os clientes para desenvolver o Amazon Scout, que é um serviço de entrega autônoma. Os dispositivos Scout são totalmente elétricos, reduzindo assim a pegada de emissões das entregas da Amazon. É uma maneira sustentável de atender às necessidades de entrega de última milha.

    Os robôs Scout também estão tornando as entregas mais baratas, reduzindo os custos operacionais da rede logística da Amazon, pois a empresa pode substituir vans regulares por esses robôs de entrega elétricos.

    Robin

    Finalmente, a empresa desenvolveu um braço robótico chamado Robin para classificar pacotes nos armazéns e transportá-los para os cais de carga para a equipe de entrega. Dessa maneira, o Robin responde a estímulos em mudança em tempo real e pode diferenciar entre pacotes de tamanhos, formas e cores variadas.

    O robô está aprendendo continuamente, portanto, sua capacidade de reconhecer um pacote e entregá-lo ao cais de carga certo está aumentando dia a dia, sem a necessidade de supervisão humana. O Robin atualmente está implantado apenas em armazéns limitados.

    Próximos investimentos

    Além do desenvolvimento de tecnologias originais, a empresa deseja acompanhar as novas invenções de startups que possam ajudar no negócio principal da Amazon. Portanto, a Amazon planeja estabelecer parcerias estratégicas com essas empresas, fornecendo-lhes fundos de investimento.

    Em 2022, a Amazon anunciou planos de investir US$1 bilhão em empresas que desenvolvam novas tecnologias para os setores de logística e gerenciamento da cadeia de suprimentos. Os investimentos ajudarão a Amazon a explorar tecnologias emergentes que podem tornar as compras online mais rápidas e convenientes.

    Afinal, por que a Amazon é tão bem-sucedida?

    A trajetória impressionante da Amazon provocou a admiração de investidores e consumidores. Graças ao seu compromisso com a pesquisa e inovação, a Amazon se tornou líder no mundo do varejo e computação em nuvem.

    A seguir, vamos dar uma olhada na missão e nos valores da Amazon que impulsionaram o crescimento da empresa e a ajudaram a ter um impacto duradouro na vida de milhões de clientes.

    Missão da Amazon

    A missão da Amazon é se tornar a empresa mais centrada no cliente do mundo. Seu objetivo é fornecer aos compradores da Amazon uma seleção de produtos de classe mundial que podem ser entregues em 24 horas.

    A empresa também está inovando constantemente para desenvolver dispositivos como a Alexa para tornar a vida cotidiana das pessoas mais fácil. Além disso, a Amazon tem como objetivo fornecer o melhor entretenimento por meio de múltiplos canais, como Prime Video, Audible e Twitch.

    Por outro lado, a AWS, tem como objetivo se tornar uma provedora global de serviços de computação em nuvem. A empresa já oferece mais de 200 serviços, incluindo computação, armazenamento, bancos de dados, análises, redes, ferramentas de desenvolvedor móvel e aplicativos empresariais. 

    Assim, o objetivo é tornar esses serviços mais acessíveis a startups e setores em todos os países do mundo.

    Valores da Amazon

    A Amazon se inspira em quatro valores orientadores:

    • Obsessão pelo cliente em vez de foco no concorrente
    • Paixão pela invenção
    • Compromisso com a excelência operacional
    • Pensamento de longo prazo

    A Amazon sempre se concentrou no que os clientes desejam, em vez de observar o que os concorrentes estão fazendo. Portanto, a empresa inicia seu processo de inovação após identificar o que o cliente deseja, em vez de criar produtos e depois tentar vendê-los.

    Além disso, a equipe da Amazon também trabalha excepcionalmente duro para apresentar resultados. Dessa forma, a empresa capacita seus funcionários a assumirem a responsabilidade pelo trabalho que fazem e a pensar nos resultados a longo prazo, em vez de ganhos de curto prazo.

    A estratégia da Amazon aplicada a sua empresa

    Sabemos que simplesmente replicar a Amazon não é algo viável e nem possível atualmente. O ponto é: para se manter no mercado – principalmente entre os melhores –, é preciso investir em um time especializado para gerir estrategicamente a empresa ao sucesso.

    Isso é, seja em uma equipe externa ou interna, a necessidade de possuir profissionais dedicados a trabalhar para a inovação e gerenciamento de estratégias da empresa é algo totalmente vital. Atualmente, vemos muitas assessorias e agências de marketing oferecendo serviços digitais, mas nem sempre todas geram resultados realmente palpáveis.

    Isso se dá ao fato de que agências, principalmente, atuam com foco único e exclusivo ao operacional, deixando de lado a parte estratégica. Porém, a parte estratégica é tão essencial quanto a operacional, uma complementa a outra.

    Pensando nisso, Dener Lippert fundou a V4 Company, a maior assessoria de marketing do Brasil. Através do Método V4, a empresa foca estrategicamente em 4 pilares importantes de cada negócio: tráfego, engajamento, conversão e retenção.

    Portanto, para saber mais sobre a V4 Company, assista ao vídeo: