Category: Cases de Marketing

  • Estratégia da Warner Bros para se tornar destaque em filmes e televisão

    Estratégia da Warner Bros para se tornar referência de filmes e televisão

    Conheça a estratégia da Warner Bros para se tornar o sucesso que vai desde Senhor dos Anéis até Harry Potter, passando por várias mudanças de nomes e objetivos. Com uma jornada inspiradora que começou em 1923 e transformou a empresa em um dos 5 grandes estúdios americanos.

    Vamos viajar no tempo, indo de volta para os primeiros dias da empresa fundada pelo sonho de 4 irmãos. E isso começa em 1889. 

    Nasce a Warner Bros. Inc. 

    Os três primeiros irmãos, Szmuel, Hirsz e Aaron Wonsal, emigraram para os EUA, vindos da Polônia em 1889, com a sua mãe. Você pode estar estranhando o sobrenome Wonsal e se perguntando onde está o Warner. 

    Isso tem uma explicação. Quando chegaram nos Estados Unidos, os irmãos tiveram os nomes modificados para o inglês, como era comum na época. Szmuel virou Samuel, Hirsz virou Harry e Aaron se tornou Albert

    E por fim, o nome da família, que era Wonsal até então, se tornou Warner. Logo, nasceram os irmãos Warner. O mais novo do grupo, Jack, nasceu em Ontário, no Canadá e por isso, já saiu de fábrica com um nome americano. 

    Se instalando em Youngstown, em Ohio, Harry abriu uma sapataria. Já seu irmão, Sam, conseguiu um emprego como projecionista em Idora Park. Apesar de não saber na época, isso seria essencial para que os irmãos encontrassem o seu caminho rumo à indústria do entretenimento. 

    Os primeiros passos dos irmãos Warner no entretenimento 

    Esse projetor custou US$1 mil na época, o que é um grande investimento para uma família de imigrantes. Porém, os irmãos confiaram no potencial do negócio e decidiram investir nisso. 

    Dessa forma, Sam e Albert compraram uma cópia do filme The Great Train Robery e caíram na estrada. Eles mostraram o filme ao redor de Ohio e no estado vizinho da Pennsylvania. 

    As viagens pararam quando eles decidiram subir de nível. Sendo assim, nasceu o primeiro cinema dos irmãos. Chamado de The Cascade, o cinema abriu suas portas em 1903, na cidade de Newcastle. No ano seguinte, os irmãos expandiram seus negócios para a área de distribuição, fundando a Duquesne Amusement & Supply Company

    Em 1905, eles abriram outro cinema, o Bijou. E em 1909, o caçula Jack Warner já tinha entrado nos negócios da família. Porém, como as taxas de distribuição dos cinemas se tornaram extraordinariamente altas. Dessa forma, os irmãos precisaram vender o negócio da família em 1910. 

    Mas esse não era o final da trajetória. Na verdade, era apenas o começo. E, em 1912, eles entraram no mundo da produção de filmes, abrindo seu primeiro estúdio de gravação, pouco antes do começo da Primeira Guerra Mundial. 

    Rio Tin Tin e o primeiro sucesso

    Estudando a situação do mercado e o que estava relevante na indústria, os irmãos compraram os direitos para o seu primeiro grande filme: My Four Years in Germany. Baseado na guerra na Alemanha e no pós-guerra, o filme foi um sucesso. 

    Dessa forma, gerando mais de 1 milhão de receita, isso permitiu que os irmãos abrissem o seu primeiro estúdio de verdade em 1918. The Warner Brother Studio, na famosa Sunset Boulevard em Hollywood, foi inaugurado. 

    Apenas 5 anos depois, as receitas estavam indo bem e os irmãos adicionaram um pouco mais de caixa de um banqueiro, Motley Flint. Isso foi o suficiente para que eles pudessem incorporar a empresa. 

    Sendo assim, em 4 de abril de 1923, a Warner Bros. Pictures. Inc. nasceu. O irmão mais velho, Harry, virou presidente e comandava os negócios na sede em Nova Iorque. Enquanto isso, Albert era o tesoureiro. Já Sam e Jack ficaram na Califórnia, focados em cuidar do estúdio. 

    O sucesso de Rin Tin Tin

    Porém, a empresa não tinha atraído o glamour de Hollywood. Mas tudo isso mudou quando o lendário Rin Tin Tin se tornou parte da família. O cachorro, um pastor alemão, havia sido resgatado durante a Primeira Guerra por um soldado americano e foi treinado para participar dos filmes. 

    Quando estreou no filme Where The World Begins, foi como se ele tivesse se tornado o maior ator do mundo. Impressionado com o poder do cachorro de atrair o público, Jack Warner contratou o canino por surpreendentes US$1 mil por semana. 

    Como a Warner Bros expandiu seus horizontes 

    Em 1924, a Warner Bros já era o estúdio independente de maior sucesso em Hollywood. E isso permitia que eles competissem contra os gigantes da indústria, como National, Paramount e Metro-Goldwyn-Mayer (MGM)

    Maiores produtoras de filmes do mundo entre 2000 e 2021. Valores em bilhões de dólares.

    Porém, apesar de ter chegado a essa posição com a ajuda de Rin Tin Tin, a empresa ainda estava muito longe do monopólio na indústria. E esse  era o objetivo inicial dos irmãos. 

    A nova estratégia da Warner Bros 

    Entendendo que depender apenas de uma estrela para se manter relevante não era uma boa estratégia, Sam Warner precisou fazer mudanças drásticas. Ele comprou a licença da tecnologia Vitaphone, da Western Electric. 

    Apesar de Harry ter se oposto ao movimento, questionando as chances de sucesso, em 1925, a Warner Bros. finalmente comprou a patente da nova tecnologia. E mesmo não sabendo, eles tinham acabado de dar um passo rumo a nova era do cinema.

    Com o seu próximo filme, chamado de The Jazz Singer, a Warner Bros decretou o fim do cinema mudo. Havia chegado a era dos filmes falados. Estrelado por Al Johnson, o filme foi um hit fenomenal. E por consequência, isso levou o estúdio a uma posição de destaque, se tornando um dos gigantes de Hollywood. 

    Dessa maneira, a Warner Bros. Conquistou cinco vezes mais do que investiu. E, além disso, as suas contribuições foram reconhecidas pela academia, que lhes concedeu um Oscar especial 1929 por “revolucionar a indústria com o som”. Porém, a pessoa por trás dessa inovação, não viveu para receber o prêmio. 

    Sam Warner faleceu em 1927, vítima de uma pneumonia. Apesar de não ter visto o sucesso dos seus investimentos, Sam revolucionou o cinema e transformou a empresa que fundou com seus irmãos em um império. 

    Os próximos sucessos 

    Conforme os hits continuavam, a Warner Bros pôde sair da posição de estúdio independente em ascensão, abrindo um estúdio muito maior em Burbank no ano de 1929. Eles ainda compraram a Stanley Corporation, uma franqueadora de cinemas e produziram mais de 86 filmes apenas em 1929

    Algumas das produções mais memoráveis foram Lights of New York, o primeiro filme completamente falado. E logo depois, veio On With The Show, o primeiro filme falado e em cores. The Gold Diggers of Broadway também foi outro filme inovador, que revolucionou o uso de cores no cinema. 

    Ou seja, a Warner Bros. Esteve à frente de duas grandes inovações da indústria que transformaram o cinema no que conhecemos atualmente: os filmes falados e depois os filmes coloridos

    Eventualmente, na década de 1930, o estúdio havia expandido a sua produção para 100 filmes por ano. Além disso, eles controlavam mais de 360 cinemas dentro dos EUA e mais de 400 fora do país. Os irmãos também construíram o Warner Theater em 1931, para homenagear Sam. 

    A animação se torna a nova estratégia da Warner Bros. 

    Na década de 1930, a Warner Bros estava a todo vapor. Porém, além dos filmes convencionais, que o estúdio produzia às centenas, eles resolveram se arriscar no mundo das animações. Por isso, foi criado um pequeno departamento de animação dentro do estúdio, comandado por Tex Avery

    Sendo assim, em 1931, os esforços deram os primeiros resultados. Os Looney Tunes, que viriam a se tornar personagens amados ao redor do globo, foram lançados. Chamado de Sinkin’ In The Bathtub, com Bosko como protagonista, a animação foi um sucesso imediato. 

    As animações foram aclamadas pelo seu ritmo rápido e despretensioso. Além disso, o senso de humor sarcástico ajudou muito no sucesso das animações. Em 1936, porém, a Warner Bros achou a sua estrela. O Gaguinho, continua sendo um sucesso até hoje. 

    Patolino e Pernalonga vieram logo depois e ajudaram na expansão do público da Warner Bros. Antes, o foco era nos filmes focados para adultos. Porém, com as animações, o estúdio conquistou o coração das crianças e isso foi impactante. 

    Dessa forma, não foi uma surpresa quando as animações da Warner superaram as da Walt Disney Studios. Isso transformou a Warner Bros. na maior produtora de animações da América

    A Warner Bros se torna o estúdio dos gângsteres 

    Uma vez que as animações se estabeleceram, algo bem diferente estava acontecendo na Warner. Desde The Jazz Singer, a empresa estava focando em muitos musicais. Logo, a maioria das pessoas havia associado os filmes coloridos com musicais. E os irmãos não estavam felizes com isso

    Dessa forma, conforme a demanda por musicais estava baixando. Por isso, o estúdio precisava achar um novo nicho de mercado para investir. Depois de muita pesquisa, eles decidiram investir em histórias mais realistas, que se diferenciavam dos musicais e das comédias. Em pouco tempo, a Warner estava produzindo filmes de gângster. 

    Começando com Little Ceaser, a empresa lançou uma série de filmes relacionados ao tema, como Public Enemy, I Am A Fugitive From A Chain Gang, Scarface e muitos outros. Todos eles conquistaram o público com figuras antagônicas e carismáticas. 

    Por consequência, o protagonista de Public Enemy, James Cagney, se tornou um dos gângster mais notórios de Hollywood e uma grande fonte de renda para a Warner Bros. Além disso, na década de 1930, o então presidente dos EUA, Franklin D. Roosevelt anunciou o plano econômico conhecido como New Deal. Isso permitiu que o estúdio voltasse a se tornar lucrativo e pudesse aumentar os salários dos funcionários. 

    Tudo isso ensinou uma lição importante para a Warner: a diversidade é um ponto chave para o sucesso. Ao investir nos filmes de gângster e animação, o estúdio não cometeu o erro de colocar todos os seus ovos na mesma bandeja. Isso fez com que eles pudessem crescer com diferentes públicos, expandindo a sua base de fãs ao redor do mundo. 

    Os problemas começam a aparecer na Warner Bros 

    A década de 1930 foi ótima para a Warner. Porém, com a aplicação do que ficou conhecido como Hays Code, a empresa precisou migrar para produções mais moralistas e com menos violência. 

    Entrando no mercado dos dramas históricos 

    Por causa do Hays Code, a Warner resolveu abandonar os filmes de gângster e focar em filmes históricos como The Petrified Forest e melodramas como Dark Victory. Isso trouxe outra estrela para o estúdio: Bette Davis. 

    Ela atuou em 38 filmes em oito anos, entre 1932 e 1940. A popularidade de Bette fez com que o estúdio conquistasse tanta fama que ela ficou conhecida como “a quinta irmã”. 

    Porém, para a surpresa de muitos, Davis estava insatisfeita com os papéis dados a ela e até tentou quebrar seu contrato. Contudo, ela perdeu o processo que abriu e precisou cumprir o seu contrato. Durante esse período, outro fato se tornou notório: muitos atores estavam insatisfeitos com Jack Warner, o que era o caso de Bette. 

    Porém, ao mesmo tempo, esses mesmos atores e atrizes consideravam Albert e Harry Warner justos, o que causou uma divisão dentro do estúdio. Esse foi o primeiro grande problema que a empresa enfrentou em anos. 

    Os irmãos se separam 

    Durante as décadas anteriores, a Warner havia comprado diversas outras empresas e se dividido dentro de muitos departamentos. Porém, isso estava prestes a mudar. Na década de 1940, um processo conhecido como United States vs Paramount Pictures Inc. chocou o mundo do cinema. 

    Os 5 principais estúdios dos EUA controlavam a grande maioria das salas de cinema do país, o que gerou um monopólio na indústria. Quando o júri decidiu em favor do governo durante o processo, isso precisou mudar. 

    Dessa forma, a Warner precisou separar suas produções dos outros estúdios e abandonar o controle de muitas das suas salas de cinema. Um ano depois, os lucros da empresa caíram para apenas US$10 milhões

    Os próximos anos foram seguidos por algumas decisões equivocadas de Jack Warner. Um exemplo foi a expansão para filmes 3D, uma vez que a televisão vinha se tornando uma adversária dos cinemas. Porém, esse movimento quase levou a Warner à falência. 

    Os lucros caíram para US$2-4 milhões em 1956 e por consequência, os irmãos decidiram vender a empresa. Porém, secretamente, Jack havia formado um sindicato e comprado 90% das ações da Warner Bros. Sendo assim, no momento em que seus irmãos se aposentaram, ele, que agora era o acionista majoritário, se apontou como presidente da empresa. 

    Os bros em Warner Bros já não existiam mais. Harry faleceu em 1958 e Jack nem mesmo foi ao seu funeral. Já Albert, faleceu em 1967 e não falava com o seu irmão desde a fundação do sindicato. 

    A Warner olha para o futuro 

    Com o passar dos anos, a demanda por programas de televisão continuou crescendo. Dessa forma, Jack decidiu entrar nesse mercado, ao invés de buscar alternativas para competir. Sendo assim, a Warner Bros. Television Unit nasceu em 1955. 

    O novo segmento da empresa era condenado pelo genro de Jack, William. Apesar de ter se separado da sua família no passado, Jack Warner queria manter a Warner dentro da sua nova família para os anos que seguiam. 

    As séries da Warner para a televisão se provaram um sucesso. Faroestes como Cheyenne e épicos como Maverick e 77 Sunset Strip ajudaram o estúdio a recuperar as perdas dos anos anteriores. 

    Por consequência, nos anos 1961-63, a companhia fez mais de US$7 milhões em lucros. Isso representou um crescimento considerável. Nesse momento, a Warner decidiu olhar para o seu passado e voltar a investir em musicais. 

    Comprando os direitos de My Fair Lady, um musical da Broadway, o estúdio conseguiu transacionar da época dourada de Hollywood para o que ficou conhecido como Nova Hollywood. E nesse intervalo, a empresa ainda foi para mais uma aventura, a Warner Bros. Records

    A queda e a nova ascensão da Warner Bros. 

    Conforme o tempo passou e a produção de filmes foi diminuindo, Jack Warner percebeu que com a sua idade avançada, ele não poderia continuar como presidente para sempre. Assim, ele resolveu fazer um movimento estratégico e vendeu o estúdio e a gravadora para a Seven Arts Productions em novembro de 1966, por $32 milhões de dólares. 

    Porém, Jack não queria abrir mão do controle da empresa e continuou na posição de presidente. Um ano depois, ele se tornou vice-presidente da empresa e um produtor independente. Esse também foi o ano em que o estúdio conquistou sua nova estrela: Bonnie and Clyde

    Infelizmente, em 1969, a Seven Arts desenvolveu sérias diferenças com Jack Warner, o que significou que a parceria não poderia continuar. Sendo assim, quando o conglomerado Kinney National Company fez uma oferta em dinheiro e ações de $64 milhões de dólares, o estúdio decidiu aproveitar a oportunidade. 

    Com isso, Jack Warner, que estava enfurecido com a venda, migrou para produções independentes. Pouco tempo depois, ele se aposentou em 1973 e acabou falecendo em 1978. Isso marcou o final dos irmãos Warner. Porém, o estúdio que eles haviam fundado juntos, estava prosperando. 

    A ascensão da Warner Bros. 

    A Kinney Corporation era comandada por Steven J. Ross. Ele acreditava no uso da capacidade de grandes estrelas de atrair e cativar o público. Atores e atrizes lendários assinaram com a Warner, como Clint Eastwood, Barbra Streisand e Paul Newman

    Isso fez com que as duas próximas décadas fossem repletas de filmes que marcaram gerações. Os filmes da telona estavam fazendo um enorme sucesso, como O Exorcista e Banzé no Oeste

    Eles eram a prioridade do estúdio, que estava entrando no mercado de quadrinhos. Uma nova subsidiária chamada DC Comics foi criada para dar vida a personagens como Batman, Superman e a Mulher Maravilha. 

    Em outro movimento estratégico, a empresa se uniu à 20 Century Fox em 1973 para co-produzir Inferno na Torre. Esse filme se tornaria o segundo mais lucrativo do ano de 1974. 

    Time e Warner Bros: A fusão que mudou tudo 

    No final dos anos 80, a companhia estava indo bem. As expansões e a diversificação do catálogo fez com que eles conquistassem uma larga parte do mercado e que a receita continuasse aumentando, apesar das mudanças nas tendências do cinema. 

    Em 1989, a empresa também entrou no mercado da TV à cabo ao adquirir a Lorimar Telepictures. Porém, a união que iria mudar tudo viria um ano depois, em 1990. 

    A Warner Communications se uniu com a maior empresa de comunicação da época, a Time Inc. Dessa forma, nasceu o maior grupo de entretenimento e comunicação do mundo: o Time Warner Inc. 

    E depois disso, a empresa recebeu o sucesso de braços abertos. A Warner Bros. Studio Store foi criada em 1991 com merchandising especial para os fãs das produções. Variando entre Looney Tunes até figuras do Superman, tudo estava disponível. 

    O WB Television Network foi lançado em 1995, direcionado especialmente para o público adolescente que queria assistir filmes pela televisão. O resultado foram clássicos como Buffy, a caçadora de vampiros, Lances da Vida e Jovem Bruxas

    Em 1996, a companhia comprou a Turner Pictures por $7,5 bilhões de dólares. Isso fez com que a Warner tivesse acesso a canais como CNN, Cartoon Network, TBS e TNT

    A Warner Bros. dos anos 2000 e hoje

    Apesar da união Time Warner ter sido um sucesso monumental, a empresa continuou enfrentando altos e baixos durante os anos que se seguiram. Isso tudo antes de chegar a posição que ocupa atualmente. 

    A fusão que não funcionou 

    Em 2000, a então empresa sensação do momento, AOL, comprou a Time Warner em uma das piores aquisições da história do mercado americano. Devido a popularidade do .com, a AOL ganhou uma popularidade imensa e com isso, suas ações valorizaram muito. 

    Isso fez com que a empresa comprasse a Time Warner por estrondosos $183 bilhões de dólares. Porém, quando a bolha do .com foi rompida, as ações da AOL começaram a despencar. Apenas um ano depois da fusão, a empresa declarou uma perda de $99 bilhões de dólares

    Com a boa vontade da AOL diminuindo, a Time Warner se distanciou da AOL, até tirando a sigla do seu nome. Eventualmente, a empresa de internet se afastou da Warner em 2009, que foi comprada pela Verizon por $4,4 bilhões de dólares. Isso foi o suficiente para que a fusão entre a AOL e a Time Warner seja considerada a pior da história. 

    A ascensão meteórica da Warner Bros. 

    No final da década de 1990, a empresa comprou os direitos para produzir os filmes da saga Harry Potter. E com a chegada do novo século, os filmes começaram a ser lançados. E a partir disso, pareceu que as perdas que a empresa havia sofrido nos últimos anos estava sendo mascarada pelo sucesso fantástico da saga Harry Potter. 

    A Time Warner uniu forças com a China Film Group Corporation, produzindo filmes em Hong Kong e na China. Em 2008, eles trouxeram a tecnologia Blu-Ray Disc, decretando a morte do DVD. 

    Receita da Warner Bros. por segmento entre 2021 e 2023. Valores em dólares. 

    Com o sucesso contínuo, a Warner trouxe outra trilogia de sucesso para o seu catálogo com os filmes do Batman dirigidos por Christopher Nolan. Além disso, os filmes da saga Hobbit, que antecedem O Senhor dos Anéis, foram alguns dos poucos filmes na história a chegarem à marca de $1 bilhão de dólares em 2015. 

    União com a AT&T: uma nova estratégia da Warner Bros. 

    Em 2018, a Time Warner passou por mais uma mudança significativa. Ela foi comprada pela US Telecom Company, conhecida como AT&T, por $85 bilhões de dólares. Com essa aquisição, a empresa foi renomeada para Warner Media, nome que carrega até hoje. 

    O logo da empresa mudou para definir uma nova e moderna Warner Media. Com uma identidade distinta, o novo logo é utilizado em múltiplas plataformas e serviços de streaming. O novo logo estreou no filme Tenet, de Christopher Nolan, parceiro de longo prazo da Warner. 

    O hoje e o amanhã da Warner Media 

    Por mais que a Warner Media esteja em uma posição privilegiada dentro da indústria do entretenimento, os diretores entendem que as coisas não podem parar. Dessa forma, em maio de 2021, a AT&T decidiu fazer uma fusão entre a Discovery Inc. E a Warner Media para criar uma empresa só. E levar essa empresa a público. Assim, nasceu a Warner Bros. Discovery

    Receita da Warner Bros. Discovery Inc. entre 2021 e 2023. Valores em bilhões de dólares. 

    Lições estratégicas que a Warner Bros pode ensinar 

    A empresa dos irmãos Warner começou com um projetor de $1000 dólares. E através quase um século, eles se tornaram um dos maiores nomes da história do entretenimento. Logo, existem várias lições que a empresa pode ensinar. 

    1- Acredite nos seus objetivos 

    O sucesso de um negócio depende muito de quanto seus fundadores dependem dele. Esse foi o caso da Warner. Sam Warner entendeu o potencial da indústria do entretenimento cedo e convenceu seus irmãos a investirem em um projetor.

    Da mesma forma, o seu irmão mais novo, Jack, foi essencial para o sucesso do negócio. A sua determinação em fazer com que os filmes do estúdio dessem certo. 

    2- Diversificar é essencial 

    É possível afirmar que diversificar seu portfólio foi uma das principais razões para o crescimento da Warner Bros. Apesar de ter começado como uma empresa de distribuição, ter evoluído para outros nichos como animações, videogames, musicais e inovações tecnológicas foi essencial para que a Warner se tornasse a referência que é hoje. 

    Através da diversificação, a empresa pode se manter viva quando outros campos estiverem falhando. E essa estratégia serve para qualquer segmento. 

    3- Não tenha medo das dificuldades  

    A Warner viu seus negócios crescerem muito rápido e experienciou um crescimento gigantesco em tamanho de operação. Contudo, a empresa também viu momentos sombrios, como a separação dos irmãos ou a fusão com a AOL. 

    Dito isso, as diretorias que estão no comando durante esses períodos, souberam manter as coisas andando e não sucumbiram ao medo durante os tempos difíceis. Isso foi essencial para que a Warner seguisse de pé e se tornasse a empresa que é hoje. 

    4- Seja inovador, não reativo 

    No mundo dos negócios, por muitas vezes, é preciso dar o primeiro passo. Criar algo que ainda não existe e que muitos julgam impossível. Foi exatamente isso que a Warner fez. 

    Seja criando o primeiro filme colorido, introduzindo som aos filmes ou sendo responsável pela transição do DVD para o Blu-ray, a Warner sempre esteve à frente do seu tempo. Sem esses movimentos, não é possível afirmar que as coisas seriam o que são hoje. O mercado precisa de inovadores. E sempre haverá espaço para os que assumem os riscos. 

    Estratégias como as da Warner Bros. no seu negócio 

    Como observamos ao longo do artigo, a Warner cresceu mesmo frente a uma série de dificuldades. E isso só foi possível através de um pensamento estratégico da diretoria, que soube unir inovação e qualidade nos momentos mais importantes. 

    Por isso, a V4 Company, maior assessoria de marketing do Brasil, criou o método V4, capaz de diagnosticar o momento de qualquer empresa, além de criar soluções estratégicas para cada desafio. Isso é o que a diferencia de uma agência de marketing convencional.

    Dessa forma, no marketing digital, é preciso pensar de maneira estratégica e ser resiliente, lições que a Warner Bros. tem ensinado há quase um século. Dener Lippert, fundador da V4 Company, costuma dizer que a solução para as ansiedades de um negócio é ter um plano de longo prazo. 

    O objetivo da Warner Bros. sempre foi dominar o mercado. E esse sonho segue na empresa até hoje. Ou seja, é importante acompanhar o momento, mas nunca tirando o longo prazo de vista. 

    Para entender melhor sobre o que a V4 faz, assista ao vídeo: O que a V4 Faz? 

  • Estratégia da Tesla para ser a empresa automotiva mais valiosa do mundo

    Estratégia da Tesla para se tornar a empresa automotiva mais valiosa do mundo

    Sabemos que a estratégia da Tesla foi o fator que diferenciou a marca de outras marcas automotivas. Desde sua criação, a demanda por veículos elétricos é crescente, mas como eles chegaram a isso?

    No artigo de hoje, vamos falar sobre essa estratégia, focando na história, crescimento e inovações que levaram a Tesla até o topo do mercado automotivo.

    A história da Tesla

    As pessoas geralmente relacionam a Tesla a Elon Musk, mas, na verdade, os fundadores originais são Martin Eberhard e Marc Tarpenning. Eles eram engenheiros do Vale do Silício que acreditavam que os carros elétricos poderiam ser uma ótima opção em comparação com os carros a gasolina.

    A ideia de começar a empresa surgiu quando perceberam que os carros elétricos com bateria eram mais eficientes em termos de combustível. No entanto, isso ia contra a tendência dos carros esportivos tradicionais, que consumiam muita gasolina.

    Assim, em julho de 2003, criaram a Tesla como uma empresa que fazia carros, mas também era focada em tecnologia. Naquela época, eles estavam muito interessados na bateria, software de computador e em um motor exclusivo que Eberhard considerava a parte mais importante.

    O nome da empresa é uma homenagem a Nikola Tesla, o famoso inventor. Em apenas 20 anos, a Tesla mudou completamente como pensamos sobre carros elétricos e também avançou muito nas energias renováveis. O crescimento incrível ao longo dos anos mostra como são fortes.

    Depois de iniciarem a empresa, Eberhard se tornou o CEO e Tarpenning o CFO. Mais tarde, eles trouxeram Ian Wright para a equipe, para garantir dinheiro para o projeto.

    A chegada de Elon Musk como estratégia da Tesla

    Musk chegou à empresa por volta de janeiro de 2004 através da conexão entre o empresário e os fundadores da marca. Elon achou a visão da empresa promissora, garantindo capital de risco para as operações.

    Já no mês seguinte de sua entrada, Musk contribuiu com US$6,5 milhões para o financiamento da Série A. A partir disso, foi nomeado presidente do conselho de administração da Tesla. Além disso, o empresário liderou a rodada de investimentos da Série B da Tesla, investindo US$13 milhões em fevereiro de 2005.

    Na terceira rodada de investimentos, em maio de 2006, Musk co-liderou junto com Technology Partners, com um montante de US$40 milhões. O terceiro round também atraiu investimentos de empresários renomados, como os co-fundadores do Google e o presidente do eBay.

    O primeiro carro elétrico da Tesla

    Desde que entrou na empresa, Musk sempre se manteve ativo, supervisionando de forma meticulosa o design do primeiro carro elétrico da empresa: o Roadster

    Musk foi inflexível ao escolher o design inovativo do modelo. Desde o início do projeto, ele insistiu em uma carroceria de polímero reforçada com fibra de carbono. Além disso, liderou pessoalmente o projeto de componentes, como módulos eletrônicos e faróis.

    Em 2006, o empresário recebeu o prêmio Global Green 2006 de design de produto justamente por seu impecável trabalho com o Tesla Roadster. Devido a isso, também conquistou o prêmio Index Design, em 2007.

    A estratégia da Tesla para globalizar a energia limpa

    Em agosto de 2006, Musk desenvolveu e revelou seu plano mestre para a empresa através de um blog com o nome de “The Secret Tesla Motors Master Plan (just between you and me)“. 

    O empresário elaborou o plano enquanto a produção do modelo Roadster era o foco principal da empresa. O plano constava que uma ambição a longo prazo da empresa era inaugurar uma era de economia de energia solar.

    Ele deu grande destaque em colocar um fim à economia baseada em queima e mineração de hidrocarbonetos. Por isso, considerou a economia de energia solar como a principal substituição sustentável.

    Além disso, embora o Roadster fosse um carro esportivo elétrico de alta performance, a Tesla planejava produzir uma diversidade de modelos a longo prazo. Um carro familiar acessível já fazia parte dos planos da empresa.

    Assim, a empresa começou o desenvolvimento de carros esportivos premium, eventualmente fazendo veículos mainstream, como sedans e compactos acessíveis.

    A necessidade de reduzir problemas internos da Tesla através de uma estratégia

    À medida que a empresa cresceu, o conselho de liderança decidiu fazer algumas mudanças na equipe. Assim, em agosto de 2007, pediram a Eberhard, que era CEO na época, sair do cargo. A decisão foi tomada por conta da incapacidade de Eberhard para lidar com as finanças do projeto, o que atrasou o desenvolvimento do Roadster.

    Ao invés disso, o empresário assumiu o título de presidente de tecnologia, mas não permaneceu por muito tempo, saindo da companhia em janeiro de 2008. Ao mesmo tempo, Marc Tarpenning, que era vice-presidente de engenharia elétrica da empresa, também decidiu sair.

    3 meses após a saída de Eberhard como CEO, chegou a vez de Ze’ev Drori assumir o cargo. Através de ações tomadas por ele, a empresa aplicou uma revisão de performance, com foco em eliminar a ineficiência.

    Essa decisão destacou todos os fatores que estavam atrasando a empresa de alcançar seu potencial máximo. Assim, a empresa foi obrigada a tomar algumas decisões.

    Como a Tesla evitou uma crise financeira com uma estratégia arriscada

    No fim de 2007, a Tesla estava gastando descontroladamente, o que a trouxe à beira de uma crise financeira. Por isso, a empresa decidiu demitir alguns funcionários-chave, conforme eles não atingiam o necessário na revisão de performance. Foi assim que a empresa cortou 10% de sua força de trabalho.

    Porém, mesmo após todas as decisões tomadas, a empresa precisava de outra rodada de financiamento para continuar em pé. Foi durante essa crise que Musk decidiu assumir o cargo de CEO, em outubro de 2008. Drori, por sua vez, ficou como vice-presidente até sua saída em dezembro de 2008.

    Além disso, Musk demitiu 25% dos funcionários da Tesla, iniciando uma nova rodada de investimentos, que também serviu como financiamento de dívida. Através dessa manobra, a empresa arrecadou US$40 milhões, o que evitou a falência.

    Ou seja, mesmo não estando com o cargo de CEO desde o início, Musk foi um dos pontos mais importantes para o estabelecimento da Tesla no mercado. Além disso, foi ele que mostrou a Tesla ao mundo através de sua influência e suas publicações polêmicas.

    De certa forma, isso garantiu muita popularidade para a empresa. Através de uma estratégia de marketing digital bem aplicada, a Tesla não só sobreviveu à falência, como se tornou uma das empresas mais valiosas do mundo.

    A estratégia da Tesla de entrar no mercado como montadora de energia limpa

    Por conta das minuciosas decisões tomadas em uma tentativa de fugir de uma crise, a Tesla conseguiu se manter no mercado. Através de uma análise profunda do setor, conseguiram fazer um lançamento inovador.

    O lançamento do Roadster foi um sucesso para a empresa, pois foi colocado em produção a tempo suficiente para cobrir as despesas, mesmo perante as dificuldades que a empresa passava. Em fevereiro de 2008, Musk obteve as chaves do primeiro carro e em janeiro de 2009 entregou 147 carros aos seus investidores.

    Foi a partir do Roadster que a Tesla alcançou seu sucesso como uma empresa inovadora na questão de energia limpa. Mesmo sendo um carro elétrico, o modelo possuía uma série de características que podiam atender às necessidades do cliente.

    Com base no mercado de carros elétricos como um todo, a Tesla percebeu as falhas que não permitiam que o mercado tivesse a popularidade necessária. Assim, focou em suprir esses erros para que o lançamento do Roadster fosse um sucesso. Algumas dessas falhas foram:

    • As empresas não possuíam bateria suficientemente potente para manter os carros na estrada;
    • Motor pequeno, sem potência e pouco eficiente.

    Quais foram os resultados obtidos?

    Durante os testes do Roadster, o modelo alcançou 394 km com apenas uma carga. Além disso, o principal destaque nas redes sociais foi sua aceleração, o veículo poderia acelerar de 0 a 96km/h em menos de 4 segundos, o que era comparável ao de carros esportivos movidos a gasolina. Esses diferenciais destacaram a marca no mercado automobilístico, pois nunca tinha sido visto nada igual.

    Em efeitos de comparação, o novo Tesla Roadster consegue ter um desempenho melhor se comparado à velocidade de arrancada do Bugatti Chiron, carro mais rápido do mundo atualmente. Além disso, enquanto o Chiron é focado especialmente para pistas, o Roadster possui 4 lugares, sem contar com o preço 15 vezes mais barato.

    A estratégia de lançamento exclusivo do Tesla Roadster

    Com o seu alto desempenho e design pensado para apresentar um carro esportivo aos clientes, o Roadster não era um produto viável se fosse produzido em grandes quantidades. Em seu lançamento, o modelo custou cerca de US$100 mil. Ou seja, para comprar, precisava ter bastante dinheiro.

    Porém, era exatamente o plano da Tesla. Desde o início, a empresa não tinha pretensão de criar um carro de fácil produção justamente por ser uma empresa que estava iniciando naquele momento. Por isso, a estratégia de apresentação do produto foi o que, de fato, vendeu

    Quando a Tesla abriu seu capital?

    Mesmo após o grande lançamento do Roadster, a empresa ainda enfrentava algumas incertezas quanto às finanças. No ano de 2009, contava com menos de US$10 milhões em caixa. Para se ter noção, isso não era suficiente nem para entregar os carros que já tinham sido vendidos.

    Por isso, se encontraram em mais um momento difícil, onde cogitaram fazer um empréstimo. Em maio do mesmo ano, Daimler AG comprou uma participação de 10%, o que acabou aliviando um pouco as finanças, mas por pouco tempo. Assim, no mês seguinte, o Departamento de Energia dos Estados Unidos aprovou um empréstimo de US$465 milhões para a empresa.

    Durante um tempo, a empresa pode “respirar”, agora tendo capital de giro suficiente. Mas, mesmo assim, ainda precisavam de uma estabilidade maior no longo prazo. Com esse plano em mente, em 2010 a empresa abriu seu capital, garantindo a estabilidade que precisava. No IPO, a Tesla garantiu US$226 milhões, sendo US$17 por ação na NASDAQ.

    A estratégia da Tesla para entrar no mercado de consumo em massa

    Durante o ano de 2012, era perceptível o potencial da Tesla. A empresa visava produzir muito mais que carros. Como o próprio Musk já havia declarado, a principal ambição da empresa era promover uma economia elétrica solar.

    Por conta do sucesso que foi o lançamento do Model S, o objetivo da empresa era começar a produzir SUVs elétricos acessíveis. Além disso, também foram feitos planos para ir além do mercado automobilístico, podendo focar em aparelhos que pudessem abastecer casas e escritórios através da sustentabilidade.

    Foi assim que surgiram os supercarregadores da Tesla. Consiste em estações de carregamento para veículos da Tesla em vários pontos espalhados pela cidade. No início, eram apenas 6 estações. Hoje, existem mais de mil espalhadas pelo mundo todo.

    Tesla introduz produtos de energia solar

    Em 2016, a Tesla se uniu à SolarCity – uma empresa que fabricava sistemas de geração de energia solar para casas e escritórios. A aquisição de US$2,6 bilhões ajudou a Tesla a expandir a produção de produtos de energia solar, como painéis solares e baterias.

    No ano seguinte, a Tesla fabricou o Solar Roof, um telhado com telhas que geram energia exclusivamente para residências. As telhas têm garantia de 25 anos e podem ser combinadas com o Solar Inverter da Tesla para produzir energia mesmo em telhados que recebem luz solar intermitente.

    Além disso, a empresa também fabricou o Powerwall – uma bateria doméstica compacta que armazena energia dos painéis solares para uso noturno ou como backup de emergência.

    Outros produtos solares introduzidos pela Tesla incluíram o Powerpack, que é um dispositivo de armazenamento de energia CC contendo 16 células de bateria individuais. O Powerpack funciona essencialmente como uma micrograde.

    Ele pode ser usada por residências e escritórios para criar uma rede de energia independente que funciona completamente com energia solar.

    Os impactos da estratégia de diversificação da Tesla

    Em 2017, a Tesla Motors mudou seu nome para Tesla Inc. para celebrar sua diversificação além de carros elétricos. A expansão para a energia solar ajudou a Tesla a conquistar uma nova base de consumidores que desejavam sistemas e produtos de energia renovável para suas casas e locais de trabalho.

    Depois que a Tesla se estabeleceu como uma respeitada fabricante de veículos elétricos limpos, a empresa concentrou-se em atrair novas bases de consumidores. Fizeram isso através de algumas decisões.

    Primeiramente, diversificaram sua gama de produtos e introduziram novos carros e aparelhos direcionados especificamente para grande apelo. A empresa aproveitou a demanda por um veículo elétrico de baixo custo e introduziu o Modelo 3 a um preço acessível de US$35.000.

    A Tesla também reconheceu a necessidade de expandir além da indústria automobilística e se posicionar como o maior provedor de soluções de energia limpa. Ao fazer isso, conseguiu oferecer sistemas e produtos de energia renovável para consumo em massa.

    Devido a essas estratégias, a capitalização de mercado da Tesla atingiu a marca de US$52,32 bilhões em 2017, superando tanto a Ford quanto a General Motors. Atualmente, a marca é a mais valiosa do setor.

    Top 10 marcas automotivas mais valiosas

    Tesla lidera a transformação digital na indústria automobilística

    Até 2018, a Tesla havia alcançado várias conquistas em sua jornada. Havia se estabelecido como um player crucial na indústria automobilística e até conseguiu atender à demanda dos consumidores mainstream desenvolvendo produtos e soluções direcionados para grande apelo.

    Em 2018, Musk deixou o cargo de presidente do conselho de administração da Tesla, sendo substituído por Robyn Denholm. No entanto, mesmo com a mudança significativa em sua liderança, a empresa continuou prosperando nos anos seguintes e até introduziu uma nova onda de digitalização.

    Estratégia para aprimorar a experiência dos usuários da Tesla

    A Tesla é uma empresa altamente inovadora, construindo seus carros por meio do desenvolvimento de software em hardware exclusivo. O processo pode ser comparável à forma como a Apple desenvolve iPhones.

    Devido à natureza única dos carros que produz, a empresa é capaz de fornecer atualizações automáticas de firmware pela internet. Isso melhora a segurança, o desempenho e as capacidades de entretenimento de seus carros remotamente.

    Dessa forma, essas atualizações da funcionalidade do software do carro melhoram remotamente o design mecânico original, como a aparência e a sensação da tela sensível ao toque. A empresa pode continuar atualizando esses recursos de acordo com as necessidades e expectativas dos consumidores de forma contínua.

    Atualmente, a Tesla é a única fabricante de automóveis do mundo capaz de fornecer esses aprimoramentos remotos regularmente. Esse é um dos principais motivos pelo grande destaque da marca.

    Tesla oferece uma rede integrada de conectividade

    Um pilar da transformação digital da Tesla é sua rede de carros conectados. Os carros da Tesla estão liderando a digitalização da indústria automobilística, pois estão conectados à internet e equipados com recursos como câmeras, radar e sensores ultrassônicos

    Esses recursos permitem que os carros da Tesla ofereçam serviços incomuns para um carro. Alguns deles são: streaming, navegação na web e até mesmo o modo sentinela (que permite aos proprietários monitorar seus carros estacionados).

    A conectividade digital permitiu à empresa otimizar a criação de valor, pois levou à criação de uma plataforma de dados inteligente e um ecossistema conectado. A empresa usa os dados para estudar a experiência de direção do cliente

    Isso tem se mostrado fundamental para ajudar no desenvolvimento de sua capacidade de direção autônoma. Ou seja, a conectividade dos carros da Tesla significa que o sistema está essencialmente aprendendo e melhorando enquanto é conduzido.

    Tesla implementa processos inteligentes em suas operações

    A companhia também incorporou processos inteligentes em toda a sua estrutura organizacional para melhorar a conectividade do cliente. Ou seja, enquanto os automóveis tradicionais eram vendidos por concessionárias, que inseriram um intermediário entre a empresa e o cliente, a Tesla simplificou seu processo de compra

    Assim, chegou a tal ponto que os clientes só precisam acessar a internet, escolher um modelo, selecionar seus recursos, fazer o depósito e agendar a retirada. O processo se tornou muito mais fácil assim.

    Comparado aos meios convencionais de venda de carros, o processo da Tesla não é apenas significativamente mais conveniente e acessível, mas permite que o cliente lide diretamente com a empresa por meio de seu site e lojas próprias. Isso permite uma conexão muito maior entre empresa e consumidor.

    Tesla define suas ambições para a aplicação de tecnologia digital

    Em 2021, Elon Musk reiterou o compromisso da Tesla em buscar mais digitalização e investir em P&D. Musk também destacou que a aplicação final da tecnologia digital seria a integração de Inteligência Artificial.

    Essas ambições estavam ligadas ao trabalho contínuo da Tesla no desenvolvimento de um carro totalmente autônomo. Musk acredita que isso é possível com IA prática baseada em visão e que redes neutras de visão podem levar ao desenvolvimento de direção autônoma.

    Os dados coletados pelos sensores dos carros da Tesla já permitem que ela projete um mapa dez vezes mais preciso do que o de seus concorrentes. Além disso, os algoritmos de aprendizado de máquina da Tesla estão transmitindo informações por meio de sensores de dentro e de fora do carro.

    Esses sistemas são sofisticados o suficiente para identificar diferentes tipos de veículos, atenção do motorista, pedestres, semáforos etc. Além disso, também pode tomar decisões em frações de segundo ajustando a velocidade e a direção do veículo.

    A estratégia da Tesla continua impactando hoje

    Hoje, a Tesla é uma força a ser reconhecida na indústria automobilística, crescendo e melhorando. Em 2019, ela havia revelado seus planos para o Cybertruck – uma picape elétrica de seis lugares – que já tinha recebido 250.000 pedidos antes de seu lançamento oficial.

    Em 2020, apesar da agitação geral causada pela pandemia, as ações da Tesla dispararam (atingindo US$900) devido ao seu forte trimestre fiscal e às atualizações dos analistas.

    Já em 2021, a empresa decidiu não lançar um novo modelo e concentrou-se em aumentar a produção. No entanto, a empresa enfrenta mais concorrência de novos modelos como o Lyriq – o primeiro veículo elétrico da Cadillac – e o Nissan Ariya.

    No entanto, a Tesla tem uma vantagem sobre muitas dessas empresas automobilísticas tradicionais que estão apenas entrando nos veículos elétricos. Para se ter noção, atualmente, a empresa se encontra no top 10 de empresas mais valiosas do mundo, ocupando a nona posição.

    Top 10 marcas globais mais valiosas

    Mas por que a Tesla é tão bem-sucedida?

    A Tesla cresceu ao longo dos anos, passando de uma startup financeiramente instável, mas ambiciosa, para um pioneiro em soluções de energia limpa. Os produtos da Tesla constituem uma categoria própria, pois comercializam soluções de energia sustentável e limpa para consumo em massa.

    O modelo de negócios da empresa, construído em torno de uma estratégia de venda, serviço e carregamento de seus veículos elétricos, deu resultados notáveis. Como dito anteriormente, a Tesla é considerada uma das empresas mais valiosas do mundo.

    A companhia conseguiu criar uma identidade única para si mesma, que a destaca como uma líder inovadora e pioneira em sistemas e produtos de energia limpa. Hoje, possuir um produto da Tesla é uma declaração poderosa e algo em que os consumidores se orgulham ativamente.

    Embora os impactos da pandemia possam dificultar a trajetória de crescimento da empresa no futuro, atualmente, as perspectivas futuras da Tesla parecem estar no caminho certo, com a empresa liderando a transformação digital na indústria.

    A inovação da Tesla em sua empresa

    Não é preciso ser uma marca de carros autônomos para poder inovar. A inovação começa em qualquer negócio, basta ter a visão e a equipe necessária para aplicar a ação. Certamente, para se obter grandes resultados, é preciso de muito mais do que apenas uma cabeça pensante. A importância de uma equipe especializada se faz muito importante.

    Atualmente, a Tesla conta com cerca de 12 mil funcionários. Mas será que seria possível chegar a esse sucesso de mercado com apenas um? 

    Portanto, possuir uma equipe especializada em aprimorar os processos da empresa é essencial para o sucesso. Mais precisamente, o marketing digital é uma dos pontos-chave para gerar resultados a uma empresa.

    Logo, assessorias e agências de marketing surgem como uma opção mais viável para se obter um time especializado, visto que os custos para manter um time interno e de qualidade podem ser altos.

    A V4 Company, maior assessoria de marketing do Brasil, fundada por Dener Lippert, é um exemplo disso. Com profissionais qualificados, trabalhamos com um método exclusivo que foca em 4 pilares essenciais de cada negócio: tráfego, engajamento, conversão e retenção.

    Para saber mais sobre a empresa, assista nosso vídeo:

  • Estratégia da Apple para se tornar a maior empresa de tecnologia mundial

    Estratégia da Apple para se tornar a principal marca de tecnologia não corporativa

    Conheça mais sobre a estratégia da Apple, que transformou o sonho de dois jovens engenheiros em realidade. Uma realidade que conta com fãs ao redor do mundo e revoluciona o mercado de tecnologia com cada lançamento

    A Apple é, inegavelmente, a maior marca de tecnologia para consumidores diretos do mundo. Seja com o Mac, Iphone ou Apple Watch, a maçã americana sempre consegue surpreender seus fanáticos fãs ao redor do globo. 

    Sim, a Apple é uma das poucas marcas no mundo que pode afirmar ter fãs. E não são poucos. A empresa começou tendo apenas um produto e ao longo da sua história, foi diversificando seu portfólio.

    Mas isso também trouxe muitos desafios para a marca. Vamos conhecer alguns deles ao longo desse artigo. 

    O começo da Apple 

    Para muitos, a Apple é a marca mais inovadora de todos os tempos. Dessa forma, é inegável que a marca foi disruptiva desde a sua origem e revolucionou o mercado de tecnologia e eletrônicos. E assim, também mudou como bilhões de pessoas se relacionam com a tecnologia. 

    Mas para entender essa jornada, precisamos voltar alguns anos. Mais especificamente, para 1976

    O primeiro produto Apple 

    A Apple foi fundada em 1976, por Steve Jobs, Steve Wozniak e Ronald Wayne. A criação da marca foi decorrência da criação do Apple-I. Jobs e Wozniak eram conhecidos como os dois Steve’s e foram responsáveis por levar a empresa ao topo do mundo. 

    Todavia, os dois se conheciam desde antes da Apple. Os dois formavam uma dupla dinâmica e sempre tiveram um fortíssimo senso de criatividade. Antes do Apple-I, eles estavam trabalhando em um projeto chamado “caixas azuis”, focado em permitir que as pessoas pudessem fazer chamadas de longa distância de graça. 

    Posteriormente, eles largaram a faculdade, preferindo focar no trabalho. Jobs trabalhava para a Atari, enquanto Wozniak foi contratado pela HP. Em 1975, os dois se uniram ao Homebrew Computer Club.

    Tirando inspiração do computador da MITS que havia lá, Wozniak começou a criar seu próprio computador. E assim nasceria o Apple-I. Steve foi o primeiro a visualizar um computador que parecia um híbrido de uma máquina de escrever com uma televisão. 

    A ideia de um teclado unido a uma tela tem sido copiada por todas as marcas desde então. Mais adiante, Jobs reconheceu o potencial do Apple-I e resolveu vender a ideia de negócio para Wozniak e Wayne, com quem trabalhava na Atari. 

    Os dois abraçaram a ideia de criar uma empresa de computadores. Dessa forma, os três formaram uma parceria e batizaram a nova empreitada da Apple. 

    Muito se especula sobre o motivo do nome da empresa ser esse. Porém, o próprio Jobs admitiu que escolheu o nome por ser divertido e carismático ao mesmo tempo. Isso por si só já prova como Steve sempre teve um talento muito apurado para marketing. 

    Os primeiros problemas financeiros da Apple 

    Os jovens empreendedores conseguiram financiar seus projetos iniciais vendendo itens pessoais. Jobs vendeu a sua van da Volkswagen e Wozniak vendeu sua calculadora da HP. Ambos produtos eram bastante caros e foram suficientes para gerar caixa suficiente no momento inicial do negócio. 

    Wozniak era responsável por construir cada computador da empresa de forma manual. Enquanto isso, Jobs era responsável pelo marketing da empresa e Wayne cuidava do que tangia o administrativo

    Porém, um desafio se provou constante: a falta de recursos. Apesar de ser um desafio normal para qualquer negócio no seu começo, a situação da Apple era grave devido à necessidade de comprar as peças para a montagem dos Apple-I. 

    O problema foi resolvido quando Jobs negociou com a Byte Shop, que compraria os computadores prontos. Steve fez com que a loja comprasse as peças da Kramer Electronics, prometendo o pagamento depois de 30 dias. 

    Durante esses 30 dias, a Apple precisava vender computadores suficientes para levantar o dinheiro e pagar a dívida. Apesar de terem tido sucesso, esse período ficou marcado na história da empresa. 

    Wayne abandonou a companhia, vendendo 10% das suas ações para os “Steve’s”. Além de não estar pronto para correr o risco necessário naquele momento, ele vinha de uma experiência desastrosa com empresas cinco anos antes. 

    Como a Apple aumentou a qualidade dos seus produtos? 

    A produção do Apple-I se iniciou em abril de 1976. E até setembro do ano seguinte, Jobs e Wozniak conseguiram vender duzentos computadores. Porém, o primeiro produto da Apple tinha os seus problemas. 

    O primeiro computador da empresa era essencialmente uma placa eletrônica que poderia ser conectada a um teclado separado e um monitor. Se você o visse hoje, jamais diria que aquilo é um computador. 

    A placa não tinha nenhum compartimento. Ou seja, os fios e baterias ficam à mostra. Como consequência, é possível afirmar que visualmente, o primeiro computador da Apple não era muito interessante. 

    Outro problema era que, quem comprasse o Apple-I, precisaria comprar um teclado e um monitor separados. Apesar de ser uma prática normal na época, isso deixava a experiência de possuir um computador muito mais cara. 

    Contudo, Jobs tinha uma ideia para mudar isso. Reconhecendo as suas falhas, a Apple lançou o Apple-II em 1977. O novo computador vinha com suporte e a placa estava coberta. Além disso, havia um teclado anexado ao computador. 

    Por conseguinte, os produtos da Apple passaram a ter um visual mais atraente. Além disso, o DNA visual da empresa começou a ser construído ali. 

    Todavia, o visual não era o suficiente. Em termos de usabilidade, o Apple-II não estava no mesmo nível dos seus concorrentes. Sendo assim, empresas como IBM e DEC corriam na frente quando o assunto era performance. 

    A única coisa que você podia fazer com o computador, nas suas fases iniciais, era escrever e executar códigos na linguagem mais básica da programação. Dentro dessa realidade, a inovação veio de dentro da própria empresa. 

    A inovação responsável pelo sucesso do Apple-II

    Dan Bricklin se tornou o cavaleiro da armadura dourada dentro da Apple. Ele criou o primeiro programa de planilhas para computador. Dessa forma, o Apple-II já vinha com esse programa instalado e isso se provou extremamente útil para empreendedores. 

    As escolas também gostaram dessa inovação e começaram a expor seus alunos a ela. Desse modo, as vendas do Apple-II explodiram dentro dos nichos de educação e negócios. Ambas áreas queriam muito investir no computador que se provava extremamente útil. 

    Além disso, o computador inovador da Apple também se destacava pelos seus gráficos coloridos. Ou seja, a atenção à experiência do usuário, que virou uma marca registrada da marca, já estava presente nos primeiros produtos. 

    A Incorporação da Apple 

    Apesar de estar passando por algum sufoco no aspecto financeiro, a Apple seria recompensada em breve. A empresa atraiu a atenção do grande empresário Mike Markkula. Ele criou um grande interesse pelos computadores da Apple. 

    Markkula sugeriu que Jobs e Wozniak incorporassem a Apple. Os “Steve’s” seguiram a dica e assim nasceu a Apple Computers, Inc. em 1977. Além disso, o empresário ainda investiu US$91 mil na empresa. 

    Se não bastante o investimento, Markkula conseguiu uma linha de crédito de US$250 mil com o Bank of America. Fazendo isso, ele se transformou no primeiro grande investidor da Apple. 

    Com dinheiro em caixa, a empresa continuou focando na produção do Apple-II. Sendo assim, nos meados de 1980, a Apple começou a ver os bons resultados e com o sucesso, decidiu ir a IPO

    O IPO da Apple 

    No final de 1980, a Apple vendeu 4,6 milhões de ações, custando US$22 dólares cada. O IPO da época foi um sucesso absoluto, gerando um valor histórico, ultrapassando os US$100 milhões de dólares e se tornando o maior desde o IPO da Ford Motor Company

    O alto valor investido e a empolgação gerada dentro do mercado demonstraram que a Apple havia chegado para ficar. Além disso, esse era só o começo de uma trajetória que iria mudar o mundo para sempre. 

    O primeiro grande aprendizado da Apple foi entender como oferecer benefícios nunca vistos antes para seus consumidores. Enquanto o Apple-I era uma cópia dos computadores que já existiam, o Apple-II quebrou o molde existente até então. 

    Para isso, a empresa trouxe um visual extremamente inovador e programas que se provaram úteis para os usuários. Através dos problemas do primeiro computador, Jobs criou a estratégia de marketing do próximo modelo. E isso se provou um sucesso. 

    A estratégia de marketing da Apple

    Futuramente, em 1984, a Apple entrou para a história com o seu comercial anunciando o Macintosh. Contudo, a jornada do Macintosh não foi simples. 

    A empresa encontrou sérias dificuldades na criação dos dois produtos que sucederam o Apple-II. Mesmo assim, a marca foi capaz de aprender importantes lições ao longo do caminho. 

    Antes do Macintosh: os próximos produtos da Apple

    Hoje isso pode parecer estranho, mas nem todos os produtos da Apple foram sucessos imediatos. Antes do triunfo do Macintosh sobre o mundo da tecnologia, a empresa lançou o Apple-III. Esse novo computador foi desenhado pensando nas necessidades dos empreendedores. 

    Ele dava a opção de utilizar letras maiúsculas ou minúsculas no teclado e veio com um sistema operacional mais avançado chamado Apple SOS. Dessa maneira, o produto se provou insuficiente para as necessidades do mercado. 

    Logo após seu lançamento, o Apple-III começou a apresentar instabilidade. Isso fez com que eles precisassem ser consertados. Dessa forma, a reputação do computador foi jogada na lama. 

    Os líderes da Apple tomaram a decisão de incorporar as novidades do Apple-III ao Apple-II e vender com o antigo nome. Depois do fracasso, o Apple-Lisa foi lançado. Esse foi o primeiro computador com uma interface gráfica. 

    Jobs se inspirou no PARC’s da Xerox. Ele previu que esse seria o futuro dos computadores. Dois times da Apple estavam trabalhando ao mesmo tempo, no mesmo computador, utilizando a interface GUI. O primeiro time estava trabalhando no Apple-Lisa e o segundo lançou o Macintosh logo depois. 

    Apesar de ter diminuído o número de botões do seu mouse, o Apple-Lisa ainda era muito caro. Por isso, ele acabou se provando um grande fracasso. Para piorar a situação, devido a sua empolgação, Jobs acabou ignorando as estruturas do time de desenvolvimento e isso gerou desentendimentos. 

    No final, Jobs foi removido do time. Ou seja, nem tudo foram acertos na vida do gênio da Apple. Porém, alguns males vêm para o bem: ao ser removido do time do Apple-Lisa, Jobs focou seus esforços no Macintosh e isso se provou essencial para o lançamento. 

    A Apple lança o Macintosh 

    O lendário Macintosh foi o primeiro de uma linha de computadores vendida até hoje. A sua versão móvel, seja o MacBook Pro e o MacBook Air, são sucessos ao redor do planeta. 

    Mas o que tornou o Macintosh tão especial? Além de ter um nome divertido, o novo produto chegou no mercado com ferramentas que seus antecessores não possuíam. 

    Adicionalmente, era quatro vezes mais barato do que o Apple-Lisa. O time responsável pelo novo produto era comandado por Jeff Raskin, que batizou o novo computador com o nome do seu tipo de maçã favorita: McIntosh. 

    Infelizmente, após se juntar ao time, Jobs e Raskin tiveram uma disputa e isso levou a saída de Jeff. Dessa forma, o Macintosh foi lançado com Jobs no comando. 

    O que transformou o Macintosh em um sucesso? 

    O novo produto também era menos complexo e fazia um uso inteligente do seu hardware. Isso foi essencial para que ele pudesse ser lançado de forma muito mais barata. 

    A linguagem visual do novo computador também é inovadora. Susan Kare foi quem direcionou esse produto, criando ícones que são utilizados até hoje. 

    O Macintosh também era um computador bonito. Tão bonito que até enquanto estava desligado, ele chamava atenção. Assim, como todos os produtos da linha Apple, tirando o Apple-I, havia ali um foco no visual e na identidade da marca

    Dessa forma, quando foi lançado, o novo computador da Apple foi um sucesso. Mas o sucesso do Macintosh também passou por uma estratégia de marketing que iria ficar marcada na história. 

    A estratégia de marketing da Apple: a campanha 1984

    Uma das campanhas mais famosas da história do marketing foi intitulada “1984”. Utilizando o nome da obra de George Orwell, a Apple criou uma narrativa que permitiu alinhar a imagem da marca com a liberdade e inovação

    Porém, a produção dessa propaganda não foi barata. Especialmente porque a Apple planejou lançar o comercial durante um dos intervalos do SuperBowl

    O slogan da propaganda era “Em 24 de janeiro, a Apple Computer irá lançar o Macintosh. E você verá porque 1984 não será como o livro”. Após o lançamento inicial durante o SuperBowl, o comercial foi lançado em diferentes canais de TV. 

    Apesar de parecer estranho hoje, houveram algumas disputas dentro do time de marketing da Apple sobre se o comercial deveria ser lançado na TV ou não. Ao final, eles decidiram arriscar. E foi um grande acerto. 

    Sendo assim, as vendas do Macintosh explodiram. E o famoso comercial continua popular até hoje. Ele é considerado por muitos especialistas como o melhor comercial de todos os tempos. 

    Isso ensinou uma importante lição: Os comerciais servem para criar associações entre o produto e a mensagem dele. Se aproveitar a distopia de 1984 e lançar o computador no mesmo ano em que o livro se passa foi genial.

    Isso permitiu que a Apple vendesse a ideia de liberdade e liberação. Dessa forma, a mensagem foi relevante e evocou muitos sentimentos, especialmente em quem já conhecia a história do livro. 

    A luta da Apple contra seus competidores

    Desde o seu início, a Apple é uma marca cara. Isso sempre significou que os seus competidores pudessem vencer a marca em vendas, oferecendo produtos mais baratos. Dessa maneira, a marca enfrentou uma competição enorme com a Microsoft, devido ao Windows, que seria o software mais utilizado do mundo. 

    Por consequência, a Microsoft continuou crescendo e aumentando o seu valor de mercado. Isso era preocupante para os líderes da Apple. Por isso, diversas táticas foram utilizadas para manter a marca relevante. 

    Os problemas internos da Apple 

    Um dos grandes problemas que a marca enfrentou após o lançamento do Macintosh foram as disputas internas de poder. Quando Mike Markkula se aposentou, Jobs contratou John Sculley para assumir como CEO da empresa. 

    Sculley havia sido CEO da Pepsi e para convencê-lo, Jobs fez a seguinte pergunta: “Você quer vender água açucarada pelo resto da vida ou quer mudar o mundo?”. Isso foi o suficiente e em 1983, Sculley assumiu como CEO da Apple

    Porém, depois de dois anos, Jobs e Sculley se envolveram em uma disputa de poder. Enquanto Steve queria cortar os preços do Macintosh, John insistiu em manter os mesmos preços. 

    Além disso, o CEO queria investir no Apple-II, uma vez que ele era uma fonte estável de renda para a empresa. Por outro lado, Jobs foi contrário a isso, querendo focar os esforços da marca no potencial do Macintosh. 

    A disputa chegou ao seu auge quando Jobs tentou derrubar Sculley através dos sócios da marca. O plano falhou, porém John foi informado da tentativa e, dessa forma, Jobs foi removido do seu cargo de design de computadores em 1985. 

    O CEO da empresa transformou Steve no embaixador da Apple. Na prática, isso significava que Jobs havia perdido o seu poder dentro da Apple. 

    Envergonhado com a situação, Jobs pediu demissão e criou outra empresa. A NeXT foi fundada com vários ex-funcionários da Apple que seguiram Jobs na sua saída. Porém, antes da saída de Steve, aconteceu um evento importante. 

    A Apple domina o mercado de desktops 

    O Macintosh, apesar de ser um sucesso, ainda precisava de alguma aplicação que o tornasse especial. Isso se tornou real quando a Apple lançou a LaserWriter, sua primeira impressora. 

    Essa foi a primeira impressora do mercado a utilizar a linguagem Adobe PostScript. Consequentemente, isso se tornou uma tradição que segue sendo utilizada em impressoras até hoje. 

    O que a LaserWriter tinha de mais especial era que 31 usuários tinham acesso a ela ao mesmo tempo. Dentro da Apple, a empresa conseguiu conectar 40 usuários, o que foi revolucionário. 

    A Apple introduz a política do “55 ou mais” 

    O principal problema entre Jobs e Sculley era como eles viam os preços da Apple. John acreditava que como os preços da Apple já eram altos, era impossível diminuí-los sem afetar o lucro da empresa. Ao invés de vender os produtos a um preço amigável ao consumidor, Sculley e o resto do time da Apple decidiram modificar o público alvo da empresa.

    Mirando no mercado de alto padrão, a Apple começou a vender seus produtos com uma margem de lucro de 55% ou mais. Porém, esse valor se justificava pela quantidade de ferramentas úteis que seus produtos continham. A estratégia se provou vencedora durante boa parte dos anos 80, com o sucesso do Macintosh. 

    Apesar disso, em 1989, devido à quantidade enorme de clones que começaram a aparecer no mercado, as vendas da Apple começaram a cair. No natal do mesmo ano, a empresa viu suas ações caírem em 20%. Os competidores deixaram a Apple nas costas e estavam prontos para o nocaute. 

    O que a Apple precisava era de um produto inovador e uma revisão na sua política de preços. Os clientes estavam abandonando a marca e o futuro não parecia próspero. 

    A Apple lança produtos com preços acessíveis 

    Os líderes da empresa estavam cientes da situação. Sendo assim, a solução era o lançamento de produtos mais baratos. Esses produtos eram o Macintosh Classic, Macintosh LC e o Macintosh IISi. Esses lançamentos deram origem ao que ficou conhecido como era de ouro do Macintosh, entre 1989 e 1991.  

    A Apple foi além e lançou o PowerBook em 1991. Ele se tornaria o arquétipo de todos os laptops que vieram depois dele. 

    A Apple já tinha criado uma ótima imagem de marca através dos anos e os consumidores estavam sedentos pelos produtos mais acessíveis da empresa. Apesar da competição, a Maça havia voltado ao seu lugar como referência. 

    Dito isso, as coisas ainda não estavam boas. As vendas dos produtos mais baratos haviam decolado, mas, por consequência, os produtos mais caros estavam sendo ignorados. 

    A solução da empresa foi lançar três diferentes marcas. Cada uma com foco em um público alvo. E cada uma delas iria vender diferentes variações dos mesmos produtos com preços diferentes. 

    As três novas marcas Apple 

    Sendo assim, nasceram a Quadra, Centric e Performa. A última foi criada focando em pessoas que utilizam seus computadores em casa. 

    Eles eram vendidos dentro de lojas de departamento, o que permitiu que a Apple conquistasse um novo e mais amplo mercado. Porém, a ideia das três marcas se mostrou confusa para a maioria dos clientes. 

    Como resultado, a Apple lançou um infomercial de meia hora para educar seus clientes sobre as diferentes marcas. Apesar da alta qualidade do comercial, a sua duração exigia uma paciência e engajamento que muitos clientes não tinham. 

    Para piorar a situação, a Microsoft estava se preparando para lançar o Windows 3. Tanto o Windows 1 quanto o 2 não estavam no nível da Apple. Contudo, a sua terceira edição tomou conta do mercado a partir do seu lançamento. E isso forçou a Apple a agir rapidamente. 

    Apple vs Microsoft 

    Em 1988, como tentativa de manter a sua posição no mercado, a Apple processou a Microsoft. O argumento da maçã era que o visual genético do sistema da Microsoft era uma cópia do seu. 

    E por isso, ele estava infringindo os direitos autorais da marca. A corte rejeitou as acusações e obrigou a Apple a trazer argumentos mais específicos. 

    A empresa voltou com uma enorme lista de acusações, com 189 itens. Mesmo assim, a corte rejeitou a grande maioria deles, com exceção de 10 itens. No final, a Apple perdeu o processo em 1992. 

    Ao mesmo tempo, a Xerox PARC tomou a frente e processou a Apple pelo uso da sua linguagem de interface. Porém, as alegações também foram negadas pela corte. 

    A Apple se une a IBM e Motorola 

    A aliança AIM, composta por Apple, IBM e Motorola, nasceu para construir um combo de software-hardware chamado PReP. Isso foi um movimento genial da Apple, uma vez que fez com que eles pudessem utilizar a experiência de mercado dos competidores. 

    Além disso, a aliança também foi essencial para tirar algum valor de mercado da Microsoft. Apesar de ter sido uma grande ideia, o projeto falhou devido a diferentes posições das marcas. 

    Todas as três empresas eram corporações gigantes. E todas elas tinham formas de gestão diferentes. Sendo assim, era esperado que houvesse problemas. 

    No final, o PReP nunca aconteceu. Porém, isso não foi um fracasso completo, uma vez que a Apple utilizou o processador PowerPC nos seus produtos entre 1994 e 2006. Tudo isso antes do surgimento do OS X. 

    A nova estratégia da Apple: diminuir a linha de produtos 

    Nos anos 90, a Apple lutou contra seus competidores e isso só foi possível porque a empresa começou a diversificar seus produtos. Até 1997, a Apple não vendeu apenas computadores, mas câmeras digitais, videogames e aparelhos de som portáteis

    Entretanto, esses produtos não foram sucessos e acabaram gerando novos problemas. Esses problemas tinham muito a ver com a dificuldade da marca de criar uma imagem positiva para a empresa, além de não conseguir estabelecer uma linha de produtos memoráveis. 

    Ainda assim, com o retorno de Jobs para a Apple, uma nova era começou. E ali nasceu a marca que conhecemos hoje

    A Apple compra a NeXT

    Falando de forma bastante direta: a Apple não estava tão bem quanto esperava. A nova linha de produtos havia sido um fracasso e o sistema operacional da Apple já tinha visto dias melhores. Em 1996, os líderes da empresa decidiram que precisavam de um novo sistema. 

    Portanto, a Apple se viu com duas opções: O BeOS e o NeXTSTEP. Ironicamente, ambos haviam sido criados por antigos funcionários da Apple. A empresa escolheu o NeXTSTEP e isso, por consequência, trouxe Jobs de volta para a marca que ele mesmo havia criado anos atrás. 

    Mas a Apple não estava interessada apenas em comprar a licença do novo sistema. Ela comprou a empresa toda. Em 1997, a NeXT foi comprada por $429 milhões de dólares, além de $1.5 milhões em ações de mercado

    E como esperado, assim que Jobs voltou para a Apple, ele começou a causar problemas. Ele convenceu os sócios da marca que o atual CEO não era competente e os mesmos sócios decidiram colocar Steve como CEO interino. De volta ao posto mais alto da empresa, Jobs começou a fazer mudanças dentro da linha de produtos da Apple. 

    De volta a simplicidade: a nova estratégia da Apple 

    Voltando a imagem original da marca, Jobs reduziu a linha de produtos. E isso fez com que a Apple se tornasse a empresa que conhecemos hoje. 

    Com Steve no comando, a Apple voltou a vender apenas computadores. Dois deles foram reservados para o público geral, enquanto os outros dois eram utilizados por negócios. Jobs também decidiu cancelar diversos outros produtos e cancelou várias licenças que a empresa havia vendido. 

    A ideia por trás disso era construir a marca ao redor de um grupo seleto de produtos. E mais do que isso, o foco era também no refino desses produtos para os clientes. Com o fim das licenças, o valor de mercado do sistema operacional da Apple caiu. 

    Enquanto antes, a marca dominava 10% do mercado, sem as licenças esse número caiu para 3%. Dito isso, Jobs não se deixou abalar. Ele estava focado em transformar seus planos em realidade.

    Por exemplo: Steve conseguiu convencer a Microsoft a investir US$150 milhões na Apple. Para isso, ele garantiu que a sua empresa iria continuar desenvolvendo um software para a Microsoft. 

    Além disso, Jobs também não esqueceu do sucesso da campanha “1984”. Pensando nisso, ele lançou outra campanha que mudaria a realidade da empresa. Assim nasceu o “Think Different” (pense diferente). 

    A campanha 1984 havia associado a empresa com a ideia de libertação e liberdade. A nova campanha reforça essa ideia, mas também relaciona a Apple a grandes pensadores como Albert Einstein e Mohatma Gandhi

    O sucesso da nova Apple ficou comprovado ao final do ano fiscal. Em seu primeiro com Jobs como CEO, a Apple havia subido seus lucros para US$309 milhões

    Por consequência, surfando na onda do sucesso, a empresa lançou o iMac em 1998. E o sucesso foi imediato, devido ao seu preço atraente. 

    As inovações da Apple na entrada do século XXI

    A Apple havia voltado ao caminho do sucesso e com a chegada do novo século, o sucesso se tornou lendário. Nos anos 2000, a empresa lançou uma série de produtos que iriam quebrar o mercado com uma interface amigável e visual agradável. Mas antes disso, a Apple lançou seu novo sistema operacional: o Mac OS X

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    Receita da Apple nos últimos 13 trimestres fiscais. Valores em bilhões de dólares.

    A entrada da Apple no mundo da música 

    No mesmo ano, a Apple começou a lançar seus novos produtos. O primeiro desses foi o iPod. Com os seus botões em formato de roda e interface agradável, o reprodutor de música foi um sucesso entre os clientes. Além disso, como o produto se relacionava com o iTunes era impressionante. 

    No ano seguinte, a Apple lançou o GarageBand. Esse software foi criado para produtores musicais, o que só aumentou a relação da empresa com o mundo da música. E, além disso, a Apple deixou de ser uma empresa que focava apenas nos ouvintes, se tornando essencial para os produtores também. 

    Em 2003, Jobs levou o iPod a novos níveis de popularidade. Ele convenceu os CEO’s das 5 maiores gravadoras do mundo a permitirem que a Apple vendesse as músicas dessas gravadoras através do iTunes. 

    Os novos processadores da Apple 

    Depois de dois anos, a Apple fez outro anúncio importante: os dias do PowerPC estavam contados. O futuro dos processadores da empresa era ao lado da Intel. Dessa maneira, os processadores da Intel estavam em todos os novos modelos, seja o Mac Pro, Macbook ou MacBook Pro. 

    Por ser uma empresa de tecnologia, a Apple entendeu que precisava permanecer à frente do seu tempo. Seus novos modelos foram um sucesso e em 2006, a marca foi além. A Apple decidiu ajudar seus clientes a instalarem o Windows XP ou o Vista nos seus Macs. Isso marcou o final da famosa rivalidade entre Apple e Microsoft. 

    O futuro da Apple estava ficando claro. Em 2007, Jobs mudou o nome da marca, a chamando de Apple Inc, substituindo o Apple Computers Inc. Isso marcou a mudança da marca, que deixou de focar em computadores para se tornar uma empresa de eletrônicos. 

    O nascimento do iPhone 

    No mesmo evento em que o novo nome foi anunciado, a empresa apresentou o iPhone. Isso foi seguido pelo lançamento da Apple Store. O iPhone, com seus novos modelos lançados anualmente, permanece como o maior sucesso da marca. Enquanto isso, a Apple Store gera pelo menos 1 milhão de lucro por dia

    A Apple continuou focando em aperfeiçoar o iPhone ao introduzir novas ferramentas. O FaceTime foi um dos maiores sucessos ao ser introduzido em 2010. Além disso, a Apple também criou upgrades para o iPod, criando diferentes modelos. 

    No próximo ano, a Apple lançou o iPad. Ele rapidamente se tornou um dos principais produtos da marca. Com uma tela enorme e uma interface acessível, o iPad se tornou perfeito para assistir vídeos, jogar videogame e ler. 

    A transformação digital da Apple 

    Steve Jobs faleceu em 2011. E com isso, Tim Cook se tornou o CEO. Nos anos que se passaram após a morte de Jobs, Cook trouxe diversas novidades para a empresa. Uma delas foi em relação às estratégias da empresa. 

    Uma vez que a Apple era como uma filha para Jobs, ele tinha sérios problemas ao delegar a tomada de decisões para outras pessoas. Por outro lado, Cook não queria que todas as decisões tivessem que passar por ele. Isso tornou os processos muito mais rápidos dentro da empresa, aumentando a efetividade das decisões. 

    Os anos após o falecimento de Jobs foram focados em melhorar os produtos existentes, trazendo novas funcionalidades para eles. Em 2012, a Apple lançou a Siri e o iCloud. Ambos foram sucessos imediatos e se tornaram parte do que torna a experiência dos usuários da Apple tão diferenciada e amada pelos seus usuários. 

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    Divisão dos lucros da Apple em produtos. 

    A Apple também voltou a investir em aquisições sob o comando de Cook. Em 2014, a empresa comprou a Beats Electronics, especializada na produção e venda de fones de ouvido e caixas de som. Por isso, os produtos da Beats passaram a ser vendidos nas lojas Apple. 

    Ainda em 2014, o lendário Apple Watch foi lançado. Ele nasceu como um acessório de moda, mas ao longo dos anos, ele se tornou um produto chave na linha da empresa. 

    O relógio incorporou algumas das principais ferramentas da Apple, além de estar totalmente conectado ao iPhone. Além disso, com o lançamento do Apple Pay e do Wallet App, o Apple Watch se tornou essencial para milhões de pessoas ao redor do mundo. 

    A entrada da Apple no mundo das finanças 

    A Apple se tornou sinônimo de transformação digital. Ela transformou como o mundo se relaciona com computadores e celulares. Contudo, a empresa também revolucionou outras áreas, como pagamentos bancários e como negócios são operados. 

    Em 2012, a Apple lançou o Passbook. Esse aplicativo depois foi renomeado para Wallet, em 2015. Assim, essa aplicação trouxe várias funções e permitiu que os usuários pudessem armazenar coisas como cupons, cartões, presentes e até documentos no aplicativo. 

    O Wallet se provou especialmente útil no lançamento de serviços como o Apple Pay e Apple Card. Ele permitiu que os usuários pudessem armazenar seus dados com segurança enquanto realizam pagamentos sem nem mesmo tocar nas máquinas de cartão. 

    Crescimento do faturamento vindo de serviços da Apple entre 2012 e 2021. 

    A Apple lança o M1 e o M2

    Em 2020, a Apple alcançou outro marco. Ela foi a primeira empresa americana a chegar ao valor de mercado de $2 trilhões de dólares. Nesse mesmo ano, a empresa decidiu abandonar os processadores da Intel. Isso se provou ser um movimento acertado, com o lançamento do M1

    Até então, a empresa precisava de vários chips para que seus produtos funcionassem. Com o lançamento do M1, diversas tecnologias foram integradas em um chip menor e mais poderoso. 

    O M1 se tornou o melhor processador em termos de performance, o que o tornou um sucesso. Além disso, a migração de processadores externos para aqueles feitos pela própria marca fizeram com que o desempenho dos produtos da Apple fosse ainda melhor. 

    Posteriormente, a Apple lançou o M2. Com uma CPU 18% mais rápida e uma GPU 35% mais poderosa, o novo processador foi um salto em relação ao M1. Isso foi essencial para que os novos produtos da Apple tivessem uma qualidade nunca vista antes. 

    Os apps internos da Apple  

    Na última década, a Apple tem dependido dos seus serviços e produtos para trazer lucros monumentais à empresa. Todavia, o que muitos não sabem é que vários desses serviços não estão disponíveis ao público. 

    A Apple é bastante privada quando o assunto são as suas operações internas. Mesmo assim, foi descoberto que a empresa criou aplicativos exclusivos para essas operações internas. 

    Por exemplo, a Maça tem um jornal digital próprio, veiculado no aplicativo chamado Daily Download. O Inferno, por outro lado, é o aplicativo que garante que seu celular não exploda. Ele desliga o aparelho caso uma certa temperatura seja alcançada. Além disso, também serve para manter os empregados da empresa informados em relação ao desempenho do software/hardware dos seus aparelhos. 

    Dessa maneira, muitos outros programas existem para garantir que os funcionários da Apple possam trabalhar de maneira mais organizada e integrada. E apesar de não serem disponibilizadas para o grande público, essas aplicações são essenciais para garantir o desempenho impecável dos produtos Apple. 

    Isso nos ensina uma grande lição: o foco na experiência do cliente e dos funcionários pode ser uma vantagem no mercado. Dessa maneira, além de garantir que seus sistemas operem de maneira mais coesa, ter internalizado todos os seus processos permite que a Apple mantenha a sua posição no topo. 

    Além disso, ao dar acesso exclusivo aos seus funcionários em diversos aplicativos. Dessa forma, a empresa não apenas garante que o negócio seja bem gerido, mas também mantém seus funcionários motivados. 

    Por que a Apple faz tanto sucesso? 

    Ao longo dos anos, a Apple lançou produtos marcantes e inovadores. Tudo isso foi permeado por estratégias de marketing robustas que colaboraram para a criação da maior companhia de tecnologia do mundo. Mas como isso aconteceu? 

    A visão da Apple 

    A Apple preza por trazer produtos únicos ao público, para enriquecer suas vidas. E, além disso, transformar a forma com que eles se relacionam com a tecnologia. “Para criar os melhores produtos do mundo e deixar o mundo melhor do que como o encontramos”. 

    A missão da Apple 

    O propósito da empresa é deixar a vida dos seus consumidores mais fácil. Assim, inclui desde CEO’s até estudantes. Dessa maneira, a Apple faz isso por meio de uma experiência tecnológica prazerosa. 

    “Levar os melhores produtos e serviços para estudantes, educadores, designers, cientistas, engenheiros, pessoas de negócios e consumidores em mais de 140 países ao redor do mundo”. É uma missão que a Apple se orgulha de realizar. 

    Estratégias da Apple para o seu negócio 

    A Apple, através das décadas, deixou diferentes lições para quem deseja fazer sucesso no mundo dos negócios. Vamos conferir algumas elas: 

    Inove até alcançar o sucesso

    A Apple começou criando um circuito que vinha sem teclado ou tela. Isso não era uma invenção inovadora. O que foi inovador foi o design do computador, principalmente a partir do Apple-II. Esse modelo se provou conveniente e visualmente agradável. 

    Isso criou uma tradição que continua até hoje, passando pelo Macintosh e o iPod. Ambos uniam um visual único a uma experiência de usuário maravilhosa. 

    Além disso, a empresa também criou softwares, aplicativos e diferentes soluções que vem com seus produtos, o que só prova a natureza inovadora da marca. Tudo isso, quando colocado junto, faz com que a Apple faça tanto sucesso. 

    Utilize estratégias de marketing criativas 

    O comercial 1984 da Apple é famoso até hoje. O uso de um livro conhecido em todo o mundo para marcar a chegada do Macintosh fez com que a marca conquistasse seus usuários. Assim, ao associar a marca com as ideias de libertação e liberdade, a Apple se posicionou no mercado como uma empresa disruptiva. 

    Nesse sentido, a campanha “Think Different” teve um efeito parecido. Isso mostrou que a marca tem uma mentalidade específica, que está presente nos grandes pensadores da história. 

    Dessa forma, quando alguém compra um produto Apple, essa pessoa é atingida por uma série de sentimentos e pensamentos, E eles, inegavelmente, fazem com que a marca seja um sucesso. 

    Forneça uma boa experiência aos seus usuários 

    O Apple-II foi apoiado pela sua principal aplicação, o Visicalc. Ela foi a primeira planilha digital e foi a razão pela qual escolas e empresas quiseram tanto adquirir o computador da Apple. Da mesma forma, a LaserWriter e o PageMaker foram responsáveis pelo sucesso do Macintosh. 

    A Apple entendeu bem cedo que precisava criar uma experiência completa para seus usuários. Dessa forma, a empresa continua inovando seus produtos e adicionando novidades que ajudam a manter as vendas no topo. A Siri é um ótimo exemplo disso. 

    Construa uma marca consistente 

    A Apple construiu uma marca robusta através do seu marketing durante os anos 90. Contudo, a empresa sofreu para expressar seus propósitos durante esse período. 

    Com o retorno de Steve Jobs, a situação melhorou, uma vez que o CEO removeu todos os produtos desnecessários da linha de produção. Isso permitiu que a Apple focasse na sua principal área de atuação. 

    Além disso, com um número menor de produtos, foi possível para a empresa se vender como uma marca focada em eletrônicos. A imagem da marca agora estava concisa e a energia da Apple foi colocada no lugar certo. 

    Como a V4 Company lhe ajuda a alcançar isso? 

    Através de uma estratégia de marketing bem definida, a Apple sempre se manteve em evolução no mercado, até hoje. Dessa forma, para alcançar a excelência no marketing digital na sua empresa, um time especializado e dedicado a isso se faz necessário, seja interno ou terceirizado.

    Dessa forma, muitas assessorias e agências de marketing surgem para resolver os problemas do negócio. O seu sucesso para por serem uma opção mais barata, se comparar com o custo de manter um time interno de marketing. Contudo, é necessário saber escolher corretamente os profissionais que vão cuidar da sua marca.

    A V4 Company, fundada por Dener Lippert, se tornou a maior assessoria de marketing do Brasil. Por meio de um método exclusivo e comprovado, o tráfego, engajamento, conversão e retenção de clientes são o principal foco da assessoria.

    Quer saber mais sobre a V4 Company? Então assista ao vídeo: 

  • A estratégia do Instagram para se tornar muito mais que uma rede social

    Estratégia do Instagram para ser muito mais que uma rede social

    A estratégia do Instagram o transformou, ao longo dos anos, saindo de uma simples rede social de compartilhamento de fotos para uma poderosa ferramenta de marketing digital

    Neste artigo, iremos explorar como o Instagram se tornou uma referência global no cenário empresarial, analisar as estratégias de marketing que contribuíram para seu sucesso e examinar como utilizar essa plataforma para impulsionar marcas e negócios.

    O que é o Instagram?

    Para compreender a estratégia do Instagram, antes é fundamental entender o que é a plataforma. Fundado em 2010 por Kevin Systrom e Mike Krieger, o Instagram é uma rede social focada em compartilhamento de fotos e vídeos curtos. Inicialmente, o aplicativo era exclusivo para iOS, mas logo foi lançado para dispositivos Android e se tornou uma das maiores redes sociais do mundo.

    O Instagram permite que os usuários compartilhem momentos de suas vidas a partir da conexão com amigos e familiares. Além de poder seguir seus interesses, os usuários também têm acesso a milhões de conteúdos relevantes

    Já as empresas podem expandir a marca e interação com o público de forma eficiente. Além disso, através dos influenciadores, é possível fechar parcerias de sucesso. Essa é uma grande estratégia que o Instagram possui para aumentar os lucros de empresas que buscam por marketing de influência. Com recursos como Stories, Reels e as famosas hashtags, o Instagram rapidamente se destacou como uma plataforma de conteúdo criativo e autêntico.

    A história do Instagram

    A história da plataforma não é muito extensa, mas concentra uma série de eventos que foram essenciais para o sucesso e crescimento da empresa. No mesmo dia de lançamento do aplicativo, ele se tornou o mais baixado da Apple Store, e em dezembro do mesmo ano, já contava com 1 milhão de usuários.

    Em 2011, um ano após seu lançamento, a empresa alcançou 10 milhões de usuários. Mesmo tendo uma grande quantidade de usuários, a equipe tinha apenas 6 funcionários. Lembrando que o aplicativo só estava disponível para iPhone.

    Isso mudou em 2012, onde a plataforma foi lançada para Android e comprada pelo Facebook por US$1 bilhão. Nessa época, a compra gerou muita popularidade ao Facebook, que alcançou 1 bilhão de usuários ativos.

    Atualmente, o Instagram vale cerca de US$33 bilhões em seu valor de mercado. Além disso, conta com mais de 2 bilhões de usuários ativos mensalmente em todo o mundo.

    Os recursos do Instagram

    A plataforma conta com uma série de recursos que garantem a melhor experiência do usuário. Por mais que o conceito de uma rede social de fotos e vídeos possa parecer simples para algumas pessoas, a forma que o Instagram apresenta isso é bastante eficaz e inovadora. Confira alguns recursos do Instagram a seguir.

    Feed

    O feed do Instagram é a área principal onde os usuários compartilham fotos e vídeos. Ele exibe as postagens dos perfis que o usuário segue. Asism, isso permite que as marcas alcancem sua audiência de forma orgânica através de conteúdo autêntico e relevante.

    É possível obter as métricas de cada postagem, assim como as do perfil em geral. Essa é uma forma eficaz de mensurar o quanto seu post está sendo relevante aos seus seguidores (ou não-seguidores).

    Stories

    Os stories são uma das funcionalidades mais populares do Instagram. Eles permitem que os usuários compartilhem fotos e vídeos que desaparecem após 24 horas. Os stories são ideais para contar histórias curtas e mostrar bastidores da empresa, por exemplo. 

    Além disso, existe a possibilidade de criar enquetes e perguntas interativas. Essa funcionalidade é muito usada por influenciadores e celebridades que buscam uma interação maior com seu público. Logo, é comum ver perfis contando com uma grande quantidade de stories por dia.

    Destaques do Stories

    Os destaques do stories permitem que os usuários salvem seus melhores conteúdos dos stories em coleções permanentes que ficam em exibição no seu perfil. Isso permite que os seguidores vejam o conteúdo relevante sempre que visitam o perfil.

    É possível criar estratégias para manter os seguidores atualizados através dos destaques. Assim como pode ser uma forma de comunicação e interação com eles.

    Reels

    Os reels são vídeos curtos e criativos de até 90 segundos que podem ser compartilhados no feed ou na aba de explorar. Com recursos de edição, como efeitos especiais, áudios e transições, os Reels são uma ótima maneira de mostrar a personalidade da marca e atrair a atenção do público mais jovem.

    Esse é um dos recursos mais populares da plataforma, uma vez que se tornou o principal rival do TikTok. Para entender a grandiosidade da ferramenta, em 2022, a porcentagem de brasileiros que usavam o reels chegou a 67%, um número bem superior se comparado com os 49% de 2021.

    Lives

    As transmissões ao vivo são uma maneira poderosa de se conectar com a audiência em tempo real. Por isso, em 2016, o Instagram introduziu as lives como recurso dos stories. 

    As marcas podem realizar entrevistas, responder a perguntas dos seguidores, mostrar eventos ao vivo e muito mais. A interação direta com os seguidores é uma excelente maneira de construir um relacionamento mais próximo com o público.

    Além disso, é uma ótima forma de gerar autoridade além do engajamento. Através de uma comunicação clara e adaptada ao seu público, é possível criar uma comunidade fiel à sua marca.

    Reações em live

    As reações são uma forma de interação com os seguidores durante as transmissões ao vivo. Os seguidores podem enviar corações, emojis e outras reações em tempo real, tornando as transmissões mais animadas e divertidas.

    Instagram Direct 

    O direct é o sistema de mensagens da plataforma, permitindo que as marcas se comuniquem diretamente com seus seguidores. Isso é uma ótima maneira de responder a perguntas, fornecer suporte ao cliente e criar um relacionamento mais próximo com a audiência.

    Ou seja, o direct não serve apenas para bate-papo e conversas, mas também age como uma forte fonte de conversão. Através de estratégias de conversão, é possível sondar leads qualificados para sua empresa.

    Reações em stories

    Assim como nas lives, os stories também permitem a interação através de reações. Existe uma barra para mandar mensagem, e quando aberta, apresenta a opção de reações rápidas.

    Além disso, é possível usar um ícone no próprio story para que os seguidores possam reagir de forma mais intuitiva. Pode parecer um recurso “inofensivo”, mas é capaz de gerar um grande engajamento, uma vez que a plataforma identifica que os usuários estão interagindo com o conteúdo.

    Instagram Ads

    O Instagram Ads oferece às marcas a oportunidade de criar anúncios segmentados e direcionados para alcançar públicos específicos, semelhante ao Facebook Ads. Os anúncios podem aparecer no feed, nos Stories e na aba de explorar, ampliando o alcance e a visibilidade da marca.

    Insights

    A plataforma fornece insights detalhados sobre o desempenho das postagens, Stories e anúncios. Ou seja, os insights permitem que as marcas acompanhem o crescimento da conta, a taxa de engajamento, o alcance e outras métricas importantes para avaliar o sucesso da estratégia.

    A estratégia de marketing digital do Instagram

    O grande crescimento do Instagram no cenário do marketing digital começou a ganhar forma quando a plataforma foi adquirida pelo Facebook em 2012. Dessa forma, essa aquisição trouxe grande visibilidade e acesso a uma enorme base de usuários. O Facebook também investiu em estratégias de melhorias na plataforma, tornando-a mais amigável para marcas e empresas.

    Com o tempo, o Instagram deixou de ser apenas uma rede social para se tornar uma ferramenta poderosa de marketing. Assim, os empresários começaram a perceber o potencial da plataforma para alcançar seu público-alvo de forma mais direcionada e envolvente

    A possibilidade de explorar imagens e vídeos permitiu que as marcas contassem histórias visualmente atraentes, gerando maior engajamento e conexão com os usuários. Por isso, o Instagram se tornou uma referência global no marketing digital devido a várias razões estratégicas bem-sucedidas. Vamos analisar algumas delas.

    A estratégia de Influencer Marketing do Instagram

    Uma das estratégias que mais impulsionaram o sucesso do Instagram foi o Influencer Marketing. Ou seja, empresas começaram a colaborar com influenciadores digitais, pessoas com muitos seguidores e relevância em seus nichos, para promover seus produtos e serviços. 

    Por isso, essa abordagem permitiu que as marcas alcançassem um público altamente segmentado e estabelecessem confiança por meio de parcerias com pessoas influentes. Atualmente, é muito comum ver influenciadores digitais por toda parte, seja na plataforma ou externamente.

    Conteúdo autêntico e de qualidade

    Outro fator crucial foi o foco em conteúdo autêntico e de qualidade. O Instagram valoriza imagens e vídeos visualmente atraentes, assim como histórias genuínas e envolventes. Sendo assim, as marcas que conseguem criar conteúdo de qualidade têm mais chances de se destacar e conquistar a atenção dos usuários.

    Estratégia de uso de Stories e Reels do Instagram

    Os Stories e Reels se tornaram ferramentas poderosas para empresas. Com esses recursos, as marcas podem compartilhar conteúdo temporário, como bastidores, tutoriais rápidos e informações exclusivas. Assim, essa abordagem cria um senso de urgência e incentiva os usuários a acompanharem as atualizações diariamente.

    Anúncios segmentados

    Os anúncios segmentados são uma estratégia poderosa do Instagram para ajudar as marcas a alcançar seu público-alvo com precisão. Portanto, a plataforma permite que as empresas direcionem anúncios com base em interesses, comportamentos e características demográficas, aumentando a eficácia das campanhas de marketing.

    A estratégia do Instagram para empresas

    O Instagram teve um impacto profundo no cenário empresarial, especialmente no que diz respeito ao marketing digital. Portanto, o uso criativo da plataforma permitiu que empresas de todos os tamanhos e setores encontrassem uma maneira de se destacar e alcançar novos clientes.

    Assim, as pequenas empresas, em particular, se beneficiaram significativamente da acessibilidade e alcance do Instagram. Com estratégias bem planejadas, elas conseguem competir com empresas maiores e estabelecidas. Essa estratégia permite que elas alcancem públicos antes inalcançáveis por meio de outros canais de marketing.

    As funções dos stories como forma de monetização

    Para as empresas, os stories oferecem uma forma única de interagir com os clientes de maneira mais próxima. É como se você estivesse compartilhando o dia a dia do seu negócio com eles.

    Como já falamos como funcionam os stories anteriormente, agora, vamos conhecer algumas funcionalidades incríveis do Instagram Stories.

    O Boomerang é uma delas. Com ele, você pode criar vídeos curtos que se repetem em loop, como um GIF animado. Depois de criar seu Boomerang, é só compartilhar no feed do Instagram. Essa funcionalidade ficou bem famosa em seu lançamento, por mais que não se veja mais um uso frequente dela.

    Outra opção são os filtros, onde você pode adicionar stickers, emojis, texto e desenhos às suas histórias. Os filtros “tomaram conta” da rede desde seu lançamento. Hoje, é muito difícil encontrar algum story sem filtro.

    Os stickers , com opções para clima, hora, localização e muito mais. E você pode colocar diversos itens em uma única história. Além disso, as caixas de texto também podem ser personalizadas.

    A estratégia do Instagram para se manter no mercado

    O Instagram está sempre inovando e se atualizando para se manter no mercado. Por mais que o Snapchat ainda seja bastante popular nos Estados Unidos, o Instagram ultrapassou o número de usuários da plataforma ainda em 2017. Logo, uma “cópia” se tornou muito mais relevante ao público do que a ideia original, pois foi melhor aplicada.

    Além disso, a constante inovação foi conta muito para que o produto esteja sempre em alta. Por exemplo, é possível gravar os stories sem precisar manter o botão pressionado o tempo todo. Essa atualização se chama “câmera com mãos livres” e torna a produção do conteúdo ainda mais fácil.

    E se a sua conta for verificada, você pode adicionar links externos nas suas histórias. Isso significa que você pode direcionar os usuários para saber mais sobre um produto ou a sua empresa, levando-os diretamente para o site oficial.

    Agora, através da assinatura mensal do Instagram, é possível que o usuário se torne verificado de forma mais simples, visto que, anteriormente, era necessária uma série de comprovações.

    Como o Instagram Ads mudou a estratégia do Instagram

    O Instagram Ads trouxe uma grande mudança para como as empresas usam o aplicativo. Antigamente, o que mais importava era ter muitos seguidores e fazer com que as pessoas gostassem das postagens naturalmente – de forma orgânica. Mas com o Instagram Ads, tudo ficou diferente, foi como se uma nova era tivesse chegado à plataforma.

    Antes, as empresas precisavam ter muitos seguidores e postar conteúdo relevante para que mais pessoas vissem. Isso significava gastar bastante tempo e esforço para construir um grupo grande de pessoas que gostavam da página.

    Com a chegada do Instagram Ads, a dinâmica mudou. A estratégia do Instagram agora era usar publicidade paga a fim de permitir que as empresas alcançassem públicos segmentados de forma muito mais eficaz. Ou seja, essa estratégia tornou possível direcionar anúncios para pessoas com interesses, comportamentos e demografia específicos, aumentando a probabilidade de engajamento e conversão.

    Além disso, a variedade de formatos de anúncios oferecidos pelo Instagram Ads permitiu às empresas serem mais criativas e envolventes em suas abordagens. Anúncios em carrossel, em vídeo, nos stories e outros formatos ofereceram maneiras diferentes de transmitir mensagens e histórias aos usuários.

    Por outro lado, a análise de dados também se tornou uma parte crucial da estratégia do Instagram. Com o Ads, as empresas agora podem acessar métricas detalhadas sobre o desempenho de seus anúncios. Isso permite ajustes em tempo real, otimizando a alocação de recursos para as campanhas mais eficazes.

    A estratégia para melhorar seu marketing do Instagram

    Para atingir o melhor resultado com estratégias do Instagram, um time especializado se faz necessário. Portanto, desde social media e SEO até gestores de tráfego, é muito importante possuir uma estrutura para lidar com os processos do início ao fim.

    Foi assim que surgiram as assessorias e agências de marketing digital. Com um foco total em operações, a agência atua criando conteúdos, enquanto a assessoria de marketing vai além da operação e foca no processo estratégico também. 

    Pensando nisso, a V4 Company, fundada por Dener Lippert, se tornou a maior assessoria de marketing do Brasil. Aplicando o Método V4 através de  4 pilares essenciais para cada negócio, – tráfego, engajamento, conversão e retenção – a V4 alcança grandes resultados de forma exclusiva para cada cliente.

    Para entender melhor o que a V4 Company faz, acompanhe nosso vídeo: 

  • Qual a estratégia da Dell para se tornar uma empresa líder no seu setor?

    Qual a estratégia da Dell para se tornar uma empresa líder no seu setor?

    Desde sua fundação em 1984, a estratégia da Dell tem sido inovadora no setor de tecnologia. Seu modelo de negócios único, que prioriza a venda direta ao consumidor, permitiu que a Dell se destacasse em um mercado altamente competitivo.  

    Ao longo dos anos, a empresa enfrentou grandes desafios, mas sua estratégia planejada e sua abordagem inovadora permitiram que ela se adaptasse e prosperasse em um ambiente de constante mudança. Neste artigo, vamos explorar algumas das principais estratégias que contribuíram para o sucesso da Dell.

    O início da história da Dell

    Geralmente, as grandes empresas têm grandes histórias de fundação por trás. No caso da Dell, foi um começo humilde. Michael Dell fundou o negócio na faculdade, mas sua jornada começou bem antes.

    Desde pequeno, ele se interessava por tecnologia e negócios. Por conta disso, aos 12 anos, comprava e vendia selos e moedas para vender. Mais tarde, quando adolescente, buscava entender como funcionava a demanda e oferta a fim de se tornar eficiente na área.

    Quando se formou no ensino médio, Michael já tinha dinheiro suficiente para comprar sua BMW e seu primeiro PC. Diferente dos jovens da sua idade, Dell queria entender como era o funcionamento interno dessas máquinas, e foi assim que desmontou seu PC.

    O primeiro contato com computadores

    Na época, os computadores IBM eram populares, e foi exatamente um desses que Michael desmontou. Durante seu processo de descoberta, percebeu que a IBM não fabricava suas próprias peças, mas sim adquiria de outras empresas. Foi assim que teve a ideia de que poderia construir seus próprios PCs, mas a um custo menor e qualidade maior.

    Michael estava empenhado em aprender sobre o mundo dos negócios de computadores. Por isso, participava de todos os eventos de sua vizinhança a fim de fazer conexões. Assim, foi customizando seu próprio PC até obter experiência suficiente para expandir.

    Seus primeiros clientes foram amigos e conhecidos, que se impressionaram com seu conhecimento. Foi percebendo essa lacuna no mercado, que Michael começou a montar PCS melhores e mais baratos do que as empresas como IBM fabricavam.

    O foco foi em pessoas de alta renda, como médicos e advogados. Assim, o boca-a-boca sobre os PCs mais baratos e melhores acabou ganhando escala.

    Foi assim que Michael se aprimorou a ponto de obter uma licença de fornecedor durante seu primeiro ano de faculdade. Com a licença em mãos, abriu sua primeira empresa, a Dell Computer Corporation.

    A primeira estratégia da Dell

    Com o repente crescimento, a empresa foi obrigada a se mudar e evoluir seus processos. Para se ter noção, antes de a empresa fazer 2 anos, se mudaram 3 vezes para acompanhar a expansão constante.

    Porém, mesmo com esse grande crescimento, permanecia sendo um investimento de alto risco, tendo uma pequena margem para erros. Nessa história, a resiliência da Dell em se manter no mercado utilizando uma cultura forte é um de seus principais diferenciais. As principais características são:

    Configuração personalizada pelos vendedores

    A empresa permitiu que os vendedores configurassem seus próprios computadores, o que resultou em um conhecimento prático da tecnologia e dos problemas enfrentados pelos clientes. Anteriormente, nem o cliente, nem o vendedor sabiam sobre o problema. Isso criou uma conexão direta entre vendedores e clientes, uma vez que compartilhavam os mesmos desafios.

    Atitude de “posso fazer” e “vou ajudar”

    Os funcionários da Dell adotaram uma postura proativa e estavam dispostos a assumir responsabilidades além de suas atribuições tradicionais. Enquanto os engenheiros ajudavam na linha de produção quando necessário, todos atendiam telefonemas. 

    Além disso, os vendedores lidavam com pedidos enquanto continuavam a receber novos. Essa mentalidade colaborativa ajudou a empresa a superar obstáculos e atender às demandas dos clientes.

    Fazer a diferença

    Devido às restrições financeiras, os funcionários da Dell encontraram soluções econômicas para atender às necessidades secundárias. Por exemplo, eles improvisaram com caixas de papelão para descartar o lixo, já que não tinham latas de lixo. 

    Essa mentalidade de se adaptar com recursos limitados permitiu que a empresa se concentrasse no que realmente importava: fornecer produtos e serviços de qualidade.

    Relacionamento direto com os clientes

    Um dos aspectos mais importantes da cultura e estratégia da Dell foi o relacionamento direto com os clientes. A empresa se comunicava diretamente com clientes em potencial e existentes por telefone.

    Isso proporciona um feedback valioso sobre as necessidades e preferências do mercado. Essa abordagem resultou no desenvolvimento do “Modelo Direto” da Dell, que eliminou intermediários e permitiu um contato mais próximo com os clientes.

    Através dessas práticas incomuns, a Dell construiu uma estratégia única que enfatizava a praticidade, a redução da burocracia e o envolvimento direto com os clientes. Esses elementos foram fundamentais para a ascensão da Dell como uma das líderes no setor de tecnologia.

    As vantagens e desvantagens da primeira estratégia da Dell

    Com essa estratégia em mãos, a Dell construiu e manteve um modelo direto de negócios, onde falava diretamente com os clientes. Dessa forma, eliminando custos de revendedores e evitar a necessidade de estoque, resultando em preços mais baixos e mais clientes. A empresa tinha uma força de vendas focada exclusivamente nos clientes finais, oferecendo suporte especializado para diferentes segmentos de clientes.

    Contudo, apesar das vantagens, o modelo também apresentava algumas desvantagens. Era fácil de ser copiado por concorrentes, isso gerava menos credibilidade em comparação com marcas mais conhecidas. Além disso, a compatibilidade dos componentes era um desafio.

    Porém, a empresa enfrentou esses problemas dobrando seus esforços no atendimento ao cliente e garantia de devolução do dinheiro em 30 dias. Além disso, começaram a desenvolver produtos com melhor desempenho e mais baratos que os da IBM. 

    Essa estratégia foi tão bem-sucedida que a empresa recebeu investimentos e abriu o capital apenas três anos após sua fundação, arrecadando US$30 milhões com uma avaliação de mercado de US$85 milhões.

    A privatização da Dell e seus resultados

    Na primeira década dos anos 2000, o mercado de PCs estava crescendo rapidamente. O poder de computação aumentava constantemente, seguindo a Lei de Moore, e a inovação em hardware acontecia muito rapidamente, com novos avanços a cada 12 meses. Ao mesmo tempo, o software também evoluiu e a internet se expandiu globalmente.

    Nesse cenário, muitas empresas, incluindo a Dell, se beneficiaram com esse crescimento e alcançaram sucesso. Por isso, em 2000, a Dell se tornou a maior vendedora de PCs do mundo, após uma década de vendas impressionantes.

    Porém, a partir de 2011, o cenário mudou. As vendas globais de PCs atingiram seu auge e, nos anos seguintes, começaram a declinar continuamente. Essa tendência persistiu até a chegada da pandemia.

    Os resultados negativos

    No início da década anterior, a Dell estava enfrentando problemas:

    • Perdeu o posto de maior vendedora de PCs nos EUA para a HP;
    • Ficou em terceiro lugar no mercado global de PCs, atrás da HP e da ACER;
    • Muitos acreditavam que a empresa estava em declínio e poderia seguir o mesmo destino de outras empresas famosas que desapareceram;
    • O mercado de PCs estava mudando e encolhendo, o que levou algumas pessoas a pensar que a indústria estava morrendo. No entanto, a verdade era que o setor estava apenas evoluindo, perdendo algumas características e ganhando outras.

    Para competir nesse cenário, era crucial entender as mudanças do mercado, como a queda nas vendas e as tendências emergentes. A interpretação desses fatos era o que determinaria se a empresa conseguiria formular uma estratégia vencedora.

    Em 2012, o mercado de PCs estava em declínio, e a Dell enfrentava problemas graves, com as vendas de PCs caindo cada vez mais. A empresa precisava urgentemente de uma mudança e sabia que apenas uma estratégia ousada poderia salvá-la.

    Tentativas falhas de reverter a situação

    Para tentar se recuperar, a Dell tomou algumas medidas desesperadas, mas infelizmente, sem sucesso:

    • Tentou lançar o “Streak”, um dispositivo chamado de “phablet”, que era volumoso, confuso para os consumidores e inadequado em termos de software. 
    • Também adotou o Windows 8 como sistema operacional padrão, mas essa decisão se mostrou prejudicial devido à falha desse sistema, afetando a Dell negativamente. 
    • Além disso, tentou entrar nos mercados de tablets e smartphones com o “Venue”, mas falhou, pois era vista principalmente como uma empresa de PCs e enfrentava dificuldades para se expandir para outras categorias.

    No entanto, Michael Dell, o fundador da empresa, viu essa situação como uma oportunidade. Ele tinha uma suposição, uma visão conectada a ela e um plano para torná-la realidade. O desafio era que a estrutura organizacional da empresa na época não permitia a execução desse plano.

    As dificuldades para implementar a estratégia competitiva da Dell

    A Dell tinha grandes objetivos em mente para alcançar suas metas. Assim, eles investiram muito em Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) para melhorar seus computadores e servidores. 

    Além disso, buscaram controlar melhor os preços de seus produtos e expandiram sua equipe de vendas para chegar a mais clientes. A ideia era inovar e trazer novidades no mundo dos computadores. Essa estratégia era uma proposta ousada de transformação dos negócios da empresa. No entanto, ela também apresentava alguns riscos, já que envolvia muitas mudanças.

    A transformação da Dell era diferente do que muitas outras empresas já haviam feito, especialmente aquelas que eram de capital aberto. A empresa estava disposta a correr riscos, mas alguns acionistas se preocupavam com os resultados a curto prazo.

    Essa estratégia envolvia investir muito dinheiro e isso poderia diminuir os lucros a curto prazo. Contudo, isso desagradava alguns acionistas, que poderiam decidir vender suas ações. Isso fez com que o valor da empresa caísse e prejudicasse suas finanças.

    Dessa forma, a estratégia só poderia ser executada com o apoio dos acionistas. E para garantir que a estratégia tivesse sucesso, a Dell tomou uma decisão importante: tornou-se uma empresa privada.

    Essa mudança permitiu que a empresa seguisse em frente com sua estratégia ambiciosa sem a pressão dos acionistas por resultados imediatos. Com mais liberdade e autonomia, a empresa teve a oportunidade de investir em seu crescimento e inovação a longo prazo. Assim, ao se tornar privada, a Dell mostrou que estava disposta a assumir riscos para suas metas e transformar seu negócio de forma significativa.

    A difícil decisão que partiu de uma aposta estratégica

    A decisão revolucionária da Dell foi uma aposta estratégica que mudaria o rumo da empresa. Assim, abrir o capital de uma gigantesca empresa com valor de mercado de quase US$20 bilhões não era tarefa fácil, mas era necessário para o plano de Michael Dell ser bem-sucedido. O primeiro passo foi convencer a diretoria da importância dessa transformação.

    Para isso, a Dell buscou o apoio de especialistas, como JP Morgan, Boston Consulting Group, Evercore e Debevoise, para avaliar a mudança. Esses especialistas acreditavam que o mercado de PCs estava em declínio devido ao crescimento dos tablets e smartphones. Isso poderia afetar negativamente a transformação da Dell.

    No entanto, o CEO da Dell discordava dessa visão. Assim, ele acreditava que os tablets e smartphones não substituiriam os PCs, mas sim se somariam a eles. Para ele, os PCs continuariam sendo a principal ferramenta de produtividade das pessoas.

    Mas para colocar sua estratégia em prática, Michael Dell precisava convencer o conselho de administração, e isso não foi fácil. A ideia vazou, e duas questões surgiram: a disputa com Carl Icahn, um investidor ativista que contestava a privatização da empresa, e a hesitação dos clientes em fazer negócios com a Dell devido aos rumores sobre seu futuro.

    Apesar dos desafios, Michael Dell se mostrou vitorioso. A estratégia de fechar o capital da Dell provou-se acertada, e a empresa seguiu em frente com suas transformações. A história mostrou que a decisão revolucionária de Michael Dell estava correta e trouxe sucesso à empresa.

    A estratégia da Dell para se preparar para o futuro

    O negócio foi concretizado em fevereiro de 2013, quando Michael Dell e a empresa de investimentos Silver Lake fecharam o capital da Dell em uma compra de US$ 24,4 bilhões, pagando US$ 13,65 por ação.

    Mesmo antes da privatização, a Dell já havia tomado medidas estratégicas para reduzir sua dependência do mercado de PCs em declínio. De 2007 a 2012, eles investiram mais de US$ 12,40 bilhões em aquisições importantes para fortalecer suas soluções corporativas de software e hardware.

    Após a aquisição, a Dell acelerou suas ações. Assim, tornaram-se ágeis e prontos para atacar oportunidades. A empresa focou em conquistar o mercado das pequenas e médias empresas, aumentando sua força de trabalho de vendas e se tornando uma consultoria confiável em tecnologia.

    Por conta disso, os funcionários estavam motivados, pois a liderança cumpriu suas promessas e apoiou o plano. Assim, as pessoas passaram a ver os PCs e smartphones como complementares, conforme a visão de Michael Dell.

    A aposta de Michael Dell foi bem-sucedida. As vendas de PCs representavam 45% da receita, mas mais de 80% dos lucros vinham de suas novas soluções. Após oito anos da privatização, o valor do patrimônio da Dell aumentou mais de 625%, e o valor da empresa chegou a US$ 100 bilhões. Essa estratégia ousada da Dell foi certeira e a empresa alcançou grande sucesso ao diversificar seus negócios e se destacar no mercado.

    O que podemos aprender com a estratégia inicial da Dell?

    Que o mercado está em constante mudança não é novidade. Existem grandes jogadores e os que focam em se estabilizar no mercado. Porém, a diferença está na perspectiva de futuro que cada um tem.

    Uma visão otimista e, ao mesmo tempo, realista, é essencial. Ou seja, buscar por soluções, e não problemas. Em outras palavras, são necessárias duas formas de pensamento:

    • Pensar em como será o futuro da sua empresa
    • Convicção de perseguir essa visão

    A atual estratégia da Dell

    Desde os anos 2000, Michael Dell já previa a evolução da indústria de tecnologia. Ele percebeu que os PCs e hardware se tornariam menos importantes que o software, a nuvem e o back-end se tornaram fundamentais. Além disso, previu que servidores e gerenciamento de armazenamento seriam essenciais para empresas construindo ou atualizando sua infraestrutura de TI, e assim aconteceu.

    A Dell antecipou-se às necessidades do mercado ao notar que a quantidade de dados no mundo crescia rapidamente, e o gerenciamento tradicional de dados não seria suficiente. Para lidar com isso, apostou na virtualização, que é o uso de software para criar mainframes virtuais dentro do mainframe físico. Desde 2001, a empresa começou a investir nessas tecnologias, e isso tem sido parte essencial de sua estratégia rumo ao sucesso.

    A fusão com a EMC e a VMware

    A Dell, a EMC e a VMware são três grandes empresas de tecnologia, cada uma com ofertas distintas, mas que se complementam:

    • A EMC é conhecida por seus sistemas de armazenamento de informações em rede, que são usados por empresas para gerenciar seus bancos de dados;
    • Já a VMware foi pioneira na virtualização, permitindo que os usuários executem vários sistemas operacionais no mesmo dispositivo;
    • Enquanto isso, a Dell tinha uma rede de distribuição estabelecida e uma série de soluções de back-end que se encaixavam perfeitamente nas tecnologias da EMC e da VMware.

    Essas três empresas começaram a se relacionar em 2001, quando a Dell e a EMC firmaram uma aliança estratégica para conquistar um mercado de US$100 bilhões até 2005.

    Essa aliança trouxe benefícios mútuos. Para a EMC, significou um canal de distribuição lucrativo e redução de custos. Já para a Dell, adicionou produtos de alto desempenho ao seu negócio e a oportunidade de se infiltrar mais profundamente nos data centers corporativos. Em seguida, a EMC comprou a VMware, o que fortaleceu ainda mais sua posição no mercado de infraestrutura em nuvem.

    As discussões para uma possível fusão entre a Dell e a EMC começaram em 2008, mas foram adiadas devido à crise financeira. No entanto, em 2014, a ideia foi revisitada e, após algumas dificuldades, a fusão aconteceu por meio de um plano financeiro complexo, mas eficaz. O sucesso dessa fusão levou a empresa a simplificar sua estrutura e alinhar os interesses dos stakeholders das três empresas.

    Hoje, a Dell é uma empresa muito diferente de seu primeiro IPO, focando em liderar os setores de serviços, software, armazenamento, servidores e segurança. A parceria entre a Dell, a EMC e a VMware trouxe sinergias e aumentou significativamente a receita da empresa combinada.

    O foco principal da estratégia de negócios da Dell atualmente

    Atualmente, o foco principal da estratégia de negócios da Dell é se tornar um líder na era dos dados, oferecendo uma ampla gama de soluções, produtos e serviços. Assim, a empresa é dividida em dois principais segmentos de negócios apoiados pela subsidiária financeira:

    • Infrastructure Solutions Group (ISG): Esse grupo auxilia os clientes em sua transformação digital, fornecendo soluções multi-cloud e big data baseadas em uma infraestrutura moderna de data center. Essas soluções são projetadas para funcionar em ambientes de várias nuvens, tanto públicas quanto privadas.
    • Client Solutions Group (CSG): O CSG concentra-se em fornecer soluções para clientes, como laptops, desktops e outros dispositivos de usuário final.

    As principais ofertas da Dell incluem servidores, soluções de armazenamento, software de virtualização e soluções de rede. A empresa investe constantemente em pesquisa e desenvolvimento, vendas e outras áreas-chave para melhorar seus produtos e soluções e impulsionar o crescimento a longo prazo.

    Para alcançar seus objetivos, a Dell tem várias prioridades estratégicas, como por exemplo:

    • Aprimorar e modernizar suas ofertas atuais;
    • Expandir para novas áreas de crescimento, como computação de borda e gerenciamento de dados, e;
    • Investir em tecnologias como inteligência artificial e aprendizado de máquina.

    A empresa também busca desenvolver modelos de consumo flexíveis e opções de serviço para atender às necessidades financeiras dos clientes, além de investir em P&D e colaborar com empresas de tecnologia para desenvolver produtos e integrar novas tecnologias.

    Embora a Dell tenha uma estratégia bem definida, a concorrência é intensa e existem riscos significativos envolvidos, e em um cenário tecnológico em constante evolução, a empresa busca se manter ágil e inovadora para se destacar e garantir seu sucesso.

    Mas, por que a Dell é tão bem sucedida?

    A Dell é bem-sucedida porque Michael Dell possui um excelente instinto estratégico. Ele é capaz de avaliar o mercado com precisão, tomar decisões acertadas e seguir em frente com determinação para transformar o negócio. 

    Além disso, a empresa tem uma forte presença em construir relacionamentos sólidos com os clientes, fornecendo um excelente suporte e soluções personalizadas para atender às suas necessidades únicas. Isso criou uma base de clientes fiéis ao longo dos anos.

    Porém, não se resume apenas nisso. Outro fator-chave para o sucesso da Dell é a simplificação de suas operações e cadeia de suprimentos. Isso permitiu que a empresa oferecesse produtos de alta qualidade a preços competitivos.

    A maior estratégia se resume em colocar o cliente em primeiro lugar e estar sempre disposta a fazer mudanças estratégicas quando necessário. A visão da Dell é se tornar a empresa de tecnologia mais essencial para a era dos dados, atendendo às necessidades digitais crescentes de seus clientes em um ambiente híbrido de várias nuvens.

    Suas duas prioridades estratégicas são expandir suas ofertas principais e buscar novas oportunidades. Isso os orienta em direção a alcançar essa visão. A Dell está comprometida em atender às necessidades em constante mudança do mercado de tecnologia e permanecer relevante no cenário competitivo em evolução.

    A estratégia da Dell aplicada a sua empresa

    A estratégia da Dell para se tornar uma empresa líder em seu setor envolveu diversas táticas eficazes. O foco no cliente, a inovação constante, as estratégias de marketing inteligentes e as parcerias estratégicas foram elementos-chave para o sucesso da empresa. 

    Assim, ao adotar uma abordagem orientada para o cliente e se adaptar às mudanças do mercado, a Dell conseguiu se destacar em um setor altamente competitivo. Dessa forma, possibilitando que a empresa se tornasse uma referência global em tecnologia.

    Porém, para que essas estratégias de marketing digital sejam aplicadas com eficiência, um time especializado é necessário. Por isso, as assessorias e agências de marketing estão cada vez mais presentes no mercado.

    A V4 Company – maior assessoria de marketing do Brasil –, fundada por Dener Lippert, busca inovar no mercado através de estratégias de crescimento. A partir do Método V4 –um método exclusivo criado pela própria V4 –, trabalhamos em torno de 4 pilares essenciais para todo negócio: tráfego, engajamento, conversão e retenção.
    Para entender melhor como funciona e como a V4 atua no mercado, acesse nosso vídeo: O que a V4 Company faz?

  • Estratégia da NVIDIA para dominar o mercado do processamento gráfico

    Estratégia da NVIDIA para dominar o mundo do processamento gráfico

    A estratégia da NVIDIA foi o que permitiu que a empresa alcançasse grandes patamares do Mercado. Recentemente, a marca atingiu o valor de mercado de US$1 trilhão. Neste artigo, exploraremos o que levou a empresa a chegar no topo do mercado de GPUs.

    O que é a NVIDIA?

    A NVIDIA Corporation é uma multinacional sediada na Califórnia. É uma das (se não a maior) empresas mais conhecidas no ramo de placas de processamento gráfico (GPUs)

    Fundada em 1993 por Jensen Huang, Chris Malachowski e Curtis Priem, a NVIDIA se concentrou, desde o começo, na produção de placas gráficas para computadores com o objetivo de melhorar a qualidade gráfica em jogos e aplicações

    O capital inicial da empresa era de US$40 mil dólares. Esse dinheiro, juntamente com uma grande convicção de que o futuro da tecnologia seria baseado na computação acelerada fez a empresa atingir grandes marcos.

    O primeiro produto da NVIDIA e como uma estratégia falha sustentou a empresa

    O primeiro produto criado foi a NV1, uma placa de vídeo lançada no mercado em 1995. Na época, a revolução da multimídia era esperada, e assim, o trio aproveitou a onda. Isso permitiu que a empresa estabelecesse um padrão da indústria.

    Porém, o lançamento não foi como planejado e a NV1 não foi bem recebida no mercado. Por ser difícil de programar e ter se demonstrado inferior aos concorrentes, após algum tempo, a placa foi descontinuada.

    A equipe aceitou o fracasso, mas não parou por aí. Pelo contrário, fizeram uma análise estratégica juntamente com especialistas do setor, como Ed Catmull, cofundador da Pixar.

    A estratégia vencedora da NVIDIA após o fracasso

    Assim, a equipe notou uma grande oportunidade no mercado 3D, que até então era um sub-nicho do seu foco principal. Foi assim que projetaram uma GPU que renderizaria gráficos 3D. O foco foi abandonar a abordagem inicial da NV1 e focar no pipeline gráfico.

    • O pipeline gráfico é uma sequência de etapas que transforma informações digitais, como modelos 3D, animações e texturas, em imagens visuais. É como uma linha de montagem que cria cenas de jogos, filmes de animação e aplicativos de realidade virtual.

    Mas, por que eles decidiram entrar nessa?

    A NVIDIA decidiu competir no campo do poder computacional acelerado e altamente competitivo por dois motivos:

    Primeiro, eles perceberam que a demanda por GPUs seria muito alta. Isso ocorreu devido ao crescimento da indústria de videogames, onde ter uma GPU poderosa significava ter uma vantagem competitiva e melhor desempenho nos jogos. 

    Segundo, eles adotaram uma abordagem diferente das outras empresas. Enquanto a maioria estava focada em melhorar as CPUs, a NVIDIA concentrou-se em maximizar o desempenho de suas GPUs para atender às crescentes necessidades de gráficos mais rápidos. Foi essa estratégia inovadora e sua execução eficiente que levaram ao sucesso da NVIDIA no campo de renderização 3D.

    A estratégia de inovação que garantiu o crescimento da NVIDIA

    A estratégia da NVIDIA de entrar nessa corrida nasceu por uma razão especial. Eles acreditavam que podiam inovar e melhorar a velocidade dos computadores de uma forma mais rápida do que o normal

    Enquanto muitas empresas esperavam que as melhorias viessem a cada 18 meses, a NVIDIA decidiu quebrar essa expectativa e acelerar o processo. Eles se concentraram em aumentar o número de transistores em suas placas gráficas para torná-las mais poderosas.

    Acreditavam que essa abordagem, juntamente com técnicas gráficas especiais, poderia fornecer um progresso significativo no poder dos computadores. Foi assim que decidiram seguir um caminho diferente e desafiador para trazer avanços mais rápidos para o mundo dos computadores.

    Mas não foi apenas uma estratégia

    A NVIDIA teve muito sucesso graças a algumas estratégias inteligentes. Primeiramente, eles lançaram GPUs que eram muito melhores do que as dos concorrentes. Isso chamou a atenção do mercado e dos clientes, que ficaram impressionados com o desempenho superior dessas placas gráficas. A cada novo lançamento, a NVIDIA conquistava mais espaço e se destacava no mercado.

    Além disso, a empresa sempre foi muito ágil em desenvolver novas tecnologias. Eles conseguiram transformar suas ideias em produtos vendáveis em um ritmo três vezes mais rápido do que os concorrentes

    Isso significava que eles acumularam muita experiência e conhecimento em um curto período, o que lhes deu uma grande vantagem sobre os outros. Com o tempo, a NVIDIA se tornou líder do setor e usou sua posição para resolver problemas técnicos e mudar a estrutura do mercado, fortalecendo ainda mais sua posição.

    No entanto, à medida que os limites físicos da tecnologia se aproximavam, a empresa percebeu que precisava de uma nova estratégia para continuar crescendo e se destacando.

    A transformação digital de empresas é o próximo foco da NVIDIA

    A transformação digital permite que as empresas aumentem seu valor, juntamente com sua eficiência. Ou seja, reduz os custos operacionais e fortalece a marca no ambiente online a partir do relacionamento com o cliente.

    O segredo é trabalhar em escala. Assim, as empresas que melhor coletarem e processarem dados para seus clientes, são as que ficam com a maior parte do mercado. No caso de grandes empresas como a NVIDIA, a automação e otimização de dados são convertidas em milhões de dólares por ano

    Segundo Matt Ryan, ex vice-presidente sênior da Disney, existem duas tecnologias que impulsionam a digitalização em grande escala: a inteligência artificial e os centros de dados massivos.

    A mudança que deu novas perspectivas a NVIDIA

    Foi focando nessas duas frentes que a NVIDIA entrou em jogo. Essas duas frentes em especial exigem um alto poder computacional, muito mais do que PCs individuais e até mesmo servidores podem fornecer.

    Até recentemente, havia dois tipos de processadores programáveis:

    • A CPU (Unidade Central de Processamento), que é a especialidade da Intel. Ela possui transistores projetados para computação linear e tem sido o principal processador de computadores por muitos anos;
    • A GPU (Unidade de Processamento Gráfico), que é a especialidade da NVIDIA. Inicialmente usada para renderizar gráficos 3D, a GPU se destaca por sua capacidade de processamento paralelo, o que a torna ideal para projetos de IA, entre outros.

    No entanto, esses processadores atingiram seu limite máximo de capacidade computacional. Para acompanhar a crescente demanda por poder de processamento, uma nova classe de processadores programáveis surgiu: as DPU (Unidades de Processamento de Dados)

    As DPU combinam CPUs multi core com arquitetura de GPU e programação mais detalhada. Elas são altamente eficientes para lidar com tarefas de processamento de dados e são a base dos centros de dados de grande escala. De acordo com Jensen Huang, cofundador e atual CEO da NVIDIA, as DPU representarão um dos três principais pilares da computação no futuro.

    Resumindo, a demanda por IA e serviços de centros de dados de grande escala está aumentando. A estratégia da NVIDIA é liderar, desenvolver e, eventualmente, dominar esse mercado através de inovações tecnológicas.

    Estratégia CSR da NVIDIA

    A NVIDIA tem uma estratégia especial chamada Responsabilidade Corporativa e Social (CSR). Eles se envolvem com diferentes grupos de pessoas e organizações que podem ser afetados por suas ações e que também podem afetar a empresa. 

    Essa estratégia inclui comunidades, clientes, desenvolvedores, funcionários, governos, organizações não-governamentais, acionistas e fornecedores.

    A empresa acredita que o sucesso deles está ligado ao sucesso das comunidades onde operam. Por isso, eles têm uma abordagem sistemática e profissional para trabalhar com esses grupos, garantindo que estejam contribuindo positivamente para eles.

    Essa estratégia tem trazido bons resultados para a NVIDIA, pois eles estão criando um impacto positivo nas comunidades, clientes e outros envolvidos. Ou seja, eles estão comprometidos em fazer negócios de uma maneira responsável e consciente, levando em consideração as necessidades e preocupações das pessoas e organizações ao seu redor.

    A estratégia de inclusão da NVIDIA

    A NVIDIA está empenhada em promover a diversidade, equidade e inclusão (DEI) em sua empresa. Eles têm uma equipe dedicada a essas iniciativas que trabalha para tornar a contratação mais diversificada e justa.

    Para isso, eles:

    • Estabelecem parcerias com instituições de ensino e organizações profissionais;
    • Participam de conferências do setor;
    • Incentivam indicações de funcionários para aumentar a diversidade nos candidatos (Mais de 39% das novas contratações vêm de indicações);
    • Usam software especializado para eliminar preconceitos nas descrições de empregos e processos de seleção.

    Embora a empresa ainda precise melhorar em termos de diversidade, eles estão comprometidos em alcançar o equilíbrio salarial. Além disso, estão trabalhando para garantir que suas práticas de pagamento sejam justas e equitativas. 

    Dessa forma, a NVIDIA também recebeu reconhecimento por seu ambiente de trabalho, sendo classificada 1º lugar em como uma das melhores empresas para se trabalhar pela Glassdoor. Além disso, alcançou o 5º lugar na lista das 100 Melhores Empresas para Trabalhar da Fortune.

    A empresa reconhece que ainda há trabalho a ser feito, mas está empenhada em promover uma cultura inclusiva. Isso permitirá garantir que todos os funcionários se sintam valorizados e respeitados, independentemente de sua origem ou identidade.

    A estratégia da NVIDIA para negócio e tecnologia

    A NVIDIA tem uma estratégia para garantir que seus negócios e tecnologia sejam responsáveis. Ela se concentra em dois pilares principais: a cibersegurança e o impacto social da inteligência artificial (IA).

    Cibersegurança

    A segurança cibernética é uma preocupação importante para a NVIDIA, seus parceiros e clientes. A empresa investe recursos significativos em tecnologias e práticas para proteger sistemas e dados contra-ataques cibernéticos. 

    Além disso, ela também incorpora medidas de segurança em todo o processo de design e produção de produtos, garantindo a proteção dos dados de clientes, funcionários e empresas. Por conta disso, a marca está conforme as leis de segurança cibernética e proteção de dados.

    Inteligência artificial

    Por outro lado, quando falamos no impacto social da IA, a NVIDIA está comprometida em desenvolver e usar sua tecnologia de forma responsável. Isso inclui avançar na área de Inteligência Artificial Confiável (TAI), projetando cuidadosamente o escopo e a governança da IA. Isso inclui gerenciar riscos e evitar problemas nos conjuntos de dados de treinamento.

    A responsabilidade é considerada desde o início do processo, iniciando nas decisões de contratação até a gestão das pessoas. Por isso, a NVIDIA busca criar uma força de trabalho diversificada, estabelecendo parcerias com instituições educacionais e promovendo a inclusão e a representação. 

    Eles também oferecem mais oportunidades para desenvolvedores de mercados emergentes, promovendo o acesso igualitário e o desenvolvimento de talentos na área de IA. Essas ações refletem o compromisso da NVIDIA em garantir que sua tecnologia seja segura, ética e benéfica para a sociedade como um todo.

    A cultura da NVIDIA e como isso impacta no sucesso da empresa

    A NVIDIA tem uma cultura forte baseada em cinco valores importantes:

    Inovação

    É encorajado sonhar grande, começar pequeno e assumir riscos para aprender rapidamente. Assim, os colaboradores são incentivados a usar sua criatividade para inventar o futuro e aprender com os erros ao longo do caminho.

    O valor da inovação impulsiona a NVIDIA a criar produtos e soluções inovadoras, que atendem às necessidades do mercado e superam as expectativas dos clientes. Isso permite que eles se destaquem da concorrência, conquistem novos mercados e impulsionem o crescimento da empresa.

    Honestidade Intelectual

    Buscar a verdade e aprender com os erros são valores essenciais. A empresa acredita em aderir a altos padrões éticos, compartilhar conhecimentos e agir de acordo com o que se acredita ser correto.

    A busca pela verdade e a aprendizagem com os erros ajudam a empresa a identificar áreas de melhoria e aprimorar continuamente seus produtos, processos e práticas. Isso leva a uma maior eficiência operacional, qualidade aprimorada e satisfação do cliente.

    Velocidade e Agilidade

    A valorização da velocidade e agilidade permite que a NVIDIA se adapte rapidamente às mudanças do mercado e às demandas dos clientes. Afinal, isso lhes dá uma vantagem competitiva, permitindo que lancem produtos e atualizações no momento certo, antecipem tendências e respondam com rapidez às necessidades em evolução.

    Excelência e Determinação

    A NVIDIA se esforça para manter os mais altos padrões em tudo o que faz. O foco está em buscar a perfeição e ter sucesso a longo prazo, não apenas em superar a concorrência.

    Ao buscar os mais altos padrões de desempenho e qualidade, a marca mantém uma reputação de excelência. Isso contribui para a fidelidade dos clientes, confiança na marca e uma base sólida de clientes satisfeitos. 

    Além disso, a determinação em alcançar o sucesso a longo prazo incentiva a empresa a investir em pesquisa e desenvolvimento. Isso abre portas para que o negócio possa avançar tecnologicamente e expandir sua presença em diferentes setores.

    Trabalho em equipe

    O valor de fazer o que é melhor para a empresa promove a transparência e a confiança entre os membros da equipe. Eles são encorajados a resolver diferenças, melhorar e trabalhar juntos para alcançar a visão da NVIDIA.

    Assim, o valor do trabalho em equipe promove um ambiente colaborativo e inclusivo, onde as habilidades individuais são valorizadas e a diversidade de pensamentos é reconhecida. Isso leva a uma cultura de inovação e criatividade, onde as melhores ideias podem surgir e ser implementadas em equipe.

    O crescimento da NVIDIA em números

    Devido a estratégia da NVIDIA, recentemente, a marca atingiu US$1 trilhão de valor de mercado. Para se ter noção, apenas 4 outras empresas dos EUA valem mais de US$1 trilhão: Apple, Alphabet, Microsoft e Amazon.

    Além disso, a receita da empresa vem em constante crescimento. No primeiro trimestre de 2023, a empresa atingiu US$26.97 bilhões, quase o triplo de 2020.

    Isso se dá pela alta em inteligência artificial no mercado global, onde A NVIDIA produz grande parte de GPUs. Logo, se faz ativamente presente na criação e uso das inteligências artificiais

    A estratégia da NVIDIA aplicada a sua empresa

    Para que boas estratégias de marketing sejam aplicadas, assim como as da NVIDIA, é necessário trabalhar com uma equipe dedicada, seja internamente ou terceirizada. Para isso, existem as agências e assessorias de marketing.

    Porém, as duas trabalham de forma diferente: enquanto as agências focam apenas nos processos operacionais, as assessorias surgiram para focar nos processos estratégicos também. Pensando nisso, Dener Lippert fundou a V4 Company, a maior assessoria de marketing do Brasil.

    Com um método exclusivo e comprovado (Método V4), a V4 Company trabalha em cima de 4 pilares a fim de gerar o melhor resultado para os clientes. Os pilares são: tráfego, engajamento, conversão e retenção. Esses pilares são essenciais para cada negócio que quer trabalhar com marketing digital, e assim como a NVIDIA, alcançar grandes resultados.

    Para saber mais sobre a V4 Company, assista:

  • Estratégia da BMW para ser uma gigante do mercado de automobilismo

    Estratégia da BMW para se tornar uma gigante do mercado de automobilismo global

    Conheça a estratégia da BMW para deixar de ser uma fabricante de motores de avião para se tornar uma das maiores construtoras de carros de luxo do mundo. 

    Nesse artigo, você conhecerá a história da Bayerische Motoren Werke, também conhecida como BMW. Iremos acompanhar também como a empresa alemã decolou no mercado de carros luxuosos e deixou de trabalhar com aviões para ajustar seu foco e se tornar a gigante do mercado que conhecemos hoje. 

    O começo da BMW 

    A BMW foi oficialmente fundada em 7 de março de 1916. Ela é o resultado da fusão das empresas Otto Flugmaschinenfabrik e Bayerische Flugzeugwerke. Porém, a empresa se fundiu novamente, com a Rapp Motorenwerke em 1922 e foi batizada de Bayerische Motoren-Werke AG (BMW AG). 

    Apesar de hoje ser conhecida pelos seus magníficos carros e motores potentes, o primeiro empreendimento da BMW não foi com 4 rodas no chão. O foco da empresa alemã era fazer as pessoas voarem. 

    A aviação foi o primeiro foco da BMW 

    O começo do século XX foi um período de muita inovação na área da aviação. Sendo assim, a demanda era alta e apesar do baixo número de construtores, a competição era acirrada.

    Esse era o início da era das empresas especializadas em produtos específicos, então a competição era basicamente disputada entre os inventores e seus times. A BMW tinha Franz Joseph Popp e Max Fritz como seus principais inventores. 

    Os dois eram tão capacitados como experientes. Apesar disso, o que separou a empresa alemã das suas competidoras foi o dinheiro em caixa

    Ter estabilidade financeira permitiu que o foco pudesse ser em performance e durabilidade quando pensavam nos motores dos aviões. Ao invés de focar na redução de custos, a empresa concentrou seus esforços em soluções sofisticadas e técnicas comprovadas de construção. 

    Um exemplo era o motor de seis cilindros Type 3a que Fritz criou. Ele era extremamente eficaz em altitudes elevadas e tão poderoso que deu ao Fokker D.VII, avião de batalha alemão, uma vantagem enorme durante a Primeira Guerra Mundial. 

    Isso fez com que o ministro da aeronáutica alemã desse o direito de fabricação para Opel, uma concorrente. Tudo isso para aumentar a produção. 

    Com o final da primeira guerra, os aliados proibiram os alemães de produzirem aviões de guerra. Com isso, a BMW precisou passar por uma reestruturação completa. 

    Mas ter sido referência na construção de motores aéreos instaurou uma cultura de performance máxima e sofisticação técnica que permanecem na empresa até hoje. 

    Como a BMW começou a mudar de mercado

    O período pós-guerra foi duro para os construtores europeus. Sem contratos militares, o dinheiro para investir em novidades era curto. Além disso, a inflação crescia pelo continente e os contratos disponíveis eram pequenos e sem margem de lucro. 

    Frank Popp, que havia chego ao cargo de diretor-geral da BMW, criou uma estratégia de longo prazo para gerar uma estabilidade que iria garantir a sobrevivência da empresa. A sua estratégia era baseada em três pilares.

    • Aceitar contratos menores para manter o fluxo de caixa. Um exemplo era a produção de freios para trens;
    • Modificar o motor Type 3a da BMW para transformá-lo em um motor de 4 cilindros, que era mais apropriado para aplicações na indústria e agricultura. Isso iria permitir que o motor de aeronave fosse aprimorado, apesar das proibições;
    • Entrar no mercado de motocicletas e utilizar isso como degrau para chegar no mercado automobilístico.

    Uma estratégia, duas intenções 

    A primeira intenção da nova estratégia era uma aposta na remoção das restrições na produção de motores para aeronaves. Fritz estava desenvolvendo a próxima geração de motores e uma vez que as restrições caíssem, a BMW poderia retornar a sua posição de referência no mercado. 

    A segunda foi focada em meios de gerar receita. Afinal, o motor modificado para quatro cilindros havia se provado efetivo e lucrativo e a ideia de Fritz deu vida a um motor de motocicletas que contava com inovações nunca vistas antes. 

    Ele tinha um sistema de refrigeração mais avançado e mais potência. Isso fez com que a BMW tivesse muito sucesso dentro das corridas de moto. 

    A genialidade da estratégia estava na sua clareza e em como ela era executável. Ela se utilizou das forças da empresa, que eram o conhecimento tecnológico, as inovações no âmbito técnico e a credibilidade. 

    Tudo isso permitiu que a BMW adentrasse outros mercados. Dessa forma, a estratégia se provou um sucesso. E, em 1923, a aposta se pagou. As restrições contra a Alemanha caíram e os voos comerciais começaram a se tornar uma tendência. 

    A BMW encontrou novos competidores, mas seus motores se provaram superiores, quebrando recordes de distância percorrida e alturas alcançadas. Isso manteve a empresa de pé até que eles entrassem no mercado de carros. 

    Os desafios da BMW durante a Segunda Guerra 

    Em 1928, a BMW entrou no mercado de carros. Essa movimentação já era um assunto recorrente, uma vez que muitos acreditavam que a empresa alemã tinha a capacidade de desenhar e desenvolver carros. 

    E a liderança da marca acreditava que o que iria manter o negócio funcionado não eram os aviões, mas sim os carros. Essa mudança foi calculada e já estava sendo planejada durante alguns anos.

     Assim, a empresa preferiu concorrer num mercado menor e menos concorrido, o mercado dos carros domésticos. Para isso, a BMW adquiriu uma empresa na beira da falência, a Automobilwerk Eisenach, e utilizou a sua fábrica para produzir o primeiro carro da BMW, o Dixi DA1. Era uma variação do Austin 7 da britânica Aston Motor Company

    Os engenheiros da BMW aperfeiçoaram o modelo e lançaram a próxima geração no ano seguinte. Esse carro se tornou o primeiro a ser totalmente desenhado e construído pela BMW. Dito isso, a empresa estava longe de ser uma produtora de carros

    O foco da BMW nas motocicletas 

    O principal negócio da BMW eram motocicletas. No início de 1930, a empresa alemã era famosa pelos seus motores potentes na indústria de aviões e pelos designs arrojados das suas motos. 

    O sucesso sobre duas rodas foi o que financiou a empresa enquanto as novas tecnologias eram desenvolvidas. Dessa forma, a BMW continuou se desenvolvendo nas três frentes de negócios: motores de avião, carros e motocicletas

    Porém, a crise econômica alemã levou quase todas as empresas de carro à falência. Com exceção de 5 empresas. Em 1933, Adolf Hitler chegou ao poder e as coisas mudaram

    O novo momento da BMW durante a guerra 

    Ele reviveu a indústria alemã, levando estabilidade financeira ao país e dessa forma, reduziu os impostos. Isso construiu a infraestrutura necessária para a indústria crescer. 

    Obviamente, as intenções por trás das ações de Hitler eram desenvolver a engenharia alemã com foco militar, para ganhar uma vantagem em combate e desenvolver sistemas de transporte mais eficientes. Isso se alinhava com o seu plano a longo prazo, que resultou nos horrores presenciados durante a Segunda Guerra Mundial, mas ninguém poderia prever isso. 

    Dessa forma, até a Segunda Guerra começar, a BMW tirou vantagem das novas condições do mercado para melhorar seus motores de carro. Isso fez com que eles criassem o seu primeiro modelo autoral, que se tornaria sinônimo da marca: o sedã

    O carro teve um sucesso considerável, capturando 6% do mercado e vencendo o seu principal concorrente, o Daimler-Benz. Com isso, a BMW conseguiu se tornar uma referência no mercado automotivo alemão. Porém, pouco depois, os planos de Hitler iriam criar desafios para a BMW. 

    Entrando no mercado de luxo

    O primeiro desafio foi a crescente demanda por motores de avião que ocupou grande parte das capacidades da marca alemã. Com apenas uma das fábricas produzindo carros, a empresa estava perdendo dinheiro, mesmo com a grande produção. 

    A estratégia da BMW na época secretamente salvou a marca de uma falência que parecia certa. Ao invés de abrir outra fábrica, Popp decidiu mirar no mercado de carros luxuosos, onde as margens eram maiores e a demanda menor. Isso fez com que a marca visse lucros enormes até 1940. 

    A BMW precisou se tornar uma empresa militar 

    O segundo desafio foi a dominação hostil conduzida por Hitler. A guerra se aproximava e não havia mais espaço para produção comercial, apenas militar. Quem se opunha era expulso da empresa, incluindo o co-fundador da empresa, Frank Popp. 

    A BMW foi obrigada a se transformar em uma empresa de armamentos e utilizar o trabalho forçado. Quando a guerra acabou, as coisas não estavam boas para a empresa alemã. 

    Várias fábricas haviam sido bombardeadas e as restrições impostas pelos aliados eram absurdas. E para piorar, a única fábrica de carros da empresa havia ficado do lado errado do muro de Berlin. 

    Como a BMW sobreviveu no pós-guerra

    As boas relações entre as forças armadas americanas e os diretores da BMW salvaram a empresa e permitiram que ela continuasse no mercado. O foco agora era a produção de pequenos carros domésticos, bicicletas e máquinas agrícolas.

    Porém, a empresa nunca se distanciou completamente da sua identidade. Os antigos funcionários retornaram e o design da nova motocicleta estava sendo secretamente desenvolvido. 

    Em 1952, a BMW voltou a produzir carros e motocicletas. Apesar disso, nenhum dos seus produtos chegou a um número de vendas suficientes e no final da década, a empresa escapou por um triz de ser comprada pela rival Mercedes-Benz

    Com algumas oportunidades que uniram oportunismo e timing, a BWM encontrou seu caminho. Unindo profissionais talentosos, os novos caminhos da empresa foram desbravados a bordo do BMW 1500.

    Desde então, a empresa teve um sucesso enorme, com suas inovações no campo da engenharia e designs brilhantes. Isso foi essencial para expandir seus negócios internacionalmente. 

    A nova estratégia da BMW: o foco nos carros elétricos 

    A BMW tem mais de 100 anos. Ela não estaria aqui até hoje se não tivesse demonstrado um forte instinto estratégico e uma capacidade de adaptação enorme. E hoje, ela precisa dos dois mais do que nunca. 

    O horizonte do mercado automotivo está mudando. Ou seja, a sobrevivência das lendárias marcas, como a BMW, depende de uma transformação enorme e uma capacidade de criar estratégias focadas nos cenários complexos do mundo atual. E a liderança da BMW reconhece esse fato. 

    Aqui estão as três condições que permeiam o futuro complexo e desafiador da BMW: 

    1- O aumento da competição global, com a aparição de novos players em países como China e Coreia, que agora possuem alcance global. 

    2- Tendências mundiais que ditam o foco da indústria e tem se afastado das características tradicionais das construtoras de carros. A mobilidade com foco elétrico, conectividade e a digitalização se tornaram as novas arenas de competição. 

    3- O foco crescente na sustentabilidade e impacto ambiental que tem surgido tanto dos compradores quanto das forças reguladoras do mercado. Tudo isso seguido pela preocupação com o impacto social das ações comandadas pelas grandes empresas. 

    Assim, a “Estratégia do Grupo BMW” é uma aposta na transformação do futuro da indústria. “Nós vemos o futuro como elétrico, digital e circular”. A BMW separa as suas operações em três segmentos. 

    1- O segmento automotivo; 

    2- O segmento de motocicletas;

    3- O segmento de serviços financeiros.

    O luxo continua ditando as regras na BMW 

    O segmento automotivo trabalha com três marcas: BMW, MINI e Rolls-Royce. Uma rápida passada de olho nos permite entender que o grupo foca o mercado de alto padrão, com produtos que variam entre premium e ultra luxuoso. 

    A Rolls-Royce trabalha apenas com o ultra luxoso, enquanto a MINI oferece o premium e a BMW une as duas propostas, indo do premium até o mais caro dos carros ultra luxuosos. O grupo está com uma estratégia alinhada, porém cada marca irá se adaptar da sua maneira, no seu próprio ritmo. 

    A estratégia da BMW para conquistar o mercado dos carros elétricos

    Veículos elétricos tem sido um tema bastante popular nos últimos anos. Isso se deve muito a dois fatores: a demanda e as regulamentações. Sendo assim, a BMW está focada em se tornar um dos maiores players do setor. Os objetivos da empresa são: 

    • Fazer com que mais de 30% dos carros produzidos sejam elétricos até 2025. 
    • Fazer com que mais de 50% dos carros produzidos sejam elétricos até 2030. 
    Relação entre o número de carros híbridos e elétricos entre 2016 e 2021. 

    Esses são objetivos ambiciosos e mostram uma mudança significativa de direção no foco dos negócios. E isso requer uma enorme mudança interna. 

    Os principais rivais da BMW no mercado de carros elétricos

    Ainda assim, o sucesso não é garantido porque esse é um setor bastante povoado e a empresa alemã enfrentará uma concorrência bastante forte. Conheça alguns dos concorrentes: 

    • TESLA: a rainha dos carros elétricos defende a sua posição muito bem, trazendo constantes inovações na potência das baterias e capacidades de seus chips. Tudo isso com um time de extremo talento que se mantém dentro da empresa;
    • A Honda se filiou à Sony para entrar no mundo dos carros elétricos e a Xiaomi anunciou planos de construir uma montadora de carros elétricos; 
    • A General Motors e a Nissan também criaram seus próprios objetivos ambiciosos e trouxeram grandes propostas para o mercado. Enquanto isso, a Ford viu uma demanda inesperada pelo seu F150 totalmente elétrico crescer e a Toyota prometeu oferecer 30 modelos de carros elétricos até 2030;
    • A Mercedes-Benz entrou no mercado de forma agressiva com o seu Mercedes EQ Range;. 
    • O investimento chinês em infraestrutura diminui a barreira de entrada para os novos players e as marcas chinesas estão aumentando a sua competitividade. 

    Nem todas são competidoras da BMW. Entretanto, a presença de todas essas montadoras monta um cenário mais competitivo, que não pode ser ignorado. 

    Assim, se a empresa alemã quiser sobreviver e realizar todos os seus ambiciosos objetivos, precisa levar tudo isso em consideração na montagem das suas estratégias. E é isso que tem sido feito. 

    Dessa forma, a estratégia da BMW para os carros elétricos é agressiva, estruturada e desenvolvida com antecedência. O modus operandi da marca quando o assunto é a eletromobilidade tem 3 fases distintas. 

    O plano de 3 fases da BMW 

    Na fase inicial, o Grupo BMW lançou o BMW i3, totalmente elétrico, em 2013. No ano seguinte, o mundo foi apresentado ao BMW i8, com uma tecnologia mais inovadora e um design futurista. 

    Na segunda fase, que também é a atual, o MINI Cooper SE e o BMW iX3 são os centroavantes do ataque alemão. Assim, o grupo busca ter pelo menos um modelo totalmente elétrico entre todos os modelos-chave da empresa até o final desse ano. 

    Dessa forma, a transformação passa pelo desenvolvimento do seu time interno e pela reestruturação de todas as suas fábricas, especialmente na Alemanha. Afinal, isso fará com que a capacidade de criar carros elétricos aumente e também incorpora os planos de desenvolvimento de um ecossistema de carregamento. 

    Na sua terceira fase, a BMW pretende lançar a sua linha de produtos 100% elétricos, a Neue Classe. Essa linha de carros elétricos será categorizada pela completa mudança nas tecnologias.

    Ou seja, isso inclui carros com piloto automático, uma geração de trens elétricos de alta performance e um novo design gerado exclusivamente para os seus carros elétricos. A Neue Klasse também irá incluir as motocicletas da Rolls-Royce e da própria BMW. 

    Além disso, há um desejo de levar a tecnologia dos carros elétricos para o mundo das motos. A iniciativa elétrica do grupo não está isolada

    Ela se amarra a digitalização da marca e às suas iniciativas em prol da sustentabilidade. Dessa forma, fazendo com que tudo fique coeso. 

    A estratégia da BMW para entrar no mundo digital 

    Segundo a visão da BMW, o futuro do automobilismo é altamente digitalizado, aumentando a conectividade entre as marcas e os usuários. A empresa está indo agressivamente nessa direção, com foco na sua transformação digital com dois pilares: 

    1- Iniciativas que melhora as operações;

    2- Iniciativas para aumentar a digitalização dos produtos;

    Nas suas operações, por exemplo, a empresa implementa uma estratégia de manutenção preventiva, para prevenir problemas de produção desnecessários. Dessa forma, incluindo também o uso de sensores, análise de dados baseado em cloud e inteligência artificial. 

    Isso também foi fundamental para desenvolver um caminho do usuário completo, focado em vendas online. E com isso, ferramentas digitais para apoiar a experiência do usuário dentro das lojas online. 

    Nos seus produtos, a BMW está desenvolvendo um software apropriado para todos os aspectos de engenharia dos seus veículos e para serviços adicionais para seus clientes. Por exemplo, agora são oferecidas atualizações de software de maneira remota. 

    Desde 2020, a empresa tem oferecido os aplicativos My BMW e MINI. A BMW também busca desenvolver tecnologias para carros com piloto automático

    O foco da BMW na automação e experiência do cliente

    O futuro está na automação. E isso faz com que as empresas de luxo, como a BMW, foquem em criar uma experiência de passeio dentro do carro ao invés de focarem em uma experiência de direção 

    Tudo isso porque as empresas têm visado um futuro em que os carros possuem piloto automático e quem até então era motorista, se torna passageiro. O foco sai da direção e passa a estar na experiência da cabine como um todo. Isso pretende transformar cada viagem em um passeio agradável e sustentável. 

    As estratégias da BMW para se tornar uma marca sustentável 

    Com a chegada de legislações mais rígidas quando o assunto é sustentabilidade, as marcas do mundo automobilístico tiveram que colocar mais atenção no impacto ambiental dos seus carros

    Por consequência, isso se tornou um tema durante as reuniões estratégicas. As empresas mais prudentes desenvolveram meios de lidar com essas legislações ou pelos menos se adaptar a elas. 

    Sendo assim, a BMW criou objetivos enormes em relação à sustentabilidade e mobilizou recursos significativos para realizá-los. Para isso, o grupo integrou seus conceitos de mobilidade elétrica com as suas estratégias de sustentabilidade.

    Ou seja, isso muda todas as capacidades operacionais, desde o design de produto até o desenvolvimento desses produtos através da reciclagem para alcançar os objetivos de sustentabilidade. Mas para além da demanda e exigências regulatórias, existe um terceiro motivo para as mudanças dentro da BMW. 

    A carência de materiais de alta qualidade afeta a BMW

    Um desafio sentido na indústria automobilística durante 2021 e persiste até hoje é a carência de matéria-prima de qualidade para a produção dos carros. A resposta da BMW para isso foi o conceito de circularidade. 

    Esse conceito se baseia em 4 princípios: Re:think, Re:duce, Re:use e Re:cycle. O principal objetivo é criar um ciclo de materiais fechado, que dará para a empresa uma fonte alternativa de material secundário. 

    Além disso, o Grupo BMW também implementou várias iniciativas para aumentar a sua eficiência energética e a quantidade de energia proveniente de fontes renováveis. Entretanto, sempre existem desafios e em 2021, a carência de semicondutores aumentou o consumo de energia em algumas das fábricas. 

    Dito isso, a empresa espera diminuir esses índices com o passar dos anos. Como uma prova de comprometimento, a BMW anunciou a criação de um carro chamado de BMW i Vision Circular, que será feito inteiramente de materiais reciclados e será 100% reciclável. 

    Como a BMW está se transformando de dentro para fora

    Atrair, reter e desenvolver profissionais talentosos é essencial para o sucesso da transformação da BMW. Para se tornar uma empregadora atraente, a empresa oferece os seguintes benefícios: 

    • Remuneração acima da média do mercado;
    • Uma variável baseada na performance da empresa;
    • Benefícios adicionais como uma aposentadoria dentro da empresa e auxílio para mobilidade;
    • Uma vasta gama de opções nas modalidades de trabalho, como horas flexíveis, trabalho remoto, dias sabáticos e feriados adicionais. 

    Essas condições favoráveis fizeram com que a BMW conquistasse uma série de prêmios. Isso colocou a empresa no topo, vencendo todas as rivais no ramo automobilístico em diversas pesquisas feitas por prestigiados institutos. 

    Para reter os profissionais, a BMW propõe: 

    • Conduzir pesquisas internas com os colaboradores a cada dois anos para garantir a performance da empresa, de dentro para fora. A última foi feita em 2021 e demonstrou um progresso significativo em todas as áreas pesquisadas; 
    • Encorajar os colaboradores a exporem suas ideias em relação a áreas que fogem do seu dia a dia e recompensar as que geram progresso financeiro para a empresa. Em 2021, a empresa pagou €30,4 milhões de euros em bônus;
    • Treinar seus colaboradores. Em 2021, a BMW lançou sua maior frente de treinamentos na história da empresa. Com isso, a marca consegue aumentar a expertise dos seus funcionários em diferentes frentes. 

    Mas afinal, por que a BMW faz tanto sucesso? 

    O sucesso da BMW se deve a sua inovação nos campos da engenharia e do design. Além disso, a capacidade de criar estratégias sóbrias em relação ao que irá levar a marca ao caminho de inovações e novos mercados. 

    Lucros da BMW em milhões de euros entre 2007 e 2021. 

    A empresa tem uma longa história de inovação que a ajudou a se destacar na indústria automobilística. Além disso, a BMW sempre esteve focada em garantir que seus clientes estejam satisfeitos em relação aos seus carros

    Dessa forma, ao longo dos anos, a BMW evoluiu a sua relação com os compradores dos carros, criando uma base de clientes leais (até fanáticos, para alguns). 

    Assim, a marca alemã pretende “se tornar a maior fornecedora de produtos e serviços premium de mobilidade individual.” e as estratégias para tornar esse objetivo em realidade já estão traçadas. O futuro da BMW é o futuro da indústria de automóveis.

    O que o sucesso da BMW pode nos ensinar? 

    Tudo que vimos até agora faz parte de um grande aprendizado que a BMW recebeu e hoje ensina: aposte em uma visão clara e educada sobre o futuro. Ou como dito por Dener Lippert, fundador e CEO da V4 Company: “o melhor remédio para a ansiedade é um planejamento de longo prazo“. 

    Assim, também é importante lembrar que não existe estratégia que esteja 100% preparada para o que o futuro pode reservar. Quando a sua indústria se desenvolver, tenha certeza que você está pronto para as novas possibilidades. Para isso: 

    1. Aumente a sensibilidade da sua empresa para as mudanças do mercado e tendências de mercado. Tenha processos de recolhimento de data baseados na análise de dados. 
    2. Elabora uma hipótese para o futuro da sua empresa e deixe-a clara e fácil de entender. 
    3. Decida quem você quer que esteja com você quando chegarem nesse futuro que você planejou. E o que você precisa para que ele se torne realidade. 

    Estratégias com a da BMW aplicadas no seu negócio 

    Para chegar onde chegou, a BMW enfrentou inúmeros desafios. Afinal, a empresa sobreviveu a duas guerras mundiais e se tornou sinônimo de luxo e alta performance dentro da indústria automotiva. 

    Entretanto, essas conquistas só foram possíveis por meio de estratégias que guiaram a marca alemã durante os seus mais de 100 anos. Dessa forma, entender o momento da empresa e do mercado foram duas habilidades fundamentais que as lideranças da BMW aperfeiçoaram através dos anos. 

    Pensando nisso, a V4 Company desenvolveu um método que atua de forma exclusiva para cada negócio, independente do setor. E através dele, é possível entender o momento da sua empresa e quais estratégias seguir a partir dele.

    Esse é o Método V4, que atua por meio de 4 pilares do marketing digital: tráfego, engajamento, conversão e retenção. Com o alto custo de ter um time interno com foco em marketing, o Método V4 surge como uma forma mais rápida de alcançar grandes resultados.  

    Ou seja, um método pensado para empresas que procuram atuar no mercado digital, mas não possuem um time de marketing para isso. Como uma assessoria de marketing, oferecemos serviços por meio de um time especializado de alto desempenho, onde o foco é gerar resultados expressivos para os clientes

    Para conhecer um pouco mais sobre a V4 Company, assista nosso vídeo:

  • Qual foi a estratégia da Sony para ser um case de sucesso

    Qual foi a estratégia da Sony para ser uma gigante da tecnologia mundial

    Hoje, a Sony é uma das maiores empresas do mundo. Entenda qual foi a estratégia da marca japonesa que se consolidou pela qualidade e inovação em seus produtos e hoje desfruta da sua reputação. 

    Mas nem sempre foi assim. A história da Sony é a história do Japão pós-Segunda Guerra Mundial. Ou seja, há muita determinação, trabalho duro e ideias inovadoras. 

    Nesse artigo, iremos conhecer mais sobre como essa empresa de Minato, em Tóquio, se transformou na potência que é hoje. Mas para isso, precisamos voltar para o final da Segunda Guerra. 

    O começo da Sony 

    Era março de 1945. A Segunda Guerra Mundial estava a todo vapor e os bombardeios das tropas aliadas haviam despedaçado o Japão. O bombardeio em Tóquio foi tão devastador que colocou o exército japonês, conhecido pela sua coragem ancestral, que vem desde os famosos samurais, em estado de pânico. 

    Isso fez com que reforços especiais fossem chamados. Essa situação atípica uniu duas figuras excepcionais. Akio Morita, um especialista em armas, e Masaru Ibuka, um sargento da marinha japonesa. Eles não sabiam na época, mas a parceria firmada pelos dois se tornaria o que hoje conhecemos como a Sony. 

    Você sabia que a Sony já teve outro nome? 

    Quando a Segunda Guerra Mundial terminou, levou com ela as carreiras militares de Morita e Ibuka. O Japão mergulhou em uma fase sombria, com alguns dos piores índices de desemprego da sua história. Sendo assim, a dupla precisava encontrar formas de garantir um sustento de qualquer maneira. 

    Dessa forma, em 1946, Ibuka começou a trabalhar em uma pequena oficina na loja Shirokiya. Seu trabalho era consertar rádios. Em outubro, ele se uniu com o seu time para formar a Tokyo Tsushin Kenkyujo. A empresa também ficou conhecida como Totsuken, ou apenas TTK

    Os conversores como primeira estratégia da Sony

    Como acontece com todo novo negócio, Ibuka e seu time começaram a buscar um nicho de mercado. Uma oportunidade que mais ninguém tinha percebido. Essa oportunidade apareceu quando eles perceberam que havia uma forte demanda no mercado por adaptadores, ou como eles chamavam, conversores

    A informação móvel havia praticamente deixado de existir no Japão durante a guerra. Enquanto alguns rádios haviam sido danificados pelo caos que se instalou, outros haviam sido desconectados das ondas de rádio. 

    Isso foi uma estratégia utilizada pelo Império Japonês para evitar que a população tivesse acesso à propaganda inimiga. Dessa forma, os japoneses estivessem sedentos por informação com o final da guerra. 

    E Ibuka viu isso como uma oportunidade de ouro. Sua equipe criou um conversor que dava a rádios normais, acesso às ondas que estavam sendo transmitidas

    Dessa forma, as pessoas poderiam sintonizar em qualquer estação que quisessem ouvir normalmente. Conforme os conversores passaram a ganhar popularidade, a empresa chegou a uma coluna prestigiada de um jornal local. 

    Ali, Akio Morita leu sobre seu antigo parceiro, Ibuka, e ficou impressionado. Isso fez com que ele entrasse em contato com seu ex-colega de exército e os dois formaram uma parceria em maio de 1946. 

    Mas não se iluda: tudo o que eles tinham eram $500 dólares em capital emprestado e um desejo de conquistar o mundo dos eletrônicos. Porém, como o tempo provou, isso foi o suficiente. 

    O primeiro grande fracasso da Sony 

    Caso você esteja pensando que a partir do momento em que Ibuka e Morita firmaram sua parceria, a TTK cresceu para se tornar a Sony, você precisa ir com calma. A jornada da Sony é, antes de tudo, inesperada. O primeiro produto oficial da marca foi uma panela de fazer arroz. Sim, você não leu errado, é isso mesmo. E foi um fracasso enorme. 

    A ideia por trás do produto, que pode parecer absurda, veio com os danos que a guerra deixou no Japão. Como o dinheiro permanecia curto, algumas pessoas compravam os rádios com conversores utilizando dinheiro. Porém, outras ofereciam arroz. 

    Sendo assim, a dupla teve uma ideia: eles iriam ajudar seus clientes a cozinhar arroz com a eletricidade. Adicionar eletrodos de alumínio em uma panela de madeira parecia funcionar, até que isso começou a estragar o arroz. Ou deixava cru, ou passava do ponto. 

    O primeiro produto da Sony foi oficialmente um fracasso. A panela elétrica gerou apenas $300 dólares de lucro e a TTK viu apenas $7 mil dólares de faturamento no seu primeiro ano. 

    O próximo produto da TTK foi uma almofada aquecida. Outro fracasso colossal. A futura gigante ainda não tinha conseguido encontrar algo que conversasse com o público e pudesse ser entregue. 

    Isso ensinou uma importante lição: entender as necessidades do consumidor enquanto utiliza designs únicos e inovadores. Isso tudo com um capital extremamente limitado. 

    No seu começo, a TTK sofria com pouca mão de obra e uma oficina sem janelas. Mas a capacidade de improvisar da sua dupla fundadora foi essencial para manter a empresa de portas abertas enquanto muitas outras teriam desistido ou simplesmente falido. 

    Dessa maneira, essa capacidade não fez apenas com que a empresa sobrevivesse. Isso construiu o alicerce que iria ser o motivo do crescimento no futuro. 

    A ideia que colocou a Sony no mapa mundial 

    Thomas Edison, considerado o maior inventor estadunidense por muitos, sempre foi muito transparente sobre seus fracassos. Ele dizia que “nunca errei. Eu apenas encontrei 10 mil formas que não funcionaram”. Com Ibuka e Morita, a história não foi muito diferente. 

    Os dois tiveram uma série de fracassos, um atrás do outro. Na verdade, Ibuka quase desistiu dos produtos para casas. Morita precisou convencer o colega a continuar inovando, criando e por consequência, conquistando.

    Na época, pareceu que as panelas de arroz e as almofadas aquecidas não foram fracassos. Foram apenas exemplos de produtos que não funcionaram no mercado japonês. Ou seja, era uma questão de tentativa e erro até chegar ao acerto. E ele chegou em 1950

    O gravador de fita que mudou a história da Sony 

    Após os fracassos com produtos para a casa, a dupla resolveu mudar de nicho. Vendo que essa área não estava dando o retorno esperado, Ibuka e Morita resolveram investir em produtos eletrônicos

    Em 1949, um novo gravador de fita investido pela Japan Broadcasting Corporation tomou conta do mercado. Apesar dos gravadores ainda não serem populares no Japão, Ibuka olhou para eles e imediatamente teve uma ideia. 

    Utilizando a sua capacidade de inovar, a TTK criou dois protótipos de gravadores: 

    • G-Type: utilizado principalmente para propósitos industriais, ele conseguia gravar até 60 minutos de áudio. 
    • A-Type: Criado para o uso doméstico, esse modelo podia gravar até 30 minutos de áudio. 

    Quando foram lançados em 1950, a demanda pelo G-type foi grande, pelo fato do aparelho ser visto como uma boa ferramenta de aprendizado. Dito isso, o mercado japonês não era um grande entusiasta de gravadores na época. 

    Em resposta a isso, a Ibuka seguiu sua cartilha e inovou de forma estratégica. Devido ao seu passado militar, ele teve acesso a um livro do exército americano. Chamado de “Os 999 usos de um gravador de fitas”. Agindo de maneira brilhante, Ibuka criou uma estratégia de marketing baseada em traduzir o livro e o espalhar

    Conforme o público japonês começou a entender os usos de um gravador de áudio, as vendas começaram a decolar. A tradução e divulgação de um simples livreto se provou ser uma estratégia de marketing brilhante. 

    E essa estratégia levar a TTK de uma oficina sem janelas para um prédio em Shinagawa. A jornada rumo ao todo havia começado. 

    Os transistores como estratégia de crescimento da Sony

    Após descobrir sobre a existência do gravador, Ibuka percebeu que precisava ficar atento para inovações no mercado global de eletrônicos. E precisava descobrir novos produtos que pudessem se tornar oportunidades de negócio. 

    Isso se provou muito útil novamente em 1952, quando ele descobriu a existência de uma tecnologia chamada transistor. Naquela época, os eletrônicos para o grande público eram compostos por tubos a vácuo

    Infelizmente, essa tecnologia, além de ocupar muito espaço, também precisava de muita energia para funcionar. Enquanto um tubo utilizava um watt inteiro, o transistor precisava de um milionésimo de watt para operar. 

    Dessa forma, Ibuka percebeu imediatamente a capacidade que a tecnologia possuía. E percebeu também que o futuro da TTK poderia estar ali, caso fosse bem utilizada. 

    A tecnologia dos transistores havia sido criada pela Bell Laboratories, mas estava sendo comercializada pela Western Electric. O problema era o preço: $25 dólares. Apesar de não parecer muito hoje, esse valor era convertido em 9 milhões de ienes. Comprar essa tecnologia fez com que a TTK quase fosse a falência. 

    Esse era o momento derradeiro para a empresa. Mas capital não era tudo. A tecnologia já estava sendo usada há anos nos Estados Unidos e a dupla de empreendedores japoneses sabia que iria precisar subir o padrão para ser inovadora. 

    Os transistores existentes tinham um problema: eles não eram potentes. Isso fez com que Morita se desafiasse para criar uma solução. A saída encontrada foi adicionar fósforo ao germânio do qual o transistor era formado. Isso aumentava consideravelmente a potência do produto. 

    Sendo assim, o primeiro rádio com transistor criado no Japão foi lançado ao mercado em 1955. Batizado de TR-55, o rádio era pequeno, portátil e foi um sucesso imediato. 

    O rebranding como estratégia da Sony 

    Os rádios não eram produtos inovadores nessa época. Uma empresa americana chamada Regency Eletronics já havia lançado um rádio com transistor alguns meses antes. Porém, o produto da Sony era superior em qualidade e principalmente, potência

    Para a empresa, isso foi a chave que abriu as portas do ocidente. Morita e Ibuka viajaram para os Estados Unidos para vender seus rádios e expandir seu mercado consumidor. Mas a dupla foi recebida com um impeditivo. 

    Os americanos consumiam seus produtos baseados em familiaridade. Sendo assim, uma empresa chamada Tokyo Tsushin Kenkyujo, ou a sua forma reduzida, Totsuken, não tinha o apelo esperado pelos consumidores ianques.

    Pelo contrário, era difícil de pronunciar e soava muito distante do que era desejado pelos compradores do país. Isso ocasionou uma queda brusca nas vendas, o que já era temido pela dupla de criadores.

    Sony: um novo nome para a TTK 

    Sendo assim, eles entenderam que era necessário mudar o nome da empresa para algo mais simples: Sony. O nome veio da palavra latina “Sonus”, que se traduz para “Som”. 

    Uma vez que a empresa estava criando rádios, fazia sentido utilizar um nome que já deixava isso bastante evidente. Sony também se aproxima de “Son”, que além de significar filho em inglês (o que deu um tom fraternal para a empresa), significa jovem criativo e inovador em japonês. 

    Dessa forma, 1955 também ficou marcado como o ano em que a empresa mudou seu nome para Sony. A nova imagem de marca colocou a Sony no mapa mundial, sendo a catapulta para o sucesso que Ibuka e Morita tanto haviam lutado para conquistar. 

    Criando uma boa relação com o público 

    O gravador de fitas da Sony foi uma invenção brilhante, mas o mercado japonês ainda não tinha o nível de consciência necessário para o produto. Utilizando um livro que já existia, a empresa melhorou o seu marketing e soube se comunicar com o consumidor final para explicar o que o produto podia fazer. 

    Da mesma maneira, o TR-55 era um produto excepcional. Mas não vendia bem nos Estados Unidos devido ao nome complicado da empresa. 

    Ibuka e Morita foram rápidos e mudaram o nome para algo que iria criar uma boa relação com o novo público. Dessa forma, a Sony agregou ao seu DNA um branding focado em criar uma conexão genuína com os clientes. Isso foi fundamental para a ascensão da marca. 

    A entrada da Sony no mercado de música e TV 

    Uma empresa pequena pode se especializar em um produto. Porém, se um negócio tem a ambição de crescer e se tornar uma força no mercado mundial, a história ensina que possuir um portfólio variado é fundamental

    Vamos utilizar os exemplos de Apple, Panasonic, Microsoft ou Nestlé. Mesmo sendo de diferentes nichos do mercado, essas empresas se tornaram conglomerados globais, gerando milhões em lucro por minuto. E o que todas têm em comum? Diversidade de produtos

    Morita e Ibuka entenderam que precisavam continuar inovando, criando e crescendo. Para encher as próximas três décadas de produtos significativos e colaborações lendárias, a empresa transformou o “Feito no Japão” no que hoje é o “Feito na China”. 

    O que isso significa? Que dentro do mercado mundial, quase todos os eletrônicos considerados de qualidade viriam do país do sol nascente. 

    O Rádio Pocket da Sony

    Uma distribuição limitada nos EUA significou que o TR-55 não estava tendo o sucesso esperado, mesmo após a mudança de nome. Dito isso, isso inspirou uma movimentação da empresa rumo a rádios menores e mais portáveis. 

    Sendo assim, a Sony lançou o TR-63 e foi um tiro certeiro. Esses rádios foram vendidos como perfeitos para serem carregados no bolso, muito portáteis e extremamente úteis. 

    Como resultado, as pessoas correram para as lojas e o novo rádio se tornou um produto inovador. Vendendo apenas 100 mil unidades em 1955, o rádio passou a vender aproximadamente 5 milhões de unidades ao final de 1968

    E sabe qual a parte mais impressionante disso tudo? O TR-63 não cabia na maioria dos bolsos da época, mesmo esse sendo o principal gatilho do marketing ao redor do produto. 

    Quando a equipe de marketing da Sony percebeu que o rádio não cabia na maioria dos bolsos, eles customizaram os bolsos da equipe de vendas para que pudessem alinhar as campanhas. Isso gerou muitos resultados e aumentou as vendas

    Como a Sony utilizou a mídia como estratégia de crescimento 

    Os rádios foram apenas o começo. Logo, os times de pesquisa e desenvolvimento da Sony estavam surpreendendo o mundo todo com seus produtos únicos. 

    • TV8-301: Uma pequena televisão com transistores foi produzida em 1960 e foi considerada mais útil e conveniente do que as típicas televisões da época, que utilizavam a tecnologia dos tubos de vácuo; 
    • Sony Trinitron: As televisões Triniton eram um salto de tecnologia em relação às televisões em preto e branco da época. Elas eram coloridas, brilhantes e tinham altíssima qualidade. Desde o seu lançamento, as televisões da Sony foram um sucesso absoluto. 

    Enquanto os consumidores ouviam falar da “Número 1 do Japão”, a clientela da Sony cresceu. O que começou no país do sol nascente havia chego no ocidente e estava lá para ficar. E não apenas ficar, mas para tomar conta do mercado

    A entrada da Sony na era da música digital 

    Uma vez que a Sony havia se estabelecido no mercado do rádio e televisão, a empresa decidiu entrar para o mundo da música. Para essa nova aventura, eles decidiram se unir à CBS Inc. e fundaram a CBS Sony Records

    A nova empresa produzia vinis e lançou o primeiro gravador de vídeo cassete em 1971. Como pioneiros de uma tecnologia tão brilhante, a Sony recebeu um Emmy como homenagem. 

    Essa movimentação foi dirigida por Norio Ohga, o mesmo homem que trabalhou para a Ópera japonesa e foi um duro crítico do gravador de áudio da Sony. A dupla de fundadores logo percebeu que queria um homem de pensamento critico ao seu lado. 

    Ohga foi um dos responsáveis pelo sucesso futuro da empresa, se tornando presidente da Sony nos anos seguintes. Em 1988, a empresa japonesa comprou todas as ações da CBS Sony Records, tornando-se tornando a única dona. 

    Depois de muitas colaborações de sucesso, com cantores como Michael Jackson, não é surpresa que hoje a Sony seja a maior gravadora do mundo. O faturamento da gravadora chega aos $3.2 bilhões de dólares mensais

    Gráfico receita do departamento musical da Sony entre os anos de 2008 e 2023. Valor em bilhões de dólares.
    Receita do departamento musical da Sony entre os anos de 2008 e 2023. Valor em bilhões de dólares.

    A batalha entre Sony e a Panasonic 

    A Sony firmou uma parceria com a Matsushita Electric (atualmente conhecida como Panasonic) para criar um formato de videocassete em 1969. Mas por ser um produto caro e não vender como o esperado, as duas empresas se separaram. 

    Dito isso, as duas continuaram trabalhando com seus formatos. O resultado? Uma das maiores batalhas para decidir formatos já vistos. A Sony criou, em 1975, o Betamax. Um produto de qualidade superior que conseguia gravar até uma hora de conteúdo. Apesar de ser o melhor produto no mercado, o Betamax não foi páreo para o VHS, formato criado pela Matsushita

    O VHS era mais barato e se beneficiou da boa vontade da clientela gigantesca da empresa. Isso fez com que o formato se tornasse imensamente lucrativo. Porém, mais uma vez, a Sony aplicou as suas habilidades de observar o mercado. Vendo o sucesso que o VHS estava fazendo, a empresa criou o gravador de VHS como resposta. 

    Como o Walkman se tornou o produto mais vendido da Sony

    Se você achou que a década de pesquisas e inovações da Sony havia terminado, você pensou errado. A companhia não se limitou a continuar apenas produzindo os seus produtos tradicionais. 

    Os pensadores da Sony estavam sempre trabalhando, mesmo quando não tinham a intenção de inovar. O melhor exemplo disso é o Walkman. Um tocador de fitas portátil que se tornou um dos produtos mais populares de todos os tempos. 

    A ideia nasceu com Norio Ohga, que simplesmente queria poder ouvir música enquanto caminhava. A ideia foi como uma faísca e assim nasceu o tocador de fita que cabia no bolso e vinha acompanhado de fones de ouvido com altíssima qualidade. 

    Como os fones já estavam sendo produzidos, a ideia precisou de apenas cinco meses para sair do papel. Em primeiro de julho de 1979, a Sony lançou o Walkman, que vendeu 385 milhões de unidades. Por ser um produto sem precedentes, o Walkman foi um fenômeno. Isso tudo custando $150 dólares, um preço bastante alto para a época. 

    Mais tarde, a Sony se uniu a Philips para criar o disco compacto (CD) e inventar o tocador de CD em 1982. Isso foi o marco da passagem da música para o digital. 

    Como a Sony entrou no mundo dos filmes 

    Se você é fã de cinema, é impossível nunca ter cruzado com um dos filmes produzidos pela Sony. Isso se deve pela diversificação de mercado que a empresa fez no final dos anos 80. 

    Em 1989, a Sony comprou a Columbia Pictures Entertainment por $3.4 bilhões de dólares. Foi um movimento ousado se levarmos em consideração que a Columbia vinha com $1 bilhão de dólares em dívidas

    Apesar disso, a decisão permitiu que a Sony tivesse acesso a uma vasta biblioteca de filmes. Além disso, a empresa japonesa também adquiriu uma fortaleza no mercado do entretenimento americano, uma vez que a Columbia era uma referência da área. 

    Com o tempo, a decisão se mostrou acertada. A Sony produziu filmes como 007: Operação Skyfall, O Código Da Vinci e os cinco filmes do Homem Aranha antes de ceder o personagem de volta para a Marvel

    Caso queira saber mais sobre como a Marvel se tornou uma potência no cinema, leia nosso texto sobre as estratégias da Disney.

    A Inovação é a estratégia da Sony para se manter no topo

    Essas movimentações ousadas só provaram algo que a Sony sabia há muito tempo: inovar é a chave de um sucesso duradouro. A empresa enfrentou competições acirradas contra suas concorrentes e até mesmo contra a política de alguns países. 

    Isso fez com que eles precisassem inovar para se manter à frente. Desde o VHS até Walkman, a empresa percebeu que um produto de sucesso tem uma vida útil limitada para o público. É preciso estar sempre produzindo produtos novos, uma vez que a demanda dos consumidores por novidade nunca irá cessar. 

    Sendo assim, inovar é a única maneira de permanecer no topo por tanto tempo. E nenhuma empresa entende disso tão bem quanto a Sony. 

    A diversificação como principal estratégia da Sony 

    Ao final dos anos 80, as coisas estavam ótimas para a Sony. A empresa havia se expandido para novos mercados e tinha muita força no mercado da música. Além disso, o seu departamento de pesquisa e produção era o melhor e mais inovador do mundo. 

    A Sony registrou um lucro recorde de $384 milhões em 1990. Isso foi um aumento de 35% em relação ao ano anterior. Porém, como em todo negócio, existem ciclos seguidos por fases ruins. A recessão do começo dos anos 90 foi um momento desafiador para a Sony. 

    Apesar disso, como a empresa japonesa lidou com isso é digno de inspiração. Vamos entender um pouco melhor. 

    Como a Sony revolucionou o mundo dos games 

    A Sony decidiu adentrar no mundo dos games no final dos anos 80. Para isso, eles convocaram a gigante Nintendo para uma parceria. Porém, a compatriota japonesa recuou em 1992 e a parceria acabou não dando resultados. Sendo assim, a Sony se viu sozinha em um novo mercado. 

    Isso fez com que a Sony recuasse? Jamais. A empresa continuou trabalhando na produção do seu novo console e apesar dois anos depois, o Sony PlayStation foi lançado no mercado japonês. 

    O sucesso foi imediato e o console vendeu mais de 100 mil unidades no primeiro dia. Ao final dos 6 primeiros meses, já eram mais de 2 milhões de unidades vendidas. O risco havia dado resultados e a Sony provou que não precisava da Nintendo para ser uma potência no mercado dos games. 

    O Playstation foi lançado nos Estados Unidos um ano depois e as vendas continuaram subindo. A Sony havia revolucionado o mundo dos games e o resto do planeta estava prestes a descobrir.

    Apesar do falecimento de Morita em 1999, a inovação não parou na empresa. 

    Em 2000, o Playstation 2 foi lançado, se tornando um dos videogames mais vendidos da história. 

    Até os dias atuais, o produto vendeu mais de 158 milhões de unidades e continua trazendo novas variações. Atualmente, o Playstation 5 está no mercado e hoje é impossível pensar em games sem pensar na Sony. 

    A estratégia da Sony para entrar no mercado mobile 

    O próximo passo na evolução da Sony foi a entrada no mercado dos celulares em 2001. A empresa trabalhou a quatro mãos com a Ericsson, em uma parceria 50-50. A parceria foi batizada de Sony Ericsson

    O primeiro produto foi o celular chamado T65, de design arredondado. O produto foi bem recebido pelo público ao redor do mundo. 

    Em 2012, a empresa foi comprada e renomeada para Sony Mobile Communications. Dessa vez, a empresa estava competindo no mercado de smartphones com o Sony Xperia

    Quantidade de smartphones Sony Xperia importados no mundo entre 2016 e 2020. Valores em milhões. 

    Dito isso, a impressão foi de que talvez o mercado mobile não fosse para a Sony. Com as vendas decadentes e praticamente nenhuma presença de mercado atualmente, o que começou bom, como Sony Ericsson, se tornou um fracasso no futuro. 

    A entrada da Sony no mercado financeiro 

    Em 2001, a Sony tomou uma decisão inesperada. Criaram o Sony Bank. A ideia de entrar no mercado financeiro vem desde 1950, quando Morita visitou Chicago. 

    O inventor ficou impressionado com a magnitude dos bancos americanos e não entendeu como empresas de seguros e institutos financeiros conseguiam construir coisas daquela magnitude. E naquele momento, ele decidiu que a Sony iria para o mercado financeiro algum dia. 

    Apesar do desejo de Morita só ter se realizado após a sua morte, o Sony Bank foi criado como um banco online. Com o intuito de facilitar depósitos e troca de câmbio, o banco continua sendo uma boa fonte de renda para a empresa. 

    Como a Sony criou a primeira TV de OLED do mundo. 

    Mantendo a tradição de inovação, a Sony criou a primeira TV de LED do mundo em 2007. Ela foi batizada XEL-1

    Essa foi uma das televisões mais finas de todos os tempos. Com uma qualidade de imagem impressionante e consumindo menos energia, a XEL-1 foi um sucesso. 

    O produto recebeu muitas críticas positivas ao redor do mundo e foi vendido ao redor do mundo. Alguns anos depois, a Sony criou a sua TV de ultra definição, conhecida como 4K. A qualidade de imagem foi um marco e até hoje é vista como o melhor produto da área. 

    A Sony ensinou uma lição muito importante: corra riscos. A experiência da empresa em se tornar um conglomerado ensinou que a diversificação pode ser um ótimo caminho para o sucesso.

    Apesar de ter começado a sua jornada com eletrônicos, a Sony expandiu seus horizontes e se aventurou no mundo dos games, mercado financeiro, celulares e televisões. Além disso, a empresa se tornou uma potência no cinema e na música

    Dito isso, apesar de ter tomado algumas decisões arriscadas, a maioria se pagaram. O Playstation é a maior delas, uma vez que ele é o principal produto da Sony na atualidade

    As estratégias da Sony na atualidade 

    Durante a sua jornada de expansão de sete décadas, a Sony enfrentou uma generosa parcela de desafios e contratempos. Desde a sua panela de cozinhar arroz até a Sony Ericsson. Apesar disso, a companhia sempre foi capaz de encontrar soluções. 

    É por isso que, até hoje, a Sony permanece como um dos conglomerados de maior sucesso do mundo. Para isso, a empresa continuou se reinventando para atender as necessidades do público. A Sony se tornou uma companhia que faz o mundo avançar com ela

    O propósito da empresa é “encher o mundo de emoção através do poder da criatividade e inovação”. Isso fica evidente com o modelo de negócios seguido pela marca, que se concentra ao redor do seu consumidor para ajudá-lo. E por consequência, cria uma conexão impressionante com aqueles que amam seus produtos

    O digital como nova estratégia da Sony 

    Durante a pandemia de COVID-19, a Sony viu um crescimento nas suas receitas, apoiado muito pelo lançamento do PlayStation 5. O mercado de entretenimento da empresa também teve papel fundamental nesse momento próspero. 

    Percebendo isso, a Sony tem modificado o seu foco. Ao invés de eletrônicos, a empresa tem focado em entretenimento e nos games

    Os lucros da divisão de games e network da Sony entre 1995 e 2021. Valores em milhões de ienes. 

    Além disso, por ter uma vasta experiência e prestígio em ambas as áreas, a companhia está pronta para focar a maioria dos seus esforços e fundos nesses setores. 

    A Sony compra o Crunchyroll e entra no mundo dos animes

    Recentemente, a Sony anunciou a compra da plataforma de anime Crunchyroll por $1,175 bilhões de dólares. Apesar de parecer um investimento muito alto, isso fez com que a empresa ganhasse acesso a uma plataforma com mais de 120 milhões de usuários e que está em mais de 200 países

    Gráfico que mostra como a estratégia da Sony passa pelo mercado de animes
    Previsão do valor do mercado de animes entre 2020 e 2030. Valor em bilhões de dólares.

    Mas os investimentos não param por aí: a Sony já firmou parcerias com outras gigantes do streaming como Netflix e Disney Plus para licenciar os filmes do Homem Aranha. 

    Como a Sony vê o futuro de forma estratégica

    As boas empresas levam ótimos conteúdos para o hoje dos seus clientes. Mas as grandes empresas têm a capacidade de olhar além do hoje. E dessa forma, conseguem entender o futuro que lhes espera. 

    Sendo assim, empresas como a Sony, se mantém à frente da concorrência. Se um negócio quer ser uma marca de sucesso no futuro, precisa visualizar esse futuro e montar uma estratégia para enfrentá-lo de frente. 

    A Sony entendeu que o mundo está mudando e que as pessoas consomem entretenimento através do digital. Assim, com os fundos e plataformas que possui, a empresa está capacitada para fornecer conteúdos via streaming e transformar a indústria dos games mais uma vez. 

    Estratégias como as da Sony para o seu negócio 

    Ao longo da sua história, a Sony vem encontrando maneiras de se manter relevante. A principal delas foi através da inovação constante. Desde o início, os fundadores da empresa entenderam a importância de pensar no próximo produto enquanto o atual está fazendo sucesso. 

    Entender o momento do seu negócio é fundamental. Poucas empresas entenderam isso tão bem quanto a Sony. A companhia sempre soube o momento de arriscar e mesmo lidando com alguns fracassos, eles nunca desistiram. 

    Para melhor entender o momento do seu negócio, uma assessoria de marketing é fundamental. Dessa forma, a V4 Company, maior assessoria de marketing digital do Brasil, desenvolveu o método V4. 

    Ele foi feito para empresas que buscam destaque no digital. Mas que não possuem um time especializado em marketing. 

    O método conta com 4 pilares: tráfego, engajamento, conversão e retenção. Dessa forma é possível metrificar e entender o momento da empresa, além de definir quais as melhores estratégias para o seu negócio. 

    Quer conhecer mais sobre a V4 Company? Então assista o vídeo abaixo:

  • Conheça a estratégia do McDonald’s para se tornar referência no mercado

    Qual foi a estratégia do McDonald’s para se tornar a maior referência em Fast Foods

    É inegável que o marketing do McDonald’s é uma peça fundamental para o sucesso da empresa. Foi através de estratégias bem definidas que a marca se tornou uma das mais emblemáticas e bem-sucedidas no segmento de fast food.

    Neste artigo, vamos explorar a estratégia do McDonald’s que fez a empresa não apenas se estabelecer como líder de mercado, mas também se tornar uma referência global

    História do McDonald’s

    Antes de mergulharmos nas estratégias de marketing do McDonald’s, é importante entender um pouco da história da empresa. A empresa foi fundada em 1940, pelos irmãos Richard e Maurice McDonald, nos Estados Unidos. 

    Inicialmente, o restaurante tinha um cardápio variado, mas em 1948, os irmãos decidiram simplificar o menu, focando em hambúrgueres, batatas fritas e refrigerantes. Essa mudança foi um ponto de virada para o McDonald’s. 

    A nova abordagem permitia que os irmãos produzissem alimentos mais rapidamente, proporcionando um serviço mais eficiente aos clientes. Essa eficiência operacional se tornou a base para o crescimento e expansão futuros da empresa.

    Estratégias de marketing do McDonald’s

    Atualmente, é difícil alguém não conhecer o McDonald’s. Com slogans, o famoso jingle e seus produtos, a marca se mantém constante no mercado desde seu início. A seguir, vamos entender melhor as estratégias que levaram a marca a esse patamar.

    Padronização e consistência

    Uma das estratégias do McDonald’s é a padronização e consistência de seus produtos e serviços. Ou seja, o conceito de “fast food” já implica em rapidez e uniformidade, e o McDonald’s foi pioneiro nessa abordagem. 

    Pensando nisso, a empresa desenvolveu um sistema rigoroso de operações, garantindo que os alimentos fossem preparados da mesma maneira em todos os restaurantes. Essa padronização permitiu que o McDonald’s oferecesse uma experiência consistente aos clientes em todo o mundo

    Se você comprar um Big Mac em qualquer lugar do planeta, poderá esperar que ele tenha o mesmo sabor e qualidade. Essa consistência ajuda a criar uma identidade de marca forte e a estabelecer confiança com os consumidores.

    Expansão global

    Outra estratégia fundamental do McDonald’s para se tornar uma referência em fast foods foi sua expansão global. A empresa iniciou seu processo de internacionalização na década de 1960, abrindo restaurantes fora dos Estados Unidos. Hoje, a empresa possui uma presença global impressionante, com milhares de restaurantes em mais de 100 países.

    A expansão global do McDonald’s foi planejada e executada nos mínimos detalhes. A empresa adotou uma abordagem adaptada a cada mercado, levando em consideração as preferências culturais e os hábitos alimentares locais. 

    Por exemplo, na Índia, onde a carne de vaca é considerada sagrada, o McDonald’s introduziu opções vegetarianas no menu para atrair os consumidores locais. Essa adaptação funcionou e ainda funciona muito bem em vários negócios.

    Além disso, o McDonald’s também se adaptou ao ambiente competitivo de cada país. Em alguns mercados, a empresa enfrentou concorrência acirrada de outras redes de fast food, enquanto em outros mercados teve que competir com cadeias de comida local. 

    Ou seja, a empresa foi capaz de se posicionar como uma opção acessível, conveniente e de qualidade em todos esses cenários, consolidando sua posição como líder global.

    O marketing segmentado do McDonald’s

    O McDonald’s é conhecido por suas campanhas de marketing eficazes e voltadas para diferentes segmentos de público. A empresa compreende a importância de adaptar sua mensagem para atingir diferentes grupos demográficos e criar conexões emocionais com os consumidores.

    Por exemplo, a marca tem investido em campanhas direcionadas a crianças, com personagens icônicos como Ronald McDonald e brinquedos promocionais no McLanche Feliz. Essa estratégia visa atrair as famílias e criar uma fidelidade desde cedo, estabelecendo uma conexão emocional com a marca.

    Além disso, a marca também desenvolveu campanhas direcionadas aos jovens adultos, enfatizando a variedade e o estilo de vida moderno. A empresa utiliza plataformas de mídia social e parcerias com influenciadores para se manter relevante e alcançar esse público.

    Inovação e adaptação ao mercado

    O McDonald’s entende que a indústria de fast food é altamente competitiva e está sempre em evolução. Para se manter à frente, a empresa busca constantemente inovação e adaptação ao mercado.

    Um exemplo notável é a expansão do menu do McDonald’s. Afinal, ao longo dos anos, a empresa introduziu uma variedade de produtos além dos hambúrgueres, incluindo saladas, opções vegetarianas e até mesmo café gourmet. Essas adições ao menu visam atender às demandas em constante mudança dos consumidores, oferecendo mais opções e atraindo um público mais amplo.

    Por isso, a empresa também tem acompanhado as tendências do mercado, incorporando tecnologia em suas operações. Um grande exemplo disso é a introdução de quiosques de autoatendimento. 

    Além disso, os pedidos por aplicativo e serviços de entrega são outras formas que mostram como a empresa se adapta às preferências dos consumidores e às mudanças na forma como as pessoas consomem comida.

    As inovações do McDonald’s

    O McDonald’s é reconhecido como uma das principais empresas inovadoras na indústria de alimentos, sendo creditada por inventar e aperfeiçoar diversas práticas e conceitos que revolucionaram o setor.

    Em 2015, a empresa implementou quiosques de recebimento de pedidos, estabelecendo-se como uma das primeiras redes de fast-food a adotar essa tecnologia. Ou seja, por meio de telas localizadas próximo à entrada dos restaurantes, os clientes podem fazer seus pedidos sem a necessidade de interagir com um caixa. Essa inovação trouxe agilidade e autonomia aos clientes, proporcionando uma experiência mais rápida e personalizada.

    Por outro lado, uma das transformações mais marcantes do McDonald’s ocorreu com a introdução de sua linha de cafés especiais, que ocorreu em meados de 2007. Essa iniciativa foi um ponto de virada para a empresa, pois expandiu seu leque além da comida de fast-food tradicional. 

    O lançamento dos cafés especiais permitiu a marca competir diretamente com marcas consagradas, como a Starbucks, por exemplo. Para acomodar essa nova oferta, a empresa criou um espaço dedicado dentro de alguns restaurantes, batizado de McCafé, onde os clientes podem desfrutar de uma variedade de cafés e sobremesas.

    Outro destaque na estratégia do McDonald’s foi a organização de todas as operações em um manual, sendo uma das primeiras redes de fast-food a adotar essa prática. Esse manual se tornou uma referência para garantir a consistência e a qualidade dos serviços e produtos oferecidos em todos os restaurantes da empresa.

    Essas estratégias evidenciam o foco constante da empresa em inovação e melhoria de suas ofertas. Assim, ao introduzir essas tecnologias, a empresa se diferencia e se adapta às preferências e demandas dos consumidores.

    Essas iniciativas reforçam a posição do McDonald’s como uma marca líder e influente na indústria de alimentos, sempre em busca de proporcionar uma experiência excepcional aos seus clientes.

    Responsabilidade social corporativa

    O McDonald’s reconhece a importância da responsabilidade social corporativa em sua estratégia de marketing. Ou seja, a empresa tem se esforçado para melhorar sua imagem e abordar preocupações sociais e ambientais.

    Por conta disso, a marca tem adotado medidas para promover estilos de vida saudáveis. Alguns exemplos disso são a inclusão de opções mais saudáveis no menu, redução do tamanho das porções e divulgação de informações nutricionais. Além disso, a empresa tem implementado práticas sustentáveis em suas operações, como o uso de embalagens eco-friendly e a redução do desperdício de alimentos.

    Essas iniciativas de responsabilidade social corporativa não apenas contribuem para uma imagem positiva da marca, mas também respondem às preocupações dos consumidores em relação à saúde, bem-estar e sustentabilidade.

    O marketing dos produtos do McDonald’s

    Um Big Mac sempre cai bem para os amantes de fast food, não é à toa que a marca se tornou o que é hoje. Mas o que fez os produtos ganharem tanta popularidade quanto a marca em si? Confira:

    Produtos especiais para cada ocasião

    O McDonald’s sempre traz novidades sazonais para celebrar feriados nacionais, como o Halloween, o Natal e a Páscoa. Em todos os países, a cada mês, eles lançam produtos exclusivos para essas ocasiões. 

    Alguns são feitos especialmente para um país ou região, como os sanduíches de foie gras na Europa. Mas a maioria dos produtos é testada localmente e depois disponibilizada em outros países.

    Esses produtos sazonais são uma versão especial dos clássicos, como o hambúrguer tradicional, que ganham ingredientes extras, temperos ou até um design especial para combinar com o evento.

    Produtos adaptados para o público local

    O McDonald’s alcançou sucesso em todo o mundo ao se adaptar às preferências e gostos locais. A empresa ajusta seus cardápios conforme as normas culturais e sociais de cada lugar, modificando suas refeições tradicionais, como o Big Mac, para atender às necessidades específicas do público local.

    Alguns lugares em que existem lanches exclusivos são:

    • Argentina: McFiesta;
    • França: McBaguette , Le McWrap e Le Menu Happy Meal;
    • Hungria: Foie Gras e Dotted McFlurry
    • Índia: Maharaja Mac;
    • Oriente Médio: McArabia Pita;
    • Nova Zelândia: Georgie Pie;
    • Suécia: McBean Patty vegetariano;
    • Tailândia: Hambúrguer de Porco Samurai.

    Essa estratégia permite ao McDonald’s se conectar com as pessoas em todo o mundo, oferecendo uma experiência gastronômica que é relevante e atrativa para cada localidade.

    Como o McDonald’s se organiza estrategicamente?

    A estratégia do McDonald’s para se tornar a maior referência em fast foods é multifacetada e bem executada. Ou seja, desde sua fundação, a empresa se destacou pela padronização, consistência e eficiência operacional. Isso a permitiu criar uma experiência de marca única em todos os seus restaurantes ao redor do mundo.

    Assim, a expansão global do McDonald’s, combinada com sua capacidade de se adaptar a diferentes mercados e concorrências locais, solidificou sua posição como líder global no setor de fast food.

    Assim como o marketing segmentado, as campanhas criativas e as iniciativas de responsabilidade social ajudaram o marketing do McDonald’s a criar conexões emocionais com seus clientes. Além disso, a marca se manteve relevante, mesmo em um mercado em constante evolução.

    No final das contas, a estratégia do McDonald’s é um exemplo de como uma empresa pode se tornar uma referência em seu setor. No caso da marca, isso aconteceu por meio de uma combinação de inovação, consistência, adaptação e uma compreensão profunda das necessidades e desejos dos consumidores.

    Os produtos saudáveis do McDonald’s

    Nos últimos anos, a empresa tem adotado estratégias significativas na área da alimentação saudável, buscando atender às demandas dos consumidores por opções mais saudáveis. Ou seja, os restaurantes têm se empenhado em estabelecer parcerias com fornecedores locais, a fim de promover a produção de alimentos frescos e de qualidade.

    Além disso, o McDonald’s tem se destacado ao introduzir opções no seu menu para atender às necessidades de pessoas com restrições alimentares, como a inclusão de alimentos sem glúten, sem lactose e vegetarianos

    Essa diversificação do cardápio reflete uma preocupação genuína com a saúde e o bem-estar dos consumidores. Por conta disso, é mais fácil oferecer escolhas mais adequadas a diferentes estilos de vida.

    Mas afinal, os hambúrgueres do McDonald’s são saudáveis?

    Uma das estratégias do McDonald’s para promover uma imagem corporativa voltada para a saúde é o recrutamento de novos funcionários comprometidos com essa causa. A equipe da empresa reconhece a importância de transmitir valores alinhados com uma vida saudável, buscando transmitir essa mensagem por meio de seus colaboradores.

    No entanto, é importante considerar diferentes perspectivas ao avaliar a saúde dos alimentos fornecidos por redes de restaurantes. Em 2008, um post intrigante compartilhado por Karen Hanrahan trouxe à tona uma descoberta surpreendente. 

    Curiosa, ela separou um hambúrguer do McDonald’s que havia comprado em 1996, para observar sua decomposição, em meio a teorias antigas sobre alimentos “plásticos”.

    Após 12 anos, a imagem revelou que o hambúrguer parecia praticamente igual ao que ela havia comprado, apesar de ter encolhido um pouco. Essa descoberta levanta questionamentos sobre a composição e a durabilidade dos alimentos processados, trazendo à tona uma preocupação adicional em relação à saúde.

    O sistema de franquias como estratégia do McDonald’s

    O sistema de franquia é uma forma de negócio que se popularizou ao redor do mundo como um modelo especial e único. O franchising é baseado na cooperação entre o franqueador, que é o proprietário do sistema, e o franqueado, que é aquele que adquire os direitos para operar uma unidade de negócio dentro desse sistema.

    As estratégias do McDonald’s no sistema de franquia foram fundamentais para o seu sucesso global. A empresa estabeleceu um modelo de franquia altamente eficiente, permitindo a expansão rápida e a presença em diversos países. 

    Os franqueados da marca recebem um treinamento completo, têm acesso a uma marca renomada e contam com o suporte constante da empresa, o que contribui para a manutenção dos padrões de qualidade e a consistência da experiência do cliente em todas as unidades.

    Essa colaboração beneficia tanto o franqueador, que expande sua presença no mercado, quanto o franqueado, que obtém um modelo de negócio sólido e uma marca reconhecida. Portanto, o sucesso desse modelo depende da cooperação e do cumprimento das estratégias e diretrizes estabelecidas pelo franqueador.

    Requisitos para ser um franqueado McDonald’s

    Ao iniciar um negócio de restaurante, seja adquirindo um estabelecimento existente ou abrindo um novo, é necessário estar ciente dos requisitos financeiros iniciais. No caso do McDonald’s, uma das principais estratégias da empresa é garantir que os franqueados possuam recursos pessoais como adiantamento para a entrada no programa de franquia.

    Ou seja, o adiantamento inicial exigido pelo McDonald’s é de 40% do custo total do restaurante. Essa quantia deve ser proveniente de fontes pessoais, como:

    • Dinheiro disponível;
    • Títulos;
    • Debêntures;
    • Participação nos lucros adquirida;
    • Patrimônio empresarial ou imobiliário

    Essa política pretende garantir que os franqueados tenham um comprometimento financeiro com o negócio. Além disso, também permite que eles demonstrem sua capacidade de assumir a responsabilidade e investir na operação do restaurante.

    No caso específico do McDonald’s, a empresa geralmente estabelece um requisito mínimo de US$500.000 de recursos pessoais não emprestados antes de considerar um novo parceiro de franquia. 

    É importante ressaltar que, dependendo das circunstâncias da transação, os requisitos financeiros podem ser ainda maiores. Portanto, ter menos dinheiro disponível pode limitar as oportunidades de participação no programa de franquia.

    Os custos de um franqueado do McDonald’s

    Quando se trata de adquirir uma franquia do McDonald’s, é importante entender as opções de financiamento disponíveis. Ou seja, o comprador deve estar preparado para fazer um pagamento inicial de pelo menos 25% do valor do restaurante em dinheiro

    O restante do preço de compra pode ser financiado por um período de até sete anos. Embora o McDonald’s não ofereça financiamento direto para o projeto, os Proprietários/Operadores do McDonald’s se beneficiam de relacionamentos estabelecidos com diversos credores nacionais.

    Além do investimento inicial, existem taxas contínuas associadas à operação de uma franquia do McDonald’s: 

    • Taxa de serviço: atualmente corresponde a 4,0% das vendas mensais e baseada no desempenho de vendas do restaurante. Essa taxa contribui para o suporte e o suporte contínuo fornecidos pelo McDonald’s aos seus franqueados;
    • Aluguel: é calculado como um percentual das vendas mensais. Essas taxas contínuas são parte das estratégias financeiras do McDonald’s para garantir a sustentabilidade e o sucesso de suas franquias.

    Além disso, ao considerar a abertura de uma nova franquia do McDonald’s, é importante estar ciente dos custos envolvidos. Geralmente, os custos variam de US$ 1,2 milhão a US$ 2,2 milhões

    A maior parte desses custos está relacionada à construção do restaurante, incluindo o design de interiores. No entanto, o franqueado também é responsável por cobrir os custos dos equipamentos, móveis e utensílios de cozinha necessários para a operação do restaurante.

    Ou seja, é importante ter recursos financeiros adequados para cobrir esses custos e garantir que a franquia comece com o pé direito. Além disso, é fundamental entender a importância das taxas contínuas, como a taxa de serviço e o aluguel, no planejamento financeiro a longo prazo.

    As estratégias usadas pelo McDonalds

    Como uma marca líder global em restaurantes omnichannel. o McDonald’s busca abranger todos os aspectos de seu negócio. Para isso, constantemente atualiza seus valores e estabelece novos pilares de crescimento que aproveitam a vantagem competitiva da empresa. A seguir, alguns desses pilares:

    • Marketing: O McDonald’s está investindo em abordagens inovadoras e culturalmente relevantes para comunicar efetivamente a história, a comida e o propósito da marca, a fim de engajar os clientes;
    • Produtos: A marca sempre focou em servir hambúrgueres, frango e café deliciosos. Atualmente, os segmentos de frango e carne bovina são considerados as maiores oportunidades de crescimento para a empresa;
    • Aplicativo digital: O plano da empresa é acelerar a inovação tecnológica para atender às necessidades dos clientes em sua interação com a marca. Por isso, criaram a plataforma “MyMcDonald’s”, uma experiência digital que transforma as ofertas digitais em opções de drive-thru, retirada, entrega e jantar;
    • Serviços de entrega: A empresa está expandindo seus serviços para um número cada vez maior de restaurantes, buscando atender a demanda dos consumidores por conveniência;
    • Drive-thru: Com mais de 25.000 restaurantes em todo o mundo oferecendo essa opção, incluindo quase 95% dos mais de 13.000 restaurantes nos EUA. O McDonald’s planeja ter a maioria dos novos restaurantes com serviço de drive-thru.

    A estratégia do McDonald’s reflete seu compromisso em evoluir e se adaptar às necessidades dos consumidores modernos. Assim, por meio desses investimentos, a empresa está posicionando-se para um crescimento contínuo e para oferecer uma experiência única aos seus clientes em todo o mundo.

    As vendas do McDonald’s

    Ao longo das décadas, o McDonald’s tem se destacado em suas estratégias de vendas, focando inicialmente nas vendas realizadas no balcão e através do drive-thru. Por conta disso, várias formas de venda foram aderidas.

    Um dos elementos mais marcantes dessa abordagem foi a introdução do tema “Go Large“, incentivando os clientes a optarem pelos produtos de tamanho maior, mesmo que não houvesse uma real necessidade, criando a percepção de que era a melhor oferta.

    No entanto, atualmente, além das vendas físicas, as vendas digitais ganharam grande importância para a empresa. Como dissemos anteriormente, a criação do MyMcDonalds vem sendo uma grande forma de receita para a empresa.

    Outro avanço significativo nas estratégias de vendas do McDonald’s foi a introdução do serviço de entrega em domicílio. A empresa estabeleceu parcerias com diversos aplicativos de entrega, como UberEats, FoodPanda e Wolt. 

    Por muito tempo, esses mercados on-line não ofereciam opções de fast food, mas agora se tornaram players importantes nesse segmento. O McDonald’s se destaca principalmente pela velocidade de entrega, com uma média de 15 a 20 minutos, em comparação com os 50 a 80 minutos de espera em um restaurante tradicional.

    Essas estratégias refletem a capacidade do McDonald’s de se adaptar às mudanças nas preferências dos consumidores e no ambiente de negócios. Ao investir em vendas digitais e parcerias de entrega, a empresa ampliou seu alcance e atendeu às demandas de conveniência dos clientes. 

    Com uma abordagem que combina vendas físicas, digitais e de entrega, a marca demonstra sua busca contínua por inovação. Além disso, também mostra sua dedicação em oferecer uma experiência de compra conveniente e eficiente para os clientes. 

    Os números gerados pela estratégia do McDonald’s

    O McDonald’s tem sido uma empresa resistente a crises, incluindo a pandemia, em 2020. Isso foi graças às suas estratégias de adaptação, como investimentos em tecnologia, serviços de entrega e soluções digitais. 

    Portanto, ao antecipar as necessidades dos clientes e oferecer conveniência, a empresa se destaca na indústria de alimentos. Sua capacidade de se adaptar rapidamente e fornecer experiências convenientes fortalece sua posição de liderança.

    Devido a todos esses métodos e estratégias tomados pelo McDonald’s, atualmente, a empresa vale quase 200 milhões de dólares. Isso a faz ser a mais valiosa do setor, deixando para trás concorrentes como Starbucks e KFC.

    Por outro lado, os lucros da empresa são crescentes. Em 2022, foram registrados US$ 6,17 bilhões de lucro vindo da receita líquida do McDonald’s, uma queda de 18,1% sobre 2021, mas nada comparado a 2020, ano de pandemia.

    Ou seja, devido à sua posição de destaque na indústria e à implementação bem-sucedida de suas estratégias, o McDonald’s continua a prosperar mesmo diante de desafios econômicos. 

    A empresa tem demonstrado resiliência ao enfrentar crises e tem se adaptado constantemente às necessidades dos consumidores. Com uma base de clientes leal e a constante inovação em seu cardápio e serviços, o McDonald’s está bem posicionado para manter seu sucesso no mercado global de alimentos e continuar a ser uma força dominante no setor de fast food.

    A estratégia do McDonald’s aplicada no seu negócio

    Sabemos que para obter sucesso no ramo empresarial, são necessárias estratégias específicas para cada negócio. Assim como o McDonald’s, ter um time especializado para direcionar as estratégias de marketing ao lugar correto é essencial.

    Pensando nisso, a V4 Company desenvolveu um método que atua de forma exclusiva para cada negócio, independente do setor. Esse é o Método V4, que atua por meio de 4 pilares do marketing digital: tráfego, engajamento, conversão e retenção.

    Com o alto custo de ter um time interno com foco em marketing, o Método V4 surge como uma forma mais rápida de alcançar grandes resultados.  Ou seja, um método pensado para empresas que procuram atuar no mercado digital mas não possuem um time de marketing para isso.

    Como uma assessoria de marketing, oferecemos serviços através de um time especializado de alto desempenho, onde o foco é gerar resultados expressivos para os clientes. Para conhecer um pouco mais sobre a V4 Company, assista nosso vídeo: O que a V4 Company faz?

  • Qual a estratégia da Uber para mudar todo um modelo de negócio

    Qual foi a estratégia da Uber para mudar um modelo de negócio consolidado

    A Uber mudou o mundo em diferentes frentes. Conheça a estratégia da Uber para dominar o mercado dos transportes e transformar como entendemos a mobilidade urbana. 

    A história da Uber é diferente de muitas startups. É uma história de sucesso, sem dúvidas, mas é também problemática e fascinante. 

    Os números da Uber são astronômicos e a empresa é um grande exemplo de como ser disruptiva e inovadora como marca. Porém, conforme analisamos a história da empresa, notamos que ela encarou e ainda encara muitos desafios. 

    Vamos conhecer alguns deles, além de entender como a Uber virou referência de transporte urbano ao redor do mundo. Mas para isso, precisamos fazer uma viagem para Paris, em 2008 para entender como tudo começou. 

    O Começo da Uber 

    Era uma noite de neve em Paris, no ano de 2008. Dois amigos e empresários de sucesso, Travis Kalanick e Garrett Camp, estavam na conferência anual de tecnologia conhecida como LeWeb. Porém, mais do que isso, eles estavam tentando conseguir um táxi, mas não achavam nenhum. 

    “Mas e se conseguíssemos chamar um carro com o celular?”

    Essa ideia, totalmente fundamentada em uma necessidade real, foi a faísca para a criação da Uber. Apesar de terem se separado após a conferência,Camp continuou fixado pela ideia que havia tido em Paris. E quando voltou para São Francisco, comprou o domínio UberCab.com

    Em 2009, Camp ainda era CEO de outra startup e estava trabalhando no seu projeto da UberCab como algo paralelo. Nessa época, a UberCab era um serviço de aluguel compartilhado de carros de luxo por um app. 

    Garrett conseguiu persuadir Kalanick a se unir a UberCab numa posição de conselheiro em 2010. O primeiro passageiro da Uber solicitou uma corrida ao redor de São Francisco no dia 5 de julho de 2010

    Kalanick se tornou CEO da empresa em dezembro de 2010 e o atual CEO, Ryan Graves, tornou-se o primeiro COO da Uber e membro do conselho da companhia. Era o início de algo que iria transformar a mobilidade urbana dos EUA e consequentemente, do mundo. 

    O app da Uber permitiu que seus usuários pudessem solicitar uma corrida ao apertar um botão. O GPS identificava a localização do motorista e o preço da corrida era automaticamente cobrado no cartão do passageiro. 

    A simplicidade do aplicativo foi o combustível da sua popularidade inicial entre usuários e investidores. Dessa forma, a startup rapidamente se tornou uma das principais empresas de São Francisco. 

    O primeiro grande investimento e a expansão inicial 

    Em outubro de 2010, a Uber conseguiu seu primeiro grande investimento, no valor de $1.25 milhões de dólares. Isso fez com que seu crescimento fosse meteórico. Naquele mesmo ano, a empresa levantou $11 milhões de dólares e expandiu suas operações para Nova York, Seattle, Chicago, Boston e Washington, além de Paris. 

    Ou seja, apenas um ano depois da sua primeira corrida, a Uber já havia expandido suas operações de forma internacional. E não havia lugar melhor do que Paris, onde a ideia que se tornaria a empresa, nasceu.

    Em dezembro de 2011, na conferência LaWeb, responsável pela criação da Uber, Kalanick anunciou que a empresa havia levantado mais $32 milhões de dólares. Além disso, ele também anunciou que investidores como Jeff Bezos e Goldman Sachs haviam começado a investir na companhia. 

    Um ano depois, a Uber lançou seu produto mais popular, o UberX. Esse serviço fornece carros mais acessíveis como alternativa ao Uber Black, produto original da empresa. Esse lançamento transformou a Uber em uma empresa de massa. 

    Tudo isso ensina uma grande lição: construa soluções para problemas reais. Serviços e produtos de sucesso são aqueles que identificam um problema real e utilizam a tecnologia para resolvê-lo. Os criadores da Uber transformaram a necessidade de pegar um táxi numa noite fria em uma das empresas mais revolucionárias do século. 

    A estratégia da Uber para conquistar clientes

    Quando falamos sobre os modelos de negócio da Uber, é preciso citar que a empresa diversificou os seus serviços desde seu lançamento. Hoje, a companhia é muito mais do que uma empresa que aluga carros para trajetos específicos. Ela está no ramo alimentício com o UberEats e das entregas com o Uber Freight

    Dito isso, a ideia base por trás do modelo de negócio da Uber é simples: conectar passageiros que precisam chegar a um certo lugar com motoristas dispostos a os levarem até lá. Ou seja, os passageiros criam uma demanda e os motoristas suprem, com o Uber agindo como o marketplace que conecta ambas as partes. 

    Como foi possível observar, a Uber tem dois clientes-base: os motoristas e os passageiros. Sendo assim, a empresa precisa ter valores bem definidos para atrair mais usuários para a sua plataforma. Isso garante o funcionamento ideal do aplicativo. 

    Vamos entender quais são as principais propostas de valor da Uber: 

    Para os passageiros: 

    • Agendar corridas de forma conveniente; 
    • Rastreamento em real time;
    • Valores mais baratos em relação aos táxis;
    • O tempo de chegada estimado é bastante preciso;
    • Depósito automático ao final da corrida;
    • Tempo de espera curto 
    • O valor é dado antes da corrida, não depois;
    • Várias opções de motoristas;

    Para os motoristas: 

    • Fonte de alta renda para quem tem um carro;
    • Horários 100% flexíveis; 
    • Boa localização de corridas; 
    • Auxílio para o aluguel de veículos; 
    • Pagamentos semanais ou até mesmo diários 

    Como a Uber conquistou seus primeiros entusiastas 

    A Uber fez um trabalho incrível na captação dos seus primeiros usuários. Tanto seus passageiros quanto pilotos. Quando se fala do lançamento de um marketplace, as primeiras semanas são essenciais, uma vez que é preciso haver demanda e oferta suficientes para que o serviço siga em frente. 

    A Uber desenvolveu um sistema de geolocalização focado no Vale do Silício. Eles sabiam que lançando o app ali, poderiam interagir com as pessoas que trabalhavam com tecnologia e inovação na região e o serviço poderia melhorar a vida dessas pessoas. 

    Para saber mais sobre marketing de geolocalização, leia o nosso texto sobre o assunto. 

    Essas pessoas eram os primeiros usuários perfeitos e a empresa fez um ótimo serviço de captação, patrocinando eventos de tecnologia, distribuindo corridas gratuitas e elevando o nível de consciência dos interessados. São Francisco também é famosa por ter uma frota de táxis bastante insuficiente.

    Isso tornava a cidade ideal para o lançamento da Uber na região. Os primeiros usuários estavam fartos de um serviço medíocre e a experiência da empresa caiu na região como uma luva. Quem começava a utilizar o Uber, ia para os blogs e redes sociais para falar bem da experiência, criando uma reputação para a marca

    Pedir um Uber se tornou sinônimo de status social

    A experiência foi um sucesso e se tornou um sinônimo de status social, uma vez que agora as pessoas podiam impressionar os amigos chamando um carro preto de alto padrão com o seu celular. Os primeiros passageiros ficavam imediatamente impressionados e se tornavam usuários fieis a partir da primeira corrida. 

    Dessa forma, a empresa ganhou vários usuários e entusiastas. Isso foi fundamental para o seu sucesso, uma vez que a Uber precisava dos mesmos para vencer as batalhas contra as leis referentes aos táxis nas grandes cidades. 

    Os primeiros usuários eram pessoas insatisfeitas com os serviços de táxi e transporte público das suas cidades. Eles rapidamente se tornaram defensores da Uber em diferentes frentes nas quais a empresa precisou combater as antigas leis em vigor. 

    Número de usuários mensais da Uber pelo quarto ano. Valores em milhões.

    Focando na experiência do usuário e comodidade, a Uber se tornou uma marca disruptiva. Isso se tornou a identidade da empresa, que abraçou batalhas maiores para modificar como certos setores lidavam com os seus clientes. 

    A estratégia da Uber para se adaptar aos mercados locais  

    Apesar de ser para todos, a Uber ainda leva em consideração os fatores locais de cada região. Conforme se expandiu e se segmentou pelos EUA, atendeu as necessidades de cada público de forma precisa baseada nas particularidades de cada região. 

    Por exemplo, em países como Índia e Tailândia, o consumidor precisa lidar com congestionamentos horríveis e um poder de compra menor do que em outros lugares. Pensando nisso, a Uber oferece serviços de riquixá (aquele veículo de duas rodas puxado por uma pessoa) e moto, sendo mais rápidos e acessíveis para os consumidores dessas regiões.

    A estratégia da Uber para crescer de forma meteórica  

    Como dito anteriormente, a Uber não é uma empresa de transporte. Sendo assim, ela não precisa lidar com diversas questões que uma empresa de táxis precisa, por exemplo. 

    Sendo “apenas” uma plataforma online que conecta motoristas e passageiros através dos seus celulares, a Uber eliminou a necessidade de ter uma frota enorme em toda nova cidade para a qual se expande. 

    Esse modelo elimina diversas barreiras para o crescimento da empresa e aumenta muito a possibilidade de escala. Isso também permite que a Uber se aventure em serviços de entrega, como o Uber Eats, sem precisar modificar drasticamente o modelo de operação do negócio. 

    A grande maioria dos motoristas utiliza o próprio carro, o que elimina a necessidade da Uber de comprar uma frota de carros para entrar em um novo mercado. Isso também elimina os possíveis gastos com consertos ou seguros. 

    Outra vantagem é que a empresa não precisa contar com um serviço de guincho ou um call center, uma vez que os motoristas resolvem suas questões direto pelo aplicativo. O fato de não precisar lidar com esses custos e a capacidade de ser mais ágil e com um tempo de resposta mais rápido do que o dos concorrentes fez com que a Uber pudesse crescer como nenhuma outra empresa. 

    Em 10 anos, a companhia já estava nas mais diferentes partes do mundo. Isso é algo que nenhuma empresa de táxi ou transporte convencional poderia fazer. 

    De onde vem o dinheiro da Uber? 

    Você pode achar que o lucro da Uber vem da parcela que a empresa ganha de cada corrida realizada. E você está correto até certo ponto. Mas vai além disso. 

    Comissões 

    A Uber oferece uma plataforma com diversas ofertas de corridas para serem aceitas. Dessa forma, os motoristas podem ganhar dinheiro trabalhando com os próprios carros

    Os passageiros pagam pela corrida no app e a empresa pega a sua comissão primeiro, depois passando o resto do valor para os motoristas parceiros. A Uber alega que cobra 25% de todos os motoristas, mas relatos sobre os valores variam. 

    Apesar disso, a Uber utiliza um serviço de valores dinâmicos, o que é o alicerce de todo o modelo de negócios da empresa. Sendo assim, ela pode tirar vantagem do dinamismo dentro da relação de oferta e demanda e da vontade dos seus passageiros de pagarem. 

    Ou seja, quando existem mais passageiros pedindo corridas do que motoristas disponíveis numa região, o algoritmo aumenta os valores para equilibrar a disparidade. O primeiro benefício desse modelo é a atração que gera para motoristas buscando ganhar mais dinheiro. 

    Dessa forma, as áreas de maior demanda estão sempre com uma frota maior de motoristas à disposição. O segundo benefício é o de filtrar os passageiros, baseado em quanto eles valorizam cada corrida. Assim, a Uber pode segmentar a sua base de usuários e satisfazer aqueles que mais precisam e valorizam o serviço. 

    Aluguel de carros 

    A Uber também conta com um serviço de aluguel para motoristas que desejam aderir. Eles precisam pagar um depósito inicial pelo carro e os outros pagamentos são debitados automaticamente do valor semanal que os motoristas conseguem. 

    Propaganda 

    Existem milhões de pessoas que interagem com carros filiados à Uber todos os dias. Não apenas os passageiros, mas também aqueles que veem os carros no trânsito. 

    Isso faz com que esses mesmos carros se tornem uma grande chance para que marcas do mundo todo exponham seus logos ou produtos nos carros da empresa. As marcas podem expor seus produtos com telas em cima dos carros, envelopando os veículos ou com adesivos. 

    Todas essas maneiras são formas bastante tradicionais de propaganda. Dito isso, como a Uber tem um número enorme de motoristas parceiros, o negócio acaba se tornando lucrativo. 

    Apesar de parecer óbvio, é preciso reforçar que os motoristas precisam aceitar isso em seus carros e ganhar um valor extra caso aceitem. Tudo é feito em parceria com os motoristas. 

    As estratégias da Uber para expandir suas operações 

    O plano de expansão inicial da Uber foi um grande exemplo de “pedir desculpas ao invés de pedir permissão”. Como veremos mais adiante, a política da empresa mudou completamente desde então. 

    Porém, no seu momento inicial, essa mentalidade foi o que transformou a Uber em um fenômeno. Mas, ao mesmo tempo, também trouxe uma série de problemas e polêmicas

    A Uber utilizou uma mentalidade praticamente militar para adentrar em novos mercados. E o foco era apenas um: vencer

    O primeiro exemplo disso foi a expansão em São Francisco. A empresa recebeu uma ordem para recolher os carros, uma vez que não seguia as leis em relação a serviços de táxi. 

    Como resposta, a companhia ignorou a ordem e ainda soltou um comunicado bastante arrogante em relação ao ocorrido. A Uber contou com o apoio dos seus usuários fiéis e investimentos com parceiros para lutar nessa batalha. E enquanto isso acontecia, a empresa expandiu seus negócios para diferentes partes do mundo. 

    O polêmico playbook de expansão da Uber 

    No começo, a Uber tratava cada cidade como um projeto individual. Eles investigavam o que precisava ser feito em cada caso e isso dava muito trabalho. Porém, havia um mercado para ser monopolizado e eles precisavam fazer isso de forma mais rápida. 

    Logo, a empresa notou que pensar nas cidades de forma individual era um processo lento. Sendo assim, a Uber montou um processo baseado nos seus aprendizados até então e criou um playbook bastante agressivo para sua expansão. Vamos entender um pouco 

    melhor sobre ele. 

    Os 6 mandamentos da expansão do Uber 

    1- Entrar secretamente em cada mercado: recrutar motoristas e passageiros por meio de embaixadores da marca, que recebem uma comissão e créditos na Uber. Oferecer corridas gratuitas e criar uma base forte de clientes. 

    2- Ignorar as ameaças de processos judiciais: criar o argumento de que os clientes querem que a Uber esteja ali, mesmo que o governo diga o contrário. 

    3- Ignorar ações do governo: quando o governo ameaça multar motoristas, garantir que a Uber irá cobrir todos os custos. 

    4- Começar a criar projetos de lei: peça a legalização das operações e crie uma imagem positiva da sua empresa. Associe-se a grupos comunitários locais e outros líderes das comunidades. Envolva os clientes em petições. 

    5- Monopolizar o mercado: contratar mais motoristas parceiros, colocar mais dinheiro em divulgação e criar grandes campanhas de marketing. 

    6- Destruir a competição: contrate os motoristas dos concorrentes oferecendo valores mais altos e utilize diferentes táticas para atrapalhar os concorrentes. 

    Esse era o processo da Uber e é preciso salientar de existirem outros pequenos processos envolvidos em cada um dos 6 passos. Esse playbook foi implementado por um time novo dentro da Uber, sob a supervisão de Kalanick, o CEO da empresa na época. 

    Apesar de ser um processo extremamente agressivo, isso fez com que o valor de mercado da Uber subisse de $3.7 bilhões de dólares para $41.2 bilhões em apenas 15 meses. O grande mérito do playbook foi que as ações causaram a impressão de que a Uber foi lançada de forma repentina.

    Dessa maneira, as autoridades não tiveram tempo para elaborar um plano de resposta e foram pegas de surpresa. O plano parecia perfeito. 

    As principais batalhas e polêmicas da Uber 

    Não é uma surpresa que a Uber tenha sido largamente criticada pelas suas práticas agressivas. Dentre as principais acusações estão a falta de segurança para os motoristas e passageiros, o não cumprimento de leis trabalhistas e o desrespeito com as leis locais

    O playbook da Uber fez mais sucesso em países democráticos onde a lei é popular, não civil. Em países como EUA, Canadá e Reino Unido, as leis são mais flexíveis e estão a mercê de interpretação do sistema judicial. 

    Sendo assim, a Uber teve mais tempo para montar as suas estratégias defensivas e encontrar mais brechas na lei. Nos EUA, a Uber utilizou o entusiasmo dos seus usuários para pressionar os políticos locais para criarem leis que permitissem a operação livre da empresa. 

    Apesar disso, em países de lei civil, como China, França, Alemanha e boa parte da Europa, a história foi diferente. Isso resultou em diversas multas, banimentos e percas em diversos mercados

    Por exemplo, a Uber foi banida de operar em partes da França, Alemanha, Espanha, Holanda e Bélgica. A empresa foi acusada de ignorar e desrespeitar a lei dos países e por colocar tanto os passageiros quanto os motoristas em perigo. 

    Porcentagem de entrevistados que utilizaram o Uber nos últimos 12 meses. 

    A Uber também enfrentou problemas em países com leis trabalhistas mais rígidas. Por esses motivos, a empresa foi temporariamente banida na Colômbia e enfrentou problemas parecidos no Chile e Argentina. A sua presença em diversos países gerou problemas enormes, desde protestos e revoltas até enfrentamentos com sindicatos raivosos, principalmente de taxistas. 

    Os problemas da Uber no mercado chinês 

    A Uber também teve problemas no seu lançamento na China e perdeu bilhões de dólares tentando se restabelecer no mercado chinês. Um dos principais motivos para o fracasso inicial da empresa na China foi o fato de não ter previsto a quantidade de mudanças que precisaria fazer para adentrar o mercado. 

    Além de já ter um competidor estabelecido no país, a Didi, o Google Maps não funciona na China. Sendo assim, a Uber precisou refazer os seus serviços de localização. 

    Outro problema foi que a Uber utiliza cartões de crédito como principal forma de pagamento. Porém, na China, a maioria dos consumidores faz pagamentos por meio de aplicativos. 

    O grande problema foi que os principais aplicativos de pagamento do país, WeChat e Alipay, são parceiros da principal concorrente da Uber na China. Ou seja, a empresa americana precisou negociar com seus rivais comerciais para que os consumidores pudessem pagar pelas suas corridas. 

    As políticas chinesas em relação à concorrência também foram um obstáculo. Ao contrário de outros lugares do mundo, o governo chinês busca promover empresas locais e táticas agressivas de lançamento não são aceitas. Sendo assim, em casos de disputas judiciais, o governo chinês irá sempre ficar ao lado das empresas domésticas. 

    Apesar dos seus diversos problemas, a Uber conseguiu resultados impressionantes ao redor do mundo. Mas esse sucesso também os transformou em alvos. 

    Empresas domésticas com bom financiamento começaram a replicar e melhorar os processos da Uber. Isso rapidamente limitou o valor da empresa americana em diversos países e fez com que fossem expulsos de várias regiões pelos seus competidores. 

    A retirada estratégica da Uber em algumas regiões 

    Após contratarem um novo CEO e começar a “limpar a casa” no final de 2017, a Uber caminhou rumo a estratégias menos agressivas para a sua expansão. Em 2018, a empresa decidiu se retirar de alguns mercados ao invés de tentar vencer de qualquer maneira. 

    Enquanto alguns podem enxergar a retirada como uma derrota, a Uber utilizou a sua entrada meteórica em alguns mercados como uma oportunidade. Ao invés de competir em todas as frentes, a empresa utilizou a sua vantagem como marca estabelecida para comprar ações de empresas domésticas. 

    Sendo assim, a Uber comprou 15.4% da chinesa Didi, 38% da russa Yandex Taxi e 23.2% da Asia’s Grab, que possui muita força no sudeste asiático. A mudança de estratégia se mostrou muito bem vinda. 

    Todo esse processo ensinou uma lição valiosa: ser ultra agressivo pode ser uma espada de dois gumes. É fácil afirmar que a expansão agressiva da Uber a transformou na empresa que ela é hoje. Mas os escândalos, erros e polemicas custaram bilhões em perdas dentro de certos mercados. 

    A política tóxica da Uber 

    A Uber precisava de três elementos-chave para prosperar como uma empresa global. 

    1- Um grupo de gerentes para cada país, responsáveis pelos seus mercados individuais. 

    2- Um entendimento de como esses mercados se diferenciam; 

    3- A time unido e exclusivo para criar um comando central; 

    Sob o comando de Kalanick, a Uber tinha os dois primeiros. Haviam times regionais fortes e uma estrutura de comando não centralizada. Isso permitia que a empresa pudesse utilizar o seu famoso playbook. 

    Porém, a Uber precisava de um time executivo unido para coordenar as operações globais. Isso incluindo as ações dos times regionais. Além disso, falta de comprometimento, desrespeito e brigas internas eram a regra, não a exceção. E reuniões importantes eram canceladas de última hora com frequência.

    Quando olhamos o playbook da Uber, isso não surpreende. A empresa sempre jogou para ganhar e fizeram um ótimo trabalho recrutando um time com a mesma vontade incansável de vencer. 

    Os problemas internos da Uber 

    Porém, um dos problemas disso é que a busca cega pela vitória e formas de burlar a lei faz com que fique difícil definir o que é ético ou não. E não apenas fora, mas também dentro da empresa. 

    Conforme a Uber crescia rapidamente, crescia também a sua cultura tóxica e práticas questionáveis. Isso levou a uma série de constantes e desagradáveis desafios públicos. Na lista, podemos incluir disputas políticas internas, alegações de espionagem corporativa e investigações criminais

    E para acrescentar, ainda havia brigas com reguladores, empresas de táxi e até mesmo motoristas parceiros. A Uber viu a repercussão negativa aparecer em alguns dos seus mercados-chave. O auge foi a campanha #DeleteUber. 

    O aprendizado tirado disso foi a percepção de que é preciso saber a hora de mudar a cultura da empresa. Enquanto crescia, a Uber nunca havia olhado para dentro, mais especificamente para a sua cultura corporativa. 

    A empresa não era apenas uma startup, havia se tornado um gigante global e devia ter começado a agir de forma mais responsável muito antes. No final, a companhia foi obrigada a mudar, mas não sem antes causar danos à própria marca. 

    O rebranding como estratégia da Uber 

    Quando a Uber decidiu mudar as coisas, duas áreas ganharam maior atenção: a cultura corporativa/valores da empresa e a marca pública. Dara Khosrowshahi, o atual CEO da Uber, disse que os colaboradores foram consultados sobre o que deveria representar a marca daquele momento em diante. 

    Ouvir, observar e aprender se tornaram o carro chefe da mudança cultural da Uber. Desde a mudança, alguns dos executivos da empresa tem feito um esforço ainda maior. 

    Muitos participaram da rotina dos motoristas, dirigindo carros para entender o que os motoristas passam diariamente. “Sujar as mãos” se tornou um dos pilares da nova cultura. E os motoristas passaram a se chamar “motoristas parceiros”

    O atual CEO ainda afirmou que alguns executivos podem acabar perdendo focada realidade. E para evitar isso, toda vez que viaja para uma cidade diferente, ele conversa com o máximo de motoristas parceiros que pode para entender como os serviços podem melhorar. 

    A empresa também mudou como se comunica com os governos e reguladores. Antes, tudo era feito por meio de advogados com um tom arrogante. Agora, a Uber está tentando falar sobre as suas demandas e encontrar um caminho do meio, que sirva tanto os interesses da empresa quanto os dos governos. 

    Apesar de ainda estar lidando com desafios, a empresa abraçou uma mentalidade mais humanizada. E isso já começou a ter resultados. Mas para que esses resultados sejam maiores, é preciso também mudar a imagem da marca. 

    Uma nova marca, mais humanizada 

    A Uber também embarcou em uma campanha de rebranding enorme. A intensão era passar uma imagem mais progressista que iria refletir melhor os princípios da empresa. 

    A missão do rebrand era clara: fazer os clientes acreditarem que toda a reputação negativa da empresa foi embora com o antigo CEO. Para isso, a empresa decidiu refazer toda a sua identidade visual. 

    O novo logo da Uber é o alicerce dos esforços. Ele incorpora o senso de mobilidade, acessibilidade e amizade que não era encontrado antes. A companhia tinha o objetivo de criar uma marca capaz de ser reconhecida de maneira instantânea, além de funcionar ao redor do globo e passar a ideia de que é eficiente para executar o que for preciso. 

    O que começou como “o motorista pessoal de todo mundo” virou “seguir em frente e seguir juntos”. O novo logo foi apoiado por criativos que incluíam pessoas do mundo todo, o que serviu para dois objetivos. 

    Primeiro, era representar a Uber como uma marca global. E segundo, para adicionar o aspecto humano na marca, transformando a Uber em algo mais empático, com o qual as pessoas podem se identificar. 

    Um ótimo exemplo recente de uma campanha da Uber foi o #GratefulUK. A campanha agradecia os agentes de saúde pelo seu árduo trabalho durante a pandemia de Covid-19. A empresa ofereceu corridas e refeições grátis durante o período do natal para todos os trabalhadores do sistema de saúde britânico. Eles também encorajaram as pessoas a compartilhar cartas, poemas e desenhos agradecendo os heróicos trabalhadores. 

    Outro ponto de mudança foi a decisão de 2019, quando a empresa foi a IPO. Dessa forma, a Uber completou o ciclo do rebranding que havia iniciado em 2017 com a saída de Kalanick do cargo de CEO. 

    O IPO da Uber 

    Menos de dois anos depois do início do rebrand, a Uber decidiu ir ao IPO. Mas não se engane, isso tudo fez parte da estratégia. 

    Por quê? As pessoas têm uma tendência a enxergar as empresas com IPO como mais maduras. Isso também gerou um certo senso de responsabilidade porque as empresas que chegam ao IPO precisam responder relatórios com frequência e são obrigadas a passar por processos regulatórios. 

    Isso tudo abre a empresa para grupos de investidores, o que gera mais transparência. E isso era exatamente o que a Uber precisava depois de todos os escândalos prévios. 

    Também é preciso dizer que ir ao IPO aumenta a receita de uma empresa. Isso gera mais dinheiro em caixa, o que a Uber necessitava de forma urgente após passar alguns anos perdendo bilhões de dólares. Dito isso, o IPO da Uber não saiu exatamente como o esperado. 

    As avaliações iniciais colocaram o valor de mercado da Uber em $120 bilhões de dólares. Isso faria da empresa americana a mais valiosa a se tornar pública. Porém, as ações da Uber saíram por $45 dólares e a avaliação da marca ficou em $82.4 bilhões de dólares. 

    O valor ficou abaixo do que muitos esperavam, porém, ainda assim, se tornou um dos IPO’s mais valiosos da história. Dito isso, as ações da Uber começaram a cair logo de cara, mas não iremos entrar em detalhes sobre isso aqui. 

    O que realmente importa é que com isso, a empresa agora sofre novas pressões. Os investidores e donos de ações querem resultados trimestrais e evitar perdas. E como veremos adiante, isso não tem acontecido. 

    A estratégia da Uber para se tornar oferecer novos serviços

    Com o passar dos anos, a Uber se tornou muito mais do que apenas um aplicativo que conecta passageiros e motoristas. A sua tecnologia permitiu a criação de novos serviços, o que possibilita que a empresa possa sonhar cada vez mais alto. 

    Ao introduzir novos serviços que aumentam o valor da marca na visão dos consumidores, a Uber cria novas oportunidades de capturar uma parte ainda maior da carteira dos seus consumidores. Isso tudo enquanto gera diferentes formas de criar mais receita para os motoristas parceiros. 

    Uber Freight

    Uber Freight é basicamente o Uber que conhecemos, mas para caminhões. A empresa lançou o seu app de caminhões sob demanda em 2017. A ideia por trás era bastante simples: unir quem precisa de uma transportadora a um caminhoneiro parceiro. 

    Em agosto de 2018, a Freight se tornou um braço separado. Esse movimento permitiu que a nova frente ganhasse mais notoriedade e pudesse gastar mais dinheiro. Após se separar da Uber, a Freight expandiu. 

    Em 2020, um grupo de investimento anunciou a intenção de investir $500 milhões de dólares na Uber Freight. Na época do anúncio, a Uber afirmou que manteria grande parte da empresa e que iria utilizar os novos fundos para continuar melhorando a logística da plataforma. Isso ajudaria os caminhoneiros a se comunicarem melhor com as transportadoras. 

    Uber Eats 

    O serviço de delivery Uber Eats foi lançado em 2016 e foi considerado o próximo passo lógico para a Uber. Ele se relaciona facilmente com o serviço tradicional da empresa e faz uso da larga frota de motoristas parceiros que a empresa já possui. 

    O Uber Eats foi lançado como um aplicativo separado e ganhou popularidade rapidamente. O novo serviço permitiu que os consumidores utilizassem as plataformas da Uber com uma frequência ainda maior

    Os consumidores que utilizam os dois aplicativos costumam, em média, solicitar 11,5 corridas por mês. Enquanto os que utilizam apenas um dos serviços solicitam em média 4,9 corridas ao mês

    Enquanto os clientes se beneficiaram com a conveniência do novo serviço, os motoristas também foram beneficiados. Com o Uber Eats, eles ganharam uma nova fonte de renda e um maior fluxo de corridas durante o dia. Isso aumentou o número de motoristas parceiros nos aplicativos

    Os motoristas que agora possuem novas fontes de renda, poderiam parar de utilizar os serviços da concorrência. Uma dor da Uber era que os seus motoristas parceiros, por muitas vezes, utilizavam aplicativos concorrentes para aumentar suas receitas. O Lyft é um exemplo desses aplicativos. 

    O Uber Eats também foi essencial para a empresa durante a pandemia de Covid-19. Enquanto o aplicativo de corridas diminuiu sua receita em 24%, o de delivery cresceu em 200%. O que evitou uma perda muito maior de caixa durante o ano de 2020. E essa perda seria inevitável se a Uber não tivesse diversificado os seus negócios. 

    Os carros de piloto automático como futuro da Uber 

    Talvez você já tenha ouvido falar no grupo de tecnologias avançadas da Uber, o ATG. Ele foi criado em 2016, com o propósito de desenvolver carros com piloto automático. Ou seja, carros que se dirigem sozinhos. Kalanick, o CEO da época, via esse movimento como fundamental para o futuro da Uber. 

    Apesar disso, a ATG trouxe grandes custos e problemas na segurança dos testes. Durante o período pandêmico, a Uber fez grandes esforços para conter a perda de dinheiro. Por isso, em 2020, a ATG foi adquirida por uma startup competidora, a Aurora Innovation

    Na verdade, a Uber vendeu a sua parte da ATG para a Aurora e depois investiu $400 milhões de dólares no grupo. Isso deu 26% das ações da empresa para a Uber. E o CEO da empresa de corridas, Dara Khosrowshahi também entrou para o conselho da Aurora. 

    As estratégias da Uber para se tornar um negócio lucrativo 

    Apesar da Uber alegar que será lucrativa em breve, muitos mantêm um certo tom de dúvida em relação a isso. A Uber vem perdendo bilhões de dólares nos últimos anos

    Apesar das perdas terem diminuído em 2020 devido ao Uber Eats, a empresa ainda perdeu $6.77 bilhões de dólares. A Uber planejava diminuir as perdas em 2021, mas pela pandemia, precisou gastar centenas de milhões de dólares. 

    Tudo isso para incentivar seus motoristas a voltarem para as ruas uma vez que a situação melhorou um pouco e as demandas por corridas subiram. Foi um golpe duro para a empresa.

    No seu S-1, um documento que toda empresa precisa enviar caso queira ir a IPO, a própria Uber falou sobre a possibilidade de nunca se tornar lucrativa. Mas como uma empresa de tanto sucesso, que é um ímã de investimentos, continua lidando com tantas perdas? 

    Ganho anual da Uber em bilhões de dólares. Fonte: The Call

    A grande questão é que a Uber não tem uma vantagem sobre seus competidores. Um aplicativo de corridas é algo extremamente fácil de ser replicado, e tem sido, em todas as partes do mundo. E uma vez que tem competidores, a Uber não fornece um serviço muito mais eficiente do que o da concorrência. 

    Como a Uber busca cortar seus custos 

    Como sempre, tudo depende do corte de custos. A necessidade de motoristas humanos que estão tentando ganhar um salário parece ser o maior problema da Uber. Eles custam muito caro. 

    Por isso a Uber aposta tanto em um futuro com carros que se dirigem sozinhos. Eles poderiam diminuir em até 80% os custos da empresa. Mas como já vimos, a empresa americana já vendeu a sua frente de tecnologia. 

    O principal problema da Uber na busca por lucratividade 

    A explicação mais simples para o modelo da Uber é a de que a empresa está focada em crescer e não em lucrar. Investimentos bilionários garantiram que a empresa pudesse continuar crescendo até estar em todos os lugares. E dessa forma, fez com que os consumidores precisassem dos seus serviços. 

    O problema é que ao contrário de empresas que conseguiram uma espécie de monopólio, como a Amazon, a Uber não fornece um serviço diferenciado. A empresa de corridas americana tem um serviço bastante semelhante ao das suas concorrentes, o que não permite que ela domine o mercado.

    A busca por lucro da Uber parece ter sido a razão pela qual em abril de 2021, o custo de uma corrida havia subido em 40%, segundo o New York Times. O aumento parece ter se dado devido à falta de motoristas parceiros na época. 

    A Uber é famosa por não pagar bem seus motoristas (segundo os próprios motoristas). O problema é que isso só funciona até um grande número deles decidir não trabalhar durante um determinado período. 

    Para balancear isso, a Uber precisa subir o preço das corridas. Mas dessa forma, acaba arriscando perder a sua força no mercado. Se as suas corridas forem mais caras, os passageiros não têm motivos para não utilizar os serviços de concorrentes. 

    Então, qual é a solução? Essa resposta é o futuro da Uber. A empresa tem tentado se posicionar como uma indústria de transportes, uma vez que ser um aplicativo de corridas não tem se mostrado ser um modelo sustentável. E isso é um problema enfrentado por todos, não apenas pela Uber. 

    O Journey Ads como nova estratégia da Uber 

    Uma das soluções encontradas pela Uber para aumentar a sua receita é um serviço anunciado recentemente chamado “Journey Ads“. O objetivo do novo projeto é apresentar publicidade de marcas interessadas durante a corrida dos passageiros. 

    Segundo a própria Uber, a iniciativa irá exibir propagandas baseadas no destino do passageiro e no seu trajeto. Isso irá criar uma espécie de jornada de compras

    Só o tempo irá dizer se a iniciativa dará resultados, mas a entrada da Uber no mundo do marketing digital é mais um sinal de que nenhuma empresa pode se dar ao luxo de ignorar a presença digital. 

    E isso serve para as empresas que estão anunciando ou para as que são plataformas de anúncio. Todas precisam estar no digital se buscam crescer. 

    Estratégias como a da Uber no seu negócio

    A história da Uber é a história de uma das empresas de maior sucesso da última década. Um crescimento meteórico e uma posição agressiva levaram a empresa americana ao topo muito rápido. Mas tudo isso veio com um preço bastante alto. 

    O crescimento da Uber tem se mostrado insustentável em diferentes frentes. E mesmo com todo o sucesso, a Uber continua não sendo um negócio lucrativo. Isso tudo só expõe a necessidade de um crescimento organizado e estratégico

    Para montar essas estratégias, pensadas exclusivamente para a sua empresa e o momento dela, uma assessoria de marketing é fundamental. Dessa forma, a V4 Company, maior assessoria de marketing digital do Brasil, desenvolveu o método V4. 

    Ele foi feito para empresas que buscam destaque no digital. Mas que não possuem um time especializado em marketing. 

    O método conta com 4 pilares: tráfego, engajamento, conversão e retenção. Dessa forma é possível metrificar e entender o momento da empresa, além de definir quais as melhores estratégias para o seu negócio. 

    Quer conhecer mais sobre a V4 Company? Então assista o vídeo abaixo: